quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Tabela do Gauchão 2019


O maior campeonato estadual do sul do Brasil, o Campeonato Gaúcho, teve sua tabela de jogos divulgada nesta terça-feira (13). A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) marcou o início da edição 2019 do Gauchão para o dia 20 de janeiro.

O Atual campeão da competição, o Grêmio visita o Novo Hamburgo. O Internacional viaja a Ijuí para encarar o São Luiz. O primeiro clássico Gre-Nal está marcado para o dia 10 de março na Arena do Grêmio. Além do Gre-Nal, teremos os clássicos regionais como o Ca-Ju (Caxias X Juventude) no dia 2 de março e o Bra-Pel (Brasil de Pelotas X Pelotas) no dia 3 de fevereiro.

Foto: Esporteemidia.com


A primeira fase do Campeonato Gaúcho vai até o dia 17 de março. Os oito melhores avançam para as quartas de final, fase a partir da qual os enfrentamentos ocorrem em duelos eliminatórias, de ida e volta, assim como as semifinais e as finais. As duas piores equipes serão rebaixadas para a Divisão de Acesso de 2020.

A seguir, te aprochega e confira a tabela completa:


1ª rodada - 20/01

Novo Hamburgo x Grêmio
São Luiz x Inter
Pelotas x Juventude
Brasil-Pel x Caxias
Aimoré x São José
Veranópolis x Avenida

2ª rodada - 23/01

Inter x Pelotas
Aimoré x Grêmio
Juventude x São José
São Luiz x Caxias
Avenida x Brasil-Pel
Novo Hamburgo x Veranópolis

3ª rodada - 27/01

São José x Inter
Grêmio x Juventude
Caxias x Avenida
Pelotas x São Luiz
Brasil-Pel x Novo Hamburgo
Veranópolis x Aimoré

4ª rodada - 30/01

Grêmio x São Luiz
Veranópolis x Inter
Juventude x Brasil-Pel
Novo Hamburgo x Caxias
Avenida x Aimoré
Pelotas x São José

5ª rodada - 03/02

Inter x Novo Hamburgo
Caxias x Grêmio
Aimoré x Juventude
Brasil-Pel x Pelotas
São Luiz x Avenida
São José x Veranópolis

6ª rodada - 10/02

Grêmio x Avenida
Inter x Caxias
Juventude x São Luiz
Pelotas x Aimoré
Novo Hamburgo x São José
Veranópolis x Brasil-Pel

7ª rodada - 17/02

Brasil-Pel x Grêmio
Juventude x Inter
Pelotas x Novo Hamburgo
Aimoré x São Luiz
Avenida x São José
Caxias x Veranópolis

8ª rodada - 24/02

Inter x Brasil-Pel
Pelotas x Grêmio
Aimoré x Novo Hamburgo
São Luiz x Veranópolis
Juventude x Avenida
São José x Caxias

9ª rodada - 02/03

Inter x Aimoré
Grêmio x Veranópolis
Avenida x Pelotas
São Luiz x Novo Hamburgo
Juventude x Caxias
São José x Brasil-Pel

10ª rodada - 10/03

Grêmio x Inter
São José x São Luiz
Caxias x Pelotas
Veranópolis x Juventude
Brasil-Pel x Aimoré
Novo Hamburgo x Avenida

11ª rodada - 17/03

Avenida x Inter
Grêmio x São José
Caxias x Aimoré
Novo Hamburgo x Juventude
Brasil-Pel x São Luiz
Veranópolis x Pelotas

Fonte: Globoesporte.com

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Domingo na Praça

O projeto Domingo na Praça é uma iniciativa do Núcleo Jovens Empreendedores em parceria com a CIC e com o vereador Mauro Deluchi Schuler (Maurão), que acontecerá na Praça Daltro Filho de Vacaria, no dia 18 de novembro, com a finalidade de levar a comunidade oportunidades de promoção social e acesso à cultura e arte, aberto a qualquer membro da comunidade, não restringindo qualquer tipo de participação.


O intuito é assegurar a inclusão social e cultural e resgatar valores e princípios relevantes ao povo, dando oportunidades a população fazer um exercício de cidadania e uma forma de assegurar a comunidade, alternativas saudáveis e com segurança ao participar em práticas socioculturais e práticas de empreendedorismo. Sendo assim, o ponto de partida dos organizadores e a crença de que cultura e empreendedorismo são instrumentos com grande potencial de sensibilização e mobilização para o contexto de Vacaria.


O aspecto relevante é o envolvimento da comunidade e o apoio das instituições, entidades e empresas consolidadas na cidade, garantirão parcerias com escolas públicas, Prefeitura Municipal, universidades e Câmara Municipal.


Cartaz do evento Domingo na Praça. Créditos: Divulgação


As atividades realizadas pelas entidades, artistas, grupos de dança e empresas serão ofertadas na modalidade oficinas, disponibilizadas ao público como forma de descentralizar a vivencia, o conhecimento e garantir opções de lazer. Além dessas opções, a população terá́ transporte urbano gratuito, através da empresa Transfátima e, nesse dia, a empresa Cyberfly também ofertará acesso à internet, gratuitamente.

Venha participar do Domingo na Praça, um dia especial e cheio de atrações para toda a família. Será no dia 18 de novembro, a partir das 13h, na Praça Daltro Filho de Vacaria.


Atividades:


- Espaço Kids, com diversas oficinas, treinamento funcional, brinquedos infláveis e pula-pula;

- Apresentação de danças e músicas do folclore gaúcho

- Testes de glicose, pressão arterial e de visão

- Chimarródromo, com erva mate e água quente

- Grupos de leitura

- Yoga para adultos e crianças

- Pintores e obra de arte

- E muito mais


As ruas Borges de Medeiros e a Marechal Floriano, no perímetro da praça, serão fechadas para a prática de exercícios.


Contaremos com equipe de limpeza e segurança, além de transporte público gratuito (bairros - centro).



Apoio: 


Erva Mate Buena, Studio Saúde Academia, Teia Desenvolvimento Humano, Unimed, Unopar, Associação Amigos da Biblioteca Pública - ABT, Starlimp, Simi´s Fotografia, Rudi Tomielo, Casa Blanca, CTG Porteira do Rio Grande, Prevenir Clínica de Vacinas, Procuraí, Six Interfaces, Policlínica, Magrass, Pirilampo, Two Store, UCS FM, Rodoplast, Cyberfly, Transfátima, Yhuri Ramos, Loja Euphoria, Transporte Cavalinho, ASBAF, Lyons Clube de Vacaria - Leonas, Atelier Livre, Rotary Clube, Prefeitura de Vacaria, Comitê de Governança de Vacaria e Corpo de Bombeiros de Vacaria.


Realização:

CIC Vacaria; Núcleos Jovens Empreendedores, Saúde e Mulheres Empreendedoras – CIC e gabinete do vereador Mauro Schuler.


Caso chova, o dia do evento será transferido para o próximo domingo de sol.

Terceira etapa do Campeonato de Laço acontece neste final de semana


Neste final de semana acontece a terceira etapa da 58ª edição do Campeonato Municipal de Laço do CTG Porteira do Rio Grande. Participam desta edição cerca de 685 laçadores, divididos nos 19 quadros da Chave “A” e 21 quadros da Chave “B”, incluindo o campeonato Infanto-juvenil.


Foto: Mateus Rosa (Repórter Riograndense)


No sábado (10), a programação está prevista para iniciar às 8h30min, com os quadros da Chave “B”.



Já no domingo (11), entram na Cancha Ferradura os laçadores da Chave “A”. A programação do domingo também inicia às 8h30min, primeiramente com os laçadores que irão participar do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), e que solicitarem até sexta-feira (11) a antecipação das armadas. À tarde, acontece a 3ª etapa do Campeonato de Vaca Parada, para crianças de até 10 anos.


Na classificação geral, na Chave “A” estão empatados com 51 armadas os quadros Cabanha Herança Xucra e Fazenda Rincão Seco. Na Chave “B” os quadros Cabanha Capão Alto e Família Benke possuem 45 armadas cada.


ORDEM DE LAÇADA


SÁBADO – CHAVE “B”

1-     Sentinela na Querência
2- Lenço Colorado
3- Família Benke
4- Os Guarás
5- Rancho da Integração
6- Filhos de Vacaria
7- Tio Ademar
8- Rincão Dobrado
9- Tio Chico
10- Fazenda Água Branca
11- Querência de São Pedro
12- Família Almeida
13- Coração Gaúcho
14- Querência de São Paulino
15- Chama Crioula
16- Brinquedo de Amigos
17- Querência da Estrela
18- Rodeio de Amigos
19- Amigos do Laço
20- Estância Juruá
21- Cabanha Capão Alto


DOMINGO – CHAVE “A”

1- Rodeio do Guacho
2- Família Souza
3- Cabanha Herança Xucra
4- Chaleira Preta
5- Garrão de Potro
6- Porteira Velha
7- Chama da Tradição
8- Estância da Boa Vista
9- Querência do Socorro
10- Fazenda São João
11- Querência do Guacho
12- Crioulos da Chapada
13- Mangueira Velha
14- Cabanha FB
15- Porteira do Sexto
16- Fazenda Rincão Seco
17- Querência dos Moisés
18- Sestiada na Querência
19- Cabanha Zambam

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

6ª etapa da XVIII Edição do FNCG

O CTG Porteira do Rio Grande sediou nos dias 13 e 14 de outubro durante 54ª Expovac a 6ª etapa da XVIII Edição do Festival Nacional da Cultura Gaúcha (FNCG). A patronagem parabeniza o departamento artístico pelo excelente resultado conquistado.

Créditos: Divulgação/FNCG


Representantes do CTG Porteira do Rio Grande que foram premiados:

1° lugar: Danças Tradicionais Mirim
1º lugar: Danças Tradicionais Juvenil
1º lugar: Danças Tradicionais Veterana

3º lugar Chula Pré-Mirim: Joao Arthur Borges Goulart da Silva
2º lugar Chula Mirim: Lucas Ribeiro Pedroso
2º lugar Chula Veterano: Douglas Soares Boeira
3º lugar Chula Veterano: Cassio Murilo da Silva Marques
2º lugar Chula Adulto: Ronie Souza Maciel

1º lugar Declamação Prenda Mirim: Livia Castilhos da Silva
2º lugar Declamação Prenda Mirim: Brenda Pires de Carvalho
1º lugar Declamação Peão Mirim: Lucas Ribeiro Pedroso
3º lugar Declamação Peão Mirim: João Arthur Donadello

1º lugar Declamação Prenda Juvenil: Vitoria de Andrade Ribeiro
2º lugar Declamação Prenda Juvenil: Vitoria Castilhos da Silva
1º lugar Declamação Peão Juvenil: Gustavo Ribeiro Pedroso
3º lugar Declamação Prenda Veterana: Marcia Terezinha Maciel Nunes
3º lugar Declamação Peão Veterano: Claiton de Freitas Carneiro
1º lugar Declamação Peão: Brayan Vinicius Machado de Souza
2º lugar Declamação Peão: Cesar Augusto da Silva Medeiros
3º lugar Declamação Peão: Eduardo Francisco Melo Ribeiro

1º lugar Gaita Ponto: Lauro Guilherme Pinheiro Klipel
3º lugar Gaita Tecla Mirim: Andrey de Abreu Bizotto
1º lugar Gaita Tecla Juvenil: Gabriel Felipe Rissardi Polasso
3º lugar Gaita Tecla Juvenil: Lauro Guilherme Pinheiro Klipel

1º lugar Violão Solo Juvenil: Ítalo Rossi
3º lugar Violão Solo Adulto: Fabiano Godinho Bianchi
1º lugar Solista Vocal Prenda Mirim: Ana Julia Piton de Liz
1º lugar Solista Vocal Peão Juvenil: Lauro Guilherme Pinheiro Klipel
2º lugar Solista Vocal Peão Juvenil: Joao Francisco Martins Borges
3º lugar Solista Vocal Prenda Adulta: Sully Ferreira Brignoni

O resultado completo 6ª etapa da XVIII Edição do FNCG você pode conferir no site da entidade clicando aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa do CTG Porteira do Rio Grande

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A história da formação do município de Vacaria


A história de Vacaria está ligada à história dos caminhos de gado, e sua formação à passagem e ao pouso das tropas e tropeiros.

Foi o caminho do gado que deu origem ao pouso da Vacaria. O caminho foi anterior ao pouso. Ele partia das Missões, seguindo no sentido Oeste-Leste, dirigindo-se para o Norte em direção a São Paulo. Enquanto eram ocupados os Campos de Cima da Serra, nas Missões as estâncias jesuíticas se expandiam. Segundo Lopes Neto, “mais de 500.000 animais (bovinos, cavalares e muares) pastavam nas dilatadas e ferazes campanhas”.

O caminho das Missões na cidade de Vacaria passava pela Avenida Militar e pela rua Júlio de Castilhos, seguindo então em direção ao Rio Pelotas.

Foto do livro "Só para lembrar - Vacaria em fotos", de Adhemar Pinotti

 
O nome de Vacaria está diretamente ligado à expressão espanhola “Baqueria de los Piñares” (Vacaria dos Pinhais), denominação que os jesuítas espanhóis atribuíram aos Campos de Cima da Serra, onde iniciaram a criação de gado que abasteceria as reduções jesuíticas.

Apesar da ocupação da Vacaria dos Pinhais pelo gado trazido pelos jesuítas e das sesmarias doadas pelo reino de Portugal aos seus súditos, a região demorou a ser povoada. Posseiros morriam sem descendentes e outros deixavam a região por motivos variados, em parte por causa do isolamento da região, em parte por causa do tamanho das sesmarias, o que inviabilizava a sua proteção.

Durante mais de um século, disputas com índios caingangues marcaram a história da região antes que fosse consolidado o Caminho dos Tropeiros, ligando a região do Prata com o Brasil.

No século XIX, os campos de Vacaria voltariam a ser palco de grandes batalhas, desta vez entre soldados imperiais.

Vacaria é a maior cidade dos Campos de Cima da Serra. Conhecida como Porteira do Rio Grande, destaca-se por sediar o Rodeio Crioulo Internacional, maior manifestação artística, cultural e campeira da tradição gaúcha. Mas não é só de tradicionalismo que vive o município. O ecoturismo, a pecuária e a produção de maçãs, pequenas frutas, flores e grãos também se destacam.

Fonte: Raízes de Vacaria / Livro “Lembranças de Vacaria” (Arlene Abreu, Magali Girotto e Loraine Giron).

domingo, 30 de setembro de 2018

Ciranda Cultural de Prendas e Entrevero Cultural de Peões do CTG Porteira do Rio Grande


O CTG Porteira do Rio Grande promoveu no último sábado, dia 29 de setembro, o concurso interno para a escolha dos peões e prendas para o biênio 2018/2020.

Concorram 11 candidatos, que realizaram prova escrita, pesquisa e pasta de vivência, artística, mostra folclórica (prendas) e campeira (peões).

Novo prendado do CTG Porteira do Rio Grande para o biênio 2018-2020.


Confira o resultado:

1ª Prenda Pré-Mirim: Giovana Uliano Martins

2ª Prenda Pré-Mirim: Isadora Lima Venson

1ª Prenda Mirim: Brenda Pires de Carvalho

2ª Prenda Mirim: Ana Kelly Godoy Frederico

1ª Prenda Juvenil: Vitória Venturin da Silva

1ª Prenda Adulta: Danieli Almeida Lisboa

1ª Prenda Veterana: Jeane Uliano Martins

Piazito Farroupilha: João Victor Pereira Kuse

1º Piá Farroupilha: José Francisco Monteiro Guerreiro

2º Piá Farroupilha: Diogo da Silva Rodrigues

Guri Farroupilha: João Victor Toigo da Silva

Peão Farroupilha: Eduardo Francisco Melo Ribeiro


Foto e fonte: Assessoria de imprensa do CTG Porteira do Rio Grande

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Escola da Vanera

Atuando na noite, tocando em bandas e bailes no sul do Brasil por mais de 10 anos, viajando e tocando mais de 20 shows no mês, Diego Pessoa, baixista do grupo Julian e Juliano e Só Vanerão (JJSV), percebeu que faltava materiais especializados para esses músicos que vivem do baile.  

Diego Pessoa, baixista do grupo JJSV e criador do projeto Escola da Vanera. Divulgação/Escola da Vanera


Para todos esses músicos que atuam e vivem da noite, tocando bailes, nossa música fandangueira, baileira, tocando a Vanera. Então surgiu a ideia de criar a Escola da Vanera.

Escola da Vanera é a primeira escola da música criada por músicos de baile e para músicos de baile, para contar as nossas histórias e vivências.
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Venha ouvir essas histórias, aprender dicas e macetes que você não encontra em livros.

Assista o teaser do projeto Escola da Vanera:


Para acompanhar o projeto Escola da Vanera, basta se inscrever no canal do Diego no YouTube, clicando aqui ou na fanpage Escola daVanera.

Encontro com Os Serranos na TV


Após o grande sucesso do Programa “Encontro com Os Serranos” que, no rádio teve seu início em 2004 – atualmente com exibição em mais de 260 cidades pelo país e exterior – o acordeonista, compositor e cantor Edson Dutra embarcou em um novo e ambicioso projeto; como apresentador de televisão, dando início ao “Encontro com Os Serranos na TV”, programa que teve sua estreia em março de 2015, já com exibição em diversos estados.



O programa tem por objetivo disseminar a cultura gaúcha pelo Brasil a fora, com muita música e atrações diversas, enfocando não apenas os sucessos do grupo Os Serranos, mas também de muitos convidados especiais, artistas que fazem parte da história da nossa terra e da cultura sulina.

Formado por quatro blocos, o programa traz muita diversidade.

O 1º Bloco tem a “Boa música do Os Serranos”, interpretada por seus integrantes, focalizando seus sucessos e músicas de seu vasto repertório.

O 2º Bloco é de “Variedades”, onde a cada programa, o telespectador conhece através de diversos quadros, muito mais da cultura gaúcha.

O 3º e 4º Blocos constituem o “Momento Nobre”, onde o apresentador Edson Dutra traz convidados especiais para uma boa prosa e muitas músicas para os telespectadores.

O próprio Edson Dutra faz o convite:



Para acompanhar o Encontro com Os Serranos na TV basta se inscrever no canal oficial do programa no YouTube, clicando aqui.

Felipe de Camargo: o Peão Farroupilha da 8ª Região Tradicionalista


Quando falamos sobre a cultura gaúcha, muitos vem na nossa mente a imagem do gaúcho campeiro na lida de campo laçando bois ou domando cavalos. Mas ser gaúcho vai além das atividades campeiras.

Dançar em invernadas, declamar em concursos artísticos e conhecer a história da Rio Grande do Sul são requisitos que muitos peões que participam de entidades tradicionalistas se dedicam a aprender.

Um belo exemplo de amor e dedicação com cultura gaúcha é o atual Peão Farroupilha da 8ª Região Tradicionalista e do CTG Porteira do Rio Grande, Felipe de Camargo, de 20 anos, estudante do curso Direito da Universidade de Caxias do Sul.

Felipe de Camargo, Peão Farroupilha da 8ª Região Tradicionalista. Arquivo pessoal


Assim como entrevistamos as prendas Taynara Oliboni e Jéssica Maciel, o blog Repórter Riograndense conversou com Felipe sobre seu início no tradicionalismo, sobre os requisitos necessários para ser o peão farroupilha e também sobre o futuro do tradicionalismo em relação as próximas gerações.


Como foi o seu primeiro contato com a tradição gaúcha?


Felipe de Camargo: Iniciei minha caminhada tradicionalista no ano 2000, junto a um projeto desenvolvido por peões e prendas de entidades tradicionalistas aqui do município - integrantes do projeto iam até as escolas e trabalhavam assuntos relativos a danças tradicionais e de salão. O projeto durou cerca de seis meses, e após seu término, por convite de uma amiga da família, iniciei minha caminha em uma entidade tradicionalista com cinco anos de idade. Foi então que ingressei no Grupo de Cultura Gaúchos de 35, onde permaneci por algum tempo. Foi um período de muito aprendizado, que vai além da dança: aprendi a verdadeira essência do “ser tradicionalista”. Acredito que tenha sido este o momento em que ensejou em mim a vontade de contribuir com a cultura gaúcha.

Sabe-se que dentro das invernadas de dança temos diferentes categorias, e quando passei à categoria Juvenil, minha entidade não contava com a respectiva invernada. Foi então que fiquei um tempo afastado do Movimento, até surgir o convite para eu integrar a invernada Juvenil do Centro de Tradições Gaúchas Porteira do Rio Grande, o qual pertenço até hoje, integrando a invernada Adulta. Portanto, posso dizer que a dança sempre esteve presente na minha caminhada tradicionalista, foi o ponto que me chamou atenção e fez com que me permitisse alçar outros objetivos dentro do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Felipe nas ruínas de São Miguel da Missões. Arquivo pessoal


Quando que surgiu a oportunidade de ser Peão Farroupilha?


Felipe: Desde 2014, já fazia um tempo que estava no CTG Porteira do Rio Grande, e então abriram as inscrições para o “Entrevero Cultural de Peões e Ciranda Cultural de Prendas”. Desde o início me despertou o interesse de participar desta área do tradicionalismo, que até então não conhecia.

Como tudo na vida temos caminhos distintos e assim devemos escolhe-los, no mesmo ano do “Entrevero” estava terminando o Ensino Médio, e consequentemente, eu prestaria vestibular para iniciar minha vida acadêmica. Diante dessa situação, decidi postergar a participação para o ano seguinte. Porém, mesmo não sendo membro do Departamento Cultural da entidade, participava junto com os peões e prendas nos eventos culturais, palestrava, realizava as apresentações, e foi durante esse período que pude ter a certeza do que eu queria, e entender a magnitude do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Em 2016 me consagro então, “Peão Farroupilha” da entidade e, esse ano, “Peão Farroupilha” da 8ª Região Tradicionalista.

O cavalo é o melhor amigo do gaúcho para atividades do campo. Arquivo pessoal


Quais são os requisitos para ser Peão Farroupilha? 


Felipe: Primeiramente, acredito que antes de se discutir requisitos, é necessário que o peão queria assumir como “Peão Farroupilha”, e entender todos os percalços que o caminho vai ter. As provas seguem basicamente os moldes dos outros concursos: prova escrita; provas campeiras (emalar capa ou poncho, chimarrão, trançar, encilhar o cavalo, entre outras); prova oral; prova artística; pasta relatório; e pesquisa de campo. Vale ressaltar que todos os temas são disponibilizados com antecedência e com indicação bibliográfica.

Para ser um peão farroupilha é preciso dominar as atividades campeiras. Arquivo pessoal


Quais são as outras atividades que você participa no CTG?


Felipe: Como um dos requisitos para a prova artística é ter uma apresentação individual (cantar, declamar ou tocar um instrumento), decidi declamar, atividade que realizo desde minha preparação para o meu primeiro concurso e sigo até hoje. Mas, acredito que toda e qualquer atividade dentro e fora de nossas entidades, que visem preservar valores e enaltecer a causa tradicionalista, são válidas e dignas de aplausos.


O que você mais gosta da cultura gaúcha?


Felipe: Durante a caminhada através do tradicionalismo, passamos por muitas experiências, as quais posso dizer com toda certeza, são enriquecedoras para o intelecto e acima de tudo, os laços fraternos que temos a chance de criar. Hoje, mesmo com a carga cultural que carrego, não saberia dizer com precisão o que mais gosto na cultura gaúcha. Reafirmo que toda atividade dentro do Movimento Tradicionalista Gaúcho só vem a somar com as ideias que se assentaram ao longo dos seus 52 anos de história.


Como os CTGs podem atrair mais jovens para o tradicionalismo?


Felipe: Jovens tradicionalistas são a engrenagem propulsora para a perpetuação da cultura gaúcha, e sendo o Movimento Tradicionalista Gaúcho a tradição passada de geração em geração, e o jovem a parcela mais ativa que compõe esse movimento, a responsabilidade deste, aumenta.

A partir do momento que o jovem toma consciência de que o Movimento é a tradição que recebe dos mais velhos, cabe a ele trabalhar para que possa garantir que passará essa mesma cultura, ainda mais aperfeiçoada, de modo que respeite os princípios base do MTG, mas que a torna cada vez mais acessível e igualitária a todos que enseje a vontade de integrar essa associação cívica e cultural. Atualmente, vejo que as entidades tradicionalistas devem abrir mais suas portas para receber os jovens. Vivemos em sua sociedade diferente daquela de 1947 (início do Movimento organizado), mas nem por isso a sociedade de hoje, pode ser considerada menos gaúcha.

Barbosa Lessa, no ano de 1954, quando apresentava a Tese do Sentido e o Valor do Tradicionalismo, mostrava-se preocupado com o jovem na sociedade e sua participação dentro do tradicionalismo: “pois a maneira mais segura de garantir à criança o seu ajustamento à sociedade é precisamente fazer com que ela receba, de modo intensivo, aquela massa de hábitos, valores, associações e reações emocionais - o patrimônio tradicional, em suma -, imprescindíveis para que o indivíduo se integre eficientemente na cultura comum”, disse.

Acredito que o Movimento tem muito a agregar na sociedade, mas antes disso, ambas as partes deste processo (MTG e os jovens), devem entender que os tempos são outros e que ambos podem convergir nas mesmas ideias, desde que respeitados os princípios tradicionalistas.

Felipe se orgulha de ser um defensor da cultura gaúcha. Arquivo Pessoal


O você diria para algum jovem que quisesse fazer parte de CTG e se tornar tradicionalista?


Felipe: Estamos dentro de um meio muito saudável, onde é possível perceber que todos têm espaço e voz, desde as gerações mais novas, até as mais experientes. O tema deste ano do MTG nos diz: “unindo gerações para construir o amanhã”, ou seja, precisamos de pessoas que venham a somar cada vez mais com a causa tradicionalista, que se doem por inteiro e, acima de tudo, que estejam abertos ao aprendizado e a criação de laços fraternais dentro de nossas entidades.

É costumeiro dizer que cada Centro de Tradições possuí sua família tradicionalista, e de fato criamos estes sentimentos de irmãos que lutam pelo mesmo objetivo, preservar valores e resgatar os legados de nossos antepassados. É necessário que todo aquele que tenha a premissa que ingressar no meio tradicionalista entenda que acima de um espaço de cultura e lazer, temos a responsabilidade de levar adiante os compromissos assumidos nos diversos ramos que o tradicionalismo nos oferece, seja no departamento campeiro, artístico, cultural ou outros. Somos a vitrine de inspiração para as novas gerações.

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