terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Mate elétrico: sabor X tradição


No mês passado, eu tinha feito uma enquete no Instagram Stories do Repórter Riograndense sobre o que as pessoas presavam mais no chimarrão: sabor ou tradição.


A enquete tinha o intuito de saber se os apreciadores de chimarrão preferiam um mate, que segundo o costume gaúcho o mate precisa estar “pelando” de quente. Dependendo da temperatura da água, pode acabar queimando a erva, deixando o mate mais amargo. Ou se as pessoas preferiam um chimarrão presasse pelo sabor, usando a água na temperatura recomendado, cerca de 70°C, e também uso de composto de ervas misturados com a erva-mate como cidreira, camomila, erva-doce, gengibre entre outras ervas.


Para 72% das pessoas que votaram na enquete, o chimarrão tem de presar pela tradição. Isso mostra que parte das pessoas não aceitam “modismos” no preparo do mate.


No começo deste ano, o argentino Pablo Damián Gallego inventou a “cuia elétrica” que usa a eletricidade para aquecer o mate através de uma entrada USB ou por indução (sem fio). O fabricante afirma que as vantagens do mate elétrico são: manter a temperatura constante do chimarrão (em torno de 60°C), mais higiênico (evitando o acúmulo de resíduos por causa da troca constante de erva), e mais econômico, pois exige menos reposição de erva.

O "Mate Elétrico", invenção do argentino Pablo Darmián Gallego. Foto: Divulgação

"O importante do Mate Elétrico, mais do que manter a erva-mate na temperatura correta, que ela não se desmanche e que não tenhas que jogar ela fora, é que tu podes voltar a tomar um chimarrão meia hora depois de parar e ele vai estar igual ao primeiro", disse Gallego em entrevista ao jornal argentino Clarín.


O Mate Elétrico mantém temperatura constante do chimarrão evitando o choque térmico entre a água quente da garrafa térmica e água fria da cuia normal. Esse processo acaba deixando o chimarrão sem sabor durante o consumo, o chamado “mate lavado” como já estamos acostumados.


O Mate Elétrico é vendido em duas versões: cuia com entrada para cabo ou conjunto de cuia + base de carregamento sem fio. O custo varia de R$ 70 a R$ 270 reais, conforme tamanho e tecnologia usada na alimentação da energia.   A base também pode carregar aparelhos celulares que contam com o mesmo recurso. A cuia é encontrada nas cores branca e preta, e pode ter até indicadores de funcionamento em LED que dão o acabamento estético no porongo digital.


A seguir, te aprochega e confira o vídeo promocional do Mate Elétrico:




Você acredita que essa novidade chegará logo ao sul Brasil? Ou você continuará seguindo as tradições no preparo e consumo do “amargo”?


Fonte: G1 e GauchaZH

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