terça-feira, 7 de agosto de 2018

Jorge Guedes & Família preparam novo CD “Pra entender quem canta Assim”


Jorge Guedes & Família preparam mais um trabalho que será lançado no fim de 2018, o novo CD “Pra Entender Quem Canta Assim”, conta com dezoito faixas, dentre elas quatro regravações. Entre as regravações destaca-se o clássico gaúcho de Gilberto Monteiro “Pra Ti Guria”. O tema ganhou uma nova roupagem, na voz do missioneiro Jorge Guedes, pois conta com a letra de Ramón Ayala, grande maestro argentino. Também se encontra no novo álbum a releitura de Anahy & Karaí Guedes, sobre a música “Missioneira” de Luiz Carlos Borges e Mauro Ferreira, obra imortalizada na voz de Mercedes Sosa. O tema ganha nas vozes desses jovens virtuosos a versão em português.




O novo CD de Jorge Guedes & Família conta com a participação de grandes artistas, como: Luiz Carlos Borges, Glauco Vieira, Oscar Soares e Gilberto Monteiro. O grande poeta João Sampaio mais uma vez se faz presente como parceiro, letrista que já tem a marca registrada ao lado do Guedes. Também o nobre Rodrigo Bauer, Ramón Ayala, Silvio Genro, Mauro Ferreira, Adalberto Machado, Agremon Teixeira e um novo talento que está despontando no Rio Grande do Sul, o trovador e poeta João Barros. O saudoso Nenê Guedes irmão do Jorge, também é relembrado e homenageado pela família, a música “Cintura de Sapo” se faz presente no novo trabalho.

O novo CD dos Guedes, traz o “sotaque” diferenciado da gaita missioneira, o violão crioulo e singular dessa região, mesclados ao cantar audacioso e irreverente do missioneiro. As músicas foram compostas minuciosamente para que não só o Rio Grande do Sul, mas o Brasil e além-fronteiras, entendam o canto das missões. “Pra entender quem canta assim” é um trabalho com personalidade independente, transitando pelos vários ramos musicais e artísticos do sul do país, o canto forte, o dialeto, o bom humor, a forma de pensar, o romantismo e a qualidade musical que se tem nas missões e no Rio Grande.

O CD conta com a musicalidade latino-americana, marca registrada da Família Guedes, em termos rítmicos encontra-se a vaneira, o chamamé, contrapasso, marcha, milonga e demais variações musicais da música gaúcha.

Os temas variam do bom humor ao apelo social, com homenagens específicas aos mais variados personagens da nossa cultura, como o gaiteiro, o tropeiro, o costeiro e o homem do campo, que abrange uma grande parcela da história geográfica e intelectual do nosso estado.

O romantismo também se agrega nesse trabalho, este tema tão universal, toma forma no álbum da Família Guedes com o sotaque próprio e autentico do gaúcho.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

A história da vanera


A origem da vanera remete ao ritmo cubano habanera ou havaneira em algumas traduções para o português, é um estilo musical criado em havana. A habanera foi a primeira música genuinamente afro-latino-americana, que foi levada de Cuba para salões europeus por volta do século XVII. Foi sofrendo alterações em sua estrutura básica devido aos arranjos que lhe deram os músicos da Europa e assim, alterada, voltou às Américas através dos imigrantes portugueses e espanhóis por volta de 1866.

Da habanera derivam diversos ritmos, dentre eles a vanera gaúcha, muito popular nos bailes do Sul do Brasil.

Foto: YouTube


Da habanera para atual vanera, várias modificações foram feitas, na grafia e no andamento bem mais rápido, para se tornar bailável. Ao longo do tempo os conjuntos de baile gaúchos (fandangos) vêm desenvolvendo com sua experiência e criatividade vários padrões rítmicos em seus instrumentos típicos: acordeon, guitarra, baixo, bateria e pandeiro. Quer em suas apresentações ou em suas gravações.

A vanera conquistou um espaço privilegiado nos bailes gaúchos, sendo hoje, presença marcante e obrigatória em qualquer fandango que se  preze. Com alterações de andamento na execução, surgiram diversas variantes: vaneirão, vaneirinha.

 A vaneirinha é uma variante criada pelos gaiteiros gaúchos. Seu ritmo é executado um pouco mais rápido que a vaneira e mais lento que que o vaneirão.

Os passos da vaneirinha são idênticos aos da vaneira, dançados um pouco mais rápidos. O grupo Os Mirins se destacava na vaneirinha.  Seus maiores sucessos são Vaneirinha da Saudade e Vaneirinha do Amor.

O vaneirão é uma variante da veneira. Sua música é executada num ritmo rápido e é o que o distingue da vaneira e da vaneirinha.

Os passos de vaneirão são iguais aos passos da vaneira, apenas com um andamento mais rápido.

Também conhecido como limpa banco, o vanerão, presta-se à habilidade do gaiteiro de gaita piano ou botonera, sendo assim muitas vezes um tema instrumental. Quanto à forma musical o vanerão pode ser construído em três partes, utilizado em ritmos tradicionais brasileiros como o choro e a valsa.

Quando cantado, dependendo do andamento e da divisão rítmica da melodia, exige boa e rápida dicção por parte dos intérpretes. O vanerão com sua vivacidade exige bastante energia, tantos dos músicos, como dos bailadores de fandango.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Donos do Palco


Neste ano de 2018 o grupo Os Serranos está completando 50 anos de estrada. Vivemos numa época em que o artista do momento consegue ficar no topo do sucesso pouco tempo, muitas vezes graças a ajuda da mídia.

Porém, se manter no topo do sucesso por meio século é feito para poucos artistas. E Os Serranos podem se orgulhar de fazer parte deste seleto grupo.

Formação atual do grupo Os Serranos. Créditos: Divulgação


Para celebrar os 50 anos do grupo Os Serranos, trazemos a música Donos do Palco, composição do fundador do grupo, o gaiteiro Edson Dutra.

A seguir você a letra desta música que tem o selo de qualidade d’Os Serranos, além do clipe da música que faz parte do DVD Os Serranos 40 anos, gravado ao vivo em 2009 na cidade de Porto Alegre.


Donos do Palco


Composição: Edson Dutra

Intérprete: Os Serranos

À luz dos anos 60 com entusiasmo e nativismo
Lá na serra do Rio Grande dois jovens com gauchismo
Atrás de suas cordeonas com sonhos e idealismo
Iniciavam Os Serranos com trabalho e com civismo

Sempre foi nosso desejo do fundo do coração
Honrar a nossa bombacha, lenço, bota e cinturão
E nem que passe mil anos não vamos frouxar o garrão
Pois modismo não altera nossa linda tradição!

Meu irmão foi convocado e se chegou com euforia
E peleou junto conosco dia e noite, noite e dia
Outros colegas chegaram pra compor a parceria
Hoje levamos a vida cantando com alegria

E assim são os serranos em cada apresentação
Donos do palco em que pisam, seguros da profissão
Atendendo sempre aos fãs, repartindo emoção
Cada vez que canta um verso é uma semente no chão

Sempre foi nosso desejo do fundo do coração
Honrar a nossa bombacha, lenço, bota e cinturão
E nem que passe mil anos não vamos frouxar o garrão
Pois modismo não altera nossa linda tradição!






Te aprochega e confira trajetória completa do grupo Os Serranos

quinta-feira, 26 de julho de 2018

O mate argentino


Uma das várias coisas que os gaúchos têm em comum com os hermanos argentinos é paixão pelo chimarrão ou mate como é chamado na Argentina.

Sobre o mate, cada Argentino terá uma resposta diferente. Tradição, paixão ou uma desculpa para se encontrar com amigos. E é verdade, é isso e muito mais.

O mate para os argentinos é um símbolo, uma tradição, pode até representar a unidade nacional, é um costume social para os argentinos. O mate "faz você falar se você está com alguém e te faz pensar que quando você está sozinho."

Lionel Messi é grande apreciador de mate, ou chimarrão (Foto: Instagram)


A maior parte da população Argentina bebe mate da manhã e da tarde, mas não há nenhuma programação necessário. Você pode beber mate a qualquer hora do dia.

Geralmente presentes nas reuniões dos argentinos, juntamente com o saco de biscoitos.

Definitivamente sim! Há muitas maneiras de se preparar "mate". Mas aqui deixamos as alternativas mais conhecidas.


Tereré ou mate Frio


 É o mais comum de preparar o mate quando é muito quente e forma muito comum no norte da Argentina. É preparado da mesma maneira, (mas também é possível adicionar gelo) e em vez de utilizar água quente, água fria ou sumo é usado.


Leite Mate


A variação aqui não é dada pela temperatura, mas em vez de utilizar água, leite quente é usado. Alguns também combinar o leite com um pouco de água, mas em ambos os casos, é chamado mate de leite.


Com outros ingredientes


Enquanto a erva-mate é o ingrediente principal, alguns acrescentam casca de laranja ou tangerina seca, grãos de café ou algum tipo de erva natural (como hortelã, boldo, etc.)

Te aprochega e confira passo a passo o preparo do mate argentino:



terça-feira, 3 de julho de 2018

Resultados do 1º Sentinela da Chula


No último final de semana aconteceu em Vacaria no CTG Sentinela da Querência, o 1º Sentinela da Chula. A coordenação em Vacaria foi do instrutor de danças Diego Souza. 

Os resultados foram os seguintes nas diversas modalidades:

Foto: TV Chula


Chula Pré-Mirim

1º Lugar Kailon Pereira, CTG Alexandre Pato, Lagoa Vermelha
2º Lugar Miguel Bonoto, CTG Laço da Amizade, Gravataí
3º Lugar Adalberto Junior de Gravataí, CTG Aldeia dos Anjos

Chula Mirim

1º Lugar Eduardo Latroni de Gravataí, CTG Aldeia dos Anjos
2º Lugar Eduardo Pereira de Vacaria, CTG Sentinela da Querência
3º Lugar Francisco Ferreira Pato Branco, CTG Marca Nativista

Juvenil

1º Lugar Leonardo Maison, GDF Os Farroupilhas de Santo Ângelo
2º Lugar João Vitor Teixeira, CTG Velha Carreta, Caxias do Sul
3º Lugar Nicolas Aquino, Venâncio Aires

Adulta

1º Lugar Kelvin Moises, CTG Guapos Do Itapuí
2º Lugar Pablo Geovane, CTG Tiaraju
3º Lugar Junior Lima, CTG Porteira do Rio Grande, Vacaria

Veterano

1º Lugar Alex Brizola, CTG Chaleira Preta, Ijuí
2º Rafael Sicrope, CTG Planalto Lageano
3º Douglas Boeira, CTG Porteira do Rio Grande, Vacaria

Xiru

1º Lugar Júlio Arruda de Lages CTG Barbicacho colorado
2º Lugar Olmiro Jr do CTG Carreteiros do Horizonte de Horizontina
3º Lugar Jefe Moreira, do CTG Juca Ruivo, Maravilha - SC

Chula Trio

1º Lugar Os Vacarianos, "Cassio, Felipi, Boeirinha”
2º Lugar Chula Nativa, Lagoa Vermelha
3º Lugar Os Teatinos, Pato Branco


Fonte: Rádio Esmeralda de Vacaria

Escolha da 1ª Prenda e do Peão Farroupilha da 8ª Região Tradicionalista


No último sábado (30), aconteceu a 49ª Ciranda Regional de Prendas e o 31° Entrevero Cultura de Peões, que teve como objetivo escolher os representantes da 8ª Região Tradicionalista. Dois integrantes do prendado do CTG Porteira do Rio Grande venceram o concurso em suas categorias, após realizarem diversas provas, entre elas de conhecimento, artísticas e culturais.

Foto: Tua Rádio Fátima

Parabenizamos Taynara Oliboni Carneiro Vieira, que recebeu o título de 1ª Prenda, e Felipe Rodrigues de Camargo Peão Farroupilha da 8ª Região Tradicionalista.

A patronagem do CTG Porteira do Rio Grande cumprimenta a todos os peões e prendas que representam a 8ª Região neste próximo ano.


Categoria: Prenda

Taynara Oliboni - 1ª Prenda


1º lugar: Taynara Oliboni Carneiro Vieira – CTG Porteira do Rio Grande
2º lugar: Giovana Antunes Paschoal – GC Gaúchos de 35

Categoria: Juvenil

1° lugar: Júlia Furtado Bittencourt – GAN Lagoa Vermelha
2º lugar: Anne Cristine de Lima Rosa – CTG Presilha do Rio Grande
3ºlugar: Yohana Hoffmann Oliveira - CTG Rancho da Integração

Categoria: Mirim

1° lugar: Maria Eduarda Belan - GAN Lagoa Vermelha
2° lugar: Larissa Oliveira Boeno – CTG Rancho da Integração
3° lugar: Marina Mitsue Benedet Kikuchi – GC Gaúchos de 35


Categoria: Peão

Felipe de Camargo - Peão Farroupilha



1º lugar: Felipe Rodrigues de Camargo – CTG Porteira do Rio Grande

Categoria: Guri

1° lugar: Alexandre Oliveira da Costa – GC Gaúchos de 35

Categoria: Piá

1º Ênio Muliterno Neto – GAN Lagoa Vermelha
2º lugar: Eryke Melo Soares – CTG Herança de Tropeiros


Fonte: Assessoria de Imprensa do CTG Porteira do Rio Grande

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Aprenda a preparar o chimarrão invertido


Gaúcho que é gaúcho nunca deixa de tomar o seu sagrado chimarrão. No verão, o mate serve refrescar e no inverno para aquecer nos dias de frio. O chimarrão só não cura mesmo é dor de amor.

Você que é apreciador de bom chimarrão e gosta de inovar, já experimentou preparar o chimarrão invertido?


Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS


Caso tenha interesse de preparar o mate de um jeito diferente, a seguir confere passo a passo para preparar o chimarrão invertido. Essas dicas foram retiradas do site Escola do Chimarrão de Venâncio Aires.

No final do texto ,tem um vídeo que mostra a maneira correta de preparar do chimarrão invertido.


Você precisa de:


- Cuia

- Bomba

- Erva-Mate

- Água-quente (70ºC)


Tempo de preparo: Três minutos



1. Coloque uma colher de erva-mate no fundo da cuia (para dar sabor).

2. Adicione água quente (na temperatura de tomar +/- 70ºC) até o pescoço da cuia.

3. Coloque a bomba dentro da cuia e posicione.

4. Cubra toda a abertura da cuia com erva-mate.

5. Com auxílio de uma espátula ou colher afirme a erva-mate sobre a água pressionando suavemente.

6. Do lado oposto da bomba, puxe a erva em direção ao centro criando um espaço.

7. Umedeça essa abertura e empurre para dentro até alcançar a água no fundo da cuia.

8. Ajeite a erva-mate e está pronto o chimarrão Invertido!


** Para o embelezamento do mate, depois de pronto pode-se utilizar erva-mate peneirada para acabamento!






No meu caso, na época que eu trabalhava no jornal Correio Vacariense decidi me arriscar a preparar o chimarrão invertido, pois eu mateava com o diagramador todos os dias. Na primeira vez não deu certo, mas depois peguei o jeito.

Eu recomendo a fazer o chimarrão invertido nas cuias que tem o pescoço. Em casa, quando eu preparo o chimarrão eu uso a cuia argentina, pois geralmente eu gosto de matear sozinho.

E vocês, gostaram? Deixa nos comentários se conseguiu preparar.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Jorge Guedes - o cantor missioneiro do sucesso Nego Betão


O blog Repórter Riograndense nasceu da iniciativa do jornalista Mateus Rosa da cidade de Vacaria, amante da escrita e da música gaúcha. Cresci ouvindo Teixeirinha, Os Monarcas, José Mendes, Tchê Garotos entre outros artistas.

Em cinco anos de blog, pela vez entrevistei um grande nome da música gaúcha – o missioneiro Jorge Guedes. Jorge Guedes & Família ficaram bem conhecidos através da música “Nego Betão”.



Jorge Procópio Ferreira Guedes, ou Jorge Guedes nasceu em São Luiz Gonzaga no dia 13 de setembro de 1964 é um cantor e compositor da Música nativista, missioneiro e parceiro de arte de nomes como Noel Guarany, Jayme Caetano Braun e Cenair Maicá.

Jorge Guedes é um dos melhores cantores do Rio Grande do Sul, sendo um divulgador da cultura missioneira em palcos nacionais e internacionais e programas de grande notoriedade como o Programa do Jô e Sr. Brasil com Rolando Boldrin.

Em 2014 recebeu da assembleia legislativa do estado do Rio Grande do Sul o prêmio Vitor Mateus Teixeira, na categoria de melhor compositor.

Nesta entrevista exclusiva ao blog Repórter Riograndense fala a sua carreira, influências musicais de tocar ao lado dos filhos e do sucesso Nego Betão, que inclusive foi regravada recentemente pelo grupo Os Serranos.

Desde já, quero agradecer a produtora executiva de Jorge Guedes & Família, Eloisa Pes, que entrou em contato comigo para repassar o material de divulgação do cantor e possibilitou esta entrevista.

Espero em breve trazer outros nomes da música gaúcha, sejam cantores nativistas ou integrantes de grupos de baile gaúcho. Fiquem com a entrevista.



Como começou a carreira?

Jorge Guedes: Eu comecei ao lado da minha família, com meus irmãos e meu pai, depois com o Conjunto Os Caranchos nos anos 80. O meu primeiro disco foi ao lado de Noel Guarany, no LP “A volta do Missioneiro” e a partir daí, segui gravando trabalhos individuais, nessa carreira que soma mais de 30 anos. Hoje com a família, buscamos resgatar e divulgar, em todos os meios, a nossa arte e música gaúcha.

Quais são as principais influências?

JG: Graças a Deus, a nossa região missioneira soube ser fértil musicalmente, tive influências de grandes artistas como Noel GuaranyCenair MaicáJayme Caetano BraunTelmo de Lima Freitas, Reduzino Malaquias e outros grandes nomes, que foram essenciais para a nossa formação cultural. Em casa tive uma família musical, sendo o meu pai “Chico Guedes” o nosso grande mentor.


Quando surgiu a ideia de formar um grupo musical com os seus filhos? Como é esta experiência?


JG: A música é algo que passa de geração em geração na nossa família, não foi diferente com meus filhos, que desde muito jovens, tiveram interesse e responsabilidade com a nossa música. Hoje fazem dessa arte a sua profissão, profissionais talentosos que carregam comigo, um legado e uma história. Estar e trabalhar com os filhos é maravilhoso e empolgante. Me sinto um privilegiado.


Fale sobre a inspiração da música “Nego Betão”? Você considera seu maior sucesso? Porquê?


JG: Tivemos a felicidade de poder prestar essa homenagem em vida, ao grande Nego Betão, do velho Santo Antônio das Missões. Este amigo e campeiro de fato, foi a figura central do nosso tema, pois, o Nego Betão, carregava na estampa e na sua maneira de ser, a autenticidade do espírito gaúcho.  Essa parceria com o compadre João Sampaio, se tornou um grande sucesso, talvez o maior em nossa carreira, é um trabalho verdadeiro e original, que segue forte, pelo apelo cultural e humano que tem. É emocionante ver essa música cantada pelo povo, e em especial pelas crianças, em todos os lugares que a gente passa. Isso nos gratifica e alegra imensamente.


Fale sobre os Prêmios que você já recebeu durante a sua carreira? Qual foi o mais marcante?

JG: Ser lembrado e poder representar um gênero tão importe, nos motiva demais, nos lembrando, que estamos no caminho certo. Receber o carinho dos amigos que gostam do nosso trabalho, não tem preço, como foi na enquete do G1, em que recebemos 3 indicações e 50 mil votos. Também foi marcante o Prêmio Vitor Mateus Teixeira (Teixeirinha), comigo como melhor compositor em 2014 e minha filha, Anahy Guedes, melhor cantora em 2017.


O que os fãs podem esperar do novo trabalho de Jorge Guedes & Família?


JG: Os nossos amigos e fãs, podem esperar o nosso respeito e comprometimento com a história musical gaúcha, queremos trazer neste novo trabalho muita alegria, aos apreciadores da música gaúcha e missioneira. Acreditamos que é importante contar e cantar em versos, os nossos costumes e tradições culturais, trazendo o cantar autêntico do cancioneiro guaranítico e Rio-grandense. 


Uma mensagem final a todos que acompanham e gostam do seu trabalho e da música missioneira.


JG: Queremos deixar a todos, o nosso abraço missioneiro, que esse ano reserve grandes alegrias e realizações aos amigos. Nós da Família Guedes, estamos levando o canto que brota do chão missioneiro, para todos os rincões e recantos, que esperam uma mensagem de paz e compromisso, com as raízes do Sul do país. Um grande e fraterno abraço de Jorge Guedes & Família.



Informações sobre os Integrantes de Jorge Guedes & Família 


Jorge Guedes

Artista comprometido com o chão onde pisa, o tempo em que vive e com uma escola musical surgida com o pioneirismo de Noel Guarany (com quem iniciou fonograficamente e por quem foi apontado como herdeiro e sucessor artístico). Jorge Guedes, juntamente com sua Família, vem trilhando uma senda de manutenção e revitalização de uma memória e uma identidade guarani e missioneira.

Jorge Guedes andou com sua família pelo Rio Grande do Sul, pelo Brasil e pela América Latina participando de eventos de grande visibilidade midiática, como o Encontro Internacional de Chamameceros, a Mostra da Arte Missioneira em Posadas na Argentina, Programa do Jô Soares, Sr. Brasil com Rolando Boldrin, as comemorações dos 40 anos da morte de Che Guevara na Bolívia e inúmeros shows em festivais e em teatros para plateias seletas. Em 2014 recebeu da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul o prêmio ‘’Teixeirinha’’ na categoria melhor compositor e também no mesmo ano com ‘’Nego Betão’’, a melhor música do ano.

Em 2016 conquistou o melhor CD do ano com o álbum ‘’Um Cacique e Sua Gente’’ e melhor música do ano, ‘’Que Nem Dois Ermão” e a indicação de melhor cantora com Anahy Guedes, em uma enquete realizada por Giovani Grizotti e RBS TV, em votação via internet, aonde Jorge Guedes & Família acumularam com as três indicações mais de 70.000 votos. Tem vários trabalhos gravados sendo o primeiro com Noel Guarany, ''A Volta do Missioneiro'' e depois trabalhos solos como Terra Missioneira, Paisagens de Fim de Tarde, Por Quê Será Che Guevara, De Boina e Alpargatas, Das Missões Às Cordilheiras e com a Família os álbuns Sem Tinta e Um Cacique e Sua Gente. Recentemente gravou uma série de clipes, em São Luiz Gonzaga estendendo-se por toda região missioneira, ideia esta que a família vem planejando há um bom tempo, buscando retratar o que há de mais original e autêntico. Em setembro de 2017 foi disponibilizado na internet seu primeiro clipe, que foi gravado na estância onde viveu Getúlio Vargas, com a música “Rio Grande no Coração” de (Jorge Guedes/João Sampaio).

Anahy Guedes


Jovem cantora dona de um talento muito especial, começou sua carreira ao lado do pai, mostrou seu talento em muitos palcos não só no Rio grande do Sul, mas em vários cenários da América latina e programas de âmbito nacional como o de Jô Soares.

É considerada uma das grandes referencias da voz feminina no estado, sendo reverenciada por sua voz forte e marcante.

Além de cantora e violonista é compositora, teve parceria com Ramón Ayala, expoente e ícone da música argentina.

Foi premiada duas vezes com o troféu Pixinguinha no festival de música instrumental de Guarulhos, em São Paulo ao lado de seus irmãos.

Em 2016 foi indicada como melhor cantora do Rio Grande do Sul, arrecadando mais de 20.000 votos. Em novembro de 2017 ganha troféu Victor Mateus Teixeira, pela Assembleia Legislativa de melhor cantora do ano do Rio Grande do Sul.

Karaí Guedes


Conhecido como violonista prodígio por vários críticos não só da música regional, mas também da música popular brasileira, Karaí Guedes teve como professo o pai Jorge Guedes.

O jovem Karaí, cantor e guitarreiro já representou o estado em palcos grandiosos como no Teatro Municipal do Rio de Janeiro ao lado da orquestra sinfônica e de Yamandú Costa, onde foi aplaudido de pé. Foi escolhido entre quatro violonistas brasileiros, para homenagear o grande Raphael Rabello, na TV cultura nacional.
Já dividiu o palco com músicos como Raulito Barbosa, Rudy y Nini Flores, Lucio Yanel, Luiz Carlos Borges, Yamandú Costa entre tantos outros, que não só compartilharam o cenário, mas que foram conquistados pelo talento desse gaúcho.
                                        

San Pedro de la Cordeona



Esse instrumentista do acordeom cromático de cinco ilheiras, conquistou o respeito de mestres como Raulito Barbosa, Oscar dos Reis, Gilberto Monteiro, Mirco Patarini, Luiz Carlos Borges, Renato Borguetti entre tantos outros.

Inspirou se muito na cordeona do gaiteiro das missões Reduzino Malaquias e seu avô Chico Guedes.

Ao lado da família participou de vários festivais, entre eles o Fiesta Nacional del Chamamé em Corrientes Argentina, Festival de música instrumental de Guarulhos e vários festivais da música gaúcha.

Sempre junto do pai, já esteve na Bolívia nos 40 anos de morte do Che Guevara, no Jô Soares e em muitos palcos e programas de destaque.


Santiago Pacheco

Esse argentino “santiagueño” de origem “Quíchua”, desde pequeno trouxe o talento herdado da família.


Músico desde sempre traz consigo a cultura de onde vem. Baixista e percussionista, resgata em seu trabalho a música índia que corre em suas veias. Já esteve em vários palcos pela América latina, trocando informações com os povos “Hermanos”.

Hoje com a família Guedes, veio a integrar e ressaltar a irmandade dos povos latino americanos.





Andresito Guarany




Este jovem acordeonista e cantor, filho mais novo de Jorge Guedes, desde muito cedo mostrou grande personalidade e talento para a música. Esteve com a família em festivais como o Encontro Internacional de Chamameceros, Fiesta Nacional del Chamame em Corrientes, Festival Da Tafona em Osório, A Mostra da Arte Missioneira em Posadas na Argentina e outros eventos de grande notoriedade do Rio Grande.

Andresito traz em seu acordeom, grandes influencias nacionais e internacionais, trazendo a essência missioneira e gaúcha em seu toque e a vertente latino-americana em sua maneira de expressar a música. Grande promessa e já realidade do acordeom piano e canto no estado, veio a agregar forças com a família em prol da arte, da nossa terra e da nossa gente.



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