domingo, 23 de junho de 2019

Grupo Cuerdas y Sonidos


O Projeto Cuerdas y Sonidos iniciou-se em 2017 com a formação em Duo – Violão 7 Cordas e Violino, trabalhando com resgate musical latino-americano, com interpretações a nível instrumental, de obras que fizeram parte da nossa história e cultura. Projeto esse apresentado através de shows e workshops.

Hoje, com nova formação, agora grupo de amigos de arte e estrada, seguem com o mesmo intuito, oferecendo ao público uma oportunidade para dançar, ouvir boa música e descontrair com a família e amigos.  Hoje, observando o desejo de todos os integrantes, em continuar a pesquisa iniciou-se ensaios periódicos para prosseguir com os trabalhos com o intuito de produzir um produto cultural que seja com total visibilidade e sustentabilidade através da gravação de um CD, por meio de um trabalho colaborativo.

Para construir o trabalho serão convidados músicos, de relevante atuação na música sul brasileira, durante o processo de concepção do disco. Entre os músicos desta nova formação, para a realização desse projeto podemos destacar a presença dos músicos que integrar o grupo Cuerdas y Sonidos: Cesar Augusto Furtado; Felipe Kramer Rodrigues; Guilherme Davi Bragagnolo; Uiliam Michelon Bizotto; Pedro Kikuchi e Tiago Wille.

Cartaz de divulgação e contatos do grupo Cuerdas y Sonidos. Foto: EsthudioF18.


Com o objetivo de resgatar músicas que fizeram e fazem parte da nossa história e cultura e promover a cultura típica latino-americana. As apresentações são estruturadas através de shows com interpretações instrumentais e releituras do grupo. Dentre as obras apresentadas no projeto, inclui-se grandes nomes da música internacional, tais como: Astor Pantaleón Piazzolla, renomado bandoneonista e compositor argentino considerado o compositor de tangos mais importante da segunda metade do século XX, ironicamente, quando começou a fazer inovações no tanto, no ritmo, no timbre e harmonia. Constante Aguer, Mario Del Tránsito Cocomarola, autores da música KM 11, música do folclore argentino, considerado o hino do chamamé. Ramón Sixto Ríos, autor da música Merceditas, uma das mais famosas músicas do folclore argentino e uma das treze músicas mais populares desse país. Carlos Gardel e Alfredo Le Pera, autores do tango “Por uma Cabeza”, no Uruguai e Gerardo Matos Rodríguez, autor do tango La Cumparsita, sendo esse, o tango mais difundido pelo mundo.

Também, ressaltando os vários artistas regionais, como Jayme Caetano Braun, Luiz Rogério Marenco Ferran, mais conhecido como Luiz Marenco. Paulo Henrique Teixeira de Souza, conhecido popularmente como Gujo Teixeira. José Mendes, Luiz Menezes também são relembrados através de suas obras pelo grupo Cuerdas y Sonidos, trabalhando com releituras e interpretações com percussão, acordeon, violão de 6 e 7 cordas. 

Te aprochega e confira o clipe da música de trabalho do grupo Cuerdas y Sonidos, Canto de Protesto, letra e música de Uiliam Michelon:


terça-feira, 18 de junho de 2019

Lincon Ramos & Grupo


Lincon Ramos, é músico, cantor, produtor e compositor gaúcho. Gaiteiro nascido e criado em São Luiz Gonzaga-RS, começou a tocar e cantar aos 8 anos de idade, juntamente com seu irmão e em seguida com grupos da região inclusive com primos da família (Nene Guedes e Família) que tinham conjunto na cidade.



Mais tarde, ainda adolescente, veio para capital gaúcha onde tocou com grandes músicos como Juliano Trindade, o Bonitinho, grupo Os Mirins, onde teve a honra de tocar ao lado do maior nome da gaita gaúcha, Albino Manique, inclusive participando de seu disco solo como gaiteiro e instrumentista. Ainda nos Mirins, gravou o trabalho de 40 anos de carreira do grupo, onde teve a alegria de interpretar a música “Meu Nome é Tchê”, que veio a se tornar um dos grandes sucessos da música gaúcha.

Depois em Santa Catarina, participou com o grupo Os Nativos, grupo de grande expressão na época pelo seu sucesso e por ter a maior estrutura de shows e bailes do sul do Brasil. Fez uma turnê de shows com o cantor e compositor Elton Saldanha. Logo em seguida veio a integrar o grupo Campeirismo, que acompanha João Luiz Corrêa, onde permaneceu até 2016.

Nesse período, que durou em torno de 22 anos, atuando como músico desses grupos, se apresentou em shows e bailes em todo o Brasil, com uma média de 180 apresentações por ano.

Também trabalhou como músico de estúdio, produtor e arranjador em todos esses grupos que participou e também para outros artistas como, Os 3 Xirus, Elton Saldanha, Grupo Candieiro, Dionísio Costa, Wilson Paim, Grupo Reponte, Sandro Coelho, além de muitos outros trabalhos de conjuntos e artistas do cenário gaúcho.



Em 2017, já em carreira solo, participou de alguns Festivais de Música Nativista, obtendo várias premiações:


3° lugar e Melhor Intérprete – 26° Ronco do Bugio, São Francisco de Paula-RS

1° lugar e Melhor Intérprete – 4ª Aldeia da Canção Gaúcha, Gravataí-RS

Melhor Intérprete – 25ª Tertúlia Nativista, Santa Maria-RS.


Ainda neste ano, recebeu indicação na Categoria Revelação, troféu Melhores do Ano 2017, pelo Repórter Farroupilha da RBS TV, site G1/Globo.

Recebeu também o Troféu Melhor Intérprete 2017, pelo “Destaques dos Festivais 2017” do Blog Ronda dos Festivais.

Em 2018 lançou o trabalho com seu Grupo na animação de fandangos. Hoje segue trabalhando em sua carreira solo, que tem como principais objetivos, “resgatar a autêntica música gaúcha e trazer ao seu público sua identidade musical que vem sendo forjada desde suas origens na música missioneira”!

Te aprochega e confira o vídeo promocional de divulgação do trabalho de Lincon Ramos & Grupo:





segunda-feira, 10 de junho de 2019

Ópera “O Quatrilho” chega a Vacaria nesta semana com apresentação gratuita


A ópera em dois atos de Vagner Cunha com libreto de José Clemente Pozenato será apresentada na quarta-feira, dia 12 de junho, com ingressos já esgotados.



Após o sucesso da primeira turnê, que reuniu quase seis mil pessoas em diversos palcos do Rio Grande do Sul no último ano, a ópera O Quatrilho volta a circular pelo estado. A obra chega a Vacaria nesta quarta-feira, dia 12 de junho, para única apresentação na Casa do Povo, às 20h. O ingresso era a doação de um livro, mas as entradas já estão esgotadas.

A ida de O Quatrilho para Vacaria é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, da Câmara Municipal de Vacaria e da Associação Amigos da Biblioteca Pública.


SOBRE A ÓPERA O QUATRILHO


A ópera em dois atos de Vagner Cunha tem libreto de José Clemente Pozenato, autor do romance homônimo que conta a história de dois casais de descendentes italianos que constroem suas vidas no interior do Rio Grande do Sul no início do século XX. Nas apresentações, com regência do maestro Antonio Carlos Borges-Cunha e direção cênica de Luís Artur Nunes, há 12 músicos da Camerata OntoArte e sete cantores em cena: Carla Maffioletti (soprano) no papel de Teresa, Maíra Lautert (soprano) como Pierina, Flávio Leite (tenor) como Ângelo, Daniel Germano (barítono) interpretando Mássimo, Luciane Bottona (contralto) no papel de Tia Gema, Ricardo Barpp (barítono) como Cósimo e Pedro Spohr (baixo) como Rocco.

O Quatrilho - Foto Gilberto Perin


Em sua segunda turnê pelo Estado, a ópera reestreia com novidades. O espetáculo ganhou mais 15 minutos com a inclusão de três novas músicas: uma ária de Flávio Leite, uma ária de Ricardo Barpp, além de um coro que será encenado por Barpp junto com Luciane Bottona e Pedro Spohr. Somadas às outras 29 canções que já faziam parte da apresentação, as músicas trazem uma nova costura para a obra. "Ao ver o resultado final da ópera, pronta, eu senti que precisávamos humanizar um pouco mais os personagens. O Pozenato já havia feito o trabalho de síntese do livro de forma brilhante, mas sentimos que algumas costuras precisavam ser feitas para conectar os casais de forma mais humanizada, então nos reunimos para adicionar algumas árias", explica o compositor Vagner Cunha.

Lançado em 1985, o livro O Quatrilho, de José Clemente Pozenato, tornou-se filme em 1995 sob a direção de Fábio Barreto, e concorreu no ano seguinte ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A exposição no cinema fez ainda mais conhecida a história dos dois casais de descendentes italianos que constroem suas vidas no interior do Rio Grande do Sul no início do século XX. A obra também já foi adaptada para os teatros e, em 2018, ganhou sua versão em ópera, com música de Vagner Cunha e libreto de José Clemente Pozenato.

Produzida inteiramente no Rio Grande do Sul, a ópera O Quatrilho tem elementos cênicos que remetem ao estilo de vida dos imigrantes italianos que viveram na área rural do Estado no início do século XX. Os figurinos, assinados pela porto-alegrense Malu Rocha, são compostos por cerca de 30 peças produzidas em cores frias e terrosas, retratando as personalidades dos protagonistas da trama.

O cenário, desenhado pelo cenógrafo Rodrigo Lopes, mostra o interior e ao mesmo tempo o exterior de uma casa colonial italiana. O uso de lambrequins, adorno arquitetônico de madeira recortada muito utilizado nas residências dos imigrantes italianos, e de pintura de madeira junto com um céu formam o espaço cênico.

O enredo de O Quatrilho baseia-se em fatos reais, retratando o cotidiano e a realidade dos imigrantes no Sul do Brasil no início no século XX, deixando claro o poder da mulher nas decisões de família e também de negócios. A história acontece em 1910, numa comunidade rural de imigrantes italianos, no Sul do Brasil, quando dois casais se unem para sobreviver e decidem morar na mesma casa. Com o tempo, a esposa de um passa a se interessar pelo marido da outra, sendo correspondida. Os dois amantes decidem fugir e recomeçar outra vida, deixando para traz seus parceiros, que viverão uma experiência dramática e constrangedora, mas nem por isso desprovida de amor. O título faz analogia ao jogo do quatrilho: jogo de cartas onde os parceiros se trocam ao longo da partida. Tudo pode acontecer nesse jogo.

O Quatrilho, além fazer um resgate histórico da liderança brasileira formada pela colonização italiana, coloca em voga o papel de protagonismo dos empreendedores e comerciantes que, frente às adversidades, escolhem seu caminho, transpondo os obstáculos para seguir sempre em frente. Através de personagens icônicos que resolvem suas vidas conforme a realidade se apresenta, representaremos os colonos e os negócios familiares, espinha dorsal do Rio Grande do Sul, cujos valores foram calcados na força do trabalho e na intensidade das relações.


ÓPERA O QUATRILHO


Dia 12 de junho, quarta-feira, às 20h

Casa do Povo (Rua Borges de Medeiros, 1987 – Glória)

Apresentação gratuita mediante doação de um livro.

Classificação: Livre

Duração: aproximadamente 2 horas (incluindo 15 minutos de intervalo)


Ingressos já esgotados

terça-feira, 4 de junho de 2019

Campeonato Gaúcho de Futebol – Segunda Divisão


O Campeonato Gaúcho de Futebol - Segunda Divisão é uma competição de futebol estadual, disputada no Rio Grande do Sul e equivale ao terceiro nível do Campeonato Gaúcho de Futebol. A primeira edição foi em 1967, tendo o Grêmio Santanense como o primeiro campeão desta competição.

A partir dos anos sessenta a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) criou a competição para dar acesso as equipes para o Campeonato Gaúcho da Divisão de Acesso, depois de três edições o campeonato só voltou a ser disputado nos anos oitenta onde novamente houve apenas três edições. No ano de 1999 a FGF resolveu voltar com a disputa da mesma até o ano de 2003.

Logo da competição. Foto: Wikipédia


A competição voltou a ser disputada de forma contínua a partir de 2012, mantendo o regulamento misto (Disputa em grupos regionalizados e mata-matas) e garantindo o acesso ao campeão e ao vice à Divisão de Acesso do ano seguinte.


Fórmula de Disputa


Primeira Fase: As doze equipes serão divididas em dois grupos, de acordo com a localização geográfica. As equipes enfrentam-se em turno e returno dentro do próprio grupo. As quatro primeiras classificam-se para a fase de Quartas de Final.

Quartas de Final: As quatro melhores equipes classificas em cada um dos dois grupos, enfrentam-se em cruzamento olímpico, em jogos de ida e volta com a vantagem de decidir em casa a equipe de melhor campanha.

Semifinal: As quatro equipes vencedoras dos confrontos de quartas de final, enfrentam-se novamente em cruzamento olímpico, em jogos de ida e volta com a vantagem de decidir em casa e equipe de melhor campanha, somando-se a Primeira Fase e a Fase de Quartas de Final.

Final: As duas equipes vencedoras dos confrontos da semifinal, enfrentam-se em jogos de ida e volta com a vantagem de decidir em casa a equipe de melhor campanha, somando-se todas as fases anteriores.

Te aprochega e confira outros posts sobre o Campeonato Gaúcho e a Divisão de Acesso.

Passeio de Maria Fumaça está de volta a Vacaria


A Secretaria de Cultura Esportes e Lazer e Secretaria de Desenvolvimento, Tecnologia e Turismo de Vacaria, realizam mais uma edição do Passeio de Maria Fumaça.

O evento acontece nos dias 24 e 25 de agosto, com partidas na parte da manhã às 9h e a tarde às 14h. Serão colocados à disposição 2.000 bilhetes, ao custo de R$ 65,00, a unidade.



A venda de ingressos já está disponível. As entidades que comercializarão os ingressos são as seguintes: AMMA, APAE, Cededica, ONG Passo Amigo, Asilo Santa Isabel, Ceava, Liga Feminina de Combate ao Câncer, Avatur, Amigos Do Bicho, Rotary Clube de Vacaria, Rotary Clube Vacaria dos Pinhais, Lions Leonas, que estarão com vendas online nas entidades e também através do cartão de crédito.

A saída será da Estação Férrea na rua Júlio de Castilhos, seguindo até a Fazenda do Socorro, onde haverá shows, food-trucks com gastronomia variada e visitação turística.

Dia 26 de agosto, será um dia especial, dedicado a mil alunos da rede municipal, efetuarem o passeio de Maria Fumaça.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Grupo Compasso do Sul


A banda nasceu como o nome de Grupo Compasso há mais de 20 anos pela paixão de seu fundador Idir Tedesco na cidade de São Jorge-RS, em tocar bateria.  No ano passado houve a necessidade de mudança no nome do grupo por motivos de haver confronto de nomes com outros grupos. Diante deste desafio, a banda começou a utilizar o nome Grupo Compasso do Sul.

O Grupo Compasso do Sul se mantém firme tocando fandangos no estilo dos primeiros cancioneiros de nossa cultura como Honeyde Bertussi, Gildo de Freitas, José Mendes e entre outros. 

Cartaz de divulgação do Grupo Compasso do Sul. Foto: Divulgação.


O Grupo Compasso do Sul tem em sua proposta manter um estilo de fandango para dançar e cultuar a nossa cultura gaúcha, valorizando o público está no galpão ou no salão.

O grupo é formado por cinco integrantes que traz o respeito, humildade e honestidade em primeiro lugar em seus fandangos.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Projeto em Brasília coloca Vacaria como "Capital Nacional do Rodeio Crioulo"


A Moção de apoio à intitulação de Vacaria como a Capital Nacional dos Rodeios Crioulos foi apresentada na Câmara Municipal de Vacaria pelo vereador progressista, Marcelo Dondé. Após ser aprovada, a moção foi encaminhada aos deputados federais gaúchos que compõem o partido Progressistas e ao senador gaúcho Luis Carlos Heinze.

"Fiz essa proposição como uma forma de provocação aos nossos parlamentares em Brasília, para que Vacaria adquira esse título antes que alguma outra cidade, com menos representatividade nesta área, acabe conquistando o título, para que depois não nos sintamos prejudicados como aconteceu com São Joaquim e a maçã. Vacaria é a capital dos rodeios internacionais, é a Copa do Mundo dos rodeios. Todo mundo que é do meio tradicionalista quer ganhar um título em Vacaria. Vacaria é onde se iniciou o rodeio crioulo, é exemplo para todo o Brasil. Não podemos perder o momento de obter esse título. A intitulação é uma forma de valorizarmos ainda mais o nosso maior evento e o pioneirismo de nosso rodeio", explicou o vereador Marcelo Dondé.

O rodeio da Vacaria, que já se encontra na 33ª edição, é conhecido internacionalmente por celebrar a cultura e as tradições do povo gaúcho. O evento teve início no ano de 1958, de maneira bem diferente do que as novas gerações estavam acostumadas a presenciar. Contando com apenas um torneio de laço e um concurso de rédeas, o rodeio durou somente um dia e teve dimensão intermunicipal.

Ginetes participantes da Gineteada em pelo do 32º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria. Foto: Mateus Rosa


No ano seguinte, 1959, o evento tornou-se estadual. A partir de 1960, passou a ser realizado a cada dois anos, como funciona até hoje. O rodeio foi considerado internacional na quinta edição, quando pessoas do sul do continente e alguns americanos começaram a disputar as provas.

Dez anos após o início dos rodeios, dois momentos importantes se destacam: a ampliação dos concursos nas modalidades artísticas, como a participação das invernadas nas competições de dança, baseadas em pesquisas de folcloristas de imensa importância como Paixão Côrtes, Antonio Augusto Fagundes e Luis Carlos Barbosa Lessa. O segundo acontecimento foi o primeiro acampamento, feito em um pequeno espaço roçado no mato, onde se instalaram visitantes de outras cidades.

Todas essas transformações, que ocorreram ao longo dos anos, fizeram com que o evento passasse a ser conhecido como “a Copa do Mundo dos rodeios”, sendo o maior evento tradicionalista da América Latina e parte da história do Rio Grande do Sul e da própria história do gaúcho e do tropeiro. Gineteadas, torneios de laço, concursos artísticos e culturais, fandangos, shows nacionais e internacionais contribuem para o seu sucesso do rodeio de Vacaria.

Quem ganha um troféu nesse rodeio, é respeitado e temido pelos adversários em todos os lugares onde houver competições tradicionalistas gaúchas. As apresentações no rodeio grande ou nos demais rodeios é sempre um momento especial.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A história da Rancheira


A Rancheira é uma versão da mazurca, muito divulgada no século XIX em toda a comunidade europeia. Este ritmo é também muito conhecido no sul da Argentina como ranchera ou, inicialmente, “mazurca de rancho”.

No Rio Grande do Sul, segundo Paixão Cortes e Babosa Lessa, a divulgação deste ritmo se deu em maior escala com o aparecimento do rádio, sendo uma versão regional da mazurca polonesa.

Foto: ABC do Gaúcho


Sua coreografia é executada de três maneiras: primeiro como uma espécie de valsa, típica da fronteira; depois, à maneira serrana, a rancheira sendo dançada com maior vitalidade, com forte marcação na primeira batida; finalmente, ela é dançada no litoral, onde sua forma mais usada é a marchadinha, ou seja, com passos duplos de terol.

Segundo Paixão Cortes e Barbosa Lessa são passos duplos de marcha, quando o homem empurra e puxa a mulher e onde o par se segura nos cotovelos, como a Chimarrita Balão (dança do folclore gaúcho).

Na primeira maneira de dançar, ou seja, na rancheira da fronteira, a marcação é como valsa, mas com a diferença de que é feita uma forte marcação no primeiro passo, no tempo mais forte da música, esta maneira é mais utilizada na fronteira do Estado.

A segunda é a rancheira serrana, cujo passo é executado saindo do chão, com vitalidade e sendo mais pulada, mas mantendo os passos da primeira. A diferença está na execução.

A terceira marcação possível é a de utilizar sua coreografia é de forma puladinha ou marchadinha, como a utilizada no litoral do Rio Grande do Sul.

Para ilustrar o estilo da Rancheira, te aprochega e confira o clipe da música “Só Dá Rancheira” do Grupo Minuano:


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Seleção Gaúcha de Futebol


A Seleção Gaúcha de Futebol é uma seleção de futebol convocada pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF). É composta por jogadores gaúchos.

A seleção não é reconhecida pela FIFA. Seu uniforme era todo branco com três listras com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul na parte frontal da camiseta.

Em 1936, foi vice-campeã do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais. O jogo mais marcante da Seleção Gaúcha foi contra a seleção Brasileira, jogo com o placar de 3 a 3 (Beira-Rio, Porto Alegre, RS). Neste jogo, o Estádio Beira-Rio, que pertence ao Internacional de Porto Alegre teve sua máxima lotação, mais de 106 mil pessoas estavam no Estádio.

Seleção Gaúcha de 1978.


A Seleção Gaúcha ainda realiza amistosos de categoria de base, em especial contra o Uruguai.


Campeonato Pan-Americano de 1956


O Campeonato Pan-Americano de Futebol de 1956 foi a segunda de três edições do Campeonato Pan-Americano de Futebol, para a disputa o Brasil enviou um combinado da dupla Gre-Nal, chamado de seleção gaúcha.

Atletas: Valdir, Sérgio, Paulinho, Oreco, Figueiró, Florindo, Airton, Ênio Rodrigues, Ortunho, Duarte, Odorico, Sarará, Jerônimo, Ênio Andrade, Milton, Luizinho, Hercílio, Bodinho, Larry, Juarez, Chinesinho, Raul Klein;

Dirigente - Saturnino Vanzelloti, Treinador - Teté, Massagistas - Moura e Biscardi, Médico - Derly Monteiro, outros - Chicão, Miguel Lardiez;


Em 1971, a Seleção do Rio Grande do Sul empatou em 1 a 1 com a Argentina, em jogo realizado no dia 19 de maio de 1971 no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, em amistoso internacional em homenagem ao Dia do Cronista. O árbitro foi o argentino Miguel Comesaña, com Agomar Martins e José Luis Barreto nas bandeiras. Bráulio, o Garoto de Ouro, do Internacional, fez 1 a 0, aos 11 minutos do segundo tempo e Fischer empatou aos 23 da etapa final. A Seleção Gaúcha, do técnico Professor Ribeiro, jogou com Gainete [Internacional]; Arceu [Cruzeiro], Bibiano Pontes [Internacional], Beto [Grêmio] e Ortunho [Cruzeiro]; Jadir [Grêmio], Tovar [Internacional] e Gaspar [Grêmio]; Flecha [Grêmio] (Carlos Castro – 22’/2 [São José]); Bráulio [Internacional] e Claudiomiro [Internacional] (Didi [Cruzeiro]). A Argentina, do técnico Rubém Bravo, alinhou com Marin; Dominichi, Rezza, Laraignée e Heredia; Landucci, Pastoriza e Veglio (Madurga – 14’/2); Marcos, Bianchi (Fischer – intervalo).


Jogo Histórico de 1972: Seleção Gaúcha X Seleção Brasileira


O Brasil em 1972 vivia sob o regime militar, liderado pelo então presidente Médici. No campo esportivo e, porque não, no campo político, a Seleção Brasileira, Tricampeã em 1970 era um motivo de orgulho para a nação.

Naquele ano de 1972, o técnico Zagallo convocou a seleção canarinho para a Taça Independência, em comemoração aos 150 anos de emancipação do País.

Na convocação, Zagallo não chamou nenhum jogador do Rio Grande do Sul, quando era esperada a convocação do jogador do Grêmio, o tricampeão Everaldo e do centroavante Claudiomiro, que vivia uma grande fase no Internacional.

A discussão não era com relação aos jogadores de Rio e São Paulo, pois, sem sombra de dúvida, tinham o melhor futebol do país na época. A celeuma era no que condizia à convocação dos jogadores de Minas Gerais, que rivalizava com o Rio Grande do Sul como terceira força do futebol brasileiro.

Tal fato gerou algo inusitado: a união de gremistas e colorados contra a Confederação Brasileira de Desportos.

O presidente da Federação Gaúcha de Futebol na época, Rubens Hoffmeister, agiu nos bastidores de modo a realizar um amistoso contra a seleção brasileira antes da Taça Independência.

Após muitas conversas, o jogo foi marcado para 17 de junho de 1972 no Estádio Beira-Rio.

No dia do jogo, o Beira-Rio estava lotado, com um público de 106.554 torcedores. E a torcida estava exaltado. Reza a lenda que até bandeiras do Brasil foram queimadas antes do início da partida, fato não confirmado pela imprensa local.

Entretanto, os dois times entraram em campo segurando uma grande bandeira brasileira. Uma vaia grandiosa foi ouvida no estádio quando foi tocado o hino nacional.

O jogo terminou empatado em 3 a 3, sendo que a seleção gaúcha sempre esteve a frente no placar. Quando o jogo terminou empatado, o treinador Zagallo correu e comemorou eufórico junto à comissão técnica.

Os gols do Brasil foram marcados por Jairzinho, Paulo César Cajú e Rivellino. Pela Seleção Gaúcha, marcaram Tovar, Carbone e Claudiomiro.

O Brasil jogou com Leão (Sérgio) – Zé Maria, Brito, Vantuir e Marco Antônio; Clodoaldo, Piazza e Rivelino; Jairzinho, Leivinha e Paulo César Caju.

Os gaúchos atuaram com Schneider, Espinosa, Figueroa, Ancheta e Everaldo; Carbone, Tovar e Torino; Valdomiro, Claudiomiro e Oberti (Mazinho).



Torneio Internacional do Uruguai


A Seleção Gaúcha Sub-20 disputou um torneio internacional em Trinidad, Flores no Uruguai, entre os dias 18 de dezembro e 22 de dezembro de 2012, a convite da Asociación Uruguaya de Fútbol (AUF). O comando técnico ficou a cargo de Thiago Gomes Pacheco. A equipe terminou em 2º lugar.


Títulos


Torneios amistosos: Taça Atlântico-Sul: 1974.

Categorias de base: Campeonato Brasileiro de Juniores (Sub-20): 1981 / Campeonato Brasileiro Juvenil de Seleções (Sub-17): 2002 / Copa de Seleções Estaduais Sub-20: 2017.

sábado, 4 de maio de 2019

Cavaleiros da Paz


O grupo Cavaleiros da Paz surgiu há 28 anos em Porto Alegre e realiza cavalgadas pelo mundo afora levando os costumes e o folclore do Rio Grande do Sul para 13 países, nos cinco continentes.

Grupo Cavaleiros da Paz na África. Foto: Eduardo Rocha


Tudo começou quando tradicionalistas liderados por Nico Fagundes (falecido em 24 de junho de 2015) cavalgaram de Palmares do Sul a Tramandaí, caminho percorrido pelos lanchões de Garibaldi durante a Revolução Farroupilha.


Depois veio o desafio de reproduzir o trajeto da Guerra do Paraguai com a bandeira branca da paz, naquela que foi a primeira cavalgada oficial da Confraria.


Te aprochega e confira a música “Cavaleiros da Paz” de Os Fagundes, feita para homenagear este grupo:


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