terça-feira, 9 de julho de 2019

Antenor Bossardi receberá o troféu Candeeiro Farrapo


A Câmara Municipal de Vacaria aprovou por unanimidade, durante sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (8), a entrega do troféu Candeeiro Farrapo ao músico Antenor Seco Bossardi, por se destacar na defesa, divulgação, propagação e culto da Tradição Farroupilha. A honraria será oferecida ao homenageado durante Sessão Solene alusiva à Semana Farroupilha.

Antenor Bossardi. Foto: Facebook


Antenor Seco Bossardi, filho de Ermelino Bossardi e Rosalina Seco, nasceu no dia 28 de agosto de 1949, no 8º distrito de Vacaria-RS, hoje emancipado e denominado Monte Alegre dos Campos.  Iniciou sua carreira como músico com 17 anos de idade, lançando um disco compacto em Porto Alegre. A canção Borboleta no Jardim seguia o ritmo da Jovem Guarda, sucesso da época.


Logo após, no final da década de 60, Antenor foi convidado para tocar e cantar com o músico Deoroci Silveira, com quem formou por dois anos a dupla Os Vacarianos.

Troféu Candeeiro Farrapo. Foto: Crystal Fotos


Em 1978, junto com os amigos: Linenso, Adão Matos e Hélio Petry fundei o Grupo “Os Qüeras”. Gravou o LP “Rodeio de Emoções”, em 2000 o CD “Me Chama que eu Vou” e neste ano de 2019 lançou o CD “40 anos”.

Grupo Os Qüeras. Foto: Divulgação/Os Qüeras



Os Qüeras levam Vacaria no nome do grupo por onde passam pois também são chamados de Os Qüeras da Vacaria, pois em suas gravações sempre homenageiam a nossa terra. Atualmente o conjunto Os Queras é formado por Antenor Bossardi (Tio Ori), Bruno Amaral, Sinval da Luz (Qüerinha), Eduardo Hoffmann (Dondé), Noridyones Bossardi (Norinho) e Jonas de Jesus (Boca).


Assessoria de Comunicação Câmara Municipal de Vacaria

Texto: Elenise Minella


sexta-feira, 5 de julho de 2019

Patronagem do CTG Porteira do Rio Grande conta detalhes sobre os preparativos para o próximo Rodeio de Vacaria


No próximo sábado, dia 20, acontece o baile de lançamento do 33º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, que será realizado de 1º a 9 de fevereiro de 2020. Conversamos com o Patrão do CTG Porteira do Rio Grande, Elvio Guagnini Rossi, e também com o patrão da parte campeira, Jeferson Camargo que revelam detalhes sobre os preparativos da nossa grande festa.

Te aprochega e confira:


Como estão os preparativos para o baile do próximo sábado?


Elvio Guagnini Rossi: O baile de lançamento do cartaz, da música e o próprio Rodeio em si será no dia 20 de julho acontece na sede do CTG Porteira do Rio Grande. Neste dia, também estaremos comemorando os 64 anos da entidade que faz aniversário no dia 23 de julho. Vamos antecipar aproveitando o sábado e fazer uma festa tradicionalista muito bonita aqui na sede da entidade.


Quem vai animar o baile e quem serão os artistas convidados?


Elvio: O conjunto que vai tocar o baile é Os Vacarianos, pois temos esta ideia de valorizar os artistas de nossa cidade. Teremos, também, como convidados como André Teixeira, Marcelo Oliveira, Ricardo Comasseto, Capitão Faustino, Luísa Barbosa e o grupo Quarteto Coração de Potro.


Como foi o processo de escolha do cartaz e da música?


Elvio: O cartaz foi montado pela equipe da patronagem, também valorizando o artista local para fazer este trabalho dando segmento aos cartazes anteriores. A música foi feita pelo compositor daqui de Vacaria, Rafael Ferreira, o Trambeio e terá a interpretação do grupo Quarteto Coração de Potro. É uma música bem gaúcha.



Patrão do CTG Porteira do Rio Grande, Elvio Guagnini Rossi e o patrão da campeira Jeferson Camargo. Foto: Assessoria de Comunicação do CTG.



Quais serão os próximos passos após o lançamento oficial do rodeio?


Elvio: Para o presidente Jair Bolsonaro já enviamos o convite, assim como o vice-presidente da república Hamilton Mourão. Vamos tentar uma visita ao governador Eduardo Leite agora no segundo semestre para fazermos o convite. Quando termina uma edição do Rodeio de Vacaria, já começa os preparativos para a próxima. Estamos trabalhando forte na questão de divulgação e também na melhoria do Parque Nicanor Kramer da Luz. O parque é muito grande e serão feitas reformas na infraestrutura, sendo que as obras já começaram para proporcionar um melhor bem-estar aos visitantes que vem a Vacaria e também à comunidade local que sempre prestigia o rodeio.


Como está sendo feita a captação dos recursos do poder público e da iniciativa privada?


Elvio: A questão de recursos que vem dos governos federal e estadual estão escassos devido a todos os problemas que está tendo na política atualmente, mas o CTG tem na Lei Rounet aprovada para captar recursos, além de várias empresas de Vacaria que estão ajudando nesta questão. Esta verba é bem direcionada, sendo usada apenas na parte artística. Não podemos usar estas verbas para infraestrutura ou na parte campeira. Também existem empresas de fora da cidade que estão ajudando a fazer a festa.


Como está a organização dos shows da Concha Acústica e dos bailes do Circão de Lona?


Elvio: Os shows da Concha Acústica são a cargo do CTG Porteira do Rio Grande, sendo que a grade já está montada com os melhores artistas da música gaúcha. Não vamos nos precipitar para divulgar a grade de shows, mas pode ter certeza que os artistas que não podem faltar no Rodeio de Vacaria estarão presentes. A parte dos bailes ainda não está definida ainda, vamos definir nos próximos dias quem vai organizar os bailes.

Quais as comitivas já confirmaram presença no rodeio?

Elvio: Todos os estados que geralmente estão presentes no Rodeio de Vacaria já confirmaram presença. Neste rodeio teremos como novidade a comitiva que vem do estado do Pará. E claro as comitivas de outros estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Piauí, Paraná, Santa Catarina e Rondônia e também comitivas vindas do Uruguai, Argentina, Paraguai todas já confirmaram presenças.


Qual é a expectativa para o próximo rodeio na questão de visitantes?


Elvio: Estamos prevendo um bom público que virá prestigiar o rodeio. Um rodeio faz o convite para a edição seguinte. Tem muita gente que quer vim conhecer o rodeio, além daqueles que sempre estão presentes, tendo pessoas que faz mais de 40 anos que vem a Vacaria por causa do rodeio e nunca perdem uma edição. Essas pessoas são a maior propaganda que o rodeio tem, e cada vez trazem novos visitantes e participantes. Eles falam que o Rodeio de Vacaria é ainda um dos únicos rodeios realmente cultua a tradição gaúcha pura e continua conservando sem muito modismo e alterações na cultura. Para as pessoas que estão se programando para virem pode vim que terão a certeza serão bem recebidas e que se sintam realmente em casa.



Entrevista com o Patrão da Campeira do CTG Porteira do Rio Grande, Jeferson Camargo



Qual é o cronograma de inscrições para as provas campeiras?


Jeferson Camargo: A programação para as provas de tiro de laço já estão 80% organizadas. Assim que concluímos esta etapa abriremos no site do CTG as inscrições de todas as modalidades campeiras, sendo apenas feitas pela internet. Os concorrentes podem se inscrever antecipadamente para chegar ao Rodeio já com as inscrições feitas e pagas. A gineteada também nós vamos abrir inscrições apenas via internet.


Existe algum estudo para evitar que os horários do laço gineteada não coincidam?


Jeferson: Estamos estudando as modalidades para adequar os dias para cada prova para evitar o conflito de horários. O problema do atraso é devido ao alto nível e do número dos competidores do tiro de laço no Rodeio de Vacaria. Não conseguimos sempre cumprir o horário previsto na programação, mas estamos tendo de adequar os horários na forma possível.


Como está sendo foi o processo de locação dos terrenos da campeira?


Jeferson: Já foi aberta a primeira etapa de locação sendo encerradas no dia 14 de junho. Foi entrado em contato com quem já alugou terreno no rodeio passado para ver se tinham interesse em renovar a locação dos terrenos para esta edição. A maioria do pessoal renovou a locação. Estamos fazendo a conferência das planilhas quadra por quadra do acampamento para ver os terrenos que ainda sobraram no parque e vamos abrir em breve a locação para que tiver interesse de acampar no rodeio.

domingo, 30 de junho de 2019

Resultado do concurso 8ª Região Tradicionalista


O CTG Porteira do Rio Grande sediou neste sábado (29), o concurso para a escolha dos representantes da 8ª Região Tradicionalista.  Participaram da 50ª Ciranda Cultural de Prendas e 32º Entrevero Cultural de Peões 17 candidatos, de Bom Jesus, Lagoa Vermelha e Vacaria.


Durante todo o dia eles realizaram diversas provas, entre elas escrita, artística, mostra folclórica (prendas) e campeira (peões).


O concurso encerrou à noite, quando foi anunciado o resultado. O nova gestão assume pelo período de um ano.


Novos representantes da 8ª Região Tradicionalista


Resultado Final


Piá Farroupilha

Piá Farroupilha: Diogo da Silva Rodrigues - CTG Porteira do Rio Grande
(Vacaria)


Prenda Mirim

1º Prenda Mirim: Daniele Dalla Santa da Luz – CTG Alexandre Pato (Lagoa
Vermelha)

2º Prenda Mirim: Emily Paiz de Souza Scaim – GC Vacaria dos Pinhais (Vacaria)

3º Prenda Mirim: Kethelyn Renata Santos de Oliveira - GAN Lagoa Vermelha
(Lagoa Vermelha)


Guri Farroupilha

1º Guri Farroupilha: Marcos Vinícius D’Royth Melo Ribeiro - CTG Presilha
do Rio Grande (Bom Jesus)

2º Guri Farroupilha: João Arthur Boeira do Prado – Querência do Socorro
(Vacaria)

3º Guri Farroupilha: João Vitor Rodrigues Borges - CTG Rancho da
Integração (Vacaria)


Prenda Juvenil

1º Prenda Juvenil: Yasmin Godoi Melo - GAN Lagoa Vermelha (Lagoa Vermelha)

2º Prenda Juvenil: Stefani Duarte Gomes – CTG Rancho da Integração (Vacaria)

3º Prenda Juvenil: Carla Liriel Oliveira da Rosa - CTG Herança de
Tropeiros (Bom Jesus)


Peão Farroupilha

1º Peão Farroupilha: Eduardo Francisco Melo Ribeiro – CTG Porteira do Rio
Grande (Vacaria)

2º Peão Farroupilha: João Vitor Duarte Gomes – CTG Rancho da Integração
(Vacaria)

Prenda Adulta

1º Prenda Adulta:  Julia Emanuelle Kehl – GAN Lagoa Vermelha (Lagoa Vermelha)

2º Prenda Adulta: Katlen Hoffmann – CTG Herança de Tropeiros (Bom Jesus)

3º Prenda Adulta: Bianca Boeira da Silva – CTG Rancho da Integração (Vacaria) 


Foto e informações: Assessoria de Comunicação do CTG Porteira do Rio Grande

domingo, 23 de junho de 2019

Grupo Cuerdas y Sonidos


O Projeto Cuerdas y Sonidos iniciou-se em 2017 com a formação em Duo – Violão 7 Cordas e Violino, trabalhando com resgate musical latino-americano, com interpretações a nível instrumental, de obras que fizeram parte da nossa história e cultura. Projeto esse apresentado através de shows e workshops.

Hoje, com nova formação, agora grupo de amigos de arte e estrada, seguem com o mesmo intuito, oferecendo ao público uma oportunidade para dançar, ouvir boa música e descontrair com a família e amigos.  Hoje, observando o desejo de todos os integrantes, em continuar a pesquisa iniciou-se ensaios periódicos para prosseguir com os trabalhos com o intuito de produzir um produto cultural que seja com total visibilidade e sustentabilidade através da gravação de um CD, por meio de um trabalho colaborativo.

Para construir o trabalho serão convidados músicos, de relevante atuação na música sul brasileira, durante o processo de concepção do disco. Entre os músicos desta nova formação, para a realização desse projeto podemos destacar a presença dos músicos que integrar o grupo Cuerdas y Sonidos: Cesar Augusto Furtado; Felipe Kramer Rodrigues; Guilherme Davi Bragagnolo; Uiliam Michelon Bizotto; Pedro Kikuchi e Tiago Wille.

Cartaz de divulgação e contatos do grupo Cuerdas y Sonidos. Foto: EsthudioF18.


Com o objetivo de resgatar músicas que fizeram e fazem parte da nossa história e cultura e promover a cultura típica latino-americana. As apresentações são estruturadas através de shows com interpretações instrumentais e releituras do grupo. Dentre as obras apresentadas no projeto, inclui-se grandes nomes da música internacional, tais como: Astor Pantaleón Piazzolla, renomado bandoneonista e compositor argentino considerado o compositor de tangos mais importante da segunda metade do século XX, ironicamente, quando começou a fazer inovações no tanto, no ritmo, no timbre e harmonia. Constante Aguer, Mario Del Tránsito Cocomarola, autores da música KM 11, música do folclore argentino, considerado o hino do chamamé. Ramón Sixto Ríos, autor da música Merceditas, uma das mais famosas músicas do folclore argentino e uma das treze músicas mais populares desse país. Carlos Gardel e Alfredo Le Pera, autores do tango “Por uma Cabeza”, no Uruguai e Gerardo Matos Rodríguez, autor do tango La Cumparsita, sendo esse, o tango mais difundido pelo mundo.

Também, ressaltando os vários artistas regionais, como Jayme Caetano Braun, Luiz Rogério Marenco Ferran, mais conhecido como Luiz Marenco. Paulo Henrique Teixeira de Souza, conhecido popularmente como Gujo Teixeira. José Mendes, Luiz Menezes também são relembrados através de suas obras pelo grupo Cuerdas y Sonidos, trabalhando com releituras e interpretações com percussão, acordeon, violão de 6 e 7 cordas. 

Te aprochega e confira o clipe da música de trabalho do grupo Cuerdas y Sonidos, Canto de Protesto, letra e música de Uiliam Michelon:


terça-feira, 18 de junho de 2019

Lincon Ramos & Grupo


Lincon Ramos, é músico, cantor, produtor e compositor gaúcho. Gaiteiro nascido e criado em São Luiz Gonzaga-RS, começou a tocar e cantar aos 8 anos de idade, juntamente com seu irmão e em seguida com grupos da região inclusive com primos da família (Nene Guedes e Família) que tinham conjunto na cidade.



Mais tarde, ainda adolescente, veio para capital gaúcha onde tocou com grandes músicos como Juliano Trindade, o Bonitinho, grupo Os Mirins, onde teve a honra de tocar ao lado do maior nome da gaita gaúcha, Albino Manique, inclusive participando de seu disco solo como gaiteiro e instrumentista. Ainda nos Mirins, gravou o trabalho de 40 anos de carreira do grupo, onde teve a alegria de interpretar a música “Meu Nome é Tchê”, que veio a se tornar um dos grandes sucessos da música gaúcha.

Depois em Santa Catarina, participou com o grupo Os Nativos, grupo de grande expressão na época pelo seu sucesso e por ter a maior estrutura de shows e bailes do sul do Brasil. Fez uma turnê de shows com o cantor e compositor Elton Saldanha. Logo em seguida veio a integrar o grupo Campeirismo, que acompanha João Luiz Corrêa, onde permaneceu até 2016.

Nesse período, que durou em torno de 22 anos, atuando como músico desses grupos, se apresentou em shows e bailes em todo o Brasil, com uma média de 180 apresentações por ano.

Também trabalhou como músico de estúdio, produtor e arranjador em todos esses grupos que participou e também para outros artistas como, Os 3 Xirus, Elton Saldanha, Grupo Candieiro, Dionísio Costa, Wilson Paim, Grupo Reponte, Sandro Coelho, além de muitos outros trabalhos de conjuntos e artistas do cenário gaúcho.



Em 2017, já em carreira solo, participou de alguns Festivais de Música Nativista, obtendo várias premiações:


3° lugar e Melhor Intérprete – 26° Ronco do Bugio, São Francisco de Paula-RS

1° lugar e Melhor Intérprete – 4ª Aldeia da Canção Gaúcha, Gravataí-RS

Melhor Intérprete – 25ª Tertúlia Nativista, Santa Maria-RS.


Ainda neste ano, recebeu indicação na Categoria Revelação, troféu Melhores do Ano 2017, pelo Repórter Farroupilha da RBS TV, site G1/Globo.

Recebeu também o Troféu Melhor Intérprete 2017, pelo “Destaques dos Festivais 2017” do Blog Ronda dos Festivais.

Em 2018 lançou o trabalho com seu Grupo na animação de fandangos. Hoje segue trabalhando em sua carreira solo, que tem como principais objetivos, “resgatar a autêntica música gaúcha e trazer ao seu público sua identidade musical que vem sendo forjada desde suas origens na música missioneira”!

Te aprochega e confira o vídeo promocional de divulgação do trabalho de Lincon Ramos & Grupo:





segunda-feira, 10 de junho de 2019

Ópera “O Quatrilho” chega a Vacaria nesta semana com apresentação gratuita


A ópera em dois atos de Vagner Cunha com libreto de José Clemente Pozenato será apresentada na quarta-feira, dia 12 de junho, com ingressos já esgotados.



Após o sucesso da primeira turnê, que reuniu quase seis mil pessoas em diversos palcos do Rio Grande do Sul no último ano, a ópera O Quatrilho volta a circular pelo estado. A obra chega a Vacaria nesta quarta-feira, dia 12 de junho, para única apresentação na Casa do Povo, às 20h. O ingresso era a doação de um livro, mas as entradas já estão esgotadas.

A ida de O Quatrilho para Vacaria é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, da Câmara Municipal de Vacaria e da Associação Amigos da Biblioteca Pública.


SOBRE A ÓPERA O QUATRILHO


A ópera em dois atos de Vagner Cunha tem libreto de José Clemente Pozenato, autor do romance homônimo que conta a história de dois casais de descendentes italianos que constroem suas vidas no interior do Rio Grande do Sul no início do século XX. Nas apresentações, com regência do maestro Antonio Carlos Borges-Cunha e direção cênica de Luís Artur Nunes, há 12 músicos da Camerata OntoArte e sete cantores em cena: Carla Maffioletti (soprano) no papel de Teresa, Maíra Lautert (soprano) como Pierina, Flávio Leite (tenor) como Ângelo, Daniel Germano (barítono) interpretando Mássimo, Luciane Bottona (contralto) no papel de Tia Gema, Ricardo Barpp (barítono) como Cósimo e Pedro Spohr (baixo) como Rocco.

O Quatrilho - Foto Gilberto Perin


Em sua segunda turnê pelo Estado, a ópera reestreia com novidades. O espetáculo ganhou mais 15 minutos com a inclusão de três novas músicas: uma ária de Flávio Leite, uma ária de Ricardo Barpp, além de um coro que será encenado por Barpp junto com Luciane Bottona e Pedro Spohr. Somadas às outras 29 canções que já faziam parte da apresentação, as músicas trazem uma nova costura para a obra. "Ao ver o resultado final da ópera, pronta, eu senti que precisávamos humanizar um pouco mais os personagens. O Pozenato já havia feito o trabalho de síntese do livro de forma brilhante, mas sentimos que algumas costuras precisavam ser feitas para conectar os casais de forma mais humanizada, então nos reunimos para adicionar algumas árias", explica o compositor Vagner Cunha.

Lançado em 1985, o livro O Quatrilho, de José Clemente Pozenato, tornou-se filme em 1995 sob a direção de Fábio Barreto, e concorreu no ano seguinte ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A exposição no cinema fez ainda mais conhecida a história dos dois casais de descendentes italianos que constroem suas vidas no interior do Rio Grande do Sul no início do século XX. A obra também já foi adaptada para os teatros e, em 2018, ganhou sua versão em ópera, com música de Vagner Cunha e libreto de José Clemente Pozenato.

Produzida inteiramente no Rio Grande do Sul, a ópera O Quatrilho tem elementos cênicos que remetem ao estilo de vida dos imigrantes italianos que viveram na área rural do Estado no início do século XX. Os figurinos, assinados pela porto-alegrense Malu Rocha, são compostos por cerca de 30 peças produzidas em cores frias e terrosas, retratando as personalidades dos protagonistas da trama.

O cenário, desenhado pelo cenógrafo Rodrigo Lopes, mostra o interior e ao mesmo tempo o exterior de uma casa colonial italiana. O uso de lambrequins, adorno arquitetônico de madeira recortada muito utilizado nas residências dos imigrantes italianos, e de pintura de madeira junto com um céu formam o espaço cênico.

O enredo de O Quatrilho baseia-se em fatos reais, retratando o cotidiano e a realidade dos imigrantes no Sul do Brasil no início no século XX, deixando claro o poder da mulher nas decisões de família e também de negócios. A história acontece em 1910, numa comunidade rural de imigrantes italianos, no Sul do Brasil, quando dois casais se unem para sobreviver e decidem morar na mesma casa. Com o tempo, a esposa de um passa a se interessar pelo marido da outra, sendo correspondida. Os dois amantes decidem fugir e recomeçar outra vida, deixando para traz seus parceiros, que viverão uma experiência dramática e constrangedora, mas nem por isso desprovida de amor. O título faz analogia ao jogo do quatrilho: jogo de cartas onde os parceiros se trocam ao longo da partida. Tudo pode acontecer nesse jogo.

O Quatrilho, além fazer um resgate histórico da liderança brasileira formada pela colonização italiana, coloca em voga o papel de protagonismo dos empreendedores e comerciantes que, frente às adversidades, escolhem seu caminho, transpondo os obstáculos para seguir sempre em frente. Através de personagens icônicos que resolvem suas vidas conforme a realidade se apresenta, representaremos os colonos e os negócios familiares, espinha dorsal do Rio Grande do Sul, cujos valores foram calcados na força do trabalho e na intensidade das relações.


ÓPERA O QUATRILHO


Dia 12 de junho, quarta-feira, às 20h

Casa do Povo (Rua Borges de Medeiros, 1987 – Glória)

Apresentação gratuita mediante doação de um livro.

Classificação: Livre

Duração: aproximadamente 2 horas (incluindo 15 minutos de intervalo)


Ingressos já esgotados

terça-feira, 4 de junho de 2019

Campeonato Gaúcho de Futebol – Segunda Divisão


O Campeonato Gaúcho de Futebol - Segunda Divisão é uma competição de futebol estadual, disputada no Rio Grande do Sul e equivale ao terceiro nível do Campeonato Gaúcho de Futebol. A primeira edição foi em 1967, tendo o Grêmio Santanense como o primeiro campeão desta competição.

A partir dos anos sessenta a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) criou a competição para dar acesso as equipes para o Campeonato Gaúcho da Divisão de Acesso, depois de três edições o campeonato só voltou a ser disputado nos anos oitenta onde novamente houve apenas três edições. No ano de 1999 a FGF resolveu voltar com a disputa da mesma até o ano de 2003.

Logo da competição. Foto: Wikipédia


A competição voltou a ser disputada de forma contínua a partir de 2012, mantendo o regulamento misto (Disputa em grupos regionalizados e mata-matas) e garantindo o acesso ao campeão e ao vice à Divisão de Acesso do ano seguinte.


Fórmula de Disputa


Primeira Fase: As doze equipes serão divididas em dois grupos, de acordo com a localização geográfica. As equipes enfrentam-se em turno e returno dentro do próprio grupo. As quatro primeiras classificam-se para a fase de Quartas de Final.

Quartas de Final: As quatro melhores equipes classificas em cada um dos dois grupos, enfrentam-se em cruzamento olímpico, em jogos de ida e volta com a vantagem de decidir em casa a equipe de melhor campanha.

Semifinal: As quatro equipes vencedoras dos confrontos de quartas de final, enfrentam-se novamente em cruzamento olímpico, em jogos de ida e volta com a vantagem de decidir em casa e equipe de melhor campanha, somando-se a Primeira Fase e a Fase de Quartas de Final.

Final: As duas equipes vencedoras dos confrontos da semifinal, enfrentam-se em jogos de ida e volta com a vantagem de decidir em casa a equipe de melhor campanha, somando-se todas as fases anteriores.

Te aprochega e confira outros posts sobre o Campeonato Gaúcho e a Divisão de Acesso.

Passeio de Maria Fumaça está de volta a Vacaria


A Secretaria de Cultura Esportes e Lazer e Secretaria de Desenvolvimento, Tecnologia e Turismo de Vacaria, realizam mais uma edição do Passeio de Maria Fumaça.

O evento acontece nos dias 24 e 25 de agosto, com partidas na parte da manhã às 9h e a tarde às 14h. Serão colocados à disposição 2.000 bilhetes, ao custo de R$ 65,00, a unidade.



A venda de ingressos já está disponível. As entidades que comercializarão os ingressos são as seguintes: AMMA, APAE, Cededica, ONG Passo Amigo, Asilo Santa Isabel, Ceava, Liga Feminina de Combate ao Câncer, Avatur, Amigos Do Bicho, Rotary Clube de Vacaria, Rotary Clube Vacaria dos Pinhais, Lions Leonas, que estarão com vendas online nas entidades e também através do cartão de crédito.

A saída será da Estação Férrea na rua Júlio de Castilhos, seguindo até a Fazenda do Socorro, onde haverá shows, food-trucks com gastronomia variada e visitação turística.

Dia 26 de agosto, será um dia especial, dedicado a mil alunos da rede municipal, efetuarem o passeio de Maria Fumaça.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Grupo Compasso do Sul


A banda nasceu como o nome de Grupo Compasso há mais de 20 anos pela paixão de seu fundador Idir Tedesco na cidade de São Jorge-RS, em tocar bateria.  No ano passado houve a necessidade de mudança no nome do grupo por motivos de haver confronto de nomes com outros grupos. Diante deste desafio, a banda começou a utilizar o nome Grupo Compasso do Sul.

O Grupo Compasso do Sul se mantém firme tocando fandangos no estilo dos primeiros cancioneiros de nossa cultura como Honeyde Bertussi, Gildo de Freitas, José Mendes e entre outros. 

Cartaz de divulgação do Grupo Compasso do Sul. Foto: Divulgação.


O Grupo Compasso do Sul tem em sua proposta manter um estilo de fandango para dançar e cultuar a nossa cultura gaúcha, valorizando o público está no galpão ou no salão.

O grupo é formado por cinco integrantes que traz o respeito, humildade e honestidade em primeiro lugar em seus fandangos.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Projeto em Brasília coloca Vacaria como "Capital Nacional do Rodeio Crioulo"


A Moção de apoio à intitulação de Vacaria como a Capital Nacional dos Rodeios Crioulos foi apresentada na Câmara Municipal de Vacaria pelo vereador progressista, Marcelo Dondé. Após ser aprovada, a moção foi encaminhada aos deputados federais gaúchos que compõem o partido Progressistas e ao senador gaúcho Luis Carlos Heinze.

"Fiz essa proposição como uma forma de provocação aos nossos parlamentares em Brasília, para que Vacaria adquira esse título antes que alguma outra cidade, com menos representatividade nesta área, acabe conquistando o título, para que depois não nos sintamos prejudicados como aconteceu com São Joaquim e a maçã. Vacaria é a capital dos rodeios internacionais, é a Copa do Mundo dos rodeios. Todo mundo que é do meio tradicionalista quer ganhar um título em Vacaria. Vacaria é onde se iniciou o rodeio crioulo, é exemplo para todo o Brasil. Não podemos perder o momento de obter esse título. A intitulação é uma forma de valorizarmos ainda mais o nosso maior evento e o pioneirismo de nosso rodeio", explicou o vereador Marcelo Dondé.

O rodeio da Vacaria, que já se encontra na 33ª edição, é conhecido internacionalmente por celebrar a cultura e as tradições do povo gaúcho. O evento teve início no ano de 1958, de maneira bem diferente do que as novas gerações estavam acostumadas a presenciar. Contando com apenas um torneio de laço e um concurso de rédeas, o rodeio durou somente um dia e teve dimensão intermunicipal.

Ginetes participantes da Gineteada em pelo do 32º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria. Foto: Mateus Rosa


No ano seguinte, 1959, o evento tornou-se estadual. A partir de 1960, passou a ser realizado a cada dois anos, como funciona até hoje. O rodeio foi considerado internacional na quinta edição, quando pessoas do sul do continente e alguns americanos começaram a disputar as provas.

Dez anos após o início dos rodeios, dois momentos importantes se destacam: a ampliação dos concursos nas modalidades artísticas, como a participação das invernadas nas competições de dança, baseadas em pesquisas de folcloristas de imensa importância como Paixão Côrtes, Antonio Augusto Fagundes e Luis Carlos Barbosa Lessa. O segundo acontecimento foi o primeiro acampamento, feito em um pequeno espaço roçado no mato, onde se instalaram visitantes de outras cidades.

Todas essas transformações, que ocorreram ao longo dos anos, fizeram com que o evento passasse a ser conhecido como “a Copa do Mundo dos rodeios”, sendo o maior evento tradicionalista da América Latina e parte da história do Rio Grande do Sul e da própria história do gaúcho e do tropeiro. Gineteadas, torneios de laço, concursos artísticos e culturais, fandangos, shows nacionais e internacionais contribuem para o seu sucesso do rodeio de Vacaria.

Quem ganha um troféu nesse rodeio, é respeitado e temido pelos adversários em todos os lugares onde houver competições tradicionalistas gaúchas. As apresentações no rodeio grande ou nos demais rodeios é sempre um momento especial.

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