quarta-feira, 20 de junho de 2018

Esporte Clube Internacional


O Esporte Clube Internacional de Santa Maria foi fundado em 16 de maio de 1928 por iniciativa de um grupo de jovens não extinto Café Guarany. A criação partiu da vontade de criar um novo clube de futebol em Santa Maria, que fosse forte o suficiente para derrotar o até então único tempo existente na cidade.

A escolha do nome internacional e pela expressão que foge apenas do regional. Como núcleos de origem do Inter SM foram preto, amarelo e vermelho. Mas devido a II Guerra Mundial, como núcleos como eles são mudadas, adotando então o vermelho e o branco como como seus núcleos.

Já o primeiro campo do alvirrubro para o antigo Prado, em vez, passou um jogo no campo do Militar, que ficava localizado em frente ao Quartel da Brigada Militar.

Torcida do Inter de Santa Maria no estádio Presidente Vargas (Foto: blog da torcida do Inter-SM)


A primeira partida do Inter SM aconteceu em 19 de agosto de 1928, contra o Militar Foot-Ball Clube, que venceu pelo placar de dois a zero. Ainda não é novo, há uma nova vitória do alvirrubro, diante do União FBC, por quatro a um.

Já a primeira vitória em partidas oficiais, só aconteceu em 1930, com um gol de Tabica diante do 7 de Setembro. No mesmo ano, foi concluído o primeiro clássico Rio-Nal, conhecido como Inter-Rio na época, que terminou empatado em 1x1.

Uma nota de 40 foi de muitas vitórias dentro e fora do campo para o alvirrubro A primeira vitória do Inter SM no clássico foi em 1940, quando venceu o rival por 1x0. Dois anos depois, conquistou o primeiro título citadino invicto. Em 1943, deu-se início a construção da atual casa do Inter SM, o Estádio Presidente Vargas, com a sua inauguração em 1947. Em 1952, uma área onde se localiza o Estádio Presidente Vargas foi doada ao Inter SM pelo prefeito de Santa Maria na época, Heitor Silveira Campo.

No ano de 1968, o Internacional foi campeão da Zona B do Ascenso e se classificou para a Divisão Especial no ano seguinte.

Uma nota de 80 também foi marcante para o alvirrubro. Em 1980, o Inter SM ficou em 3º lugar não hexagonal final do Campeonato Gaúcho, classificando-se para a Taça Prata - série atual do Campeonato Brasileiro - em 1981. Já em 1982, o alvirrubro disputava a Taça Ouro-atual série A do Brasileirão -, aonde chegou até a segunda fase da competição.


Em 1985, outro fato histórico não Inter SM. Sirlei Dalla Lana, presidente do alvirrubro, foi uma primeira mulher presidente de um clube profissional no Brasil.

Em 1990, o Internacional fez uma bela campanha na 2ª divisão. Foram 29 jogos invicto, 21 vitórias, oito empates, o ataque mais positivo, uma defesa menos vazada, o goleador do campeonato (Mauro - 19 gols), o goleiro menos vazado (Miguel) e não perdeu nenhum jogo em Santa Maria.

A tão esperada volta a elite do futebol gaúcho aconteceu em 2007, quando é Inter SM terminou a Divisão de Acesso na vice-liderança. Em 2008, o alvirrubro foi 3º colocado no Campeonato Gaúcho e garantiu vaga na série C do Campeonato Brasileiro.

Em 2011, com uma péssima campanha no Gauchão, o alvirrubro acabou rebaixado da competição. Desde então busca o retorno à elite de futebol gaúcho, batendo na trave em 2017 e 2018, quando foi eliminado pelo São Luiz e Pelotas, respectivamente.



Fonte: Site do Esporte Clube Internacional de Santa Maria

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Clube Esportivo Aimoré


O Clube Esportivo Aimoré foi fundado no dia 26 de março de 1936 em São Leopoldo, região da grande Porto Alegre por Emílio Dietrich, Nelson Presser, João Ignácio da Silveira, Armando Jost, Plínio Hauschild, Orlando Haas, Alcides Cunha, Felisberto Ramos Filho, Rubem Presser, Walter Haas, Aníbal Lopes Diniz, Djalmo Luiz da Silva e Werner Schmidt.

O primeiro nome sugerido para o clube foi Malga Foot-Ball Clube, sendo alterado no dia da fundação para Clube Esportivo Aymoré. A primeira sede situava-se em um prédio ao lado de um armazém pertencente a João Ignácio da Silveira, primeiro presidente do Aimoré, no número 1.058 da Rua do Comércio (atual Rua Dr. Hillebrand, no Bairro Rio dos Sinos).

O escudo do Clube Esportivo Aimoré, também conhecido como Índio Capilé


O principal rival do Aimoré é o Novo Hamburgo. O clube também cultiva uma rivalidade recente com o Sapucaiense.


Primeiro campo


O primeiro campo do Aimoré localizava-se em uma chácara de propriedade de Henrique Bier, no atual Bairro Campina. O campo era rodeado por eucaliptos e foi utilizado pelo clube até 1940. Posteriormente, foi adquirido um terreno de propriedade da família Gernhardt, no Bairro Rio dos Sinos, onde foi construído o primeiro estádio do Aimoré: a Taba Índia, que recebeu jogos do Aimoré até 1961.


Primeiras partidas


O primeiro jogo da história do Aimoré ocorreu em 5 de abril de 1936, derrota para o Voluntários por 3 a 1. A primeira equipe de futebol era assim formada: Romeu Alfen; Osvaldo Oliveira e Darcy Mugica; João Sassen, Nelson Presser e Emílio Silva; Rubem Schneider, Aníbal Lopes Diniz, Dilermando Reis, Victor Crusius e Rubem Presser.

A primeira vitória ocorreu no dia 3 de maio, um a zero sobre o Sport Club Lombagrandense.


Anos dourados


A década de 1950 marca o início da profissionalização do Aimoré. Em 1953, o Internacional, através do seu presidente Ephraim Pinheiro Cabral, convidou o Aimoré para integrar a elite do futebol gaúcho (então chamada Divisão de Honra). Foi uma resposta ao Grêmio, que dias antes fizera o convite ao maior rival do Aimoré da época, o Floriano (atual Novo Hamburgo). No mesmo ano, seria realizado o primeiro "Clássico do Rio dos Sinos", em 19 de abril, com derrota do Aimoré para Floriano por 6 a 1. Geada (4 vezes), Soligo e Martins marcaram os gols da equipe de Novo Hamburgo, enquanto Charuto anotou o gol solitário do Aimoré.

No final de 1955, o Aimoré jogaria pela primeira vez fora do estado, ao realizar excursão à Santa Catarina, onde perdeu apenas uma partida. Em 1959, foi vice-campeão do Campeonato Citadino de Porto Alegre.

O clube cedeu cinco jogadores para seleção gaúcha que conquistou o campeonato panamericano de 1960 representando o Brasil. Eram eles: Suli, Soligo, Marino, Mengálvio (que acabou indo jogar no Santos de Pelé) e Gilberto Andrade.


Estádio Cristo Rei


O lançamento da pedra fundamental do atual estádio do Aimoré ocorreu em 1958. Através do empresário João Correa da Silveira, o Aimoré conseguiu a elaboração gratuita da planta para a nova praça de esportes do clube, feira pela empresa construtora Dietschi.

Em 1959, dirigentes do Aimoré tentaram um empréstimo de dez milhões de cruzeiros junto à Caixa Econômica Federal, para a construção de seu novo estádio, no Bairro Cristo Rei. Porém, ao descobrir que o empréstimo sairia caro aos cofres do clube, os dirigentes desistiram da oferta e resolveram arrecadar dinheiro através de campanhas entre dirigentes e associados.

No dia 26 de março de 1961, data do 25º aniversário do Aimoré, foi inaugurado o Estádio João Correa da Silveira, popularmente conhecido como Cristo Rei, em uma partida amistosa do clube com o Internacional. O Aimoré venceu por 1 a 0, com gol marcado pelo centroavante Uga, aos 44 minutos do primeiro tempo.

Ainda em 1961, o Aimoré realizou uma excursão à Argentina, disputando oito partidas, obtendo 4 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Estreou em solo argentino perdendo para o Huracán por 1 a 0. Em seguida, viajou para Tandil, onde venceu um selecionado local por 3 a 1, gols de Toruca, Osquinha e Bira. Empatou por 1 a 1 com o Boca Juniors no La Bombonera, com gol do centroavante Uga.

Na sequência, perdeu para o River Plate por 2 a 0. Em San Rafael, o Aimoré fez 3 a 0 na seleção local, com gols de Uga, Sebastião e René. Em San Juan, contra uma seleção da cidade, vitória por 2 a 1, gols de André Heinz e Parobé. Em nova partida com a Seleção de San Juan, o Aimoré venceu por 3 a 0 (dois gols de Uga e um de Daudt). No último jogo na Argentina, empate em 1 a 1 contra a Seleção de Mendoza. Sérgio Moacir Torres Nunes era o treinador na excursão.


Recomeço no futebol


Após os anos 70 o Aimoré entrou em um declínio financeiro e técnico, caindo para a segunda divisão gaúcha algumas vezes. Após a queda em 1994 o clube entrou em crise, licenciando-se do futebol profissional em 1997. Em 2006 o Índio Capilé retornou aos campos, iniciando um processo de reestruturação de seu departamento de futebol.

 Após cair, em 2011, para a terceira divisão do Gauchão, o Aimoré investiu forte e se sagrou campeão da Segundona (Terceira Divisão) em 2012. Em 2013 o Índio Capilé faz história, termina a Divisão de Acesso em 3º lugar e retorna, após duas décadas, ao Gauchão.

O Aimoré permaneceu dois anos na Primeira Divisão do Campeonato Gaúcho, mas em 2016, após vencer apenas uma partida, empatar quatro e perder oito, o Índio Capilé foi rebaixado novamente para a Divisão de Acesso do Gauchão.

O Aimoré em seu primeiro ano na Divisão de Acesso após o rebaixamento já conseguiu garantir o retorno à elite do futebol gaúcho em 2019.


Shana Müller canta a América em show no Teatro do CHC da Santa Casa


A cantora Shana Müller apresenta o show “Canto de América”, no dia 20 de junho. O espetáculo acontece no Teatro do Centro Histórico-Cultural da Santa Casa. O último show da cantora em Porto Alegre foi no lançamento do DVD “Canto do Interior”, em 2016, no Theatro São Pedro, trabalho que lhe rendeu o Prêmio Açorianos 2018 como intérprete regional.

Com 14 anos de carreira, a cantora tem maturidade artística para realizar um espetáculo todo em espanhol interpretando e imprimindo sua personalidade em canções gravadas por grandes referências de sua carreira, com a cantora argentina Mercedes Sosa. A escolha do repertório foi feita a partir de músicas que já estão nas canjas dos seus shows e outras que canta com amigos, mas não foram incluídas como músicas de trabalho, já que Shana sempre fez questão de consolidar suas interpretações em português.

Foto: Stefanie Teles


As influências artísticas de ícones como Teresa Parodi, Violeta Parra, Horacio Guarany, entre outros, foram decisivas na construção artística da cantora que trará ao palco ritmos como bolero, tango, milonga, chacarera e zamba, que refletem a presença da miscigenação dos povos espanhol e indígena na música da América. Shana vai dividir o palco com os músicos Felipe Barreto, violinista parceiro de estrada da cantora, o acordeonista Glauco Vieira, o pianista Cristian Sperandir e, Giovani Berti, percussionista com grande conhecimento em diferentes ritmos.

Sua trajetória é marcada pela proximidade com a música latina, desde a influência dos pais, que sempre apreciaram o ritmo, desde Trio Los Panchos a Pablo Milanés, ao momento marcante onde dividiu o palco com Mercedes Sosa, em Cachoeira do Sul-RS e no último show da cantora argentina em Porto Alegre. Pelas mãos do colega e amigo Luiz Carlos Borges, com quem fez show em Buenos Aires, conheceu artistas dos países vizinhos e, há 10 anos participa da “Fiesta Nacional do Chamamé”, em Corrientes, também na Argentina. A aproximação aconteceu em oportunidades como na participação do músico Mariano Cantero na percussão do disco “Brinco de Princesa”, de 2010 e, também, na abertura do show da cantora Soledad, em Porto Alegre, em 2015. Com o uruguaio Jorge Drexler, Shana mantém uma relação musical bem intensa tanto que ele já gravou uma música composta pela cantora. 

Serviço:


O que: Show “Canto de América”, de Shana Müller

Onde: Teatro do CHC Santa Casa (Avenida Independência, 75)  -Estacionamento no local

Quando: 20 de junho (quarta-feira) - 20h

Ingressos: R$ 50,00 inteira - R$ 25,00 meia (estudantes e idosos)

Vendas: Pela Sympla - https://bit.ly/2sfAcVH  / Na bilheteria do Teatro, no dia do evento



Te aprochega e confira a biografia completa da cantora Shana Müller

terça-feira, 12 de junho de 2018

Nas Flores do Jardim

Todo ano quando chega o dia 12 de junho - o Dia dos Namorados aqui no Brasil - é o momento de os casais apaixonados fazerem declarações de amor dando presentes ou postando fotos nas redes sociais.


Para celebrar esta data, em homenagem aos casais apaixonados o Repórter Riograndense escolheu uma bela música romântica como trilha sonora para este dia: o sucesso do Tchê Barbaridade “Nas Flores do Jardim”.

Foto: Facebook De Gaúchos e Cavalos


A seguir, fique com a letra desse grande sucesso da música e também a interpretação do Tchê Barbaridade de “Nas Flores do Jardim” que faz parte do primeiro DVD gravado pelo grupo em 2006 na cidade de Porto Alegre.



Nas Flores do Jardim

Compositor: Luiza Correa Da Silva (luluh

Intérprete: Tchê Barbaridade



Ando falando sozinho

Até já chorei baixinho

Depois da tua partida

Meu rancho felicidade, hoje se chama saudade

Sem você na minha vida

Não tenho forças pra nada,

E até mesmo a bicharada parece que chora

Descobri no abandono que eu daqui não era dono

Dona é quem foi embora

Tudo aqui lembra você minha razão de viver,

Eu vi, com você partindo nada tem valor pra mim

Só nas flores do jardim é que eu enxergo o teu rosto lindo



Fui machista, fui brigão, mas vejo na solidão

Que sem você sou um covarde

Fiquei eu e a implicância

Chimarreando com a lembrança do meu rancho de saudade

Me disse não levo nada

Na solidão da estrada a dor da despedida

Não levou nada nas mãos, mas dentro do coração

Se foi toda minha vida



Tudo aqui lembra você minha razão de viver,

Eu vi, com você partindo nada tem valor pra mim

Só nas flores do jardim é que eu enxergo o teu rosto lindo



domingo, 10 de junho de 2018

Esporte Clube Pelotas


Fundado em 11 de outubro de 1908, o Esporte Clube Pelotas construiu uma história de pioneirismo no futebol brasileiro, ultrapassando um século de glórias sem jamais fechar suas portas.

O Esporte Clube Pelotas começou a surgir na noite de 13 de setembro de 1908, quando, numa reunião na casa do Dr. Joaquim Luis Osório, na Rua 15 de Novembro, 471, foi acertada a fusão de dois clubes: Club Sportivo Internacional e Foot-ball Club.

Participaram da reunião os senhores: Joaquim Luis Osório, Leopoldo de Souza Soares, Francisco Rheingantz e João Frederico Nebel. Os dois primeiros eram presidentes do Internacional e do Foot-ball Club, respectivamente.

O objetivo era fundar, na época, uma associação desportiva que estivesse à altura do progresso que a cidade de Pelotas vinha experimentando. Caso a fusão fosse concretizada, o novo clube, em homenagem à cidade, levaria o seu nome e as suas cores seriam o azul e o amarelo.

Foto: YouTube


As negociações foram crescendo e, no dia 11 de outubro de 1908, nos salões do Club Caixeral, os sócios dos dois clubes aceitaram a proposta e criaram o Sport Club Pelotas.

O primeiro grande triunfo futebolístico do E. C. Pelotas ocorreu no dia 24 de outubro de 1909 quando, jogando em seu estádio (A Boca do Lobo), derrotou o Sport Club Rio Grande (clube de futebol mais antigo do país), que desde a sua fundação nunca havia perdido uma partida.

Seguiram-se ainda outros feitos memoráveis dentro do futebol:

– Organização do primeiro torneio intermunicipal de futebol do RS em 1910;

– Jogo contra o “scratch” uruguaio em 1911 (primeira partida disputada pela seleção uruguaia no país);

– Declarado Campeão Estadual por aclamação dos clubes gaúchos em 1911, após enfrentar vencer todos os campeões regionais;

– Disputa de inúmeras partidas contra clubes e seleções argentinas, gaúchas, cariocas e paulistas;

– Realização, em 1918, do Congresso Rio-grandense de Futebol, que resultou na criação da Federação Gaúcha de Futebol, por iniciativa do E. C. Pelotas; além de outras realizações.

Pelo seu pioneirismo e tradição em competições, o E. C. Pelotas sempre foi e sempre será considerado um dos principais clubes esportivos do país, dono de um patrimônio invejável e da maior e mais apaixonada torcida do interior gaúcho, colecionando ao longo de sua história inúmeros títulos, não só no futebol, mas também em outros esportes, como futsal, tênis, basquete, hóquei, remo, natação e atletismo, entre outros.

O Pelotas conseguiu, neste domingo, dia 10 de junho 2018, o retorno à elite do futebol gaúcho. Em 2019, os fãs do futebol gaúcho vão poder ver o clássico Bra-Pel contra o Brasil de Pelotas na primeira divisão.


Fonte: Site do Esporte Clube Pelotas


Te aprochega e conheça a história do Brasil de Pelotas

sábado, 9 de junho de 2018

Esporte Clube Cruzeiro


Fundado no dia 14 de julho de 1913, o Esporte Clube Cruzeiro despontou durante décadas como a terceira força do futebol gaúcho. O Cruzeiro destacou também em outras modalidades esportivas, principalmente basquete e atletismo. É o único clube esportivo do Rio Grande do Sul a ser Campeão Estadual na categoria principal em futebol, vôlei, futsal e basquete.

No futebol, a razão maior do clube, em seus primeiros anos de existência, foi Campeão de Porto Alegre em 1918, 1921 e 1929 e do Estado em 1918 e 1929. O Esporte Clube Cruzeiro protagoniza com a dupla Gre-Nal os clássicos Gre-Cruz e Inter-Cruz.

Todas as versões do escudo do Cruzeiro de Porto Alegre. Foto - Mc Nish


Além de ser reconhecido durante décadas como a terceira força esportiva do Estado, o Cruzeiro sempre se caracterizou por crescer contra os clubes grandes, tornando-se para estes um adversário temido e respeitado. Sua história está ligada à própria vida do futebol no Rio Grande do Sul.

Ao longo de seus quase 105 anos de existência, sempre despontou como um pioneiro. Assim foi em 1914, quando criou as categorias inferiores (infanto-juvenil e juvenil), os filhotes. E não demorou muito tempo para sugerir à presidência da Liga de Futebol Porto-alegrense que fosse organizado um campeonato só para meninos, lançando a ideia de que fosse fundada a Liga Infantil de Futebol.

Foi também o Cruzeiro que em 1917 propôs que fosse regulamentada a entrada de jogadores estrangeiros nos clubes gaúchos, a exemplo do que já ocorria em São Paulo e Buenos Aires.


CRUZEIRO BICAMPEÃO GAÚCHO


Em 1918, com a fundação da Federação Gaúcha de Futebol no mês de maio daquele ano, foi disputado o primeiro campeonato estadual. No entanto, devido ao surto da Gripe Espanhola que assolou o Estado, a competição não chegou ao seu final. A fase derradeira do estadual reuniria os campeões de Porto Alegre, que foi o Cruzeiro, de Pelotas, o Brasil, e de Livramento, o E.C. 14 de Julho. Como a fase final não foi disputada, os três clubes seriam os campeões estaduais dividindo o título de 1918. No entanto, este fato nunca foi oficializado pela Federação Gaúcha de Futebol.

Em 1929, ai sim, o Cruzeiro conquistou o título máximo do futebol gaúcho. Depois de vencer o Campeonato da cidade de Porto Alegre, o Cruzeiro ainda teve que enfrentar o campeão da cidade de Guaíba, o Itaphuy, e o campeão de Caxias do Sul, o Esporte Clube Juventude, antes de chegar ao quadrangular final. Na fase final, além do Cruzeiro, estavam o EC Ferro Carril de Uruguaiana, o Riograndense de Santa Maria e o Guarany de Bagé.

Na semifinal, no dia 12 de outubro 1929, o Cruzeiro ganhou do Riograndense por 2 a 0. As semifinais e a final foram realizadas no estádio Chácara das Camélias, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. O Guarany eliminou o Ferro Carril ganhando também por 2 a 0 na outra semifinal e credenciou-se a decidir o título com o Cruzeiro em 15 de outubro de 1929. O Cruzeiro ganhou a decisão por 1 a 0, gol de Nestor, cobrando pênalti. O Cruzeiro campeão jogou com Chico; Espir Rivaldo e Hugo; Totte, Emilio e Salatino; Ferreira, Torres, Nestor, Germano e Campão

Mais tarde, na temporada de 1945, tornou-se o primeiro clube gaúcho a contratar um técnico estrangeiro, o húngaro Emeric Hirchl, que trouxe consigo a famosa dupla Flamini e Lombardini.

Na década de 40, o Cruzeiro formou grande equipes e conquistou títulos importantes, como a Taça Cidade de Porto Alegre, em triangular com a dupla Gre-Nal nos anos de 1943 e 1947, o Campeonato Extra da Cidade de 1943, o Torneio Início no mesmo ano e os vice-campeonatos da cidade em 1942, 45 e 47.

Em 1941, o clube assinalava mais um grande feito ao inaugurar o Estádio da Montanha, considerado na época como um dos mais completos e modernos do País. Com a inauguração do novo estádio, na “Colina melancólica”, o Cruzeiro foi tomando vulto, foi se engrandecendo a aumentando ainda mais a sua galeria de glórias.

Este espírito pioneiro se fez sentir também em 1953, quando fez a sua primeira excursão à Europa, Ásia e Oriente Médio, tornando-se o primeiro clube fora do eixo Rio-São Paulo, a viajar tão longe. Além de um saldo positivo de vitórias, O Cruzeiro trouxe na bagagem um grande feito: o famoso empate com o Real Madrid, na época pentacampeão europeu e considerado o melhor time do mundo, em seu próprio estádio.

A excursão serviu para consolidar o seu prestígio no estrangeiro, prova disso é que em 1960 o Cruzeiro voltava à Europa para uma nova gira. Pelo êxito, esta excursão não ficou nada a dever à primeira e, na volta, os estrelados traziam para o Brasil o título de Campeões do Torneio de Páscoa de Berlim, considerado um dos mais importantes da época. Basta dizer, que afora o Cruzeiro, apenas um clube estrangeiro conseguiu tira-los dos alemães. Este clube foi justamente o Real Madrid.

Ao longo dos seus 105 anos de glórias e muita tradição, a equipe principal de futebol do Cruzeiro entrou em campo em mais de 2500 jogos. Destes, 89 são internacionais e 62 são interestaduais. O futebol do Cruzeiro já enfrentou clubes de 22 países: Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, El Salvador, Estados Unidos, Espanha, Itália, Alemanha, Israel, Turquia, Dinamarca, França, Suíça, Bulgária, Áustria, Iugoslávia, Bélgica, Suécia e Tchecoslováquia. No futebol brasileiro, o estrelado gaúcho tem 62 jogos interestaduais, sendo 38 contra equipes de Santa Catarina, nove contra paranaenses, oito contra cariocas e sete contra paulistas, tendo jogado em cidades como Santos, Curitiba, Florianópolis, Cianorte-PR, Cambará-PR, Cornélio Procópio-PR, Criciúma-SC, Joinville-SC, Itajaí-SC, Blumenau-SC, Brusque-SC, Lages-SC, Ibirama-SC, Rio do Sul-SC, Curitibanos-SC, São Joaquim-SC e Videira-SC. Dos 64 jogos interestaduais, 20 foram realizados no Rio Grande do Sul e 44 fora do RS, sendo 35 em Santa Catarina, oito no Paraná e um em Santos-SP. Dos 89 jogos internacionais, 79 foram disputados em 21 países e dez no Rio Grande do Sul.

O time alvi-azul brilhou também na Argentina, em 1961, quando após exitosa campanha trazia para o Brasil o título de Campeão do 1° Torneio Internacional de Páscoa de Mar Del Plata. Em 1968, o Cruzeiro chegou em terceiro lugar no Campeonato Gaúcho e disputou a sua primeira competição nacional, o Torneio Centro-Oeste. Em 1970, o Cruzeiro conquistou a Copa Governador do Estado, derrotando clubes tradicionais do RS, como Novo Hamburgo, Caxias e São José.

Mas, as glórias do chamado Clube dos 18 não se limitaram apenas ao futebol, já que o Cruzeiro despontou durante décadas como a maior força do atletismo gaúcho, além de se destacar sobremaneira na prática do voleibol e principalmente do basquete, onde despontou como o maior clube do Rio Grande do Sul, alcançando, inclusive o título de hexacampeão gaúcho. No basquete, o Cruzeiro foi o primeiro clube gaúcho a disputar a Taça Brasil da modalidade, tendo disputado em quatro oportunidades o campeonato nacional da modalidade.

Ainda na área do futebol, que tanto lhe deve e ao qual muito contribuiu ao longo de sua existência, o Cruzeiro, que havia conquistado os títulos da cidade de 1918 e 1921 e de campeão estadual em 1929, com um time formado na quase totalidade por alunos universitários e estudantes da Escola Militar de Porto Alegre, sagrou-se também o grande Campeão da Taça Farroupilha, certame realizado para assinalar o centenário da Revolução Farroupilha. Entre 1943 e 1945 foi Tricampeão Gaúcho de Aspirantes e em 1955, mostrando a sua tradição na formação de grandes jogadores, foi Campeão Gaúcho juvenil.

Em 2007, o Cruzeiro iniciou um novo projeto no futebol, com a valorização das categorias de base. Já no primeiro ano, o time chegou às semifinais do Estadual de Juniores, sendo Vice-Campeão Gaúcho desta mesma categoria no ano seguinte. Com a mesma base de jogadores, o Cruzeiro conquistou o título de Campeão Gaúcho da Série B em 2010, garantindo o seu retorno à elite do futebol estadual. Ao todo, o Cruzeiro soma 20 títulos somente na categoria principal do futebol, entre conquistais citadinas, metropolitanas, estaduais e internacionais.

Em 2011 começou a construção do seu novo estádio, na Avenida Ary Rosa, Santos, no bairro Granja Esperança, em Cachoeirinha, com capacidade para 16 mil torcedores.

Neste mesmo ano, o Cruzeiro foi semifinalista dos dois turnos do Campeonato Gaúcho em seu retorno à elite do futebol estadual. Com a grande campanha no Estadual, o Cruzeiro obteve a vaga e disputou o Campeonato Brasileiro da Série D no mesmo ano. Com campanhas regulares, o Cruzeiro se mantém na elite do futebol gaúcho e em 2015 conquistou o título estadual da Copa Walmir Louruz e o Vice-campeonato da Supercopa Gaúcha. Em 2017, o Cruzeiro foi Vice-campeão da fase classificatória do Gauchão, ficando à frente da dupla Gre-Nal. Ao término do campeonato, finalizou na quinta colocação.


TÍTULOS:


Campeão Gaúcho em 1918*

Campeão Gaúcho em 1929

Campeão Gaúcho da Série B em 2010

Campeão Copa Walmir Louruz 2015

Campeão da Copa Taça Governador do Estado em 1970

Tricampeão Gaúcho de Aspirantes em 1943, 1944 e 1945

Campeão Gaúcho Juvenil em 1955

Vice-Campeão da Supercopa Gaúcha 2015

Campeão do Torneio da Páscoa de Berlim, na Alemanha, em 1960 (primeiro título intercontinental do futebol gaúcho)

Campeão do Torneio Internacional de Mar del Plata, na Argentina, em 1961

Campeão da Taça Cidade de Gravataí 250 Anos, em 2013 

Campeão Citadino de Porto Alegre em 1918, 1921 e 1929

Vice-Campeão de Porto Alegre em 1924, 1934, 1942, 1945 e 1947

Campeão da Taça Cidade de Porto Alegre: 1943 e 1947 (Torneio envolvendo Grêmio, Inter e Cruzeiro em turno e returno)

Campeão do Campeonato Extra de Porto Alegre em 1943

Campeão do Torneio Torneio Início de Porto Alegre em 1925, 1943, 1951 e 1962

Vice-Campeão Gaúcho de Juniores (Sub-20) em 2008

Vice-Campeão Gaúcho de Juniores B (Sub-20) em 1998

Bicampeão Gaúcho de futsal em 1958 e 1959

Campeão Gaúcho da Série Prata de Futsal em 2011 (Cruzeiro/Afusca)

Campeão Gaúcho de Basquete 12 vezes (adulto masculino): 1945, 1948, 1949, 1950, 1951, 1952, 1953, 1956, 1968, 1970, 1972 e 1973

Bicampeão Gaúcho de Vôlei (adulto masculino) em 1971 e 1972

Campeão da Copa Gaúcho de Futebol Sete em 2011. Vice-Campeão Metropolitano de F7 2013

Campeão da Taça Cidade de Pelotas 200 Anos de Futebol Feminino em 2012

*O Cruzeiro foi o campeão de Porto Alegre e a fase final seria um triangular entre o campeão da Capital (Cruzeiro), o campeão da Fronteira (14 de Julho) e o Campeão da Região Sul (Brasil). No entanto, em outubro daquele ano, ocorreu a Febre Espanhola, praga que vitimou milhares de gaúchos e suspendeu a fase final do Estadual.


PIONEIRISMOS CRUZEIRISTAS


Primeiro Clube Gaúcho a jogar na Europa

Primeiro Clube Gaúcho a jogar na Ásia

Primeiro Clube Gaúcho a conquistar título Intercontinental

Primeiro Clube Gaúcho a ter categorias de base, em 1917

Primeiro Clube Brasileiro a jogar em Isarael

Clube Fundador da Federação Gaúcha de Futebol em 1918

Clube fundador das federações de Futebol, Atletismo, Boxe, Basquetebol, Voleibol e Futebol de Salão do Estado do Rio Grande do Sul.

Primeiro Clube Gaúcho a vencer o Internacional em jogo oficial no Beira-Rio. Dia 01.05.1970, Cruzeiro 1 x 0 Inter, gol de Beto, em jogo válido pelo Campeonato Gaúcho de 1970.

Primeiro Clube Gaúcho a vencer o Grêmio na Arena. Dia 29/03/2013, Cruzeiro 2 x 1 Grêmio, gols de Jo e Reinaldo.

Primeiro clube gaúcho a disputar a Taça Brasil de Basquete em 1968.

Primeiro clube gaúcho além da dupla Gre-Nal a disputar a Copa São Paulo de Juniores, em 1973.

Primeiro clube gaúcho além da dupla Gre-Nal a ser convidado oficialmente pela CBD (atual CBF) a participar co Campeonato Brasileiro de clubes, em 1974. 


Fonte: Site do Cruzeiro de Porto Alegre


Te aprochega e conheça o Esporte Clube São José

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Esporte Clube São Luiz


O São Luiz foi fundado em 20 de fevereiro de 1938, pelo desportista Angelino Alves dos Santos. É um dos clubes mais antigos e reconhecidos do estado, sendo um dos únicos representantes da região em competições estaduais.

O Clube manteve-se no amadorismo até meados da década de 50, passando em seguida a disputar a segunda divisão do campeonato gaúcho. No início da década de 60 ingressou na primeira divisão de profissionais destacando-se no quadro estadual esportivo. De julho de 77 a novembro de 85 o clube licenciou-se das competições oficiais, sendo retomado a partir de 1986, a partir daí, em rápida ascensão o clube voltou a primeira divisão, o que foi confirmado com o título estadual da primeira divisão de 1990, voltou a primeira divisão estadual em 1991. Conquistou, em 1997, a Copa Galego, derrotando o Glória na final. Treinado por Nestor Simionatto, o São Luiz venceu a primeira partida da decisão por 4 a 0 em Ijuí, e empatou a segunda por 1 a 1, no Estádio Altos da Glória, em Vacaria.

A equipe campeã estava assim escalada: Magero; Lelo, Pessali, Aguiar e Márcio; Uana (Marcelo Bolacha), Jorginho (Alexandre Tiongo), Sandro e Tuto; Lela (Dejai) e Giovani Mello.

Foto: Rádio Progresso


Durante a preparação para a Copa do Mundo de 1994, no qual a Seleção Brasileira se sagrou campeã, o São Luiz, enfrentou em 1991 a futura campeã mundial, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, empatando em 0 a 0. A escalação do São Luiz nese jogo foi: Janio, Polaco, Caçula, Newmar, Kiko, João Luiz, Negrine, Betinho, Marco Antônio, Café e Edmundo. Técnico: Cassiá.

Em 2002, depois de quase fechar o departamento de futebol profissional e de acumular dívidas, o São Luiz de Ijuí mudou de direção, investiu em contratações e modificou completamente o time. O time permaneceu fechado por nove meses e o clube esteve ameaçado de falir. A nova direção assumiu em dezembro e, com a ajuda da comunidade, montou a equipe para o Campeonato Gaúcho de 2002. Poletto treinou o São Luiz pela terceira vez. Entre as contratações, Paulo Gaúcho, então com 39 anos, que no Campeonato Gaúcho de 1994 se consagrou o segundo maior artilheiro da história do torneio, com 24 gols. Time-base: Luciano; Luciano Panambi, Carlão, Jarbas e Martins; Paulo Roberto, Ludo, André Cemin e Paulo Gaúcho; Marcio Galvão e Alessandro.

Atualmente o São Luiz é um dos clubes com maior tempo de permanência na elite do Futebol Gaúcho, conquistando, em 2013, o Título de Campeão do Interior do RS e ocupando a terceira colocação na classificação geral.

O São Luiz retornou a elite do futebol gaúcho neste ano de 2018, após ser campeão da Divisão de Acesso do ano passado. 


Fonte: Site do São Luiz de Ijuí


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Sport Club São Paulo


O mais completo trabalho de documentação em mais de 100 anos de história foi escrito pelo jornalista rio-grandino Willy Cesar no livro Um século de Futebol Popular publicado no ano de 2013.

Adolpho Corrêa, Bartholomeu Casanova, Hermenegildo Bernardelli, José Cuchiara, Antônio Furlanetto e outros, juntamente com o jovem Alexandre Lempek, com apenas 17 anos, poderiam imaginar que na atitude de fundar um clube de futebol popular na cidade do Rio Grande, chegasse ao Centenário.

A plêiade de jovens entusiastas do novel esporte introduzido no início do século por alemães e ingleses, levou ao proletariado formado por filhos de imigrantes portugueses, italianos e poloneses, na sua maioria funcionários da Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS) o desejo de participar na prática do futebol. Impedidos de participar pela elite que dominava o comando do então jovem Sport Club Rio Grande, restava-lhes assistirem os treinamentos na saída das oficinas onde trabalhavam. Eis que na primavera de 1908, quando assistiam um dos treinamentos, viram que num chute mal dado a bola foi parar nas macegas do campo que era fronteiro ao cemitério local. O menino Alexandre Lempek, ajudante de ajustador foi escalado pelos mais velhos a ficar de plantão, na torcida de que o precioso objeto importado fosse esquecido. Terminado o treino, não deu outra a bola perdida foi recolhida e entregue aos jovens idealistas, que às 14h do dia 4 de outubro de 1908, em um terreno a Rua Rheingantz, fronteiro ao Cemitério Católico, que pertencia a Companhia Auxiliar de Estradas de Ferro do Brasil, fundaram o Sport Club São Paulo.



Início difícil, mas já em 1916 nascia o primeiro título municipal, ao qual se somou a mais 23 durante a existência das competições citadinas, tão emocionante, a nova geração não conheceu. Na década de 20 surge o filho de imigrantes italiano Guerino Sartori, o grande Pé de Ouro com ele o time da Linha do Parque inicia a série do heptacampeonato, culminando com o título Gaúcho de 1933. Título este, conquistado sob a liderança do Capitão Valentin Martinatto e do craque Darcy Encarnação.

As acomodações do estádio já estavam se tornando pequenas, oi velho pavilhão de madeira já não mais suportava a imensa legião de torcedores, o Rubro-verde já era o clube mais popular da cidade. Liderados pelo saudosos Dr. Newton Azevedo, Engº João Rocha e abnegados, inaugura o atual pavilhão social na década de 1940.

Clubes do Rio e São Paulo começaram a iluminar os seus estádios, então é inaugurado, em 1954, o primeiro sistema de iluminação do Sport Club São Paulo. Os postes foram confeccionados de trilhos de trem, gentilmente cedidos pela administração da VFRGS que era quase que na sua totalidade são-paulina.

Aproximava-se o cinquentenário e a dupla Aldo Dapuzzo e Nelson Dionello foram escalados para administrarem o então Caturrita. A conquista do bicampeonato de 1958 -1959 trouxe imensa alegria a nação rubro verde. A façanha de conquistar o título no cinquentenário, só o nosso São Paulo conseguiu. O esquadrão de 58, liderados por Ferrinho, José, Sanchez, Jesus Réquia, o grande Celso e outros diferenciados atletas ajudaram a escrever parte da nossa vitoriosa história.


O início da década de 60 foi de preocupação para a família são-paulina na área do futebol, o clube não se preparou para as mudanças que estavam ocorrendo no futebol gaúcho, à partir de 1961 promovidas pela então Federação Rio-grandense de Futebol, mas não se descuidou do patrimônio, pois foram inauguradas as arquibancadas da Rua América. Mas em 1968, sob a presidência de Idelfonso João Poester Sobrinho, tendo no comando técnico Nei Amado Costa e um esquadrão de respeito onde Aldo Bernardes foi o grande goleador, o Leão do Parque conquistou o vice-campeonato da então Divisão de Acesso e garantiu vaga para o Campeonato Gaúcho, juntando-se aos coirmãos a elite do futebol gaúcho. Dentro desta década, foi muito festejada pela nação são-paulina, o início da conquista do octacampeonato citadino, 1966-1973.

Jovens ardorosos são-paulinos chegam ao clube, liderados por Pedro Paulo Valente que assume a presidência em 1970, o clube conquista o seu segundo título estadual, o de Campeão Gaúcho da Segunda Divisão em memorável disputa com o Ypiranga de Erexim, à época escrito com x, onde os comandados de Lenir Ferreira venceram o poderoso rival, onde o capitão Flávio Salles comandava a defesa e Jader e Nilo se encarregavam na marcação dos gols.

Está década estava escrita como sendo a de afirmação do São Paulo no cenário estadual e nacional. Em 1977 foi inaugurado o moderno sistema de iluminação na gestão de Jovino Mansan, em 78 e 79 foram realizadas todas as obras de infra-estrutura no estádio, como vestiários, refeitório, e as monumentais arquibancadas conforme cronograma acertado com os presidentes Rubens Hofmeister, Renato Lempek (1978) e Edemir Ribeiro (1979). O terceiro lugar no Gauchão e a participação no Campeonato Nacional – Copa de Prata foram os destaques esportivo, sob a liderança do técnico Ernesto Guedes, atletas como Sérgio, Antônio Carlos, Luiz Carlos, Tadeu e Paulo Barroco, Paulo Ferro, Motor, Astronauta e Valdir Lima, Toquinho Romário e Lettieri encantavam e lotavam o nosso estádio. Festejamos aqui o nome do ex-patrono Aldo Dapuzzo, onde através do seu trabalho e dedicação, liderou todos os movimentos de melhorias enquanto teve saúde. A Copa de Ouro, antigo Campeonato Brasileiro da série A, em 1980 foi extasiante para a Nação São-paulina, corrigidos os rumos de início de campeonato, a direção liderada por Valdomiro Lima foi buscar novamente o técnico Ernesto Guedes, cujo retorno foi marcado pelo jogo contra o Flamengo, comandado por Zico o rubro negro carioca viu o Leão do Parque realizar uma grande partida, cujo empate em zero a zero foi festejado pelos principais jornais do Rio de Janeiro. Naquela equipe destacavam-se Carlão, Paulo César Tatu, Néia e o rio-grandino Almir.


Marco Eugênio foi o técnico escolhido por Domingos Escovar que comandou o futebol em 1981 sob a presidência de Renato Lempek, outro ano de gala para a torcida rubro verde. Neste ano, o Leão foi o quarto colocado no Campeonato Gaúcho, realizou uma viagem vitoriosa a Colômbia, Equador e Venezuela, conquistou a Copa Governador do estado e disputou o Campeonato Nacional, que se chamava Copa de Prata.

O ano de 1985 reservava grandes surpresas e alegrias do São Paulo, disputou a Segunda Divisão, o clube foi convidado para disputar a Copa Sesquicentenário da Revolução Farroupilha. Jamais seus organizadores poderiam imaginar que o São Paulo chegaria ao título, disputando com as equipes principais de Grêmio e Internacional Sob a presidência de Ernani Freire, tendo no comando técnico Jaime Schimidt e o prof. Pedro Pepe, jogadores rio-grandinos como Nando, Paulo Barroco e Luizinho.

Nos 80 anos do Leão do Parque em 1988 o hino do clube foi oficializado, através de concurso realizado, que constava da programação de aniversário, cuja vencedora foi a senhora Raquel Rodrigues de Farias. Início da década de 90, mais precisamente em 91 o Conselho Deliberativo do clube se mobiliza e convida Manoel Jorge Feijó da Silva para assumir o comando Rubro-verde, o ex-presidente Francisco Borges assume o comando do futebol e o técnico Francisco Neto, o Chiquinho, é contratado com a missão de trazer o clube ao convívio da Primeira Divisão. Uma equipe de jogadores foi trazida de fora das fronteiras do nosso Rio Grande, mas foi nos pés de Toquinho, que retornava ao São Paulo, que em um jogo memorável em Bagé, onde aquela cidade não esperava uma imensa presença de torcedores rubro-verdes, o São Paulo venceu e voltou classificado para o Gauchão de 1992.

Já no início do novo século, a diretoria comandada por Egas Schowshow foi buscar uma parceria junto com o já conhecido e amigo do clube Ernesto Guedes, retornando em 2001 a elite do futebol gaúcho. O São Paulo permaneceu na elite até o ano de 2002, quando novamente foi rebaixado à Segundona Gaúcha.

Com a proximidade do centenário, comemorado em 2008, uma comissão formada por ex-presidentes e torcedores autênticos, começou a trabalhar na confecção da programação. Foi nas reuniões semanais da Comissão do Centenário que foi estruturada a nova composição do Conselho Deliberativo, o I Simpósio do Leão do Parque – Planejamento Estratégico foi realizado no Salão Nobre do Colégio Marista São Francisco, começava a se chegar à Comissão o empresário Ivo Artigas Costa, convidado pela presidente do Conselho Deliberativo Mirim Fritzen. Através de uma radiografia que foi realizada, pode-se avaliar a situação real que o clube se encontrava. Coragem não faltou a Ivo Artigas, que aceitou comandar o clube no ano do Centenário e com tantos problemas a serem sanados. Imprimiu. Ele uma administração diferente, a partir do trabalho com profissionais remunerados.

Através dos bons resultados iniciais dentro do campo, com o quarto lugar na Segundona Gaúcha de 2008 e 2010, a autoestima do torcedor foi recuperada, o estádio Aldo Dapuzzo, já desacostumado com as multidões, volta ao seu colorido habitual do século passado e todos aqueles torcedores que sempre carregaram as cores em seus corações retornaram, assim como essa paixão foi amplamente germinada em torcedores mais jovens e de novos habitantes da cidade com a criação do Polo Naval. Esta nova fase inaugurada pelo centenário do clube representa uma grande retomada que está em curso no presente momento e tem gerado bons frutos como o acesso à elite do futebol gaúcho em 2013 e as boas campanhas nos Gauchões de 2014 e 2015.

O São Paulo foi rebaixado Divisão de Acesso neste ano e em 2019 buscará o retorno à elite do futebol gaúcho.


Foto e fonte: Site do Sport Clube São Paulo de Rio Grande


Te aprochega e conheça o Sport Club Rio Grande


domingo, 3 de junho de 2018

Chapa de situação é a única inscrita para concorrer a patronagem do CTG Porteira do Rio Grande


Encerrou na tarde deste domingo, dia 3, o período de inscrições das chapas para concorrerem a patronagem do CTG Porteira do Rio Grande, biênio 2018-2020. Apenas uma chapa de inscreveu, liderada pelo patrão Elvio Rossi.

A eleição da patronagem acontece dia 23 de junho, a partir das 9h, na sede do CTG Porteira do Rio Grande.


Elvio já foi patrão da campeira no período de 2014-2016, quando realizou, juntamente com o então patrão Neuri Fortuna, o 30º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria. Elvio tem uma história com a entidade, onde iniciou participando da invernada mirim, passando pela juvenil e adulta.

Também colaborou com diversos rodeios e é integrante do Quadro de Laçadores Sestiada da Querência.


Confira os integrantes da chapa:

Patrão: Elvio Gianeto Guagnini Rossi

Capataz: Luís César Lisbôa

Sota Capataz: Clodoaldo Dorival Rezende

Primeiro Tesoureiro: Igor Coelho Venson

Segundo Tesoureiro: Robson Carraro da Silva

Primeiro Secretário: Evandro Alves Maciel

Segundo Secretário: Juliano Martins Gobetti

Patrão da Campeira: Jeferson Araldi de Camargo


CONSELHO DE VAQUEANOS


Luiz Carlos Bossle da Costa

Mara Valmorbida Barcelos

Frederico da Luz Amarante

Eloi Francisco Barbosa da Silva

Cleomar Alves da Silva

Paulo Ricardo Ossani

Ironita de Lord Bueno Guerreiro


SUPLENTES

Ildo Oliboni

Maria Beloni Toledo da Silva Rodrigues 


Fonte e Foto: Assessoria de imprensa do CTG Porteira do Rio Grande

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