terça-feira, 22 de maio de 2018

União e Tradição: nasce o CTG Tauras da Serra


A diretoria, composta pelos membros da Patronagem Executiva e do Conselho Fiscal, foi empossada em um jantar festivo



Mais de trezentos convidados prestigiaram o jantar de fundação oficial do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Tauras da Serra. O evento realizado na noite de sábado, (19 de Maio), na sede do Movimento de Tradições Gaúchas (MTG) de Lages, também foi marcado pela posse dos membros da patronagem executiva e do Conselho Fiscal do da entidade.

O CTG Tauras da Serra foi fundado no dia 6 de abril de 2018, a partir da união de um grande grupo de pessoas que, envolvidas em um mesmo sentimento de amor e respeito a cultura gaúcha, resolveu dar início a entidade, como forma de fortalecer ainda mais o tradicionalismo, através da dança, do canto da poesia e da lida campeira. O lema União e Tradição é uma referência aos pilares que norteiam os propósitos do Tauras da Serra e que devem seguidas por seus associados.



A abertura do evento contou com apresentação de dança da Invernada Mirim. Compuseram a mesa de honra, o Patrão do CTG Tauras da Serra, Galeno Souza Júnior; a vice-presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Sueli Dors; a 1ª Prenda Mirim da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG), Nicole Burigo Schmoeller; o primeiro Peão Biriva mirim da CBTG, Gustavo Bassoli e o vereador Jean Pierre, representando a Câmara de Vereadores de Lages.


“O ano de 2018 é um ano histórico para nós. Nossa Festa do Pinhão completa sua 30ª edição este ano com o objetivo de resgatar as origens e o CTG Tauras da Serra é fundado com este mesmo ideal: valorizar a preservar a cultura gaúcha.” destacou Galeno Souza Júnior, Patrão do CTG.

A diretoria, composta pelos membros da Patronagem Executiva e do Conselho Fiscal, foi então empossada pela vice-presidente do MTG-SC, Sueli Dors.

Patrão: Galeno Acir Nunes de Sousa Junior

Vice-patrão: Neiton Edenilson Schmoeller

Primeira secretaria: Giseli Scoz

Segunda secretária: Márcia Alves

Primeiro Xirú da guaiaca (tesoureiro): Cláudio Campos

Segundo xirú da guaiaca (tesoureira): Miriam Silva dos Santos

Patroa da invernada artística: Francine Burigo Schmoeller

Capataz da invernada artística: Karine Souza

Patrão da invernada campeira: José Evandro de Oliveira

Capataz da invernada campeira: Arione Amaral de Oliveira

Conselheiro fiscal titular: Renato Alves

Conselheira fiscal titular: Alvadoris Peruzollo

Conselheiro fiscal titular: Charles Mauricio Coelho

Conselheiro fiscal suplente: Juliana Cristiane Wolf

Conselheiro fiscal suplente: Alex Rogério Bianchini


           
Além da posse da diretoria, logo após o jantar, os convidados acompanharam as apresentações de dança da Invernada Veterana. A noite memorável seguiu com muita animação e dança comandado pelo grupo Chama de Fronteira.


Texto: Keltryn Wendland

Fotos: Cássia Shelen e Henrique Vivan

sábado, 12 de maio de 2018

Esporte Clube Avenida


O Esporte Clube Avenida foi fundado em 6 de janeiro de 1944, por um grupo de atletas excedentes do Futebol Clube Santa Cruz, que decidiram fundar outro clube. O clube teve como primeiro presidente Arno Evaldo Koppe.

Nos primeiros anos, o Avenida não tinha campo próprio, treinando então em um campo do bairro Várzea. Em 1946, o clube filiou-se à Federação Gaúcha de Futebol - FGF. No ano seguinte, participando do primeiro campeonato oficial de Santa Cruz do Sul, patrocinado pela Federação.



No dia 8 de junho de 1950, o Avenida inaugurou o Estádio dos Eucaliptos em partida contra o Grêmio. Na oportunidade a vitória foi dos visitantes pelo placar de 13 a 2.

Na década de 1960 um fato, no mínimo, curioso: o Avenida teve um padre como jogador, tratava-se de Orlando Francisco Pretto, que atendia o bairro Várzea.

No início dos anos 1970, o Avenida fundiu-se ao seu maior rival, Santa Cruz, devido a uma crise financeira existente em ambos os clubes. Formou-se então a Associação Santa Cruz do Futebol, que vestia as cores amarelo e azul. Diante da resistência do Avenida, o uniforme foi modificado para verde e preto, porém a fusão não prosperou. O Avenida ficou com seu Departamento de Futebol parado entre 1990 e 1997, apenas com atividades sociais.

Em 1998, o Avenida retornou aos gramados, disputando a Série C do Campeonato Gaúcho. Acabou com o Vice-Campeonato, garantindo assim acesso à Série B do Gauchão. No ano seguinte, o clube fez uma boa campanha e foi promovido a Série A do Campeonato Gaúcho. Como naquele ano as equipes classificadas da Série B entravam direto na 2ª fase do Gauchão Série A, o Avenida entrou direto nas oitavas-de-final, para enfrentar o Grêmio. No primeiro jogo, o Avenida ganhou o por 1 x 0, gol do meia Marquinhos e bela atuação do então jovem promissor, Rodrigo Leite. No jogo de volta, o Grêmio venceu por 3 a 0, levando a partida para a prorrogação. Aí, nova vitória do Grêmio, por 2 a 0.

Em 2000, o Avenida finalmente estava na Série A do Campeonato Gaúcho. Entretanto, a equipe teve problemas durante a competição, e acabou rebaixada novamente a Série B. Ainda em 2000, a equipe disputou a Série B, garantindo nova vaga na Série A, através da repescagem. Mas, em 2001, o clube foi mais uma vez rebaixado para a Série B. Sofreu 6 a 1 do Novo Hamburgo, o que garantiu sua ida à chamada segundona, entrando em séria crise financeira. Apenas sete anos depois conseguiu o acesso à série A, ao vencer o São Paulo por 3 a 0.

O Avenida não conseguiu se manter na elite estadual. Em 2009, fez uma campanha razoável no Gauchão, terminando na 10ª colocação. Entretanto, no ano seguinte, ficou na última colocação do torneio regional, caindo novamente à Segunda Divisão. Lá ficou por pouco tempo, já que em 2011, obteve o acesso ao vencer o Brasil de Farroupilha por 3 a 1, fora de casa, conquistando o inédito título da Série B.

Em 2012 novamente foi rebaixado, entrando na zona de rebaixamento apenas na última rodada, após um empate contra o Veranópolis, nos Eucaliptos. No ano de 2013, com o comando de Hélio Vieira e depois com Beto Campos, por pouco o Avenida não conseguiu subir ainda no primeiro turno. Fazendo uma boa campanha no primeiro turno. Já no segundo, caiu fora das finais ao perder para o Brasil de Pelotas fora de casa, depois de vencer por 1 x 0 nos Eucaliptos. Para 2014, a aposta do presidente foi no jovem Régis Amarante, ex-zagueiro do Internacional, que comandou a equipe até metade do campeonato, não conseguindo o acesso na primeira fase da competição. Já na segunda fase, sob o comando de Tonho Gil, o Periquito conquistou o acesso abaixo de muita chuva, no Estádio Vermelhão da Colina, diante do União Frederiquense. Após a vitória por 1 a 0 em casa e o empate por 1 a 1 fora.

Em 2015, mais uma vez na Série A e mais uma vez a história se repetiu. A campanha foi ruim e conquistando apenas duas vitórias, novamente o Avenida foi rebaixado à Segunda Divisão estadual. Em 2016, sob o comando de Fabiano Daitx, a campanha do Acesso não foi suficiente para que a equipe conquistasse o acesso novamente.

Já no ano de 2017, quando o clube completou seus 73 anos, a temporada iniciou movida pelo otimismo. Novamente sob o comando de Fabiano Daitx, a campanha foi regular desde o início e o Avenida conquistou o acesso diante do Lajeadense, com casa lotada. Na final, foi derrotado nas penalidades pelo São Luiz, conquistando assim o Vice-Campeonato.

Em 2018, o Avenida fez a melhor campanha de sua história no Campeonato Gaúcho. Garantiu a vaga inédita para as Quartas-de-final do Gauchão em 11 de março, ao empatar - em casa - contra o Novo Hamburgo, pelo placar de 1 a 1. No dia 20 de março, mais um feito inédito: vaga nas semifinais do Gauchão após eliminar o Caxias pelo placar agregado de 3 a 3 (garantiu vaga pelos gols marcados fora de casa), sendo uma das quatro melhores equipes do campeonato.

O Avenida foi eliminado pelo Grêmio depois de perder em casa por 3 a 0 no jogo de ida. No jogo de volta, o Avenida empatou por 1 a 1 com Tricolor Gaúcho (que viria ser o Campeão Gaúcho) na Arena do Grêmio. 


Foto e fonte: Site do Esporte Clube Avenida

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Esporte Clube São José


Conhecido carinhosamente como Zequinha, o Esporte Clube São José é uma instituição do futebol gaúcho. Foi fundado em 1913 em Porto Alegre, quando, entre conversas e partidas de futebol durante o recreio das aulas no Colégio São José, um grupo de alunos decidiu sair dos campinhos escolares para enfrentar equipes grandes nos gramados profissionais.

Com o incentivo do Irmão Constantino José, admirador do calcio italiano e mentor intelectual da empreitada, seis alunos formaram o Esporte Clube São José, que já no nascimento mostrava a vontade de buscar novos desafios. Léo de la Rue, um dos fundadores, inaugurou a galeria dos presidentes, em uma gestão onde cada jogador comprou seu uniforme e contribuiu com 500 réis de cota mensal para dar o pontapé inicial nesse grande projeto.

Foto: rsesporte.com

 
Após várias mudanças de sede, em 1939 o clube encontrou seu lar em um terreno da Zona Norte de Porto Alegre: depois de um ano de obras, arrumações e retoques, era inaugurado o Estádio Passo D’Areia, que já completa décadas recebendo de braços abertos o manto azul e branco a cada partida.

Entre 1968 a 1973, o São José se chamou Associação Almirante Barroso/São José Futebol e Regatas, resultado da fusão com o Clube de Regatas Almirante Barroso. Neste período, a equipe ganhou a Copa do Governador em 1971.


Escudo da  Associação Almirante Barroso/São José Futebol e Regatas. Foto: Twitter Divisão de Acesso




Em 1996, o clube fez parceria com a tintas Renner e até lançou um fardamento vermelho.

Uniforme do São José em parceria com as tintas Renner. Foto: Twitter Divisão de Acesso

Obs: Informações passadas pelo Twitter Divisão de Acesso

Um clube completo


Hoje o Estádio Passo D’Areia faz parte de um complexo maior, que inclui piscinas, ginásio, salão de festas, quadras sintéticas de futebol e muitas outras atividades. Unindo essas alternativas de lazer a uma marca que já é parte do futebol porto-alegrense, o São José se tornou um membro ainda mais ilustre da zona norte e da cidade.


De olho no futuro


De 1913 para cá, o São José viveu muitas histórias, tornando-se parte do folclórico futebol do Rio Grande do Sul. Enfrentou grandes clubes, disputou competições nacionais de primeiro nível, contou com grandes jogadores no elenco, e, claro, ganhou títulos. Saiu dos campinhos do Colégio São José para ganhar o estado e o Brasil. E agora, com uma diretoria de futebol profissional composta pelo Grupo Aspecir, empresa com mais de 100 anos de tradição no mercado no Seguros, Previdência e Financeira, que está comprometida em realizar uma gestão moderna, tem novos caminhos para trilhar.

O São José realiza o clássico Zé-Cruz com o Cruzeiro, sendo uma das rivalidades da região metropolitana de Porto Alegre.


Títulos


Campeonato Gaúcho do Interior: 2016 e 2018

Campeonato Gaúcho - 2ª divisão: 1963 e 1981

Recopa Gaúcha: 2018

Copa FGF: 2017

Super Copa Gaúcha: 2015

Campeonato da Região Sul-Fronteira: 2015

Copa Centenário: 2013

Copa Governador do Estado do Rio Grande do Sul: 1971

terça-feira, 8 de maio de 2018

Veranópolis Esporte Clube


O Veranópolis Esporte Clube Recreativo e Cultural foi fundado em 15 de janeiro de 1992, numa fusão entre o Clube Atlético Veranense e o Grêmio Esportivo e Cultural Dalban, dois clubes semiprofissionais da cidade. Disputou a segunda divisão em 1992 e 1993, ano em que se sagrou campeão sob o comando do técnico Tite, atual técnico da Seleção Brasileira. Subiu para a primeira divisão do campeonato gaúcho e nunca mais foi rebaixado.

Escudo e hino do Veranópolis Esporte Clube (Foto: YouTube)


Nos anos de 1997, 1998 e 1999, foi semifinalista da competição, sendo eliminado duas vezes pelo Internacional e uma vez pelo Grêmio. Em 2007 novamente foi semifinalista sendo eliminado pelo Juventude. Neste mesmo ano participou da Copa do Brasil, enfrentando a equipe do Cruzeiro de Belo Horizonte. Nas categorias de base foi Vice-campeão Gaúcho de Juniores em 1999 e 3º lugar Juvenil no ano de 2000.

A sede do clube está localizada no Estádio da Palugana, onde possui sala de musculação, vestiário, rouparia, hidromassagem, lavanderia, refeitório, secretaria e o campo para treinamento.

Além deste campo, o Veranópolis Esporte Clube treina também no campo da Morada da Colina, totalmente remodelado. No Estádio Antônio David Farina, o Veranópolis, além dos treinamentos, realiza seus jogos. O estádio tem 12 cabines de imprensa, contando também com alojamento para receber aproximadamente 80 jovens de categorias de base.


Fonte: Site do Veranópolis Esporte Clube

domingo, 6 de maio de 2018

Esporte Clube Novo Hamburgo


A história do Esporte Clube Novo Hamburgo é uma das mais belas páginas do futebol gaúcho e brasileiro, sempre escrita por pioneiros e abnegados. A época de fundação do Esporte Clube Novo Hamburgo retrata tanto o apogeu da colonização alemã na Região Metropolitana do Rio Grande do Sul como representa a própria história dos municípios de São Leopoldo e Novo Hamburgo, tendo sido fundado por membros de etnia alemã e nascido em território leopoldonse 26 anos antes da emancipação da cidade de Novo Hamburgo.

Esta trajetória inicia no dia 1º de maio de 1911, quando um grupo de funcionários da extinta fábrica de calçados Adams fundou a agremiação. Sempre no Dia do Trabalhador havia um churrasco de confraternização entre funcionários e diretoria no qual, ao final, o futebol encerrava as comemorações. Naquela época, o esporte começava a se preparar para virar preferência nacional e dezenas de clubes se formaram em todo o Brasil.

Na mesma noite daquele ano, o grupo, tendo à frente Manoel Lopes Mattos, José Scherer, Aloys Auschild, Manoel Outeiro, João Tamujo e Adão Steigleder decidiu-se pela criação do Anilado, como também é conhecido o E.C.N.H. em virtude de suas cores - o azul anil e o branco.

Foto: Futwallpapers


Por muito pouco o clube não se chamou Adams Futebol Clube, mas a corrente vencedora sempre buscou levar o nome da cidade em sua camiseta. Era fundado, então, o Sport Club Novo Hamburgo, que depois viria a ser Esporte Clube Novo Hamburgo, o Noia - apelido carinhoso dado ao clube como desinência da pronúncia alemã Neue Hamburg. O primeiro jogo da história do Novo Hamburgo foi contra a equipe do Nacional, de São Leopoldo. Na ocasião, o Anilado acabou derrotado por 3 a 0.

Sua primeira sede ficava na Avenida Pedro Adams Filho, no bairro Pátria Nova, onde hoje se encontra uma madeireira. Este período foi muito curto, segundo os conselheiros mais antigos. Logo depois o alvianil se mudou para o Estádio dos Taquarais, no Centro da cidade, na Rua Major Bender, permanecendo lá até 1953. Lá, em amistosos ou em jogos oficiais, eram as rivalidades que falavam mais alto, suplantando a técnica ou qualquer esquema de jogo, sobretudo quando o confronto era com o Football-Club Esperança, quando a rivalidade era, não raro, extracampo.

O Esporte Clube Novo Hamburgo conquistou importantes títulos em seus mais de 105 anos de história, bem como realizou apresentações inesquecíveis ao longo de sua trajetória. Um de seus primeiros grandes destaques foi no ano de 1937, quando venceu o Campeonato Metropolitano, derrotando, entre outros adversários, o Nacional, Renner, São José, Cruzeiro, Força e Luz, entre outras equipes - a dupla Gre-Nal não disputou esta competição.


A guerra força a mudança


A década de 1940 foi uma época de conquistas para o Sport Club Novo Hamburgo, tanto que em 1942 foi vice-campeão do estado do Rio Grande do Sul. O time era dirigido por Alfredo Pois e presidido por Pércio Haas. Contudo, a pressão exercida pelo Estado Novo naquele período de intensa repressão a representações que remetessem às nações do eixo fez-se sentir. O período era da Segunda Guerra Mundial. Os conflitos com a Alemanha respingaram em todo planeta. Por sua colonização alemã, a cidade de Novo Hamburgo passou a ser vigiada e diversas situações afetaram a vida da comunidade.

Durante o conflito, quem falava alemão não era bem visto pelas autoridades, que impuseram a mudança do nome dos clubes e escolas, além da proibição do uso e do ensino da língua alemã em todas as atividades públicas e, mesmo, privadas. Essa onda de mudança e de aportuguesamento dos nomes chegou mesmo a ameaçar a denominação da cidade, que quase mudou de nome para Marechal Floriano Peixoto, em uma homenagem forçada ao famoso Marechal de Ferro - o segundo Presidente da República do Brasil e lembrado por ser um militar de linha dura. O time de futebol, porém, não resistiu à pressão política, em 1944 houve a transformação de Sport Club Novo Hamburgo (S.C.N.H.) para Esporte Clube Floriano (E.C.F.).

Essa pressão pela mudança de nome pode ser compreendida como uma das manifestações da influência das ideias fascistas no Brasil, especialmente no que se refere à sua perspectiva de uniformização da cultura nacional. Vale lembrar que este não foi um fato isolado na história do futebol brasileiro. Também os italianos, em São Paulo, foram perseguidos. Coube ao Palestra Itália seguir o mesmo caminho do Novo Hamburgo. Se aqui mudamos para Floriano, os descendentes de italianos precisaram mudar o seu Palestra para Palmeiras.

A denominação Esporte Clube Floriano foi mantida até 1968, quando o Conselho Deliberativo decidiu que era preciso voltar às raízes. Assim, decidiu-se aportuguesar o antigo nome para o atual Esporte Clube Novo Hamburgo (E.C.N.H).


As principais façanhas das décadas de 1940 e 1950


Em 1947, o Noia conseguiu chegar mais uma vez até a final do Campeonato Gaúcho. Enfrentou uma das maiores equipes já formadas pelo Internacional, de Porto Alegre, o famoso “Rolo Compressor”. O time da capital não tomava conhecimento dos adversários na década de 1940, mas precisou de uma ajuda do árbitro para dobrar o anilado, recordam dirigentes que viveram a decisão. O Vice-campeonato Gaúcho coroou uma campanha memorável, com lances pitorescos, como na decisão, quando, aos 43 minutos do segundo tempo, o árbitro Miguel Sallabery assinalou um pênalti que somente ele viu, em Novo Hamburgo. A partida foi disputada no campo do Adams, mas a penalidade não pôde ser batida porque a torcida não permitiu a cobrança, que aconteceu na outra semana, numa sexta-feira. Convertido, a primeira partida da decisão terminou com vitória colorada: 0 a 1. Na Capital, no entanto, o Novo Hamburgo não se intimidou e venceu no tempo normal: 1 a 2. Veio a prorrogação e, numa cobrança de falta de Carlitos, o Inter ficou com o título. A história poderia ter sido diferente se no primeiro jogo não ocorresse a derrota considerada injusta, em uma penalidade inexistente.

Daqueles anos dourados, restou a lembrança de times recheados de craques, muitos pretendidos pela dupla Gre-Nal e equipes do centro do país. O melhor time deste período - para muitos o melhor time da história - foi montado em 1952 e realizou inesquecíveis apresentações. Após a decisão do título, em um quadrangular histórico, formado por Grêmio, Inter, Pelotas e o Anilado, o Noia acabou na primeira colocação, um feito fantástico relembrado até hoje pelos saudosistas. O time base de 1952 contava com Paulinho; Zulfe, Mirão, Heitor e Crespo; Casquinha, Pitia e Soligo; Niquinho, Martins e Raul Klein. O técnico era Carlos Froner.

Em casa ou atuando como visitante, não era tarefa fácil dobrar a equipe formada por craques reconhecidos por seus adversários. Entre eles, destacava-se Raul Klein, ponteiro-esquerdo habilidoso que fez história pelo país afora depois de vestir a camisa anilada e encantar torcidas de todo o país. Raul chegou à Seleção Brasileira, tendo disputado, juntamente com o goleiro Paulinho, o Panamericano de 1956. O Brasil foi campeão com uma equipe formada, em sua base, por atletas gaúchos, entre eles, nossos craques. Raul disputou várias partidas. Já Paulinho não teve a mesma sorte: foi reserva durante toda a competição. Outros jogadores que por aqui estiveram também vestiram a camisa canarinho, como Josimar, lateral direito polêmico por sua vida desregrada, titular durante a Copa de 1986, no México, com o técnico Telê Santana.


Os Títulos do Interior nas décadas de 1970 e 1980


No cenário estadual, o Novo Hamburgo realizou outras façanhas, como na década de 1970, quando conquistou o Título do Interior de 1972, sendo treinado por Benno Becker. A equipe, formada por Carlos; Di, Coti, Ademir e Jorge Tabajara; Lindomar e Xameguinha; Dirceu, Helenilton, Bira e Jaime Feltes, superou Juventude, Caxias, Pelotas, Aimoré, entre outros clubes. Em 1980, desta vez treinado por Júlio Arão, o Noia voltaria a brilhar, repetindo o título de Campeão do Interior. Daniel; Manoel, Ronaldo, Paulo Vieira e Joaquim; Lourival, Ederson e Dagoberto; Itamar, Paraná e Passos formavam o time-base daquela campanha vitoriosa.

O ano de 1981 também foi especial e marcou outro grande feito do Anilado no cenário gaúcho, com outro Título do Interior. Cabe destacar que, naquela temporada, o Noia liderou o campeonato durante boa parte do certame, superando a dupla Gre-Nal e os rivais do interior por várias rodadas. No final, quando o título parecia um sonho palpável, o Novo Hamburgo foi superado pela capital, não sem deixar sua marca (o título ficou com o Internacional, em um campeonato empolgante). Vacaria comandava o Anilado, que tinha Marquinhos; Celso Augusto, Bob, Solis e Luiz; Palmito, Robson e Zé Luiz; Zé Melo, Romário e Anchieta.


As dificuldades na década e 1990 e o retorno à elite do gauchão


No ano de 1989, depois de ir para o descenso, o Noia sagrou-se campeão da Segundona Gaúcha. A equipe era formada por Marcelo; Sandro Silva, Eduardo e PC Magalhães; Alceo, André Bagé, Sandro Oliveira, Caio Júnior e Nandiú; Preto e Júlio César. O mesmo título foi conquistado anos depois, após o Noia ter amargado quase uma década na já denominada Série B do Campeonato Gaúcho, ou Divisão de Acesso. Assim, foi em 2000 que, sob o comando do já conhecido técnico Vacaria, o Novo Hamburgo sagrou-se Campeão da Divisão de Acesso e voltou à elite do futebol gaúcho. Entretanto, não seria desta vez que o feito seria perene. Com o descenso no ano seguinte, o clube voltou a disputar o acesso para permanecer entre os grandes.

Sem se acomodar, a direção, sob liderança do Presidente Rosalvo Johann, trabalhou para corrigir os erros, organizou-se e teve como resultado de sua árdua obstinação o título de Vice-campeão da Divisão de Acesso de 2003 e a volta ao convívio das grandes equipes do futebol gaúcho. Fato que se consolidou com uma bela participação no Campeonato Gaúcho de 2004, onde sempre figurou na ponta de cima da tabela. Desde então, o Esporte Clube Novo Hamburgo é novamente uma das mais importantes forças do Rio Grande do Sul, que cresce a cada temporada. Prova disso são suas participações consecutivas na Série C do Campeonato Brasileiro e a sua participação na Copa do Brasil de 2006, obtida através da fantástica conquista da Copa Emídio Perondi 2005, considerada a segunda parte do Gauchão de 2005. Com a base do time formado pelos atletas Luciano; Rosalvo (Marcelo), Dias e Sandro Blum (Neuri); Rafael, Pedro Ayub, Márcio, Preto e Alex; Luiz Gustavo e Valdinei (Flaviano), sob o comando do técnico Gilmar Iser, o Noia superou grandes equipes do interior gaúcho nesta competição e voltou a aumentar sua sala de troféus, com o título. Conquista que não foi a única no ano, pois, ainda em 2005 o Novo Hamburgo sagrou-se Campeão da Copa FGF, competição disputada inclusive pela dupla Gre-Nal.


Participações em competições Nacionais


No cenário nacional, o Esporte Clube Novo Hamburgo disputou sete campeonatos brasileiros, entre os anos de 1979 a 1985, tendo recebido grandes equipes no Estádio Santa Rosa, como Palmeiras, América e Atlético-PR. Foram 35 partidas neste período, seis vitórias, quinze derrotas e catorze empates. O Noia marcou 26 gols e sofreu 47, tendo como principais goleadores Romário, Éderson e Passos, todos com três gols. A primeira partida foi no dia 30 de setembro de 1979, pela então Taça de Prata (equivalente à Série B do Brasileiro), diante do Joinville, em Santa Catarina, partida em que acabou perdendo. O último jogo aconteceu em 1985, contra o Figueirense, em Santa Catarina, com vitória catarinense.

Já em 2004, o Anilado do Vale do Sinos voltou a disputar certames nacionais com a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, 2005, com a conquista da Copa Emídio Perondi, garantiu a disputa pelo segundo ano consecutivo na mesma competição do nacional e, em 2006 disputou a Copa do Brasil. A participação anilada na Série C do Brasileirão ficou marcada na história do futebol como uma das melhores campanhas de um time gaúcho no certame, no qual o Noia chegou ao quadrangular final, ou seja, entre os quatro melhores - disputou o título com o Remo América de Natal e Ipatinga.

Em 2005, o Novo Hamburgo fez uma excelente campanha e chegou até a fase final da competição. No grupo 15, pela primeira fase, classificou-se como 1º colocado. Eliminou Gaúcho, Joinville e Villa Nova para chegar na fase final, que disputou com América-RN, Ipatinga e Remo. O Novo Hamburgo conseguiu apenas uma vitória nessa fase final e acabou ficando na 4ª colocação. Já no campeonato de 2006, o Novo Hamburgo acabou eliminado na primeira fase e desde então não voltou a disputar a competição.

Também em 2006 o Novo Hamburgo disputou pela primeira vez a Copa do Brasil, por ter sido campeão da Copa Emídio Perondi. No dia 15 de fevereiro de 2006, no jogo de ida, pela 1ª Fase da Copa do Brasil, Novo Hamburgo e Criciúma empataram por 2 a 2, no Santa Rosa. Fizeram os gols da partida Washington e Dudu, pelo Novo Hamburgo, e Dejair e Fernandinho, pelo Criciúma. Uma semana depois, a equipe do Criciúma venceu o Novo Hamburgo pelo placar de 2 a 1, no Heriberto Hülse. Os gols da partida foram marcados por Dejair, duas vezes, para o Criciúma, e de Dudu, para o Novo Hamburgo. Com o resultado o Criciúma se classificou para enfrentar o São Caetano e o Novo Hamburgo foi eliminado da competição.

Em 2014 o Novo Hamburgo voltou para a competição e fez sua melhor campanha. A estreia foi no dia 9 de abril de 2014 contra a equipe do Joinville. Douglas Oliveira sofreu pênalti que ele mesmo bateu e converteu para garantir o 1 a 0 que deu a vantagem para o Novo Hamburgo no jogo de volta. Em Joinville, o time gaúcho conseguiu igualar em 2 a 2 na noite de terça-feira, na Arena Joinville, com gols de Júlio Santos e Eliomar - Jael marcou duas vezes para o time da casa. Logo com um minuto de jogo, em cobrança de escanteio, a defesa não subiu, nem Julio Santos, que marcou com o pé para a equipe alvianil. Aos 40 minutos da etapa complementar, Eliomar recebeu a bola dentro da grande área, driblou o goleiro Ivan e fez o gol. Com a classificação, a equipe de Itamar Schülle aguardou o vencedor do confronto entre Vitória, da Bahia, e JMalucelli, do Paraná.

Na segunda fase, no dia em que completou 103 anos de história, o Novo Hamburgo venceu o JMalucelli no primeiro jogo da segunda fase da Copa do Brasil. Jogando em casa, no Estádio do Vale, o time gaúcho conseguiu abrir o placar aos 16 minutos do segundo tempo, com Juba. Com a vitória por 1x0, mais uma vez o Novo Hamburgo jogava com a vantagem do empate para se classificar. No jogo de volta, logo aos 13 minutos, o lateral-direito Afonso cruzou para Douglas cabecar, exigir boa defesa de Fabrício, e no rebote o meia Eliomar mandar para o fundo das redes. Já no segundo tempo, aos 28 minutos, Eliomar recebeu de Douglas na entrada da grande área para marcar um golaço no Ecoestádio e decretar a classificação do time do Vale dos Sinos à próxima fase da Copa do Brasil.

Já na terceira fase, o Novo Hamburgo estreou fora de casa. Nesse jogo, aconteceu a derrota do Novo Hamburgo na competição. Com um pênalti aos 49 minutos do segundo tempo, o ABC saiu vencedor do jogo. Rodrigo Silva cobrou com frieza e garantiu a vantagem alvinegra diante do Novo Hamburgo. No jogo de volta, o Novo Hamburgo precisava vencer para se classificar. Aos 27 minutos do primeiro tempo, após boa trama pela direita, Preto serviu Afonso nas costas de Luciano Amaral e desenhou o primeiro gol do jogo. O lateral-direito do Noia teve tempo preparar e chutar, sem chances para Gilvan. Aos 46 minutos do segundo tempo, Felipe Athirson mandou para a área e Juba, de costas, fez o gol que garantiu a vitória por 2 a 0 sobre o ABC. Com o resultado, o Novo Hamburgo estava classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil.

Após conquistar uma vaga inédita nas oitavas de final da Copa do Brasil, a equipe anilada foi eliminada do torneio, por escalação irregular. Preto recebeu uma punição de dois jogos, após expulsão sofrida contra o J.Malucelli, no dia 1º de maio. Assim, não atuou no compromisso de volta, tão pouco contra o ABC, em Natal. Assim, não teria pendências judiciais para figurar no duelo em solo gaúcho. Mas, antes do apito final, a arbitragem constatou, no sistema de súmulas online da CBF, que havia irregularidade na situação do meia. Entretanto, o Novo Hamburgo bancou a escalação do atleta. Todavia, o problema diz respeito à ausência de contrato do clube com o jogador, no primeiro encontro diante dos potiguares, fato que invalidaria o gancho cumprido.

No ano de 2016 o Novo Hamburgo disputou pela primeira vez a Série D e foi eliminado na primeira fase.


Campeão Gaúcho de 2017


No Gauchão de 2017, o Noia teve um começo de temporada espetacular. Nas seis primeiras rodadas, bateu o recorde de vitórias consecutivas de um clube no Estadual – seis triunfos em seis jogos. Um dos principais destaques desta campanha é o poderio ofensivo do Noia. Além dos contra-ataques, outros fatores foram determinantes para o saldo de onze gols a favor, como o empenho na marcação e o rendimento nas bolas paradas. O técnico Beto Campos conseguiu apresentar um esquema tático que se encaixou com o estilo dos atletas

No dia 7 de maio 2017, o Novo Hamburgo conquistou o Gauchão pela primeira vez em sua história. Após empate em 2 a 2 no primeiro jogo com o Internacional no Beira-Rio, o jogo que decidiu o campeão foi realizado no estádio Centenário (Estádio Francisco Stédile), em Caxias do Sul, com o placar no tempo regulamentar em 1 a 1 e sem a vantagem do gol fora de casa, a disputa foi para as penalidades máximas e o Novo Hamburgo ganhou por 3 a 1. 

Fonte: Site do Esporte Clube Novo Hamburgo

sábado, 5 de maio de 2018

Made In Vacaria


Histórias inspiram, encorajam. E é para contas as histórias de vacarienses que corajosamente se lançaram Brasil e mundo afora que nasce o Made In Vacaria.

O Made In Vacaria é um projeto de valorização de Vacaria e de nossa gente. A partir do dia 5 de maio, vamos revelar a história daqueles que ousaram partir em busca de oportunidades e sonhos. Elas serão apresentadas no jornal Correio Vacariense e no blog www.madeinvacaria.com.br, de forma mais aprofundada.

Logomarca do Made In Vacaria foi criada pelo publicitário Danilo Ciotta Boeira



COMPARTILHANDO HISTÓRIAS


A biografia é o segundo gênero literário mais consumido do país. Os brasileiros adoram ouvir histórias de vida. As crianças pedem para os pais lerem histórias antes de dormir, e se encantam tanto com elas, que não se cansam de ouvir as mesmas, repetidas vezes. Os jovens buscam conhecer a vida de personagens que se aventuraram em busca de seus sonhos. Os adultos procuram avidamente por alguma referência de vida que inspire e proporcione identificação.

Gostamos de histórias, de narrativas bem-sucedidas, de saber de nossa gente. O Made in vai apresentar histórias de quem partiu, de GENTE QUE FOI, mas também de quem migrou e escolheu viver aqui, de GENTE QUE VEIO. E vai além.

O nome escolhido – Made In Vacaria – tem duplo significado. Remete à procedência, ao que foi feito aqui, ao que é da terra. E é, também, um termo aplicado em exportação. Vamos evidenciar a história dos talentos que exportamos.


A AUTORA


Giana Pontalti é Made In Vacaria. Pelo menos, seus pais disseram que aqui foi gerada, e a certidão de nascimento revela que nasceu no Hospital Nossa Senhora da Oliveira, como a maioria dos habitantes da cidade.

É Relações Públicas de formação, mas quando criança queria ser aeromoça. Viajar e voar sempre estiveram em seus planos.

Adora escrever. Adora ouvir histórias. Adora vibrar com quem ousa sonhar. O blog é para si um exercício de escrita e de escuta. Busca escutar o que está nas entrelinhas e nas pausas de cada entrevistado. Busca se inspirar na riqueza da história de cada um que aceita compartilhar a sua trajetória.


PARCERIA


Nós dos blogs Repórter Riograndense e Mundo Em Pauta estamos juntos com a Giana Pontalti nesta empreitada. Além de sermos filhos da Legendária Vacaria, compartilhamos o mesmo gosto pela fotografia e de ouvir e contar histórias.


Made In Vacaria





sexta-feira, 4 de maio de 2018

S.E.R Caxias


O clube que viria a ser a Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul (S.E.R. Caxias) surgiu em 10 de abril de 1935, resultado da fusão de dois clubes rivais, o Rio Branco e o Rui Barbosa, com a denominação de Grêmio Esportivo Flamengo. Em 14 de dezembro de 1971, devido a dificuldades financeiras, o departamento de futebol uniu-se ao Juventude, que enfrentava situação semelhante. Essa união originou a Associação Caxias de Futebol, nas cores preto e branco, e durou até 1975.

Foto: Blog do Ricardo Pia


Em 17 de outubro, uma assembleia votou pela troca do nome e a volta da camisa com as cores do Flamengo. Em 28 de novembro do mesmo ano foi aprovada a reforma dos estatutos, onde a Associação Caxias de Futebol ficava desativada e o Grêmio Esportivo Flamengo passava a se chamar Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul. Os empresários da cidade apoiaram financeiramente a equipe, desde que ela levasse o nome da cidade. Nessa mudança voltaram às cores tradicionais do Flamengo: o grená, o azul e o branco.

A construção do Estádio Centenário, em 1976, em sete meses, e a participação do time no campeonato brasileiro, representaram a primeira etapa no trabalho do então presidente e hoje patrono do clube, Francisco Stedile. Time e estádio eram condições fundamentais para a entrada do Caxias no grupo dos grandes clubes do futebol brasileiro.

Estádio pronto, time também. O Caxias iniciou sua participação no campeonato mais importante do país como o primeiro representante do interior do Rio Grande do Sul. Naquele ano, o Caxias estreou contra o Santos de Pelé, no Pacaembu. A competição reuniu 54 clubes e o Caxias terminou em 15º lugar, somando 25 pontos. No ano seguinte, o time grená voltou a ter um bom rendimento, ficando em 23º lugar entre 62 equipes. Em 1978, o Caxias teve seu melhor desempenho no campeonato nacional. Numa competição que reunia 74 equipes, o Caxias ficou com a 10º colocação, e por pouco não chegou as quartas de finais.

Em 1991 o Caxias disputou sua primeira Copa do Brasil. Em 1996, conquistou a Copa Daltro Menezes e, em 1998, a Copa Ênio Andrade, lhe dando o direito de disputar a Copa Sul de 1999.

Contudo, foi em 2000 que o clube conquistou o principal título da sua história. Mas a conquista começou muito antes da estreia no Gauchão 2000. O primeiro passo foi dado ainda em janeiro de 1999, quando o clube decidiu apostar no trabalho de longo prazo. No banco de reservas estava Tite, treinador que já começava a ganhar projeção no cenário gaúcho, iniciando um caminho de conquistas no futebol brasileiro. A final do Campeonato Gaúcho de 2000 foi contra o Grêmio. Na primeira partida da final, dia 14 de junho, no Centenário, o Caxias fez 3 a 0. O jogo da volta, marcado inicialmente para um domingo, foi adiado por causa da chuva. Com uma excelente vantagem, o Caxias entrou em campo numa quarta-feira, dia 21 de junho, para sagrar-se campeão. Foi o que aconteceu. A Capital dos gaúchos ficou tomada pelo grená, branco e azul do clube serrano.

No Gauchão, conquistou o título do Interior em 2010, a Taça Piratini de 2012 e, no mesmo ano, o vice-campeonato do Gauchão. Também decidiu a Taça Fábio Koff em 2009. Na Série C, chegou perto do acesso em duas oportunidades. No ano de 2009 o Centenário recebeu 25.128 torcedores, o recorde de público da competição. O empate por 1 a 1 não foi suficiente para reverter à vantagem construída pelo time paulista no primeiro jogo, quando havia vencido por 2 a 0.

Em 2013, novamente o Caxias chegou ao mata-mata decisivo da competição. Diante do Luverdense, o time grená acabou sendo derrotado nas duas partidas decisivas e viu adiar o sonho de retornar para à Série B do Campeonato Brasileiro.

No Campeonato Gaúcho de 2014, a equipe grená terminou o Estadual como a melhor equipe da Serra Gaúcha. Com o técnico Beto Campos, ficou na quarta posição na classificação geral, sendo eliminado na semifinal para o Internacional.

Em 2016 a recuperação do clube. Após o rebaixamento no ano anterior no Campeonato Gaúcho, o clube grená mostrou sua força. Ao lado da apaixonada torcida, conquistou a Divisão de Acesso e garantiu o retorno à elite do futebol do Rio Grande do Sul.

Fonte: Site do S.E.R Caxias

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Esporte Clube Juventude


O Esporte Clube Juventude foi fundado em 29 de junho de 1913, por um grupo de 35 jovens caxienses apaixonados por futebol. As cores escolhidas para simbolizar o clube foram o verde e o branco, que permanecem desde aquela época. Em curto espaço de tempo, o clube conquistou uma respeitável solidez esportiva, dominando as competições municipais.

Confira agora a linha do tempo da história do Juventude:

Foto: Futwallpapers


1919 – Quinta dos Pinheiros

O presidente Dante Marcucci adquire o campo de jogo do Juventude, que passa a se chamar Quinta dos Pinheiros.

1920 – Papada

Após uma difícil decisão contra o Juvenil, que acontece em Porto Alegre, o Juventude sagra-se campeão da cidade, e sua torcida ganha o apelido, então pejorativo de "papada". A torcida assimila a ofensa e adota o apelido com orgulho até os dias de hoje.

1926 – Heptacampeonato

O Juventude conquista o título de heptacampeão da cidade, aumentando seu prestígio em todos os cantos do estado.

1935 – Primeiro clássico

Em 1935, é fundado o Grêmio Esportivo Flamengo, que viria a ser o maior rival do Juventude. O primeiro clássico é vencido pelo Juventude por 3x1.

1954 – Reconhecimento Estadual

O Juventude é convidado a integrar a "divisão de honra", atual Campeonato Gaúcho, criada pela Federação Rio-grandense de desportos (atual FGF). A Quinta dos Pinheiros é reformada e ganha o nome de "Estádio Alfredo Jaconi", em homenagem a um dos maiores ídolos da história do clube, falecido em 1952.

1965 – Vice-campeonato

Com um time que muitos consideram o melhor da história do clube, que contava com o futuro Tricampeão mundial Everaldo, o Juventude conquista o Vice-campeonato estadual, o primeiro de um clube do interior após a criação da divisão de honra.

1974- Novo Alfredo Jaconi

Após dois anos de construção, sob a liderança do Presidente Willy Sanvitto, o novo estádio Alfredo Jaconi é inaugurado. Até hoje, o estádio do Juventude é reconhecido por ser um dos mais modernos e funcionais do país.

1975-1976 – Campeão da Copa Governador

O Juventude sagra-se campeão da Copa Governador nas temporadas de 75 e 76, conquistando o direito de disputar o Campeonato Brasileiro pela primeira vez.

1977 – Campeonato Brasileiro

O Juventude disputa pela primeira vez, o Campeonato Brasileiro.

1993 – Parceria com a Parmalat

O Juventude assina um contrato de co-gestão com a multinacional Parmalat.

1994 – Primeiro título nacional

Vencendo o Goiás Esporte Clube por 2 a 1, o Juventude conquista o Campeonato Brasileiro da Série B, garantindo o acesso à série A. Também chegou às finais do Campeonato Gaúcho, perdendo para o Internacional na final.

1996 – Vice-Campeão Gaúcho

Vice-Campeão Gaucho, decidindo com o Gremio o título, com Geninho como treinador, e Luiz Felipe Scolari no Grêmio.

1997 - Melhor campanha em brasileiros

Melhor campanha no Campeonato Brasileiro da 1a. divisão. O Juventude se classificou entre os 8 melhores times do país. Terminou o campeonato na 5ª colocação, garantindo vaga na Conmebol, atual Taça Sulamericana.

1998 – Campeão Gaúcho Invicto

Quebrando uma hegemonia de mais de meio século dos clubes da capital, o Juventude sagra-se Campeão Gaúcho Invicto.

1999 – Maior Conquista

Diante de mais de 100 mil pessoas no Maracanã, o Juventude supera o Botafogo de Futebol e Regatas e conquista a Copa do Brasil.

2000 – Libertadores da América

O Juventude disputa, pela primeira vez, a Copa Libertadores da América.

2001 – O primeiro título gaúcho Sub-20

Formador de atletas por natureza, o Juventude conquista seu primeiro título no Campeonato Gaúcho Sub-20.

2008 - Laurinho Guerreiro

O atleta Lauro Antônio Ferreira da Silva, o Laurinho, completa, durante a temporada, 500 jogos com a camisa do clube. Ao todo, Lauro disputou 572 jogos vestindo as cores do Juventude, o último deles, como convidado especial no jogo comemorativo dos 100 anos, contra o Nacional-URU. Além disso, o Juventude investe 450 mil reais no gramado do Estádio Alfredo Jaconi para a modernização do sistema de irrigação, drenagem e no plantio de grama apropriada para competições esportivas de alto rendimento. Neste ano, o Juventude passa a disputar a Série B do Campeonato Brasileiro.

2009 - Início das obras do Centro de Formação de Atletas e Cidadãos - CFAC

É construído o novo centro de treinamento do Esporte Clube Juventude, com estrutura privilegiada, acomodando um miniestádio, quatro campos de treinamento e um ginásio coberto com duas quadras de futebol society.

2010 - Copa São Paulo

O Juventude mostra a força de sua base e chega às semifinais da Copa São Paulo de Futebol Junior. No mesmo ano, torna-se campeão Gaúcho sub-20.

2011 - Copa Laci Ughini

O Juventude sagra-se campeão da Copa Laci Ughini, competição regional realizada pela Federação Gaúcha de Futebol. No Gauchão, torna-se Campeão do Interior.

2012 - Copa Hélio Dourado

Pelo segundo ano consecutivo, o Juventude conquista a Copa FGF, denominada Copa Hélio Dourado.

2013 - 100 anos e o acesso

O Esporte Clube Juventude comemora um século de fundação. Para coroar o feito, consegue o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro e conquista o Gauchão Sub-20.

2014 - Copa Serrana

O Juventude é campeão da Copa Federação Gaúcha de Futebol - Região Serrana.

2016 - De volta à Série B

Depois de oito anos entre as Séries C e D, o Esporte Clube Juventude retorna à Segunda Divisão Nacional. Tal feito foi conquistado com um empate em 1 x 1 diante do Fortaleza, em um Castelão com mais de 65 mil torcedores. Na chegada a Caxias do Sul, mais de 4 mil torcedores recepcionaram a delegação, em uma festa emocionante que remobilizou Caxias do Sul no cenário esportivo.

Neste mesmo ano, o Verdão foi vice-campeão gaúcho e Campeão Gaúcho Sub-20.


Fonte: Site do Esporte Clube Juventude

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