quarta-feira, 24 de abril de 2019

Dia do Chimarrão e do Churrasco


O chimarrão é considerado um dos principais símbolos da cultura gaúcha, visto não apenas como uma bebida de paixão entre os sulistas do Brasil, mas também como um importante conector social.
O ato de “tomar um mate”, como se diz no Rio Grande do Sul, pode ser interpretado como um convite social, visto que o chimarrão é uma bebida normalmente apreciada e compartilhada em grupos.

Em homenagem a este símbolo de grande importância para o gaúcho, foi criado o Dia do Chimarrão e do Churrasco, instituído a partir da Lei Estadual nº 11.929, de 20 de junho de 2003.
A escolha do dia 24 de abril para celebrar o chimarrão e o churrasco (considerado uma comida símbolo dos gaúchos), é uma homenagem a fundação do primeiro Centro de Tradição Gaúcha do mundo – CTG 35, em 24 de abril de 1948.
A tradição de fazer uma espécie de chá feito com a erva-mate era comum entre os indígenas que habitavam a região sul do Brasil e atual Uruguai, principalmente entre os guaranis, aimarás e quíchuas.
Dia do Chimarrão e do Churrasco é comemorado anualmente em 24 de abril.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Bugio: o único ritmo genuinamente gauchesco


De todos os estilos musicais da música gaúcha, o único estilo 100% gaúcho é o bugio. Aqui no blog Repórter Riograndense vamos fazer uma breve explanação sobre o surgimento deste que é o único ritmo parido em nossa terra, ou seja, o Bugio.

Segundo o dicionário da língua portuguesa, bugio significa uma espécie de macaco. Tal animal seria oriundo da Argélia, mais precisamente da cidade de Bugia, que leva o nome por dizer-se o berço do citado primata. Figurativamente chama-se de bugio o indivíduo feio, desengonçado, que imita os outros. Macaqueador.

Uma característica marcante dos bugios é a presença do osso hióide (gogó) muito desenvolvido nos machos, que atua como câmara de ressonância e amplificação, conferindo a esses animais uma vocalização ímpar e mais acentuada, quando o tempo está para chover. Segundo os mais antigos “se o bugio roncou no mato, é chuva grossa de fato” e nenhum campeiro saía para suas lides sem a capa na garupa.



Pois foi para imitar esse ronco que surgiu como o único ritmo genuinamente gauchesco, visto que todos os outros como a vaneira, xote, valsa entre outros são “importados”. A eterna e inútil discussão é onde surgiu o ritmo. Alguns historiadores dizem que foi em São Francisco de Assis, através do gaiteiro Neneca Gomes. Outros, como Os Bertussi, defendem que a origem do balanço sincopado apareceu pela primeira vez lá pelas bodegas do Juá, em São Francisco de Paula, através do gaiteiro Virgílio Leitão.

O pesquisador e folclorista Paixão Côrtes considera que é muito perigoso precisar o nascedouro do gênero musical característico do Rio Grande e que deve ter sido bem depois da Guerra do Paraguai, pois em pesquisas discográficas da época do gramofone, entre o período de 1913 a 1924, nunca aparece o gênero bugio.

Em defesa de sua tese, o folclorista alega que em “gaita de botão”, por ser de “voz trocada”, isto é, abre num tom e fecha em outro diferente, não se pode realizar o “jogo-de-foles”, que caracteriza a imitação do primata, recurso só obtido em gaita pianada, que aparece por estas bandas mais ou menos ao findar da guerra com o país vizinho.

O que se sabe, e isto está provado por registros fonográficos, é que foram os Irmãos Bertussi os primeiros a gravar em disco o ritmo bugio, com a música “Casamento da Doralice” no LP Coração Gaúcho.

E foi Adelar Bertussi, mais recentemente, que apresentou uma pesquisa intitulada “O Bugio na Mulada”, onde retrata o aparecimento do ritmo em sua terra natal, no interior de São Francisco de Paula. Segundo suas observações, fruto de diversas entrevistas, o gênero já era dançado na região serrana, antes de 1918, pelos bugres descendentes dos índios caingangues que habitavam as encostas do Rio das Antas e os tropeiros birivas açorianos.

Conta-se que, tal qual o tango argentino que foi parido na zona portuária de Buenos Aires e, inicialmente, era proibido de ser executado nos salões nobres por ser considerado um ritmo degradante pois permitia aos dançarinos um “roça-roça” inconcebível para a época, o bugio também só era retrechado nos bailes de ralé onde o cheiro da canha, o lusque-fusque das lamparinas e o perfume de baixa qualidade faziam parceria para o embalo que tomava conta dos bailões de fundo de campo. Seu compasso sincopado convidava aos bailarinos dançarem meio acotovelados e imitando os passos do bicho bugio.

Uma das características deste animal está relacionada com as suas reações ante uma adversidade, quando ele excreta e lança as fezes sobre seus adversários, ou seja, sua arma é seu esterco. Por esses motivos, quando gente de baixo quilate discute asperamente, as pessoas mais experientes aconselham: – não te mete, isto é briga de bugio!

Te aprochega e confira o grupo Os Serranos interpretando a música Bugio do Rio Grande, para entender esse estilo autenticamente gaúcho:

segunda-feira, 22 de abril de 2019

As origens do Chamamé


O Chamamé é um gênero musical tradicional da província de Corrientes, Argentina. O chamamé se expande também pelo Paraguai e por vários locais do Brasil, principalmente nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul.

A dança se originou na tribo indígena "Kaiguá", entre Brasil e Corrientes, e era conhecida como “Polkakirei”, uma polca movida em ritmo ágil. A palavra “chamamé” estive origem da frase “Che amoa memé” que significa “te protejo”. A palavra chamamé não é guarani e nem espanhola. Por isso, não há uma tradução para chamamé.



Para os argentinos, chamamé significa "senhora ama-me". No Brasil, a palavra tem o significado de "chama-me para bailar" ou "aprochegar-se de mim".


Desenvolvimento


O chamamé está cada vez mais abrasileirado. Depois de introduzir no Rio Grande do Sul, perdeu-se parte de sua originalidade, formando uma legião de apreciadores e enriquecendo o repertório das canções regionais passo a passo e acrescentou alguns instrumentos locais e típicos. Por tanto, este ritmo se tornou um dos mais presentes nos fandangos gaúchos. 


Influência

 
O chamamé permite a improvisação e será o jazz do novo milênio. Ele está tão aculturado que não tem mais o que ser mexido. O ritmo é considerado como o rei dos bailes gaúchos. Hoje, não há festa em que ele não esteja presente.


Caraterísticas


O chamamé é dançado em compasso ternário, ou seja o chamamé valsado.
Na Argentina, o chamamé é cantado e tocado, acompanhado pelos “sapucays” (que, em guarani, significa "grito da alma") é o único a permitir a emissão de sapucays e também o único a utilizar acordeão de botão. 

Um dos maiores sucessos da música gaúcha, Gritos de Liberdade, do Grupo Rodeio é o maior exemplo do chamamé gaúcho. Te aprochega e confira esta marca:


quinta-feira, 18 de abril de 2019

A história da milonga


A milonga também é chamada por ritmo rio-platense, porque é comum na área de Argentina, Uruguai e Rio Grande Sul. Embora o ritmo seja muito conhecido na Argentina, teve muita influência no Rio Grande do Sul, formando parte das tradições gaúchas.

O termo “milonga” vem de uma palavra africana que significa “palavra”, também fazem a relação às origens com alguns tipos de danças africanas que se dançavam entre um homem e uma mulher, o que também se tornou uma característica da milonga.

Milonga rio-grandense. Foto: Estância Virtual


No início, a milonga era um tipo de poema cantado, onde as letras eram mais importantes do que a música. Quando este ritmo foi evoluindo, as músicas viraram mais complexas e um pouco mais rápidas.  Este ritmo surgiu no século XIX com os gaúchos argentinos e depois se introduziu ao Brasil pela fronteira com Argentina. Era uma música principalmente cantada pelos “payadores” acompanhados pela guitarra, logo depois se incorporaram instrumentos como a flauta, o piano e o violino.

A milonga foi influenciada por outros ritmos como o candombe, a mazurca e a valsa, e foi se formando o tango, ritmo que se tornou famoso mundialmente e foi evoluindo paralelamente à milonga. O termo milonga depois virou conhecido por ser uma dança, similar ao tango. Porém, o jeito de dançar milonga muda por regiões, por exemplo, a milonga rio-grandense gaúcha é uma dança calma.

Pelas influencias à dança, ela possui giros lentos entre outros cortantes, lembrando os ganchos e sacadas do tango. Em 1968 o conjunto Farroupilha gravou pela primeira vez uma milonga no Rio Grande do Sul, “A Milonga do Bem Querer”.

Na Argentina, o local onde as pessoas vão dançar tango, o salão de bailes, também é chamado de milonga. 

Um exemplo de milonga é a música "Milonga Abaixo de Mau Tempo", composição de Mauro Moraes e eternizada na voz do saudoso cantor nativista, José Cláudio Machado. Te aprochega e confira essa música:





terça-feira, 16 de abril de 2019

História e caraterísticas do xote


O xote é um tipo de música brasileira, nascida na Alemanha. O termo “xote” significa escocesa, pois a dança inicialmente era referência à polca escocesa, um tipo de dança. O xote tem origem também na dança de salão portuguesa, que é muito tradicional no Brasil. O xote veio para o Brasil em 1851, e inicialmente era difundida apenas entre os mais ricos, mas logo os escravos se interessaram e se afeiçoaram a este ritmo, observando a coreografia e adaptando-a para seu próprio jeito, com mais flexibilidade, giros e movimentos.

Xote gaúcho



O xote tornou-se um dos símbolos do Nordeste do Brasil, e também da região Sul, chamando-o de xote gaúcho. O xote acabou se tornando um 
misto de ritmos, como a salsa, a rumba e o mambo, e é muito dançada em todo o Brasil. Os xotes são compostos com o pandeiro e o triângulo, e vocalizadas por uma banda, e pode ser dançado por casais, ou até mesmo por duas mulheres. Há outros tipos, como o xote carreirinha, quando os casais correm no mesmo rumo, e é muito comum no Rio Grande do Sul, e o xote de sete volta, que o casal tem que dar voltas pelo salão, em uma direção, depois em outra contrária.


Hoje em dia, o xote é um dos ritmos mais tocados e dançados em todo o Brasil
.

 

Alguns estilos de xote:


Xote-carreirinho: estilo comum no Rio Grande do Sul e no Paraná com coreografia próxima à da polca dançada pelos colonos alemães no Brasil.

Xote-duas-damas: variante de xote, dançado do Rio Grande do Sul, na qual o cavalheiro dança acompanhado de duas damas.

Xote-bragantino: estilo popular no Pará, sua coreografia difere bastante do original.


A música Panela Velha é um exemplo de xote, música que ficou conhecida em todo o Brasil na voz do cantor sertanejo Sérgio Reis. Te aprochega e confira a versão desta música na voz do ícone do samba, Zeca Pagodinho, ou será “Zeca Gauchinho”:




domingo, 7 de abril de 2019

O imponente Monumento ao Ginete e o seu autor


Inaugurado em Vacaria durante o 25º Rodeio Crioulo Internacional em janeiro de 2004, o Monumento ao Ginete é uma obra do escultor José Cristóvão Batista foi encomendada pelo então prefeito da época Ângelo Pegoraro, a fim de homenagear os ginetes dos tradicionais rodeios que aqui acontecem nos anos pares.

O escultor do Monumento ao Ginete de Vacaria, José Cristóvão Batista


O autor da linda escultura é natural de Ituporanga, Santa Catarina, mas mora em Lages. Autodidata, José Cristovão possui esculturas espalhadas pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Suas obras são feitas em concreto, arame e ferro, sempre abordando temas históricos, como o nosso icônico Ginete.

Monumento ao Ginete recebendo a nova pintura em bronze. Foto: Mateus Rosa

Atualmente, o Ginete recebeu pintura em bronze pelos artistas Ariovaldo Telles e Pedro Borges, com o patrocínio do CTG Porteira do Rio Grande e o aval da prefeitura de Vacaria.

Desde o ano passado obras artísticas vacarienses de beleza ímpar estão sendo reparadas pela Prefeitura Municipal como: a Maçã (rótula da Avenida Moreira Paz), os painéis do Mercado Público (do renomado artista plástico Carlos Rigotti), os pórticos da saída para Lages (BR-116) e do Parque dos Rodeios e recentemente o Monumento ao Ginete.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Cristiano Quevedo: o cantor nativista da primeira capital do Rio Grande do Sul


Cristiano Quevedo é um dos maiores famosos e populares cantores da música nativista gaúcha. Natural da cidade Piratini, a primeira capital do estado do Rio Grande do Sul, Cristiano Quevedo mantém a tradição de estar próximo de seu público, cantando a mais autêntica música sul-rio-grandense.


Em seus 25 anos de carreira, gravou 15 discos e vem conquistando uma legião de fãs no Rio Grande do Sul, demais regiões do Brasil e do mundo. Seus maiores são “Contraponto” e “Gaúcho de Coração”. Dentre os vários prêmios que Cristiano Quevedo recebeu está o troféu Candeeiro Farrapo no ano de 2013, honraria dada pela Câmara Municipal de Vacaria durantes os festejos da Semana Farroupilha.




O blog Repórter Riograndense conversou com Cristiano Quevedo sobre a sua carreira, em que ele fala de suas referências musicais, parceiras com outros músicos e os próximos projetos.

Te aprochega e confira um Chasque ao Repórter:


Como foi o início da sua carreira?


Cristiano Quevedo: Eu comecei nas invernadas artísticas, desenvolvendo o meu dom. Profissionalmente comecei a trabalhar nas rádios e logo depois nos festivais nativistas do Rio Grande do Sul. Depois muito tempo de estrada e muitas apresentações lancei o primeiro LP Um Canto Pra Ti em 1995.


Por que a escolha pela música nativista?


Quevedo: Venho de uma cidade histórica, Piratini, a primeira capital farroupilha, terra de Luiz Carlos Barbosa Lessa, onde se respira muito os ideais farroupilhas e também o tradicionalismo Gaúcho. Tudo isso, somado a uma grande vontade de exteriorizar esse sentimento, me levaram buscar na arte, logo depois na música, esse caminho. Lá se vão 25 anos de carreira.





Quais são os artistas você usou como referência na sua carreira?


Quevedo: Sempre fui muito atento aquilo que fala mais alto ao meu coração. Na arte, artistas como Charles Chaplin e Chico Anísio, na música, de Noel Guarani a Djavan, passando por Os Serranos, Gaúcho da Fronteira, Elton Saldanha, Luiz Marenco, Fabio Jr, além de influências do folclore uruguaio e argentino. Bebo de todas essas fontes para que eu possa desenvolver minha caminhada como músico.


Qual é música, ou composição, é mais especial para você? Por que?


Quevedo: A música mais especial para mim é Contraponto, letra de Paulo de Freitas Mendonça, música de minha autoria e de Fabiano Bacchieri. Porque além de ter me mostrado para o mundo, traz nos seus versos o meu ideal, como "A audácia de buscar o novo, sem pisar o rastra"... , ..."A coragem de pelear de adaga, pela liberdade"... e ..."Ter prenda e filhos e ficar tordilho ao redor das casas".


Durante a sua carreira você já ganhou vários prêmios. Qual foi o mais especial?


Quevedo: Todos são especiais para mim, não só pelo prêmio em si, mas pelo reconhecimento de um trabalho que faço com suor e muito amor.




Você participa ao lado de Shana Muller, Angelo Franco e Erlon Péricles do projeto Buenos e M’espalho. Tem alguma novidade deste projeto atualmente?


Quevedo: O Buenas e M’espaho deu um tempo, pois resolvemos tocar nossas carreiras solos, mas estará sempre vivo e dentro dos nossos corações. É muito mais que um projeto musical, é uma família que a música construiu.


Você participou da primeira edição do quadro “Desafio Farroupilha” do Jornal do Almoço, em que você buscou aprender a laçar. Como foi a experiência? Continua praticando?


Quevedo: Foi uma experiência incrível. Um sonho que guardava enrodilhado, assim como um laço. Foi um grande desafio, pois não tenho muito tempo para me dedicar aos treinos e em qualquer rincão deste estado tem milhares de laçadores. É sem dúvida o esporte de maior número de participantes que eu conheço, além é claro de representar a nossa tradição. Acho que não fiz feio. Hoje em dia eu pratico muito pouco, mas um dia será o meu esporte.




Quais são seus próximos projetos para o futuro?


Quevedo: Seguir fazendo música e buscando ir mais longe para chegar mais perto do coração das pessoas que gostam da minha música. Lancei um CD chamado “cristianoquevedo.rs” e estou neste primeiro semestre produzindo um trabalho muito bonito ao lado do catarinense, irmão que a música me deu Gabriel Pellizzaro. Um Projeto maravilhoso unindo a minha voz ao acordeom dele. Em breve queremos percorrer o Brasil com este trabalho. 


Fotos do show de Cristiano Quevedo no 32º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria. 

Créditos: Mateus Rosa



quinta-feira, 4 de abril de 2019

Locação de terrenos na campeira


O CTG Porteira do Rio Grande inicia nesta sexta-feira (05), a primeira etapa para a locação dos terrenos na área do acampamento da campeira para o 33º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria. O evento acontece de 1 a 09 de fevereiro de 2020.

Divulgação/  CTG Porteira do Rio Grande


Conforme o patrão da Campeira, Jeferson Camargo, nesta etapa uma equipe do CTG Porteira do Rio Grande entrará em contato com quem possuía terreno no 32° Rodeio para ver do interesse em adquirir o mesmo espaço. Caso não desejar, o local será colocado à disposição dos demais interessados.

Jeferson explica ainda, que a ligação será feita para o número de telefone informado no contrato do último Rodeio, respeitando a ordem das quadras (iniciando pela quadra “A”). Ele ressalta que caso alguém tenha trocado o número, deverá entrar em contato com o CTG Porteira do Rio Grande, através do telefone (54)3232-1077, para informar o novo número, para que posteriormente seja feito um novo contato.

Após o término da primeira etapa, os espaços livres serão comercializados para os demais interessados

 Fonte: Assessoria de Comunicação do CTG Porteira do Rio Grande


sexta-feira, 29 de março de 2019

Grupo Yangos


Yangos é um dos grupos referência da música instrumental sul-brasileira. Formado pelos músicos César Casara, Cristiano Klein, Rafael Scopel e Tomás Savaris, Yangos faz da união do piano, percussão, acordeon e violão um encontro potente, adicionando pitadas jazzísticas a milongas, chamamés e chacareras.



Formada em 2005, na Serra Gaúcha, Yangos segue com mesmo formação e atuação ininterrupta nesses mais de 12 anos de carreira. Nesse período a banda soma 4 discos e um DVD. Em 2009, nasceu o primeiro álbum, Tangos y Milongas. Mais tarde, com o lançamento de Às Pampas (2013), a banda afirmou seu lugar de diálogo entre o tradicional e contemporâneo, com um disco que é um verdadeiro passeio musical pelo sul latino-americano. Pampa: Pátria de Todos, CD e DVD, gravado em 2013, e lançado em 2016 em parceria com o cantor argentino Dante Ramon Ledesma, foi aclamado pelo público gaúcho, e recebeu uma premiação e três indicações ao do Prêmio Açorianos de Música (Rio Grande do Sul).

O quarto álbum da banda, lançado em 2017, Chamamé, foi indicado ao mais importante prêmio da música latina, o Grammy Latino. O disco contou com a produção musical do grande maestro do violão pampeano, o argentino Lúcio Yanel. Gravado na Serra Gaúcha, sul do Brasil, “Chamamé” foi realizado de maneira independente e contou com o apoio de fãs através de financiamento coletivo.

A indicação ao Grammy Latino representa um novo passo na carreira do quarteto, que vem consolidando seu trabalho como referência da música instrumental feita no sul do Brasil. Para 2018, a banda prepara seu quinto álbum com o apoio do Natura Musical. “Brasil, Sim Senhor!” é o nome do disco que a banda pretende inserir no mapa da música brasileira.

Yangos segue em movimento, envolvidos pelo hibridismo de ritmos sul-americanos com a adição de pitadas jazzísticas, fazendo música para as pessoas e potencializando a diversidade sonora do Brasil.  

Te aprochega e confira o clipe da música "Gaita ou Sanfona" do Grupo Yangos gravado em Lisboa, Portugal:


domingo, 24 de março de 2019

Saiba agora como fazer um chimarrão em 11 segundos: Tudo que você precisa saber


Está chegando a época do ano em que a temperatura começa a despencar e com isso cresce o consumo de chimarrão aqui do no Sul do Brasil. Até aquelas pessoas que não têm o hábito tomar chimarrão todos os dias se rendem a esta bebida que é o símbolo do tradicionalismo e a hospitalidade do gaúcho.

Com a correria dos dias atuais, às vezes o preparo do chimarrão da forma tradicional, como é ensinado nas embalagens da erva-mate, pode prejudicar o sabor e a qualidade do mate. Principalmente se você é uma daquelas pessoas que querem todas as coisas para ontem.




Por isso, o blog Repórter Riograndense vai te mostrar como preparar um chimarrão de forma fácil e rápida. Eu particularmente prefiro esta forma de preparo, porque além de prática, você pode economizar erva-mate na hora de preparar o chimarrão.


Vamos lá:


1° – Coloque uma colher de erva-mate no fundo da cuia, para dar o sabor ao chimarrão.


2° – Adicione água quente - de preferência na temperatura de 70°C - até o pescoço da cuia.


3° – Cubra toda a abertura da cuia com erva-mate.


4° – Com a própria bomba puxe a erva em direção ao centro da cuia ou até encontrar a água quente que está no fundo da cuia.


5° – Complete com mais água quente e introduza a bomba na cuia (tampe o bico da bomba para não entrar ar), fazendo movimentos laterais até chegar ao fundo da cuia.


6° - Saboreie o seu chimarrão.


Observações:


Você pode usar a mesma água quente que usará para tomar o chimarrão para fazer preparar o mate conforme explicado anteriormente.

O preparo deste chimarrão demora incríveis 11 segundos. Para comprovar a eficácia deste modelo de preparo, compartilho o vídeo da Escola do Chimarrão que mostra na prática como funciona:



Este modelo de preparo de chimarrão também pode ser usado para o chimarrão invertido. Para saber mais, clique aqui.


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