quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Escola da Vanera

Atuando na noite, tocando em bandas e bailes no sul do Brasil por mais de 10 anos, viajando e tocando mais de 20 shows no mês, Diego Pessoa, baixista do grupo Julian e Juliano e Só Vanerão (JJSV), percebeu que faltava materiais especializados para esses músicos que vivem do baile.  

Diego Pessoa, baixista do grupo JJSV e criador do projeto Escola da Vanera. Divulgação/Escola da Vanera


Para todos esses músicos que atuam e vivem da noite, tocando bailes, nossa música fandangueira, baileira, tocando a Vanera. Então surgiu a ideia de criar a Escola da Vanera.

Escola da Vanera é a primeira escola da música criada por músicos de baile e para músicos de baile, para contar as nossas histórias e vivências.
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Venha ouvir essas histórias, aprender dicas e macetes que você não encontra em livros.

Assista o teaser do projeto Escola da Vanera:


Para acompanhar o projeto Escola da Vanera, basta se inscrever no canal do Diego no YouTube, clicando aqui ou na fanpage Escola daVanera.

Encontro com Os Serranos na TV


Após o grande sucesso do Programa “Encontro com Os Serranos” que, no rádio teve seu início em 2004 – atualmente com exibição em mais de 260 cidades pelo país e exterior – o acordeonista, compositor e cantor Edson Dutra embarcou em um novo e ambicioso projeto; como apresentador de televisão, dando início ao “Encontro com Os Serranos na TV”, programa que teve sua estreia em março de 2015, já com exibição em diversos estados.



O programa tem por objetivo disseminar a cultura gaúcha pelo Brasil a fora, com muita música e atrações diversas, enfocando não apenas os sucessos do grupo Os Serranos, mas também de muitos convidados especiais, artistas que fazem parte da história da nossa terra e da cultura sulina.

Formado por quatro blocos, o programa traz muita diversidade.

O 1º Bloco tem a “Boa música do Os Serranos”, interpretada por seus integrantes, focalizando seus sucessos e músicas de seu vasto repertório.

O 2º Bloco é de “Variedades”, onde a cada programa, o telespectador conhece através de diversos quadros, muito mais da cultura gaúcha.

O 3º e 4º Blocos constituem o “Momento Nobre”, onde o apresentador Edson Dutra traz convidados especiais para uma boa prosa e muitas músicas para os telespectadores.

O próprio Edson Dutra faz o convite:



Para acompanhar o Encontro com Os Serranos na TV basta se inscrever no canal oficial do programa no YouTube, clicando aqui.

Felipe de Camargo: o Peão Farroupilha da 8ª Região Tradicionalista


Quando falamos sobre a cultura gaúcha, muitos vem na nossa mente a imagem do gaúcho campeiro na lida de campo laçando bois ou domando cavalos. Mas ser gaúcho vai além das atividades campeiras.

Dançar em invernadas, declamar em concursos artísticos e conhecer a história da Rio Grande do Sul são requisitos que muitos peões que participam de entidades tradicionalistas se dedicam a aprender.

Um belo exemplo de amor e dedicação com cultura gaúcha é o atual Peão Farroupilha da 8ª Região Tradicionalista e do CTG Porteira do Rio Grande, Felipe de Camargo, de 20 anos, estudante do curso Direito da Universidade de Caxias do Sul.

Felipe de Camargo, Peão Farroupilha da 8ª Região Tradicionalista. Arquivo pessoal


Assim como entrevistamos as prendas Taynara Oliboni e Jéssica Maciel, o blog Repórter Riograndense conversou com Felipe sobre seu início no tradicionalismo, sobre os requisitos necessários para ser o peão farroupilha e também sobre o futuro do tradicionalismo em relação as próximas gerações.


Como foi o seu primeiro contato com a tradição gaúcha?


Felipe de Camargo: Iniciei minha caminhada tradicionalista no ano 2000, junto a um projeto desenvolvido por peões e prendas de entidades tradicionalistas aqui do município - integrantes do projeto iam até as escolas e trabalhavam assuntos relativos a danças tradicionais e de salão. O projeto durou cerca de seis meses, e após seu término, por convite de uma amiga da família, iniciei minha caminha em uma entidade tradicionalista com cinco anos de idade. Foi então que ingressei no Grupo de Cultura Gaúchos de 35, onde permaneci por algum tempo. Foi um período de muito aprendizado, que vai além da dança: aprendi a verdadeira essência do “ser tradicionalista”. Acredito que tenha sido este o momento em que ensejou em mim a vontade de contribuir com a cultura gaúcha.

Sabe-se que dentro das invernadas de dança temos diferentes categorias, e quando passei à categoria Juvenil, minha entidade não contava com a respectiva invernada. Foi então que fiquei um tempo afastado do Movimento, até surgir o convite para eu integrar a invernada Juvenil do Centro de Tradições Gaúchas Porteira do Rio Grande, o qual pertenço até hoje, integrando a invernada Adulta. Portanto, posso dizer que a dança sempre esteve presente na minha caminhada tradicionalista, foi o ponto que me chamou atenção e fez com que me permitisse alçar outros objetivos dentro do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Felipe nas ruínas de São Miguel da Missões. Arquivo pessoal


Quando que surgiu a oportunidade de ser Peão Farroupilha?


Felipe: Desde 2014, já fazia um tempo que estava no CTG Porteira do Rio Grande, e então abriram as inscrições para o “Entrevero Cultural de Peões e Ciranda Cultural de Prendas”. Desde o início me despertou o interesse de participar desta área do tradicionalismo, que até então não conhecia.

Como tudo na vida temos caminhos distintos e assim devemos escolhe-los, no mesmo ano do “Entrevero” estava terminando o Ensino Médio, e consequentemente, eu prestaria vestibular para iniciar minha vida acadêmica. Diante dessa situação, decidi postergar a participação para o ano seguinte. Porém, mesmo não sendo membro do Departamento Cultural da entidade, participava junto com os peões e prendas nos eventos culturais, palestrava, realizava as apresentações, e foi durante esse período que pude ter a certeza do que eu queria, e entender a magnitude do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Em 2016 me consagro então, “Peão Farroupilha” da entidade e, esse ano, “Peão Farroupilha” da 8ª Região Tradicionalista.

O cavalo é o melhor amigo do gaúcho para atividades do campo. Arquivo pessoal


Quais são os requisitos para ser Peão Farroupilha? 


Felipe: Primeiramente, acredito que antes de se discutir requisitos, é necessário que o peão queria assumir como “Peão Farroupilha”, e entender todos os percalços que o caminho vai ter. As provas seguem basicamente os moldes dos outros concursos: prova escrita; provas campeiras (emalar capa ou poncho, chimarrão, trançar, encilhar o cavalo, entre outras); prova oral; prova artística; pasta relatório; e pesquisa de campo. Vale ressaltar que todos os temas são disponibilizados com antecedência e com indicação bibliográfica.

Para ser um peão farroupilha é preciso dominar as atividades campeiras. Arquivo pessoal


Quais são as outras atividades que você participa no CTG?


Felipe: Como um dos requisitos para a prova artística é ter uma apresentação individual (cantar, declamar ou tocar um instrumento), decidi declamar, atividade que realizo desde minha preparação para o meu primeiro concurso e sigo até hoje. Mas, acredito que toda e qualquer atividade dentro e fora de nossas entidades, que visem preservar valores e enaltecer a causa tradicionalista, são válidas e dignas de aplausos.


O que você mais gosta da cultura gaúcha?


Felipe: Durante a caminhada através do tradicionalismo, passamos por muitas experiências, as quais posso dizer com toda certeza, são enriquecedoras para o intelecto e acima de tudo, os laços fraternos que temos a chance de criar. Hoje, mesmo com a carga cultural que carrego, não saberia dizer com precisão o que mais gosto na cultura gaúcha. Reafirmo que toda atividade dentro do Movimento Tradicionalista Gaúcho só vem a somar com as ideias que se assentaram ao longo dos seus 52 anos de história.


Como os CTGs podem atrair mais jovens para o tradicionalismo?


Felipe: Jovens tradicionalistas são a engrenagem propulsora para a perpetuação da cultura gaúcha, e sendo o Movimento Tradicionalista Gaúcho a tradição passada de geração em geração, e o jovem a parcela mais ativa que compõe esse movimento, a responsabilidade deste, aumenta.

A partir do momento que o jovem toma consciência de que o Movimento é a tradição que recebe dos mais velhos, cabe a ele trabalhar para que possa garantir que passará essa mesma cultura, ainda mais aperfeiçoada, de modo que respeite os princípios base do MTG, mas que a torna cada vez mais acessível e igualitária a todos que enseje a vontade de integrar essa associação cívica e cultural. Atualmente, vejo que as entidades tradicionalistas devem abrir mais suas portas para receber os jovens. Vivemos em sua sociedade diferente daquela de 1947 (início do Movimento organizado), mas nem por isso a sociedade de hoje, pode ser considerada menos gaúcha.

Barbosa Lessa, no ano de 1954, quando apresentava a Tese do Sentido e o Valor do Tradicionalismo, mostrava-se preocupado com o jovem na sociedade e sua participação dentro do tradicionalismo: “pois a maneira mais segura de garantir à criança o seu ajustamento à sociedade é precisamente fazer com que ela receba, de modo intensivo, aquela massa de hábitos, valores, associações e reações emocionais - o patrimônio tradicional, em suma -, imprescindíveis para que o indivíduo se integre eficientemente na cultura comum”, disse.

Acredito que o Movimento tem muito a agregar na sociedade, mas antes disso, ambas as partes deste processo (MTG e os jovens), devem entender que os tempos são outros e que ambos podem convergir nas mesmas ideias, desde que respeitados os princípios tradicionalistas.

Felipe se orgulha de ser um defensor da cultura gaúcha. Arquivo Pessoal


O você diria para algum jovem que quisesse fazer parte de CTG e se tornar tradicionalista?


Felipe: Estamos dentro de um meio muito saudável, onde é possível perceber que todos têm espaço e voz, desde as gerações mais novas, até as mais experientes. O tema deste ano do MTG nos diz: “unindo gerações para construir o amanhã”, ou seja, precisamos de pessoas que venham a somar cada vez mais com a causa tradicionalista, que se doem por inteiro e, acima de tudo, que estejam abertos ao aprendizado e a criação de laços fraternais dentro de nossas entidades.

É costumeiro dizer que cada Centro de Tradições possuí sua família tradicionalista, e de fato criamos estes sentimentos de irmãos que lutam pelo mesmo objetivo, preservar valores e resgatar os legados de nossos antepassados. É necessário que todo aquele que tenha a premissa que ingressar no meio tradicionalista entenda que acima de um espaço de cultura e lazer, temos a responsabilidade de levar adiante os compromissos assumidos nos diversos ramos que o tradicionalismo nos oferece, seja no departamento campeiro, artístico, cultural ou outros. Somos a vitrine de inspiração para as novas gerações.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

A história do troféu Candeeiro Farrapo


Durante os festejos da Semana Farroupilha a Câmara Municipal de Vacaria entrega o troféu Candeeiro Farrapo às personalidades que se destacam pelo seu empenho que se dedicam em cultuar, preservar e divulgar às tradições gaúchas.

Essa honraria foi criada pelo Poder Legislativo vacariense em 2004. Entre os homenageados estão tradicionalistas que infelizmente já faleceram como Nico Fagundes, Adelar Bertussi, Volmir Martins e Paixão Côrtes, sendo esse o primeiro a receber o Candeeiro Farrapo. A cantora Fátima Gimenez é a única mulher que receber o troféu.

Troféu Candeeiro Farrapo. Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Vacaria


Na atual legislatura, os vereadores estão escolhendo homenagear tradicionalistas de Vacaria, valorizando assim as pessoas de nossa terra.

O homenageado deste ano de será o músico Deoroci Fernandes da Silveira. O músico foi um dos fundadores do conjunto Os Caudilhos, também contribuiu com a formação dos conjuntos Os Vacarianos e Chamamento.


Te aprochega e confira a lista de todos os homenageados do troféu Candeeiro Farrapo:


2004:  João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes (Paixão Côrtes), pesquisador e folclorista

2005:  Werner Eduardo Schünemann, ator

2006:  Mario Rubens Battanoli de Lima (Mano Lima), cantor e instrumentista gaúcho

2007:  Adelar Siqueira Bertussi, músico tradicionalista

2008:  Antonio Augusto Fagundes (Nico Fagundes), tradicionalista

2009:  Elton Benício Escobar Saldanha, músico tradicionalista

2010:  Volmir Martins, repentista, cantor e apresentador tradicionalista

2011:  Nésio Alves Corrêa (Gildinho), gaiteiro, cantor e compositor

2012:  Fátima Gimenez, cantora e compositora tradicionalista

2013:  Cristiano Quevedo, cantor e compositor tradicionalista

2014: Antônio César Pereira Jacques (Baitaca), cantor e compositor tradicionalista

2015: Omair Ribeiro Trindade, tradicionalista, historiador, ator, compositor, homem de rádio, televisão e cinema.

2016: José Atanásio Borges Pinto, poeta, letrista, compositor, contista e pesquisador do falar regional gaúcho.

2017: João Maria Pinheiro da Rosa, acordeonista e professor de música 

2018:  Deoroci Fernandes da Silveira, músico, radialista e vereador


Fonte: Câmara Municipal de Vacaria

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Paixão Côrtes


João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes, mais conhecido como Paixão Côrtes nasceu Santana do Livramento, Rio Grande do Sul no dia 12 de julho de 1927.

O ex-aluno do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, Paixão Côrtes é era personagem decisivo da cultura gaúcha e do movimento tradicionalista no Rio Grande do Sul, do qual foi um dos formuladores, juntamente com Luiz Carlos Barbosa Lessa e Glauco Saraiva. Juntos, partiram para a pesquisa de campo, viajando pelo interior, para recuperar traços da cultura do Rio Grande.

Em 1948, organizou e fundou o CTG 35 e, em 1953, fundou o pioneiro Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição. Em 1956, Inezita Barroso gravou as músicas tradicionais gaúchas Chimarrita-balão, Balaio, Maçanico e Quero-Mana, Tirana do Lenço, Rilo, Xote Sete Voltas, Xote Inglês, Xote Carreirinha, Vaneira Marcada, recolhidas por Paixão Côrtes e Barbosa Lessa.

Foto: Eduardo Seidl / Correio do Povo


Em 1949, Paixão Côrtes se formou em Agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele desenvolveu na Secretaria da Agricultura o trabalho de extensão no interior do Estado. Segundo ele, o fato de ser folclorista e "falar a mesma língua do homem do campo" facilitou a comunicação e a implantação de novas tecnologias.

Ele começou a trabalhar na Secretaria da Agricultura aos 17 anos como classificador de lã. Em 40 anos de serviço, passou pelas Estações Experimentais de Pelotas, Santana do Livramento e nos Campos de Cima da Serra e em Porto Alegre, também como professor dos cursos de classificação de lã, ovinotecnista e, por fim, chefe do Serviço de Ovinotecnia.

Paixão Côrtes foi responsável pela abertura de mercado da ovinocultura no Rio Grande do Sul. Foi ele quem trouxe da Europa novos métodos e tecnologias de tosquia, desossa e gastronomia, além de incentivar o consumo de carne ovina.

Como apresentador e produtor de programas de rádio apresentou os programas Festa no Galpão (1953), Grande Rodeio Coringa (1955) e Festança na Querência (1958). Compôs as músicas Jacaré, Ratoeira e Xote carreirinho.

Em 1958, Paixão Côrtes apresentou-se no Olympia de Paris, no palco da Universidade de Sorbonne, no Hotel de Ville, no Teatro Alhambra, além de clubes noturnos e cabarés. Em 1962, Inezita Barroso gravou as composições Tatu e Pezinho, recolhidas por Paixão Côrtes e Barbosa Lessa. No mesmo ano, recebeu o prêmio de Melhor Realização Folclórica Nacional. Em 1964, apresentou-se na Alemanha, na Feira Mundial de Transportes e Comunicação, na cidade de Munique. Recebeu ainda, no mesmo ano, o prêmio de Melhor Cantor Masculino de Folclore do Brasil.

Em 1971, Paixão Côrtes participou do filme Um Certo Capitão Rodrigo, de Anselmo Duarte, baseado na obra do escritor gaúcho Érico Veríssimo, no papel de Pedro Terra.

Em 1986, apresentou-se durante um mês na Inglaterra, divulgando traduções de seus livros para o inglês. Em 1992, a estátua do Laçador, do escultor Antônio Caringi, para a qual Paixão Cortes posou em 1954, foi escolhida como símbolo da cidade de Porto Alegre.  Paixão Côrtes venceu em 1997 o Prêmio Açorianos como destaque especial.

Paixão Côrtes serviu como modelo para Estátua do Laçador em 1954, que fica em Porto Alegre.


Em 2001 proferiu palestra sobre a música gaúcha no VII Encontro Nacional de Pesquisadores da MPB, realizado no Teatro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Em 2003 lançou seu novo manual, com mais danças, derivadas do primeiro. Por exemplo, Valsa da mão trocada, Mazurca Marcada, Mazurca Galopeada, Sarna, Grachaim. Em 2010 é escolhido patrono da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre. Recebeu também a Ordem do Mérito Cultural.


A Paixão pelo Sport Club Internacional


Paixão Côrtes tem sua história de vida intimamente ligada ao Clube, pois seu pai foi jogador do Sport Club Internacional nos primeiros anos de sua fundação e posteriormente seus tios foram jogadores do Clube de futebol em destaque o primeiro goleador do Internacional Belarmino Carlos Leal D'Ávila.

Em 2009 foi nomeado cônsul cultural do Internacional.


Morte


O hospital informou que Paixão Côrtes entrou em óbito por volta das 16h05min em 27 de agosto de 2018, mas não informou a causa da morte. O folclorista de 91 anos estava internado na U.T.I. do Hospital Ernesto Dornelles, recuperando-se de uma cirurgia. Em julho de 2018, sofreu uma queda e fraturou o fêmur de uma das pernas.

O governador José Ivo Sartori declarou luto oficial de três dias no Rio Grande do Sul e também ofereceu à família as dependências oficiais como forma de demonstrar a importância do maior tradicionalista gaúcho e a admiração do povo da região por ele.

Troféu Candeeiro Farrapo será entregue nesta terça-feira


Todos os anos, durante a Semana Farroupilha, a Câmara Municipal de Vacaria entrega o troféu Candeeiro Farrapo à personalidade que se destaca pelo culto e propagação da tradição farroupilha. O prêmio foi criado em 2003 e está sua 15ª edição. 



O homenageado deste ano é o músico Deoroci Fernandes da Silveira. Aos 73 anos, Deoroci vai receber o troféu por dedicar grande parte de sua vida a cantar as belezas do Rio Grande. 

O músico Deoroci Fernandes da Silveira que receberá o troféu Candeeiro Farrapo e o presidente da Câmara Municipal de Vacaria, vereador Mauro Schuller. Foto: Divulgação/Câmara Municipal



O CANTOR

O músico foi um dos fundadores do conjunto Os Caudilhos, formado por Antônio Carlos Borges Cunha, João Maria Pinheiro da Rosa, José Luis Antunes e Heitor Maciel. O grupo conquistou todo o Rio Grande do Sul e propagou a música regional gaúcha Brasil à fora. Deoroci também contribuiu com a formação dos conjuntos Os Vacarianos e Chamamento.


O RADIALISTA

Além de cantar, Deoroci emprestou sua voz às rádios locais. Atuou por cinco anos como locutor nas rádios Fátima e Esmeralda.


O VEREADOR 

Foi eleito vereador para o mandato de 1988 a 1992. Atuou por quase mais uma década como assessor parlamentar. Na vereança, participou da elaboração da lei máxima municipal: a Lei Orgânica. Bom em retórica, era convidado a elaborar os discursos institucionais. 


ENTIDADES TRADICIONALISTAS

Foi sócio-fundador dos CTGs Sentinela da Querência e Rancho da Integração. No CTG Porteira do Rio Grande, atuou como diretor artístico.


CANDEEIRO FARRAPO

Deoroci é um grande apoiador do Candeeiro Farrapo. Todos os anos, mobiliza os gaiteiros para acolher o homenageado com um gaitaço. Empresta sua voz no início das solenidades e, também, ao final, quando entoa o hino rio-grandense. 



A SOLENIDADE DE ENTREGA 

A solenidade de entrega do Candeeiro Farrapo à Deoroci Fernandes da Silveira acontecerá amanhã, dia 11 de setembro, terça-feira, às 21h no CTG Rancho da Integração. O Grupo de cultura nativa Vacaria dos Pinhais é parceiro nesta edição.


Texto de Giana Pontalti – Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Vacaria.






terça-feira, 4 de setembro de 2018

Jéssica Maciel: a prenda que ama divulgar as tradições gaúchas


Ter orgulho da cultura do seu estado é dos pontos fortes dos gaúchos. Várias pessoas dedicam uma vida inteira cultivando e passando a diante as tradições gaúchas.


Em Vacaria, uma pessoa que se destaca no meio tradicionalista é Jéssica Maciel de 27 anos, professora na Escola Estadual Dalva Zanotto de Lemos. Formada em História pela Unopar, Jéssica já foi a 1ª Prenda da 8ª Região Tradicionalista entre 2015 e 2016; participou do concurso Mais Prendada Prenda do 32º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria e atualmente é 1ª Prenda Adulta do CTG Porteira do Rio Grande.

Jéssica segunda a faixa de 1ª Prenda da 8ª Região Tradicionalista 2015-2016. Arquivo Pessoal



Nesta entrevista para o blog Repórter Riograndense, Jéssica Maciel fala suas experiências como prenda, a importância do tradicionalismo em sua vida e sobre como passar os valores da cultura às próximas gerações.



Como você começou no tradicionalismo?


Jéssica Maciel: Fui incentivada pelos meus pais. Desde pequena a gostar da nossa tradição, pelas histórias contadas também pelas minhas avós, de como viviam antigamente. Desta maneira nasceu em mim o sentimento de cultuar o tradicionalismo gaúcho. E desde pequena também tinha o sonho de ser prenda.


Como foi a experiência de ser a 1ª prenda da 8ª Região Tradicionalista?


Jéssica: Foi incrível. Aprendi muito. Quando a pessoa é tradicionalista apenas os livros não bastam. Daí vem uma pequena palavra, mas não menos importante, a “vivência”. No ano que fui Prenda Regional participei de Convenções e Congressos Tradicionalistas, Enart (Encontro de Artes e Tradição Gaúcha), reuniões de patrões e também da Fecars (Festa Campeira do Rio Grande do Sul). Nesse ano tive intensa participação nessas atividades, fazendo com que, além de respeitar mais ainda nossa história, me fez entender muitas coisas. Fiz amizades que pretendo levar pra vida toda. Realizei muitas palestras nas escolas tanto municipais como estaduais. E tive uma experiência de ter um programete semanal na Rádio Fátima, com o nome “Momento Tradição”, falando sobre a nossa cultura.


Jéssica prestigiando uma apresentação de uma invernada artística durante o Enart. Arquivo pessoal


Quais foram as melhores experiências dos concursos de prenda que você participou?


Jéssica: Foram todas de muita importância. Cresci muito como ser humano e também é claro como Prenda. Aprendi que não é um número ou até mesmo a faixa que faz a prenda, mas sim os seus atos e dedicação pela entidade que representa. Além dos estudos contínuos, tem a mostra folclórica com as entrevistas, um relatório de vivências tradicionalistas, prova escrita e dentro a prova artística (declamação, canto ou tocar algum instrumento e também apresentar uma dança tradicional e uma de salão), tem a prova oral, normalmente, com tema sorteado. Tudo isso demanda um tempo devido para a preparação, o apoio da família, amigos e da entidade que você representa é muito importante.


Como prenda, uma das paixões de Jéssica é participar de concursos de declamações de poesias. Arquivo pessoal


Quais são as atividades que você mais gosta de fazer no CTG?


Jéssica: Colaborar com a entidade juntamente com o departamento cultural, artístico e campeiro. Atualmente declamo. Tenho uma grande paixão pela dança, mas devido a um problema de coluna tive que me afastar, mas sigo acompanhando.


Na sua opinião, o meio tradicionalista está menos machista em relação há décadas atrás?


Jéssica: Com certeza, até porque o tradicionalismo, como diz Edson Dutra “não contempla modismo”, mas respeita a todos e dá voz a todos os seus participantes.


Você como professora, como você busca incluir seus alunos no tradicionalismo?


Jéssica: Sempre que possível, busco levar materiais sobre nossa cultura. Realizo projetos, sobre lendas, os usos e costumes, o cancioneiro gaúcho, poesias, a origem do gaúcho e oficinas de dança. Atualmente temos em funcionamento na Escola Dalva Zanotto de Lemos uma invernada que envolve os alunos de praticamente de todas as séries.

Como professora e tradicionalista, Jéssica busca incentivar seus alunos a participaram dos movimentos tradicionalistas. Arquivo pessoal


Como vê o futuro do tradicionalismo através das próximas gerações?


Jéssica: Para responder a esta pergunta, vou utilizar um trecho do Hino Tradicionalista, de Barbosa Lessa. “Avante, cavaleiro mirim! Em frente, veterano peão! Lado a lado, prenda e prendinha, todos juntos dando a mão. Avante, seguindo os avós! Em frente, trazendo os piás! Coisa linda é se ver gerações convivendo em santa paz.”  Acredito que esta união, é que fará com que o universo tradicionalista continue firme.


Te aprochega e confira a entrevista com a prenda Taynara Oliboni

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