terça-feira, 3 de julho de 2018

Resultados do 1º Sentinela da Chula


No último final de semana aconteceu em Vacaria no CTG Sentinela da Querência, o 1º Sentinela da Chula. A coordenação em Vacaria foi do instrutor de danças Diego Souza. 

Os resultados foram os seguintes nas diversas modalidades:

Foto: TV Chula


Chula Pré-Mirim

1º Lugar Kailon Pereira, CTG Alexandre Pato, Lagoa Vermelha
2º Lugar Miguel Bonoto, CTG Laço da Amizade, Gravataí
3º Lugar Adalberto Junior de Gravataí, CTG Aldeia dos Anjos

Chula Mirim

1º Lugar Eduardo Latroni de Gravataí, CTG Aldeia dos Anjos
2º Lugar Eduardo Pereira de Vacaria, CTG Sentinela da Querência
3º Lugar Francisco Ferreira Pato Branco, CTG Marca Nativista

Juvenil

1º Lugar Leonardo Maison, GDF Os Farroupilhas de Santo Ângelo
2º Lugar João Vitor Teixeira, CTG Velha Carreta, Caxias do Sul
3º Lugar Nicolas Aquino, Venâncio Aires

Adulta

1º Lugar Kelvin Moises, CTG Guapos Do Itapuí
2º Lugar Pablo Geovane, CTG Tiaraju
3º Lugar Junior Lima, CTG Porteira do Rio Grande, Vacaria

Veterano

1º Lugar Alex Brizola, CTG Chaleira Preta, Ijuí
2º Rafael Sicrope, CTG Planalto Lageano
3º Douglas Boeira, CTG Porteira do Rio Grande, Vacaria

Xiru

1º Lugar Júlio Arruda de Lages CTG Barbicacho colorado
2º Lugar Olmiro Jr do CTG Carreteiros do Horizonte de Horizontina
3º Lugar Jefe Moreira, do CTG Juca Ruivo, Maravilha - SC

Chula Trio

1º Lugar Os Vacarianos, "Cassio, Felipi, Boeirinha”
2º Lugar Chula Nativa, Lagoa Vermelha
3º Lugar Os Teatinos, Pato Branco


Fonte: Rádio Esmeralda de Vacaria

Escolha da 1ª Prenda e do Peão Farroupilha da 8ª Região Tradicionalista


No último sábado (30), aconteceu a 49ª Ciranda Regional de Prendas e o 31° Entrevero Cultura de Peões, que teve como objetivo escolher os representantes da 8ª Região Tradicionalista. Dois integrantes do prendado do CTG Porteira do Rio Grande venceram o concurso em suas categorias, após realizarem diversas provas, entre elas de conhecimento, artísticas e culturais.

Foto: Tua Rádio Fátima

Parabenizamos Taynara Oliboni Carneiro Vieira, que recebeu o título de 1ª Prenda, e Felipe Rodrigues de Camargo Peão Farroupilha da 8ª Região Tradicionalista.

A patronagem do CTG Porteira do Rio Grande cumprimenta a todos os peões e prendas que representam a 8ª Região neste próximo ano.


Categoria: Prenda

Taynara Oliboni - 1ª Prenda


1º lugar: Taynara Oliboni Carneiro Vieira – CTG Porteira do Rio Grande
2º lugar: Giovana Antunes Paschoal – GC Gaúchos de 35

Categoria: Juvenil

1° lugar: Júlia Furtado Bittencourt – GAN Lagoa Vermelha
2º lugar: Anne Cristine de Lima Rosa – CTG Presilha do Rio Grande
3ºlugar: Yohana Hoffmann Oliveira - CTG Rancho da Integração

Categoria: Mirim

1° lugar: Maria Eduarda Belan - GAN Lagoa Vermelha
2° lugar: Larissa Oliveira Boeno – CTG Rancho da Integração
3° lugar: Marina Mitsue Benedet Kikuchi – GC Gaúchos de 35


Categoria: Peão

Felipe de Camargo - Peão Farroupilha



1º lugar: Felipe Rodrigues de Camargo – CTG Porteira do Rio Grande

Categoria: Guri

1° lugar: Alexandre Oliveira da Costa – GC Gaúchos de 35

Categoria: Piá

1º Ênio Muliterno Neto – GAN Lagoa Vermelha
2º lugar: Eryke Melo Soares – CTG Herança de Tropeiros


Fonte: Assessoria de Imprensa do CTG Porteira do Rio Grande

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Aprenda a preparar o chimarrão invertido


Gaúcho que é gaúcho nunca deixa de tomar o seu sagrado chimarrão. No verão, o mate serve refrescar e no inverno para aquecer nos dias de frio. O chimarrão só não cura mesmo é dor de amor.

Você que é apreciador de bom chimarrão e gosta de inovar, já experimentou preparar o chimarrão invertido?


Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS


Caso tenha interesse de preparar o mate de um jeito diferente, a seguir confere passo a passo para preparar o chimarrão invertido. Essas dicas foram retiradas do site Escola do Chimarrão de Venâncio Aires.

No final do texto ,tem um vídeo que mostra a maneira correta de preparar do chimarrão invertido.


Você precisa de:


- Cuia

- Bomba

- Erva-Mate

- Água-quente (70ºC)


Tempo de preparo: Três minutos



1. Coloque uma colher de erva-mate no fundo da cuia (para dar sabor).

2. Adicione água quente (na temperatura de tomar +/- 70ºC) até o pescoço da cuia.

3. Coloque a bomba dentro da cuia e posicione.

4. Cubra toda a abertura da cuia com erva-mate.

5. Com auxílio de uma espátula ou colher afirme a erva-mate sobre a água pressionando suavemente.

6. Do lado oposto da bomba, puxe a erva em direção ao centro criando um espaço.

7. Umedeça essa abertura e empurre para dentro até alcançar a água no fundo da cuia.

8. Ajeite a erva-mate e está pronto o chimarrão Invertido!


** Para o embelezamento do mate, depois de pronto pode-se utilizar erva-mate peneirada para acabamento!






No meu caso, na época que eu trabalhava no jornal Correio Vacariense decidi me arriscar a preparar o chimarrão invertido, pois eu mateava com o diagramador todos os dias. Na primeira vez não deu certo, mas depois peguei o jeito.

Eu recomendo a fazer o chimarrão invertido nas cuias que tem o pescoço. Em casa, quando eu preparo o chimarrão eu uso a cuia argentina, pois geralmente eu gosto de matear sozinho.

E vocês, gostaram? Deixa nos comentários se conseguiu preparar.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Jorge Guedes - o cantor missioneiro do sucesso Nego Betão


O blog Repórter Riograndense nasceu da iniciativa do jornalista Mateus Rosa da cidade de Vacaria, amante da escrita e da música gaúcha. Cresci ouvindo Teixeirinha, Os Monarcas, José Mendes, Tchê Garotos entre outros artistas.

Em cinco anos de blog, pela vez entrevistei um grande nome da música gaúcha – o missioneiro Jorge Guedes. Jorge Guedes & Família ficaram bem conhecidos através da música “Nego Betão”.



Jorge Procópio Ferreira Guedes, ou Jorge Guedes nasceu em São Luiz Gonzaga no dia 13 de setembro de 1964 é um cantor e compositor da Música nativista, missioneiro e parceiro de arte de nomes como Noel Guarany, Jayme Caetano Braun e Cenair Maicá.

Jorge Guedes é um dos melhores cantores do Rio Grande do Sul, sendo um divulgador da cultura missioneira em palcos nacionais e internacionais e programas de grande notoriedade como o Programa do Jô e Sr. Brasil com Rolando Boldrin.

Em 2014 recebeu da assembleia legislativa do estado do Rio Grande do Sul o prêmio Vitor Mateus Teixeira, na categoria de melhor compositor.

Nesta entrevista exclusiva ao blog Repórter Riograndense fala a sua carreira, influências musicais de tocar ao lado dos filhos e do sucesso Nego Betão, que inclusive foi regravada recentemente pelo grupo Os Serranos.

Desde já, quero agradecer a produtora executiva de Jorge Guedes & Família, Eloisa Pes, que entrou em contato comigo para repassar o material de divulgação do cantor e possibilitou esta entrevista.

Espero em breve trazer outros nomes da música gaúcha, sejam cantores nativistas ou integrantes de grupos de baile gaúcho. Fiquem com a entrevista.



Como começou a carreira?

Jorge Guedes: Eu comecei ao lado da minha família, com meus irmãos e meu pai, depois com o Conjunto Os Caranchos nos anos 80. O meu primeiro disco foi ao lado de Noel Guarany, no LP “A volta do Missioneiro” e a partir daí, segui gravando trabalhos individuais, nessa carreira que soma mais de 30 anos. Hoje com a família, buscamos resgatar e divulgar, em todos os meios, a nossa arte e música gaúcha.

Quais são as principais influências?

JG: Graças a Deus, a nossa região missioneira soube ser fértil musicalmente, tive influências de grandes artistas como Noel GuaranyCenair MaicáJayme Caetano BraunTelmo de Lima Freitas, Reduzino Malaquias e outros grandes nomes, que foram essenciais para a nossa formação cultural. Em casa tive uma família musical, sendo o meu pai “Chico Guedes” o nosso grande mentor.


Quando surgiu a ideia de formar um grupo musical com os seus filhos? Como é esta experiência?


JG: A música é algo que passa de geração em geração na nossa família, não foi diferente com meus filhos, que desde muito jovens, tiveram interesse e responsabilidade com a nossa música. Hoje fazem dessa arte a sua profissão, profissionais talentosos que carregam comigo, um legado e uma história. Estar e trabalhar com os filhos é maravilhoso e empolgante. Me sinto um privilegiado.


Fale sobre a inspiração da música “Nego Betão”? Você considera seu maior sucesso? Porquê?


JG: Tivemos a felicidade de poder prestar essa homenagem em vida, ao grande Nego Betão, do velho Santo Antônio das Missões. Este amigo e campeiro de fato, foi a figura central do nosso tema, pois, o Nego Betão, carregava na estampa e na sua maneira de ser, a autenticidade do espírito gaúcho.  Essa parceria com o compadre João Sampaio, se tornou um grande sucesso, talvez o maior em nossa carreira, é um trabalho verdadeiro e original, que segue forte, pelo apelo cultural e humano que tem. É emocionante ver essa música cantada pelo povo, e em especial pelas crianças, em todos os lugares que a gente passa. Isso nos gratifica e alegra imensamente.


Fale sobre os Prêmios que você já recebeu durante a sua carreira? Qual foi o mais marcante?

JG: Ser lembrado e poder representar um gênero tão importe, nos motiva demais, nos lembrando, que estamos no caminho certo. Receber o carinho dos amigos que gostam do nosso trabalho, não tem preço, como foi na enquete do G1, em que recebemos 3 indicações e 50 mil votos. Também foi marcante o Prêmio Vitor Mateus Teixeira (Teixeirinha), comigo como melhor compositor em 2014 e minha filha, Anahy Guedes, melhor cantora em 2017.


O que os fãs podem esperar do novo trabalho de Jorge Guedes & Família?


JG: Os nossos amigos e fãs, podem esperar o nosso respeito e comprometimento com a história musical gaúcha, queremos trazer neste novo trabalho muita alegria, aos apreciadores da música gaúcha e missioneira. Acreditamos que é importante contar e cantar em versos, os nossos costumes e tradições culturais, trazendo o cantar autêntico do cancioneiro guaranítico e Rio-grandense. 


Uma mensagem final a todos que acompanham e gostam do seu trabalho e da música missioneira.


JG: Queremos deixar a todos, o nosso abraço missioneiro, que esse ano reserve grandes alegrias e realizações aos amigos. Nós da Família Guedes, estamos levando o canto que brota do chão missioneiro, para todos os rincões e recantos, que esperam uma mensagem de paz e compromisso, com as raízes do Sul do país. Um grande e fraterno abraço de Jorge Guedes & Família.



Informações sobre os Integrantes de Jorge Guedes & Família 


Jorge Guedes

Artista comprometido com o chão onde pisa, o tempo em que vive e com uma escola musical surgida com o pioneirismo de Noel Guarany (com quem iniciou fonograficamente e por quem foi apontado como herdeiro e sucessor artístico). Jorge Guedes, juntamente com sua Família, vem trilhando uma senda de manutenção e revitalização de uma memória e uma identidade guarani e missioneira.

Jorge Guedes andou com sua família pelo Rio Grande do Sul, pelo Brasil e pela América Latina participando de eventos de grande visibilidade midiática, como o Encontro Internacional de Chamameceros, a Mostra da Arte Missioneira em Posadas na Argentina, Programa do Jô Soares, Sr. Brasil com Rolando Boldrin, as comemorações dos 40 anos da morte de Che Guevara na Bolívia e inúmeros shows em festivais e em teatros para plateias seletas. Em 2014 recebeu da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul o prêmio ‘’Teixeirinha’’ na categoria melhor compositor e também no mesmo ano com ‘’Nego Betão’’, a melhor música do ano.

Em 2016 conquistou o melhor CD do ano com o álbum ‘’Um Cacique e Sua Gente’’ e melhor música do ano, ‘’Que Nem Dois Ermão” e a indicação de melhor cantora com Anahy Guedes, em uma enquete realizada por Giovani Grizotti e RBS TV, em votação via internet, aonde Jorge Guedes & Família acumularam com as três indicações mais de 70.000 votos. Tem vários trabalhos gravados sendo o primeiro com Noel Guarany, ''A Volta do Missioneiro'' e depois trabalhos solos como Terra Missioneira, Paisagens de Fim de Tarde, Por Quê Será Che Guevara, De Boina e Alpargatas, Das Missões Às Cordilheiras e com a Família os álbuns Sem Tinta e Um Cacique e Sua Gente. Recentemente gravou uma série de clipes, em São Luiz Gonzaga estendendo-se por toda região missioneira, ideia esta que a família vem planejando há um bom tempo, buscando retratar o que há de mais original e autêntico. Em setembro de 2017 foi disponibilizado na internet seu primeiro clipe, que foi gravado na estância onde viveu Getúlio Vargas, com a música “Rio Grande no Coração” de (Jorge Guedes/João Sampaio).

Anahy Guedes


Jovem cantora dona de um talento muito especial, começou sua carreira ao lado do pai, mostrou seu talento em muitos palcos não só no Rio grande do Sul, mas em vários cenários da América latina e programas de âmbito nacional como o de Jô Soares.

É considerada uma das grandes referencias da voz feminina no estado, sendo reverenciada por sua voz forte e marcante.

Além de cantora e violonista é compositora, teve parceria com Ramón Ayala, expoente e ícone da música argentina.

Foi premiada duas vezes com o troféu Pixinguinha no festival de música instrumental de Guarulhos, em São Paulo ao lado de seus irmãos.

Em 2016 foi indicada como melhor cantora do Rio Grande do Sul, arrecadando mais de 20.000 votos. Em novembro de 2017 ganha troféu Victor Mateus Teixeira, pela Assembleia Legislativa de melhor cantora do ano do Rio Grande do Sul.

Karaí Guedes


Conhecido como violonista prodígio por vários críticos não só da música regional, mas também da música popular brasileira, Karaí Guedes teve como professo o pai Jorge Guedes.

O jovem Karaí, cantor e guitarreiro já representou o estado em palcos grandiosos como no Teatro Municipal do Rio de Janeiro ao lado da orquestra sinfônica e de Yamandú Costa, onde foi aplaudido de pé. Foi escolhido entre quatro violonistas brasileiros, para homenagear o grande Raphael Rabello, na TV cultura nacional.
Já dividiu o palco com músicos como Raulito Barbosa, Rudy y Nini Flores, Lucio Yanel, Luiz Carlos Borges, Yamandú Costa entre tantos outros, que não só compartilharam o cenário, mas que foram conquistados pelo talento desse gaúcho.
                                        

San Pedro de la Cordeona



Esse instrumentista do acordeom cromático de cinco ilheiras, conquistou o respeito de mestres como Raulito Barbosa, Oscar dos Reis, Gilberto Monteiro, Mirco Patarini, Luiz Carlos Borges, Renato Borguetti entre tantos outros.

Inspirou se muito na cordeona do gaiteiro das missões Reduzino Malaquias e seu avô Chico Guedes.

Ao lado da família participou de vários festivais, entre eles o Fiesta Nacional del Chamamé em Corrientes Argentina, Festival de música instrumental de Guarulhos e vários festivais da música gaúcha.

Sempre junto do pai, já esteve na Bolívia nos 40 anos de morte do Che Guevara, no Jô Soares e em muitos palcos e programas de destaque.


Santiago Pacheco

Esse argentino “santiagueño” de origem “Quíchua”, desde pequeno trouxe o talento herdado da família.


Músico desde sempre traz consigo a cultura de onde vem. Baixista e percussionista, resgata em seu trabalho a música índia que corre em suas veias. Já esteve em vários palcos pela América latina, trocando informações com os povos “Hermanos”.

Hoje com a família Guedes, veio a integrar e ressaltar a irmandade dos povos latino americanos.





Andresito Guarany




Este jovem acordeonista e cantor, filho mais novo de Jorge Guedes, desde muito cedo mostrou grande personalidade e talento para a música. Esteve com a família em festivais como o Encontro Internacional de Chamameceros, Fiesta Nacional del Chamame em Corrientes, Festival Da Tafona em Osório, A Mostra da Arte Missioneira em Posadas na Argentina e outros eventos de grande notoriedade do Rio Grande.

Andresito traz em seu acordeom, grandes influencias nacionais e internacionais, trazendo a essência missioneira e gaúcha em seu toque e a vertente latino-americana em sua maneira de expressar a música. Grande promessa e já realidade do acordeom piano e canto no estado, veio a agregar forças com a família em prol da arte, da nossa terra e da nossa gente.



terça-feira, 26 de junho de 2018

Clube Esportivo Lajeadense



O Clube Esportivo Lajeadense foi fundado no dia 23 de abril de 1911, na cidade de Lajeado, pela iniciativa de um grupo de amigos que se reuniam todos os finais de semana no “potreiro dos Berner”, um campo improvisado, para praticar o futebol. Este grupo era composto pelos jovens Deodato Borges de Oliveira, Carlos Gravina, Álvaro da Costa Mello, Fritz Plein, Paulo Lima entre outros nomes que se perderam na história.

Deodato Borges de Oliveira foi o primeiro mandatário do Lajeadense. Nascido em Taquari, no dia 10 de outubro de 1885, veio para Lajeado em 1903, onde era escrivão distrital de Santa Clara do Sul. Foi também subprefeito de Sério e Santa Clara. Casou-se a primeira vez com Júlia Mello, filha de João Batista de Mello, tendo treze filhos deste casamento. Depois do falecimento da sua primeira esposa, Deodato casou-se novamente, desta vez com Paulina Erna Borchmann e deste matrimônio nasceram mais cinco filhos.  O fundador segundo os relatos era muito bem quisto, pois fora escrivão e funcionário da prefeitura de Lajeado.

Escudo do Lajeadense


São muitas as histórias relatadas sobre o fundador Deodato Borges de Oliveira. Uma delas conta que ele se deslocou de cavalo de Santa Clara do Sul para assistir um jogo do Alviazul no Florestal. “Chegando ao estádio, não reconheceram o pai, e quiseram lhe cobrar ingresso. Chateado, retornou para casa e nunca mais voltou a assistir uma partida do clube no qual foi fundador”, relatou uma de suas filhas.


OS PRIMEIROS ANOS


Os primeiros atletas do Lajeadense também eram diretores e sócios do clube, que se mantinha com contribuições mensais. Os primeiros craques do Alviazul eram: Lima, Plein, Plein II; Edmundo Fett, Ernesto Schmidt e Oliveira; João Petry, Henrique Ritter, França Moersch e Willi Hexsel.

Na sua primeira década de existência, o Alviazul já se destacava no cenário regional. Sagrou-se campeão do Alto Taquari, enfrentando equipes dos municípios de Estrela, Encantado e Guaporé. Mas os campeonatos eram escassos e por isso o clube realizava amistosos pela região. O transporte dos jogadores e comissão técnica, para os jogos fora de casa, era realizado com um caminhão de carga, as viagens eram complicadas, principalmente pela precariedade das estradas.

Naquela época, os times eram recebidos com foguetórios e após os jogos, ocorria um jantar-baile. As competições no âmbito regional só começaram a acontecer no ano de 1918, quando foi fundada a Federação Gaúcha dos Desportos.


DÉCADA DE 1920


Mesmo sem uma estrutura adequada para treinamento, numa época em que não havia estádio, o Lajeadense destacava-se em âmbito regional. Treinava em um campo irregular, sem drenagem ou terraplenagem, com uma cerca de madeira e uma carreira de tábuas que serviam de arquibancada. O antigo estádio do Florestal, localizado na Avenida Benjamin Constant, era palco de lazer para os jovens nos fins de semana.

O campo ficava no meio do mato. E no meio do mato e da roça existia uma calçada, por onde os torcedores e jogadores se deslocavam em fila indiana.

Na época, o futebol era praticado por amor à camisa, pois nenhum jogador recebia salário. Os atletas do Alviazul vinham com seu fardamento de casa, tendo em vista que não existiam vestiários no campo. Aliás, os fardamentos eram adquiridos com os salários que os futebolistas recebiam em seus empregos.

Em 23 de janeiro de 1922, foi registrado o primeiro estatuto do clube estabelecendo que a direção deveria ser composta por um presidente, vice, primeiro-secretário, segundo-secretário, primeiro-tesoureiro, segundo-tesoureiro, um orador, um guarda-sport (roupeiro), um diretor de campo, primeiro e segundo captain (assim eram chamados, na época, os técnicos), um porta estandarte e uma Comissão de Contas.


Primeiras participações estaduais


A primeira participação do Clube Esportivo Lajeadense em campeonatos estaduais ocorreu em 1926. Naquela época, os confrontos se davam entre regiões. O Alviazul era o único representante da 3ª região e enfrentou o Juventude na final da Zona Noroeste. Aplicou 5 a 4 na equipe caxiense e conquistou o título em dezembro daquele ano. Formavam o time campeão da Zona Oeste: Fluck, Billo, Raymundo, Schneider, Mello, Norberto, Romualdo, Stein, Dante, Walter e Kasper. O presidente era Carlos Gravina, e o capitão-geral, Mário Jaeger. Em 1927, o Lajeadense voltou a conquistar o título da 3ª região, vencendo o Santa Cruz por 3 a 0. Pela final da Noroeste, foi derrotado pelo Nacional de São Leopoldo, por 3 a 0. Na década, essa seria a última participação do clube em campeonatos estaduais.


DÉCADA DE 1930


Somente na metade da década de 30, o Lajeadense disputaria uma competição estadual. Então foi criada uma liga no Vale do Taquari para organizar competições regionais, chamada Liga de Futebol do Alto Taquari (LFAT). Tendo como presidnte pioneiro Albino Arruda, o primeiro campeonato organizado pela liga contou com a participação de seis times: Lajeadense, Estrela, Encantado, Corvense, Concórdia de Roca Sales e Avante.

Como maior clube da cidade, além do futebol, o Lajeadense tinha equipe de cestoball (basquete), tênis, bolão e de tiro. Na sede social, bailes e sessões de cinema.

Numa era de amador, o Lajeadense fazia seus amistosos com os dois times, primeiro e segundo quadros. O alviazul tinha como adversários equipes como Conventos FBC e Americano FBC, de Lajeado. Estrela, Montenegro, América de Rio Pardo, Esportivo de Bento e P.A. Colegge.


DÉCADA DE 1940


A década de 40 ficou marcada pela proibição dos jogos entre Lajeadense e Estrela por causa da violência, seguindo ordem do policiamento estadual.  Depois de alguns anos, os presidentes dos clubes assinaram um documento para a disputa da Taça da Paz. A agência Chevrolet na época, chefiada por J.A. Spohr, caprichou no troféu. Seriam dois jogos. O público compareceu e lotou o estádio estrelense, mas a partida acabou em pancadaria novamente.

Pelo Esportivo Maior (PEM) era o nome da torcida organizada do clube naquela época. Chefiado por Ademar Hessel, o grupo sempre comparecia ao estádio com muitas faixas e bandeiras coloridas. Faziam parte jovens e mulheres da sociedade, que apoiavam o time tanto nos jogos em casa, quanto fora de casa.

Uma das maiores curiosidades do fim da década de 40 era a formação do ano de 1949, quando os onze titulares formavam um grande time, mas não tinha reservas. O time: Schimitão, Oli e Baldo; Darci Schimitt, Ivo Brenner e Agenor Gravina; Rudi Grun, Biquinho, Ênio, Costinha e Kasper.

Os maiores adversários do clube eram Estrela e Encantado. Os treinamentos eram realizados duas vezes por semana, porque todos tinham outras atividades. Sobre esquema de jogo, era utilizado o M-W. Uma linha com dois zagueiros, depois vinha um lateral de cada lado e um center-alfa. Daí vinha a linha de frente, com cinco jogadores.

Em 1948, um pavilhão de madeira foi construído no antigo Florestal. E alguns camarotes eram reservados para quem pagasse um valor diferenciado pelo ingresso.

No Campeonato Estadual de 1949 ocorreu uma das grandes vitórias da história do Lajeadense. A vitória por 3 a 1 sobre o Juventude, no antigo Florestal, classificou o Alviazul para a decisão da Zona Leste. Os três gols foram marcados pelo centroavante Ênio, e o Lajeadense atuou com Schmitão, Oli e Baldo; Darci, Ivo Brener e Klein; Rudi, Kaspinha, Ênio, Costinha e Biquinho. O técnico era Risada.


DÉCADA DE 1950


No início da década, em março de 1952, o antigo Florestal recebia melhorias. Em amistoso diante do expressinho do Grêmio, o Lajeadense inaugurava o sistema de iluminação. Dentro de campo, vitória por 5 a 2. Ênio, o “Canhão do Vale do Taquari”, marcou três vezes. Ressoli fez os outros dois do Alviazul.

Três anos mais tarde, em 1955, o Lajeadense foi vice-campeão da Segundona. Era a primeira conquista do clube, que voltou a se repetir em 1957. Na época, a Segunda Divisão tinha apenas quatro times na disputa.

Foi em 1959 que o Lajeadense conquistou o primeiro título de sua história. A competição iniciou em setembro de 1959 e terminou somente em 1960, com a participação de 25 clubes. O Alviazul ficou em primeiro na Zona Centro, disputada com Encantado, Estrela e Avenida. No triangular final, obteve vitórias sobre o Atlântico em Erechim (3 a 2) e Nacional (1 a 0). Na sequência foi derrotado pelo Atlântico e empate sem gols com o Nacional. Com o empate por 1 a 1 entre Atlântico e Nacional na última rodada, o time fez a festa com o primeiro título estadual da história.


DÉCADA DE 1960


Depois da conquista do título de 1959, os jogadores que marcaram história no clube continuaram na ativa até a metade da década seguinte. Em uma época difícil craques como Rogério e Roque Lopes, Nestor e Paulo Heineck, Paulo Kieling, Luciano Scherer, Hélio Mallmann, Antoninho e Ênio Chaves penduraram as chuteiras. Os torcedores deixaram de frequentar os estádios e o desafio era encontrar uma geração capaz de retomar o caminho das vitórias e da popularidade. Numa época de renovação, Jacy Pretto, hoje radialista, que integrou a equipe a partir de 1965, destaca que o torcedor não aceitava a ideia de novos jogadores. “Eles diziam que o futebol antigo era o melhor”.

Há quem afirma que as equipes de 1965, 66 e 67 foram as melhores formadas no Vale do Taquari. Entre os jogadores que se destacaram nessa década estão Volmir e Poletto, zagueiros, Milton Klein, lateral direito e Jacy.

Na época, a maioria dos jogadores tinham empregos e tratavam o futebol como hobby. Dentro de campo, as irregularidades do gramado dificultavam a melhor performance dos atletas. Na época, eram os times amadores que formavam jogadores para o Alviazul. Muitos pararam de jogar em razão do processo de profissionalização do Lajeadense.

Em 1963, depois de adquirir uma nova área, o Lajeadense passou a treinar em seu novo estádio. O Florestal foi inaugurado numa partida diante do São José: o primeiro gol foi marcado por Antoninho, no goleiro do Zequinha, chamado Eulálio Tombini. O padre Érico Schmidt foi quem deu o pontapé inicial.


DÉCADA DE 1970


Com o futebol profissional parado em 1973, os departamentos de futebol de Clube Esportivo Lajeadense e São José resolveram se unir e fundar a Lajeado Associação de Esportes (LAE).

Surgiram rumores de que muitos torcedores do Lajeadense ficaram insatisfeitos, pois os times fundidos eram rivais. O então presidente da LAE era Erni Teixeira. A prefeitura comprou o campo do São José. O Lajeadense cedeu para a LAE toda sua estrutura. O uniforme tinha as cores preto, branco, vermelho e até azul.

A LAE disputou, em 1974, sua primeira competição na Segunda Divisão. Depois de uma vitória sobre o Igrejinha, garantiu vaga a primeira, em 1975. Nesse ano, houve grandes confrontos no Florestal, diante do Inter de Falcão. Com o torcedor já acostumado com a fusão, o Florestal lotava em dia de clássicos contra Estrela, Encantado e em grandes confrontos com a Dupla Gre-Nal.

Em 1979, o Lajeadense superou adversários de todas as regiões do Estado para conquistar a Segundona daquele ano, numa competição que se estendeu por mais de seis meses. O título veio com uma rodada de antecedência ao vencer o Aimoré, no Florestal, com gol de Itamar. A formação vitoriosa teve Júlio, Catarina, Bruno, Kety e Pete; Cléber, Itamar e Luis Carlos; Nilo, Darci e Müller. O técnico era Chaveco.


DÉCADA DE 1980


Em julho de 1981, mais de cinco mil pessoas compareceram ao estádio do Florestal para o jogo entre Lajeadense e Internacional. Falcão, craque colorado, havia sido vendido para a Roma e se despedia do time. Naquela noite de quinta-feira, o Lajeadense venceu por 1 a 0, com gol de Mauro Farias. Com o resultado, o Grêmio foi o campeão gaúcho. Pela Libertadores, o Inter disputaria o título na quarta-feira seguinte, contra o Nacional, em Montevidéu.

O Lajeadense, na vitória sobre o Inter, atuou com Júlio, Catarina, Bruno, Tasca e Pedro; Máximo, Mauro (Reinaldo) e Itamar; Muller, Nonda (Chiquinho) e Volnei, tendo Chaveco como treinador. O Inter tinha Gasperín, Toninho, Mauro Pastor, Mauro Galvão e André Luís; Batista, Tonho (Popéia) e Falcão; Jair, Chico Espina (Jones) e Mário Sérgio. O técnico era Ênio Andrade. Pagaram para assistir ao jogo 5.974 pessoas.

Em 1983, o Lajeadense caiu para o "Grupo da Morte", na Segundona. Mesmo com uma campanha irregular, conseguiu recuperação e se manteve vivo para o próximo ano. O Alviazul foi campeão da repescagem e era treinado por Élio Giovanella. O time tinha Ricardo, Juarez, Rogério, Marcão, Mauro Espumoso, Duarte, Luís Muller, Garibaldi, Paulinho, João Luís, Roberto, Volney, Marquinhos, Bruno, Joel, Betinho e Airton.

Após cinco anos afastado da Primeira Divisão do futebol gaúcho, em 1986, o Lajeadense disputou com 30 equipes as duas vagas que garantiram, além do Alviazul, o Passo Fundo de volta à elite do Gauchão. Depois de 13 jogos no octogonal final, a partida decisiva ocorreu em Erechim. Com o placar em 0 a 0, a torcida era para que o confronto entre São José e Passo Fundo terminasse empatado. Todos ajoelhados, na metade do gramado, comemoraram o vice-campeonato e a vaga garantida na elite do futebol gaúcho, em 1987. Torcedores lotaram seis ônibus para ir a Erechim. No retorno, Lajeado parou esperando os novos heróis. Naquele ano, a formação tinha Edison, Giba, Gilmar, Eliseu, Nico e Juarez; João Luiz, Peninha, Manoel, Volnei e Betinho.


DÉCADA DE 1990


Um dos maiores times da história do Clube Esportivo Lajeadense surgiu em 1991. Alcançando o melhor resultado de todos os tempos na elite do futebol gaúcho, a equipe era formada por atletas jovens, promissores e competentes. O Lajeadense daquele ano ficou na quarta colocação do Campeonato Gaúcho, somente atrás de Grêmio, Inter e Juventude. Revelou Ênio, Vandeco, Gélson, Everton e Leco, que até hoje são lembrados pelo torcedor Alviazul.

O ano de 1991 começou com a disputa da Copa Governador. O objetivo era dar experiência aos meninos oriundos da base e outros amadores que foram contratados. Enfrentando dificuldades financeiras, o então presidente Lourival Machado precisou deixar o cargo: Élio Giovanella assumiu a presidência do clube. Mesmo com a situação financeira delicada, em campo a gurizada mostrava seu potencial. Em julho de 1991, o Lajeadense recebia destaque nacional. Foi escolhido como adversário da Seleção Brasileira graças à campanha que desempenhava e tendo em vista a disciplina demonstrada em campo. O Brasil era treinado por Falcão, se preparava para a Copa América e enfrentou o Alviazul num amistoso. O Lajeadense perdeu por 4 a 0.

Os grandes destaques da equipe eram Everton, filho do histórico ex-presidente Élio Giovanella, e o goleador Gélson Conte, hoje treinador de futebol. Gélson marcou 17 gols na temporada e foi o goleador do Gauchão. O time-base era formado com Alfonso, Evandro, André, Luís Fernando e Paulão; Ênio, Vandeco, Ivan e Éverton; Leco e Gélson. Chaveco era o técnico ao assumir a vaga de Gilberto Machado.

Em 1993, o Lajeadense esteve outra vez entre os melhores. Após uma fraca campanha em 1992, o ousado presidente Ney Fensterseifer montou uma equipe forte, com o retorno de alguns ídolos e a contratação de novos nomes. Com ideias avançadas para a época, projetou sua equipe disputando as primeiras colocações daquele ano, além de melhorias no estádio. Em campo, o Lajeadense terminou a primeira fase do Gauchão na 3ª colocação, somente atrás de Caxias e Ypiranga. Pelo grupo C, disputou a segunda fase da competição e conquistou uma das vagas ao octogonal final. Diante de Grêmio, Inter, Juventude, Pelotas, Inter-SM, Guarany de Cruz Alta e Grêmio Santanense, o Lajeadense conseguiu quatro vitórias, uma delas sobre o Inter, em Lajeado, pelo placar de 2 a 1, com gols de Vandeco e Renato Teixeira.

Infelizmente, um julgamento, que não contou com a presença de representante do Lajeadense, resultou em punição para o atacante Renato Teixeira. Sem que o resultado fosse de conhecimento do clube, Teixeira foi escalado na rodada seguinte. O Lajeadense perdeu cinco pontos, deixou de ser vice-campeão e viu o Inter conquistar a vaga para a Copa do Brasil.

Nos anos seguintes, o Lajeadense sofreu com quedas para a Série B, em 1995 e Segundona, em 1996. No ano seguinte, com um novo projeto, conquistou o vice-campeonato da competição e retornou para a série B.

No segundo semestre de 1998, depois de ter realizado uma excelente cempanha na Segundona, o Alviazul participou da Copa Abílio dos Reis. O Lajeadense terminou na primeira posição, com 29 pontos somados, conquistando o título e também a classificação para a Primeira Divisão. Naquele ano, os principais jogadores eram Ênio, Vandeco e o artilherio Jorjão, um dos maiores da história do clube. Entre 1997 e 2003, garante que chegou próximo de uma centena de gols.


DÉCADA DE 2000


No início do novo milênio, o presidente do Lajeadense Antonio Carlos Ruaro mantinha parceria com o empresário José Asmuz. Através disso, muitos jogadores do Alviazul se transferiram para clubes europeus. Mas, no estadual da Segunda Divisão, os melhores resultados foram registrados em 2003, quando o time chegou no octogonal final da competição. Nos outros anos, muitas dificuldades.

Depois de anos acumulando dificuldades financeiras, o Lajeadense teve as portas fechadas pelo presidente Darlei Christ, durante um ano. Um grupo de empresários locais, chefiados por Nilson Giovanella, com seu primo Everton, recém-chegado da Espanha, resolve reabrir o clube com uma nova ideia. Nilson Giovanella, Ilvo Poersch, Moacir Mantovani, Mário Dutra, José Arenhart, Everton Giovanella, Marcos Mallmann, Mozart Lopes, Elton José Fischer, Jorge Baldo, Nestor Heineck e Evandro Muliterno de Quadros formaram a chapa que assumiu o clube para a temporada de 2009.

Com iniciativa de recuperar o clube, a ideia de vender a área localizada em região nobre da cidade, e construir um estádio moderno, num bairro mais afastado, foi posta em prática: depois de várias reuniões e assembleias, ocorreu o anúncio da negociação com um grupo de empresários, pelo valor de R$ 6,5 milhões.


DÉCADA ATUAL


Na projeção da direção, o clube voltaria à elite no ano de seu centenário, em 2011. Com um time modesto, a comunidade pode comemorar - e muito - a volta à Primeira Divisão ainda em 2010.

No dia 30 de janeiro de 2010 que o Lajeadense estreou sua caminhada de volta à elite do futebol gaúcho. Com a campanha "Lajeadense rumo ao seu coração", conquistava novos sócios e muitas vitórias. No primeiro turno, foram seis vitórias, cinco empates e cinco derrotas; 17 gols marcados e 11 sofridos. Muitos meninos do elenco, selecionados em peneirões no início de 2009, agora eram titulares da equipe.

Na segunda fase, o Alviazul terminou na segunda colocação da chave. Na terceira fase, contra adversários mais fortes, o Lajeadense mostrou que queria chegar na frente: venceu cinco, empatou uma e não perdeu. Terminou líder do grupo, com sete pontos a frente do segundo colocado. Na quarta e decisiva fase, o Lajeadense manteve o ritmo e em 19 de junho de 2010, venceu o Cruzeiro por 3 a 0 e garantiu vaga no Gauchão do ano seguinte. Os gols foram marcados por Robert, Rudiero e Castiano. O time de Lajeado teve Gallas, Celsinho, Bergamin, Gonçalves e Castiano; Cris Beato, Serginho, Rudiero e Marquinhos; Robert (Bruninho) e Maicon. A torcida invadiu o gramado com o canto de "Ôôôô o Lajeadense voltou". O Lajeadense retornava para a Primeira Divisão, 12 anos depois.

Atualmente o Lajeadense está na Divisão de Acesso, a segunda divisão do Campeonato Gaúcho.


Foto e fonte: Site do Clube Esportivo Lajeadense de Lajeado.

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