quinta-feira, 12 de abril de 2018

Sport Club Rio Grande


Os primeiros movimentos que redundaram na fundação do clube, começam no final do século retrasado e alvorecer do século passado, eis os fatos: A humanidade vivia em clima de paz e de otimismo na velha Europa, uma espécie de coexistência pacifica entre as três potências econômicas da época: Alemanha, Inglaterra e França. Havia muita euforia no mundo, com a expansão acelerada da economia e com novas descobertas.

Germinavam novas ideias e novos ideais, no campo do direito, na economia e na sociologia. Os três gigantes dividiam um mercado próspero e ávido em todos os continentes. O Brasil tinha onze anos de república e seus portos se agitavam em comércio intenso com o exterior.

A cidade de Rio Grande, berço da civilização Rio Grandene , estrategicamente situada no extremo meridional do Estado do Rio Grande do Sul , era inebriada por intensa atividade portuária e fabril. Falava-se em pé de igualdade, o Alemão, o Francês e o Inglês com a Língua Portuguesa. A Sociedade local, era cosmopolita e isto influência as artes, as letras e a cultura em modo geral. As maiores companhias teatrais da época, tinham passagem obrigatória em Rio Grande, oriundas do velho continente.

Os clubes fechados, reuniam os nacionais de cada país. Surgiram clubes Alemães, Ingleses, como os tradicionais Clube do Comércio e Clube de Regatas Rio Grande. O "Sport" na Europa surgiria numa modalidade viril que vinha se tornando o encanto da juventude. Era o "Foot Ball", disputa que exigia muita coragem dos competidores.

A notícia chegou rápida, e nesse ambiente, um grupo de jovens de 20 a 25 anos, resolveram se reunir para organizar um Clube esportivo que viesse a difundir no solo Pátrio, a atraente modalidade. Foi quando o jovem alemão Johannes Christian Moritz Minnemann nascido em Hamburgo em 17 de julho de 1875, reuniu alemães, ingleses, portugueses e brasileiros, com o fito de fundar um Clube, nos escritórios da extinta firma Thonsen & Cia, Johanes Minnemann , além de fundador, foi orador , secretário, guarda esportes e atleta, e conseguiu projetar e realizar a fundação do Sport Club Rio Grande.

Ele estava a pouco tempo no Brasil e ainda dominava muito mal o vernáculo. Como secretário do grupo fundador, ajudou a redigir os documentos iniciais no mais puro alemão. Razão pela qual os registros da fundação do Clube estão escritos neste idioma, em caracteres góticos. O entusiasmo de Minnemman era contagiante. Assim programada a reunião inicial marcada para o dia 14 de julho de 1900, sábado, com início às 20h30min, sendo escolhido o local da "Casa dos Atiradores" também conhecido pelo nome germânico de "Tiro Alemão". A convocação era também para um "match", que seria realizada na mesma manhã, entre ás 9h e 10h30min, com a participação das equipes A e B. Prova-se assim, com este documento oficial , que já se praticava o esporte bretão , nos campos da cidade do Rio Grande. Porém não foi ainda no dia 14 de julho de 1900, a lavratura da ata de fundação.

Foi marcada então nova data. Seria uma terça-feira, dia 17 de julho, na sede do Clube Germânia, no prédio situado a rua Benjamim Constant esquina Conde de Porto Alegre, atualmente mais recentemente conhecida como 'Sociedade Cruzeiro do Sul', alteração sofrida em 1952, ao reabrir suas portas, fechadas com a eclosão da II Guerra Mundial em 1943 . O Clube Germânia, fundado em 1863, era á época, uma sociedade chamada fechada , privada a alta sociedade Alemã e aos seus familiares .

Assim na noite de 17 de Julho de 1900, houve um protesto de um dos associados, que não concordava com a concessão da Sede para realização de uma reunião que também congregava elementos de outras raças. Foi preciso um esforço intenso dos interessados de nacionalidade alemã para a realização da reunião no sentido de contornar o impasse, sendo finalmente a mesma sido realizada na quinta-feira, 19 de julho de 1900, no referido Clube Germânia, quando foi fundado o Sport Club Rio Grande.


Foto: Fut Pope Clube


Dessa reunião existe até hoje o texto do discurso pronunciado por Johannes Minnemann, em língua alemã. Estavam presentes à reunião, os cidadãos de diversas nacionalidades, que assinaram a Ata de Fundação:

Em 12 de julho de 1901, foi realizado uma Assembleia Geral, ficando na ocasião estabelecido, que as cores do clube seriam as mesmas da Bandeira Rio-grandense: verde, vermelho e amarelo. Diga-se de passagem, que a história do futebol está intimamente a pessoa de Charles Miller, nascido em São Paulo, em 24 de outubro de 1874. Estudou no Reino Unido, retornando ao Brasil em 18 de fevereiro de 1894. Foi neste ano que introduziu a prática do futebol no seu clube, São Paulo Athletic Club, que tinha como principal atração o "Cricket".


Em 1904 o Sport Club Rio Grande adquiriu o seu campo no Boulevard Buarque de Macedo. Este campo foi comprado pela importância de Cr$ 1.200,00 (mil e duzentos). Até então, as partidas eram disputadas no local onde existiam as oficinas da Viação Férrea, na cidade marítima.

Em 23 de Outubro de 1968, o Interventor federal Gen. Armando Cattani, por Lei Orgânica 1979 art. 62, denomina "VETERANO S. C. RIO GRANDE", travessa da vila São Paulo e o considera de utilidade pública.

Em 22 de julho de 1975, o Almirante Heleno Nunes enviou o Ofício nº PRE (SAD) 7111, confirmado pelo Ofício PRE (SAD) 7281, com o seguinte teor: "Em adiantamento ao nosso Ofício 7111 de 22 do corrente, informamos V.S. ter sido anotado, nos registros da Confederação Brasileira de Desportos, que o Sport Club Rio Grande é o clube de futebol mais antigo do Brasil.

Em 28 de Julho de 1975, a Extinta Confederação Brasileira de Desportos (CBD), sucedida pela atual CBF, envia Oficio Pré (SAD) nº 7281, informando que o clube foi anotado como clube de futebol Mais Antigo do Brasil, assinado pelo Pres. Heleno de Barros Nunes e Pres. Do S. C. Rio Grande Jorge Numa.

Em 1976 : Lei 7022 de 10 de Novembro, por iniciativa do então Deputado Estadual Adolpho Pugina, considerando o Dia 19 de Julho, o "Dia do Futebol Gaúcho". O citado projeto foi assinado pelo presidente da Assembléia Legislativa Deputado João Carlos Castal.

Em 1978 : Aquisição da gleba de 25 ha. 3750 metros quadrados, situada na Vieira, seis quilômetros da cidade, onde hoje está implantado o Centro Esportivo Dênis W. Lawson. A referida compra foi viabilizada, através de empréstimo junto a Caixa Econômica Federal, resgatado totalmente em Maio de 1979.

Em 24 de Setembro de 1992, é criada a Fundação Sócio Cultural Esportiva do Rio Grande - FUNSERG a qual a partir desta data fica responsável por todo patrimônio do SCRG incluindo principalmente os imóveis da Av. Itália e Gal. Bacelar e prédio da Sociedade Germânia, esta última por razões históricas.

Em 2000, como homenagem ao centenário do Clube, o Sport Club Rio Grande foi convidado pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) para participar da 1ª Divisão Gaúcha, do ano 2000. Esse campeonato recebeu o nome de “Copa Sport Club Rio Grande – Um Século de Futebol”. Jogou a 1ª Fase no Grupo 1, junto com Esportivo, Caxias, São José-POA, Veranópolis, Pelotas e Inter-SM. Acabou na 5º colocação, com 12 pontos em 12 jogos. Pela campanha, não seria rebaixado, mas voltou para Segunda Divisão por ter sido apenas convidado. Naquele mesmo ano, acabou também jogando a Segunda Divisão (pois essa começou meses depois). Além do convite para disputar o Gauchão, o Vovô Rio Grande realizou um jogo festivo para comemorar os '100 Anos', recebendo no Estádio Colosso do Trevo (Estádio do coirmão Football Club Rio-Grandense) o Fluminense Football Club, do Rio de Janeiro. O embate entre tricolores acabou em vitória do "scratch" carioca, por 1 a 0.

Em 2000, o Memorial Johannes Christian Moritz Minnemann surgiu no mesmo ano do centenário do Clube. Foi idealizado por Helena Portella, conselheira do Clube, e de lá para cá vem trabalhando incessantemente na preservação do material histórico encontrado. Dentre esse material, destaca-se o acervo de fotos, com datas desde 1900, bem como documentos, jornais, flâmulas, taças, entre outros.Os documentos encontram-se em fase de organização e recuperação, e podem ser conferidos por quem visita o espaço do Memorial. No Memorial do clube, têm-se catalogados, um pouco da história do esporte mais popular do País: 3700 registros de jornais; 1700 documentos históricos; 1230 fotos; 270 taças e troféus; 51 fitas de vídeo; 48 placas; 4 bolas; 15 medalhas; 47 flâmulas e 24 diplomas.


Em 2009, foi criado a atual e oficial mascote do Clube 'Mais Antigo' do futebol brasileiro, pelo talentoso chargista e jornalista ilustrador Lorde Lobo, adepto torcedor do Vovô, natural da cidade do Rio Grande/RS, onde mora até hoje.

Em 16 de Agosto de 2009, foi inaugurado o Sistema de Iluminação do Estádio Arthur Lawson, acontecimento histórico que fazia parte da Programação de Festividades em comemoração aos '109 Anos' de fundação do Sport Club Rio Grande, ato de relevante importância na História do Clube, feito que coroou as competentes gestões, de 2007/2008 e 2009/2010, pela Direção do Clube, no então mandato do Presidente Alexandre Lindenmeyer.

Na mesma data, após grandioso Ato Cerimonial, foi disputada a partida inaugural do Sistema de Iluminação, jogo que marcou a estréia do Veterano Rio Grande na Copa Arthur Dallegrave, competição oficial organizada pela Federação Gaúcha de Futebol, realizada no segundo semestre da temporada, o adversário foi o Sport Club Internacional, que em partida movimentada e muito disputada, contando com maciça presença de adeptos torcedores do tricolor Veterano, terminou em vitória de um a zero, a favor do visitante.

Em 11 de Janeiro de 2011, data que marcou a colocação do primeiro bloco da construção da nova arquibancada do Estádio Arthur Lawson, construída com o formato de uma ferradura, a nova arquibancada acrescentou mais 1.800 (mil e oitocentos) lugares no Estádio, que são utilizados e divididos, entre os torcedores visitantes e os adeptos tricolores.

Também foi construída a tela de proteção em toda extensão da arquibancada, com a distância normatizada e exigida pelo Corpo de Bombeiros. Ao todo são sete módulos de arquibancada, com seis degraus, totalizando 120 metros de comprimento. A obra apresentou o custo total de R$ 125 mil (cento e vinte cinco mil) e está localizada de fundos para o condomínio Waldemar Duarte. Obra concretizada na gestão do então Presidente Luiz França.

Em 2014 o Sport Club Rio Grande garantiu uma marca histórica no futebol gaúcho, com o título da Série B do Gauchão e é, juntamente com o Guarany Futebol Clube, da cidade de Bagé/RS, um dos únicos clubes do Rio Grande do Sul a conquistar o título de todas as Divisões estaduais, triunfando na Primeira Divisão em 1936, a Segunda Divisão em 1962 e a Terceira Divisão em 2014.



Fonte: site do Sport Club Rio Grande

segunda-feira, 26 de março de 2018

Deu Pra Ti – Homenagem a Porto Alegre


Geralmente o nosso foco quando é postado letras de músicas no Repórter Riograndense são letras de músicas gaúchas como a nativista e a fandangueira.


Porém, nesta segunda-feira, dia 26 de março de 2018, vai ser feita uma exceção. Vamos compartilhar a letra da música “Deu Pra Ti” da dupla gaúcha Kleiton & Kledir para homenagear o aniversário da capital do Rio Grande do Sul – Porto Alegre – que está comemorando 246 anos.

Foto: UFRGS



Parabéns a todos os porto-alegrenses tanto os nascidos na cidade como aqueles que escolheram morar na Capital.


Inclusive eu mesmo tenho o sonho de morar em Porto Alegre.



Deu Pra Ti - Kleiton & Kledir



Composição: Kledir Ramil / Kleiton Ramil




Deu pra ti

Baixo astral

Vou pra Porto Alegre

Tchau!



Quando eu ando assim meio down

Vou pra Porto e bah! Tri legal

Coisas de magia, sei lá

Paralelo 30



Alô tchurma do Bonfim

As gurias tão tri afim

Garopaba ou Bar João

Bela dona e chimarrão



Que saudade da Redenção

Do Fogaça e do Falcão

Cobertor de orelha pro frio

E a galera do Beira-Rio



Te aprochega e confira a dupla Kleiton & Kledir interpretando a música Deu Pra Ti:


domingo, 25 de março de 2018

Divisão de Acesso


O Campeonato Gaúcho de Futebol - Divisão de Acesso é o segundo nível do Futebol no Estado do Rio Grande do Sul e garante o acesso de duas equipes para a Elite do Futebol Gaúcho do ano subsequente.

Organizado pela FGF, teve sua primeira edição no ano de 1952, sendo disputado anualmente até então, exceto em cinco oportunidades (1971, 1972, 1973, 1974 e 1976). Bagé, Guarany de Bagé, São Paulo-RS, Rio Grande, Rio-Grandense-RG, Pelotas, Brasil de Pelotas, Caxias e Cruzeiro-RS são clubes que já venceram tanto a primeira quanto a segunda divisão do futebol gaúcho.

Foto: Wikipédia


O Campeonato Gaúcho de Futebol até o final dos anos 1960 era disputado geralmente por quatro equipes em sua fase final. Quatro equipes estas que eram campeãs em suas respectivas regiões (Fronteira, Metropolitana, Serra e Litoral). A Federação Gaúcha de Futebol decide então criar a segunda divisão profissional englobando os clubes recém-profissionalizados e que previamente não disputavam as Regionais.

No primeiro campeonato, cada cidade era representada por apenas um clube. Não havia acesso. O campeão não garantia nem a vaga para o próximo campeonato, uma vez que teria que disputar o campeonato municipal profissional para obtê-la.

Participaram da primeira edição: Ypiranga de Erechim, Nacional de Cruz Alta, Glória de Carazinho, Palmeirense de Palmeiras das Missões, Santa Cruz de Santa Cruz do Sul, Lajeadense de Lajeado e Sá Viana de Uruguaiana (Classificados como campeões citadinos profissionais); 14 de Julho de Passo Fundo, Montenegro de Montenegro, Estrela de Estrela, Guarani de Venâncio Aires e Aimoré de São Leopoldo (Designados para representar a cidade sem competição, pois eram os únicos clubes profissionais); Esportivo de Bento Gonçalves, Gaúcho de Ijuí e Pedro Osório de Tupãnciretã (Classificados após campeonatos citadinos mistos com profissionais e amadores).

A disputa era regionalizada e classificava os campeões de cada região para as finais. O Sá Viana sagrou-se o primeiro campeão ao derrotar na final o Santa Cruz-RS.

Somente com a primeira edição do Campeonato Gaúcho Unificado, a Federação criou oficialmente a Divisão de Acesso, cujo campeão disputava a vaga no Torneio da Morte com o último da Divisão Especial. Excepcionalmente em 1961, os dois primeiros do acesso enfrentaram os dois últimos da Divisão Especial por duas vagas.

A partir de 1965 o campeão passou a garantir vaga direta para a Primeira Divisão.


Equipes participantes do Campeonato Gaúcho de Futebol - Divisão de Acesso 2018
Foto: Esporte Sul


A competição mudou sua nomenclatura várias vezes: Segunda Divisão de Profissionais (1952-1960), Divisão de Acesso (1961-1964), Primeira Divisão de Profissionais (1965, 1966), Divisão de Ascenso (1967-1969), novamente Primeira Divisão de Profissionais (1970), Segunda Divisão (1975-1998), novamente Divisão de Acesso (1999-2002), novamente Segunda Divisão (2003-2011) e finalmente Divisão de Acesso pela terceira vez na história a partir de 2012.


A polêmica fórmula do Campeonato Gaúcho de 1995 a 1999


De 1995 a 1999, seguindo o modelo paulista, a FGF criou uma primeira divisão com duas séries: A e B. Os melhores colocados da B subiam no mesmo ano para a fase final da Série A. Esses clubes se consideram campeões da Segunda Divisão. A FGF, porém, considera como Segunda Divisão, a série inferior que classificava para a Série B do ano seguinte, que na prática era formada pelos clubes da Terceira Divisão. Para a FGF não houve disputa da terceira divisão nestes anos, considerando-a como a Segunda Divisão Oficial.


Campeões da Segunda Divisão segundo a FGF


1995 - Sociedade Esportiva Recreativa Santo Ângelo (Santo Ângelo)

1996 - Esporte Clube Novo Hamburgo (Novo Hamburgo)

1997 - Grêmio Esportivo São José (Cachoeira do Sul)

1998 - Grêmio de Esportes Torrense (Torres)


Campeões do Grupo B do Campeonato Gaúcho


Torneio era dividido em 2 grupos, os vencedores se classificavam para a fase final da Série A no mesmo ano. Não havia final.

1995 - Clube Esportivo (Bento Gonçalves) e Clube Atlético (Carazinho)

1996 - Sociedade Esportiva Recreativa Santo Ângelo (Santo Ângelo) e Grêmio Esportivo Brasil (Pelotas)

1997 - Foot-Ball Club Santa Cruz (Santa Cruz) e Esporte Clube Guarani (Venâncio Aires)

1998 - Esporte Clube Internacional (Santa Maria) e Clube Esportivo (Bento Gonçalves)

1999 - Esporte Clube Avenida (Santa Cruz) e Esporte Clube São José (Porto Alegre)


No segundo semestre de 1999, a FGF reformula a segunda divisão acabando com as promoções no mesmo ano. Os clubes rebaixados na Série A de 1999 participam do torneio. 

Te aprochega e conheça a história do Campeonato Gaúcho.


Volnei Gomes & Grupo Cantando o Rio Grande


O cantor Volnei Gomes foi por nove anos vocalista do grupo Os Tiranos, de São Francisco de Paula, RS. Também foi vocalista do grupo Coração Gaúcho de Erechim e por um ano e meio cantor ao lado de João Luiz Côrrea & Grupo Campeirismo.



Em 2012, Volnei Gomes fundou o grupo Cantando o Rio Grande, um grupo campeiro e fandangueiro que conta com músicos renomados na música gaúcha.

Em seis anos de na estrada, Volnei Gomes & Grupo Cantando o Rio Grande levou a música gaúcha com carinho, respeito, alegria e autenticidade por todos os lugares que tocaram.

O grupo anima vários bailes em todo o Rio Grande do Sul, Santa Catariana, Paraná, São Paulo e já atravessou o Brasil e levou a música fandangueira para a cidade de Boa Vista, Roraima.

Volnei Gomes & Grupo Cantando o Rio Grande foi das atrações do 32º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria neste ano.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Volmir Dutra & Grupo Criado em Galpão


Volmir Dutra foi integrante do grupo Os Serranos durante sete anos, com cinco CDs gravados e durante dois com João Luiz Côrrea, gravando dois discos.



Campeão de dois dos maiores festivais de gaita-ponto do Rio Grande do Sul: Fegart e Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria.



Como compositor tem músicas gravadas por Joca Martins, Os Serranos, João Luiz Côrrea, Tchê Barbaridade, Walther Morais e tanto outros. Compositor de sucesso como: O Rio Grande me Criou, Parando Rodeio, De Rodeio em Rodeio, Rebeldia e entres outros.





O Grupo Criado em Galpão foi fundado em 6 de setembro de 2000, por Volmir Dutra e Walther Morais. Atuou em bailes e shows, apresentando-se nos maiores eventos de música do sul do país como:


Expointer em Esteio-RS;

Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria-RS;

Carijó da Canção Nativa em Palmeira das Missões-RS;

Um Canto Para Martin Fierro em Santana do Livramento-RS;

Festival da Música Crioula de Santiago-RS;

Festa da Maçã São Joaquim-SC;

Rodeio dos Praianos-SC;

Expo Sorriso em Sorriso-MT;

Semana Farroupilha de Boa Vista em Roraima.



Com a gravação do seu primeiro disco em 2003 pela gravadora USA Discos com o título Baile de Rodeio, destacaram-se as músicas que rodaram muito e ainda rodam nas emissoras de rádios e internet. São elas: De Chapéu, Bombacha e Bota, Rodeio da Paixão, Peão de Estância e Chiado do Chinelo.



Em 2004, o Grupo Criado em Galpão teve participação no DVD Festa Gaúcha gravado ao vivo pela gravadora USA Discos, com as músicas De Chapéu, Bombacha e Bota” e Peão de Estância.



Em maio de 2005, o grupo lança pela USA Discos seu 2º CD, com o título De Campo e de Mato, com um repertório de ritmos variados mantendo o estilo do grupo. Músicas deste álbum mais tocadas: De Campo e de Mato, Suando a Picanha, Um Paisano Domador, Santuário Galponeiro e Se Guasqueando pra os Dois Lados.



Em 2006 o Criado em Galpão participou do DVD Fábrica do Vanerão, gravado e lançado pela USA Discos com as músicas De Campo e de Mato, Se Guasqueando pra os Dois Lados e Eco das Coxilhas.



Em 2010 foi lançado o CD coletânea com o título Bom de Baile. Este disco contém os sucessos gravado até então pelo grupo. Durante o período em que o Criado em Galpão não gravou um disco inédito, dedicou-se a viajar pelos três estados do Sul do Brasil divulgando o trabalho e fazendo o que faz de melhor, baile gaúcho.



No ano de 2011 o grupo gravou seu 3º CD com o título Filosofia de Canto já com o nome Volmir Dutra & Grupo Criado em Galpão.



Em 2018 com a direção de Volmir Dutra e Daniel Pinheiro o grupo está preparando um novo trabalho, com a marca tradicional “Criado” o gauchismo.



O grupo tem um tranco bem fandangueiro, com definição musical e estilo próprio. Com ritmos e temas autênticos gaúchos, tocando e cantando os usos e costumes do Rio Grande do Sul, levando a cultura gaúcha além-fronteiras da música.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Lucro do Rodeio de Vacaria é de mais R$ 1,7 milhão


A patronagem do CTG Porteira do Rio Grande divulgou nesta quinta-feira (22), para a imprensa, os resultados financeiros do 32º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, que aconteceu de 27 de janeiro a 4 de fevereiro de 2018. O evento contou com a participação de aproximadamente 280 mil pessoas.

Patronagem do CTG Porteira do Rio Grande apresenta lucro do 32º Rodeio Crioulo Internacional de mais R$ 1,7 milhão


O orçamento gerou em torno de cinco milhões e meio de reais, com um lucro aproximado de um milhão e setecentos mil reais. O patrão, Luiz Carlos Bossle da Costa, informa que parte deste lucro foi utilizada para quitar dívidas de eventos anteriores. Ele ressalta ainda que resta uma dívida com o ECAD de R$ 131.750,00, porém dia 02 de abril, haverá uma reunião o presidente do órgão, no intuito de negociar a quitação deste débito.

Conforme o patrão, em breve será realizada a prestação de contas detalhada para os sócios do CTG Porteira do Rio Grande.

Confira os números:

Receitas: R$ 5.590.022,45

Despesas: R$ 3.874.756,24 

Lucro: R$ 1.715.266,21

Dívidas pagas: R$ 971.422,40

Saldo em caixa: R$ 743.843,81


Foto e fonte: Assessoria de imprensa do CTG Porteira do Rio Grande

quarta-feira, 21 de março de 2018

Atrevidos da Vaneira


O grupo Atrevidos da Vaneira foi fundado no ano de 2016 na cidade de Pinhais, no estado do Paraná, trazendo o melhor da música fandangueira do sul do Brasil e outros estilos nacionais e internacionais. Com um repertório diversificado adaptável a todas as ocasiões, porém conservador dos ritmos e das tradições, atuando em todos tipos de eventos, como bailes, festas e shows.



O grupo é formado por excelentes músicos profissionais, dedicados a encantar, agradar e conquistar o público por onde passa. Sempre realiza em seus eventos uma superprodução possuindo uma grande estrutura própria de som e luz, que é moderna, de alta qualidade e é auxiliada por uma equipe técnica competente e pronta a dar suporte a qualquer evento. Conta ainda com um ônibus leito para transporte rodoviário com um grande conforto e segurança, uma Van para locomoção dos integrantes pela cidade, para divulgação do evento.

O grupo Atrevidos da Vaneira, já é um projeto vitorioso, veio para ficar e encantar multidões, quebrando paradigmas, acreditando no sonho e aceitando desafios. Música” e estilo, tudo isso e muito mais faz parte do grupo Atrevidos da Vaneira.

Em 2018, o grupo vem tendo uma nova roupagem, com a entrada de grandes músicos de renome no Brasil, eles são:​​


Canhoto do Brasil (acordeom e voz solo)

Pekeno Bass (baixo e voz solo)

Diego Bonfim (bateria)

Fabiano Malheiros (guitarra e voz solo)

Josiel Furtado (acordeom)

terça-feira, 20 de março de 2018

Dez benefícios do chimarrão à saúde


Muito mais do que uma bebida típica do Rio Grande do Sul, o chimarrão vai muito além do seu simbolismo. Feito a partir da erva-mate moída e água morna, o chimarrão traz muitos benefícios para a nossa saúde quando tomamos regulamente.

Foto: site Só Detox


Confira aqui os 10 principais benefícios incríveis do chimarrão à saúde:

1.   Elimina a fadiga e o cansaço

2. Ajuda na digestão 

3. Diurético 

4. Fonte de vitaminas e sais minerais

5. Fonte de antioxidantes

6.  Auxilia na regeneração celular

7. Estimula a atividade física

8. Diminui o colesterol ruim

9. Ajuda no emagrecimento

10.  Benefício para o coração



Entretanto, tudo que é consumido em excesso faz mal à saúde. Como diz o ditado: O que diferencia o remédio do veneno é a dose.


Fonte: Biosom


Te aprochega e confira o artigo Chimarrão: aprecie com moderação




segunda-feira, 19 de março de 2018

A polêmica do uso da bombacha


Na semana passada, o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) enviou um ofício para todas as 30 regiões tradicionalistas do estado Rio Grande do Sul alegando que o uso da bombacha está descaracterizado.

Segundo a entidade, a causa seria o crescimento do uso da bombacha mais estreita (também conhecida bombacha campeira) entre os jovens. Tanto os homens como as mulheres adotaram este modelo, sendo que o MTG considera isso “fora do padrão”.

Foto: site Alegrete Tudo


O texto aborda apenas a vestimenta masculina e é assinado pelo presidente do MTG, Nairioli Antunes Callegaro, e pelo vice-presidente da entidade, José Araújo Silva. Ao ressaltar que o MTG é o guardião da cultura tradicional do Rio Grande do Sul, o documento diz que "a bem da verdade, o que a grande maioria está usando está muito mais próximo do padrão de uma calça do que o padrão definido para bombacha".

O uso da bombacha campeira é mais comum na Fronteira Oeste, em razão da influência da Argentina e do Uruguai. Muitos grupos de bailes adotaram a vestimenta em suas apresentações em bailes em CTGs e rodeios crioulos. A bombacha campeira é muito usada por laçadores e ginetes.

A partir de agora, as entidades tradicionalistas ligadas ao MTG terão que exigir rigorosamente o uso correto da indumentária de todos os participantes, conforme o artigo 67 do Regulamento Campeiro do Estado do Rio Grande do Sul e as Diretrizes para a Pilcha Gaúcha.


Como deve ser uma bombacha, segundo o MTG


Tecido

Brim (não jeans), sarja (lã), linho, algodão, oxford, microfibra. É vedado o uso de bombachas plissadas e coloridas.

Cores

Claras ou escuras, sóbrias ou neutras, tais como marrom, bege, cinza, azul-marinho, verde-escuro e branca. Fuja das cores agressivas, fosforescentes, contrastantes e cítricas, como vermelho, amarelo, laranja, verde-limão, cor-de-rosa.

Padrão

Liso, listradinho e xadrez discreto.

Modelo

Cós largo sem alças, dois bolsos na lateral, com punho abotoado no tornozelo.

Favos

O uso de favos e enfeites de botões (devem ser do tamanho daqueles utilizados nas camisas, vedados os de metal) depende da tradição regional. As bombachas podem ter, nos favos, letras, marcas e botões. Quando usar favos, deverão ser da mesma cor e tecido da bombacha. Os desenhos serão idênticos em uma e outra perna.

Largura

Com ou sem favos, coincidindo a largura da perna com a largura da cintura, ou seja, uma pessoa que use sua bombacha no tamanho 40, automaticamente deverá ter, aproximadamente, uma largura de cada perna de 40 cm de tal forma que não seja confundida com uma calça.

Uso

As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas


Opinião do vivente


Vejo que o MTG está agindo com rigor exigindo o uso obrigatório da bombacha tradicional. Eu só uso bombachas campeiras, mas quando eu era guri tive uma bombacha larga que ganhei dos meus pais.

Caso não seja revisto esse ofício, isso vai acabar diminuindo o uso da bombacha. Acredito que a bombacha larga deve ser usar em cerimônias tradicionalistas e em provas artísticas como as danças e a declamação.

O público geral deve escolher o tipo bombacha que quer usar. Essa história de que a bombacha é de uso exclusivamente masculino é completamente machista. E as mulheres que participam das provas de laço terão que usar vestido de prenda na hora de laçar em vez da bombacha campeira?

O tipo de bombacha não faz alguém mais ou menos gaúcho.

É legal querer preservar a tradição, mas preciso rever os conceitos para se adaptar aos tempos modernos com a indumentária e as letras das músicas. Só ainda podemos manter a nossa tradição viva e passando-a para próximas gerações.


Te aprochega e conheça a origem da bombacha


Fonte das informações desta postagem: GaúchaZH

quinta-feira, 8 de março de 2018

Mulher Vacariana


No ano passado, a cantora nativista Shana Müller causou polêmica nas redes sociais com o artigo “Não sou china, nem égua, nem quero que o velho goste”.  


Isso gerou polêmica por partes dos internautas sobre as letras machistas na música gaúcha. Enquanto uns apoiaram a cantora, outros a criticaram porque estas músicas foram gravadas há mais de 20 anos e nunca tinha questionado as letras destas canções.


Para mostrar que a música gaúcha não é 100% machista, neste dia 8 de março de 2018 - Dia Internacional da Mulher - compartilho a letra da música Mulher Vacariana, que ficou eternizada na voz de Wilson Paim em 1994.

Ilustração: João Paulo Maciel de Abreu


Desde já desejamos um Feliz Dia da Mulher a todas as leitoras dos blogs Repórter Riograndense e Mundo em Pauta. Todo dia é Dia da Mulher!




Mulher Vacariana – Wilson Paim


Composição: Dorval D. Dias / Wilson Paim



O rancho é pequeno, o catre macio

A vida no cio, a noite serena

O doce veneno que prende e condena

Lembrando a morena de corpo pequeno



Mulher vacariana olhar de chirua

Num quarto de lua teu sonho declina

Meu mundo se enclina ardendo em desejo

Querendo teu beijo doçura divina

És tu a serrana do meu paraíso

Até no sorriso és pago bendito

É no infinito que tanto procuro

Nos lábios maduros me encontro contigo

Nos lábios maduros me encontro contigo



E quando chegar no fim do meu sonho

Sorrindo proponho jamais separar

Pois quero amar como nunca amei

Afinal te encontrei pra que andejar.



Te aprochega e confira o áudio da música Mulher Vacariana, interpretada por Wilson Paim:

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