sábado, 15 de dezembro de 2018

A barra do dia (Maria)

Poesia alegra o dia do vivente. Então, vamos mostrar para você essa criação do Roberto Hoffmann, nos versos a seguir.




"Saí com a barra do dia
Bem feliz e satisfeito.
Vou chamá-la de Maria
Pois não vê os meus defeitos;

E de mim sempre está longe
Mesmo assim, saio com ela
Mora lá, no horizonte
Madrugueira essa donzela

Passa o dia, passa a noite
Para ver ela novamente
Madrugada foi pernoite
Lá vem ela de repente

Maria, linda donzela
Antes do dia raiar
Novamente vejo ela
Quando a noite terminar."

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Projeto Fábrica de Gaiteiros


Os chineses 2.700 a.c. desenvolveram um instrumento onde o ar fazia vibrar palhetas produzindo um som, aproveitando a acústica da boca. Foi chamado Tcheng ou Cheng que viria ser a origem do acordeão.

Em 1822 o austríaco Cyrillus Demian constrói o 1º acordeão como conhecemos hoje. Era um acordeão diatônico.

No Brasil, o acordeão chegou ao Rio Grande do Sul pelas mãos dos imigrantes alemães por volta de 1836 e pela chegada da imigração Italiana a partir de 1875, primeiro trazendo instrumentos importados e logo em seguida começando a fabricá-los.

O acordeão parece simplesmente 2 caixas retangulares com um fole no meio. O que não se vê são as centenas de componentes que fazem com que as palhetas vibrem saindo os mais diversos sons. Melodias e acordes regionais, modernos, universais.

A madeira correta para a caixa de ressonância e castilhos, o papelão para o fole, o aço para as dezenas de palhetas determinam a boa qualidade do instrumento.

No Rio Grande do Sul ele se chama gaita e é um instrumento emblemático, principalmente no tradicionalismo. Não existe festa de CTG sem a gaita.


A gaita matou a viola.
O fósforo matou o isqueiro.
A bombacha o chiripá.
E a moda o uso campeiro.


Esta quadrinha anônima recolhida pelo folclorista Paixão Cortes resume a entrada da gaita no cenário cultural do Rio Grande do Sul. Segundo ele, posterior à metade do século XIX a então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul passou da música fandanguista para a música acordeonista ou do ciclo da viola para o ciclo da gaita , ou seja, A gaita foi um divisor de águas na história da música gaúcha. Mas o que poucos sabem é que o Estado já sediou mais de 20 fábricas e foi referência mundial na fabricação de acordeões ou gaitas.

Estas fábricas foram responsáveis pela história do acordeão no Brasil e, como vemos, quase todas estão desativadas ou passaram a fabricar outros produtos.

Unir esta tradição proporcionando inclusão social, aumentando a auto-estima e espírito de coletividade, ao mesmo tempo estimulando a sensibilidade e conhecimento da cultura local é a finalidade do projeto, com uma gaita social, que estimula crianças e jovens a se interessarem pelo instrumento, oferecendo aos mesmos as devidas condições para o aprendizado e para futura aquisição do instrumento, criando uma verdadeira Fábrica de Gaiteiros.

Acordeonista Renato Borghetti e os alunos do projeto Fábrica de Gaiteiros. Foto: Divulgação /Fábrica de Gaiteiros


A intenção da Fábrica de Gaiteiros é a fabricação de um acordeão 8 baixos não só para iniciação, mas que possa também se transformar em um instrumento definitivo, pela qualidade que se pretende imprimir. Outro aspecto importante do projeto está ligado ao conceito socioambiental do instrumento, confeccionado com madeira certificada de eucalipto, proveniente de plantios renováveis.


A Iniciativa


O acordeonista gaúcho Renato Borghetti, em suas viagens e shows pelo interior do Brasil e Rio Grande do Sul, recebe milhares de correspondências e pedidos verbais de fãs e admiradores. Entre tantas demandas, passou a carregar consigo algumas que considerou especiais: aquelas que solicitavam doação de gaitas ou auxílio para aquisição do instrumento, demasiadamente caro para os padrões brasileiros. “Essas cartas e e-mails me fizeram perceber o quanto era restrito o acesso da gaita-ponto aos interessados de baixa renda, evidenciando, assim, a carência de um projeto que permitisse o estímulo e a inclusão de jovens talentos na perpetuação da autêntica cultura gaúcha, através da gaita de oito baixos,” comenta Renato.


Objetivo Geral


A Fábrica de Gaiteiros é um projeto voltado à sociedade que forma alunos de acordeão diatônico, instrumento conhecido popularmente na região sul do Brasil como gaita de oito baixos.


Confecção e Meio Ambiente


A confecção dos instrumentos é realizada com madeira certificada de eucalipto, proveniente de plantios renováveis.

Formação Musical

O projeto atualmente acontece nos municípios gaúchos de Guaíba, Barra do Ribeiro, Porto Alegre, Tapes, Butiá, São Gabriel e Bagé e Lagoa Vermelha; e em Santa Catarina nas cidades de Lages e Blumenau, com a participação de mais de 500 crianças e adolescentes entre 7 e 15 anos.


Atualmente as aulas acontecem nos seguintes locais:


- Porto Alegre:  Sede Campestre do SESC - Av. Protásio Alves, 6220 - Bairro Petrópolis - Prof. Renatinho Müller / CPCA - Estr. João de Oliveira Remião, 4444 - Parada 10 - Lomba do Pinheiro - Prof. Elmer Fagundes


- Guaíba: Col. Estadual Augusto Meyer - Rua Pantaleão Telles, 431 - Bairro Ermo - Prof. Cleunice "Fofa" Nobre


- Barra do Ribeiro: Sede da Fábrica de Gaiteiros - Rua Júlio de Castilhos, 1120 - Centro - Prof. Eduardo Vargas


- Butiá: Ginásio Municipal Gastão Hoff -Rua José Feliciano Carrinho, 133 - Prof. Adriana de Los Santos


- Tapes: Casa de Cultura Ruy de Quadros - Rua João Ataliba Wolf, 559 - Centro - Prof. Claiton Scouto


- São Gabriel: Centro de Cultura Sobrado da Praça - Rua Duque de Caxias 600 - Centro - Prof. Eduardo "Dudu" Garcia


- Bagé: Biblioteca Pública Municipal - Rua Carlos Mangabeira - 3 piso - Centro - Prof. Augusto Maradona


- Lagoa Vermelha: Casa de Cultura Athos Branco - Rua Nivio Castelano, 650 - Centro - Prof. Diego Granza


- Lages: Centro Cultural Vidal Ramos - SESC - Rua Vidal Ramos Jr., 153 - Centro - Prof. André Alano


- Blumenau: SESC Centro - Rua Dr. Amadeu da Luz, 165/181 - Centro - Prof. Gustavo Almeida


Como apoiador e divulgador da cultura gaúcha gostaria de ver esse projeto na minha cidade natal, Vacaria, terra do maior rodeio crioulo do mundo.

Para conhecer mais sobre o projeto Fábrica de Gaiteiros acessem: http://fabricadegaiteiros.com.br/

sábado, 1 de dezembro de 2018

Temporal


Uma das músicas que fazem parte do repertório dos concursos de intérpretes peão e prenda nas provas artísticas dos rodeios crioulos é a música Temporal. Muitos participantes de ambos os sexos optam em cantar esta bela canção.

Foto: recantodasletras.com.br

Temporal é uma composição do cantor e guitarrista Sandro Coelho foi lançada no em primeiro CD solo “No Sul do Meu País” em 1996. Anos depois, esta música foi regravada pela cantora e gaiteira Cássia Abreu e fez parte do DVD Festchê II, lançado pela gravadora ACIT em 2004.
Te aprochega e confira a letra completa da música Temporal. A seguir você pode ouvir as duas versões da música nas vozes de Sandro Coelho e Cássia Abreu.

Temporal
Composição: Sandro Coelho, regravada por Cássia Abreu

Sopra um vento forte que é do norte escureceu
Os galhos açoitam as paredes do galpão
Relâmpagos no céu tomam formas de raiz
E trovões tão fortes que estremecem até o chão

/A noite encobre o dia e assusta a peonada
Cavalos galopam loucos pelo campo em disparada
Curvam-se as macegas como quem faz reverência
Credo e cruz meu Deus que tempo feio/

(Depois do temporal as folhas tem tom especial
Homens e animais ficam serenos e lavados de todo mal)

Versão na voz de Sandro Coelho:



Versão na voz de Cássia Abreu:


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Movimento O Sul é o Meu País


O Sul É o Meu País é um movimento que estuda a viabilidade da separação dos estados do Sul do Brasil - Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul - do restante da federação. Fundado em 1992 no município de Laguna pelo historiador e político brasileiro Adílcio Cadorin, tem sede na cidade de Curitiba e comissões em diversos municípios do sul. O objetivo é avaliar as possibilidades de emancipação política e administrativa desses estados.


Foto: Divulgação



O grupo cita o conceito de autodeterminação dos povos como motivação para a autonomia da região. Outros motivos citados por organizadores do movimento incluem fatores culturais, políticos, e econômicos, entre eles uma insatisfação com a carga tributária que recai sobre os estados. O historiador Gilmar Arruda argumenta que supostas diferenças regionais e culturais nas quais o movimento seria baseado não apresentam distinção significativa do restante do país. Já para o cientista social Fernando Schuler, existem "enormes diferenças culturais" entre a região sul e a região tropical do Brasil, e as pautas do movimento são "válidas", apesar de "inviáveis".


Desde 2016, o movimento realiza uma consulta popular informal, sem valor legal, denominada Plebisul, a fim de auferir se a população dos três estados da região Sul gostaria de separar-se do restante do país. Para docentes da área do direito, uma eventual separação seria contra a atual constituição brasileira, apesar das consultas populares não serem ilegais.


E você meu caro leitor, é a favor ou contra a separação dos três estados do Sul do resto do Brasil? Deixe a sua opinião nos comentários.


Para mais informações sobre o movimento O Sul é o Meu País acesse:  https://www.sullivre.org/


quinta-feira, 29 de novembro de 2018

José Mendes


Cantor e compositor, José Mendes nasceu na localidade de Machadinho, no município gaúcho de Lagoa Vermelha em 20 de abril de 1939, mas foi registrado em Vacaria. Com a separação dos pais, mudou-se para a cidade de Santa Terezinha, no distrito de Esmeralda, em 1944, passando a residir com pais adotivos.


Viveu em Santa Terezinha durante 14 anos, período no qual trabalhou como peão de estância e começou a fazer suas primeiras serenatas.


Começou a se interessar pela música aos 14 anos, formando pouco depois, com um amigo, uma dupla amadora chamada "Os Irmãos Teixeira".

Foto: Ouvirmusica.com.br


Em 1958, foi prestar o serviço militar e mudou então para a cidade de Vacaria, onde se fixaria depois do serviço militar, decidindo, então, seguir a carreira artística.


Iniciou a carreira artística em 1960, quando se mudou para a cidade de Júlio de Castilhos, onde formou o trio Os Seresteiros do Pampa.


Em 1962, depois de excursionar pelo nordeste do Rio Grande do Sul e por algumas cidades de Santa Catarina, decidiu que era hora de gravar um disco, ou abandonar a carreira. Pediu dinheiro emprestado ao fazendeiro Irineu Nery da Luz, que lhe cedeu a quantia de 20 mil cruzeiros, para viajar até São Paulo. Na capital paulista, dormiu vários dias em bancos da rodoviária, alimentando-se de pão e banana.


Utilizando o nome artístico de Gaúcho Seresteiro, gravou o LP "Passeando de pago em pago", uma autêntica crônica de suas viagens pelo Rio Grande do Sul.


Nesse disco, gravou doze composições, todas de sua autoria, mas que acabaram aparecendo com diferentes parceiros, todos radialistas: a música título, com Sebastião Ferreira da Silva, "Roubei a fazendeira", com Carlos Armando, "Cantando ao luar", com Nino Silva, "Porteira do Rio Grande", com Teixeira Filho, "Não sou culpado", com José Teixeira, "Saudades de Júlio de Castilhos", com Leonel da Cruz, "Excursão catarinense", com Sertãozinho, "Sou do Rio Grande", com Milton Gomes, "Capital gaúcha", com Domingos de Palo, "Gaúcho gaudério", com Zé Tomé, "Sem teu amor", com Carlos Armando, e "Cruzaltense", com Coronel Narcizinho.

Depois da gravação do disco, retornou para a cidade gaúcha de Vacaria e, logo em seguida, mudou-se para a cidade de Porto Alegre, onde chegou a dormir dentro de carros em uma garagem na qual trabalhava um amigo.

Certificado de reservista de José Mendes. Foto: Mateus Rosa



Começou a fazer apresentações em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a fim de divulgar o disco, fazendo isso por cinco anos.

Nesse período, participou de várias caravanas artísticas ao lado de nomes como Airton Pimentel, Os Araganos, Velho Mirongueiro, Os Mirins, Luiz Mullher, Portela Delavy, e as duplas Milton e Almerinda e Xará e Timbaúva, entre outros.

Numa dessas viagens, em companhia de Portela Delavy e Luís Muller, ocorreu um episódio que mudaria sua vida. Viajavam de kombi para a realização de um show, quando o carro quebrou e tiveram que pegar um ônibus.

A certa altura dois peões começaram a discutir até que um deles, para terminar o assunto falou: "Pára Pedro", e tornou a repetir "Pedro, pára". Estava dado o mote para ele e Delavy comporem o xote "Pára, Pedro".


A música foi apresentada primeiramente no programa radiofônico "Grande Rodeio Coringa" causando grande impacto, recebendo o incentivo de todos para que a gravasse.

Em 1967, voltou a São Paulo, a fim de gravar seu segundo disco. Foi recusado pela Continental e pela Chantecler, até que a gravadora Copacabana resolveu lançar "Pára Pedro" em compacto simples.

O disco tornou-se rapidamente um grande sucesso nacional e internacional, sendo regravado em diversos gêneros, por diferentes cantores na América Latina. O compacto vendeu mais de 600 mil cópias e se tornou o disco mais vendido do ano, o que lhe valeu da TV Gaúcha o "Troféu de Consagração popular".

Chapéu e gaita-ponto de José Mendes. Foto: Mateus Rosa


Na época, uma reportagem da revista "O Cruzeiro" dava conta da enorme popularidade alcançada por ele: "Ligue o rádio e ouça. Esteja você em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Porto Velho ou no Acre". E até atravessando fronteiras, na Argentina, Uruguai ou Bolívia.


No mesmo ano, lançou o LP "Pára Pedro" que, além da música título, tinha ainda as composições "Picaço velho", "Surpresa da vida" e "Mensagem de saudade", de sua autoria e mais, "Mulher feia", com Noel Silveira, "Canto da siriema", com Leonel dos Santos, "Valsa do adeus", com Ney Fernandes, "Terra brasileira", com Luis Muller, e "Corações amantes", com Milongueiro, além de "Saudades de Lagoa Vermelha", de Elyo Theodoro, e " Terra que canto" e "Última lembrança", de Luis Menezes.


No bar, no cabelereiro, em casa, no escritório ou à saída da missa, todos assobiam e cantarolam a história do Pedro que entrou numa festa lá na fazenda da Ramada. Todos querem imitar a velha apaixonada, no Pára Pedro! Pedro, pára!".


Em 1968, lançou, também pela Copacabana, o LP "Não aperta, Aparício", com música título de sua autoria e mais "Laços de Saudade" e "Não Chores Chinoca", de sua autoria, "Saudades de Vacaria", com Paulo Finger, "Vai embora tristeza", com Oiram Santos, "Pedras no caminho", com Cláudio Paraíba, e "Esmeralda", com Airton Pimentel, além de "O pranto dos meus olhos", de J. Pereira Jr.e Néco, "Pequena paisagem de amor", de Zaé Jr. e Theotonio Pavão, "Adeus Bragança", de Geraldo Nunes, e "Gaudério", de Luis Muller e Antoninho Duarte.


Ainda nesse ano visitou o Rio de Janeiro e apresentou-se no "Programa do Chacrinha". Também em 1968, participou da coletânea "Carnaval Copacabana", que contou as presenças de diversos artistas como Ângela Maria, Gilberto Alves, Carequinha, e Roberto Silva, interpretando "Pedro no carnaval", de sua autoria e "Maria Antonieta", parceria com Paulo Finger.

Revólver de José Mendes. Foto: Mateus Rosa


Em 1969, atuou no filme "Pára, Pedro!", baseado em sua música, filmado pela produtora Leopoldis-Som, com roteiro de Antônio Augusto Fagundes e direção de Pereira Dias, sendo esse, o primeiro longa-metragem colorido produzido no Rio Grande do Sul. O filme foi grande sucesso, permanecendo em cartaz por 23 semanas no Rio Grande do Sul, antes de ser lançado no Rio de Janeiro.


Ainda em 1969, lançou pela Copacabana seu quarto LP, "Andarengo", disco no qual interpretou a música título e "Valsa das mães" , parcerias com Antônio Augusto Fagundes, "Uma aventura a mais", com Leonardo,
"Vá embora tristeza", com Oiram Santos, " Couringando" e "Fronteira que não faz fronteira", com Airton Pimentel, "Hei de amar-te até morrer", "Para amar não tem distância", e "Nasci para você", de sua autoria, além de "Parabéns", de Dimas Costa, "Brasileiro meu irmão", de Antônio Augusto Fagundes, e "Comadre Chica", de Otávio Pereira Rodrigues e Cláudio Lima.


Também em 1969, atuou no filme "Não aperta Aparício", baseado na sua música homônima, filme também com direção de Pereira Dias e que contou, entre outros, com as participações de Grande Otelo e José Lewgoy, sendo também um grande sucesso.


Em 1970, desfrutando de intensa popularidade, fez shows em quase todas as cidades gaúchas, além de se apresentar em Santa Catarina, Paraná, Amazonas, São Paulo e Rio de Janeiro.


Nesse ano, tornou-se, juntamente com o cantor Altemar Dutra, o artista brasileiro com disco mais tocado em Portugal.


Foi convidado para desfilar na Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, saindo como destaque ao lado de Martinho da Vila no enredo "Glórias gaúchas".

Ainda nesse ano, lançou o LP "Mocinho do cinema gaúcho" cantando "História dos Pedros", "Acordeona do Nego Mendes" e "Gaúcho aventureiro", de sua autoria, "Palmeira das Missões", com Odalgiro Correia, "Roubei a fazendeira", com Carlos Armando, "Cantando minha palmeira", com Odalgiro Correia, "Três flores", com Nonô Basílio, "Quero beijar-te agora", de Gilberto Nedel e J. Martins, "Não espalha", de Airton Pimentel, "Moda de agora", de Senair Maicá e Gaúcho do Rincão, "Sangue criolo", de Lauro Rodrigues, e "Largo da felicidade", de Rubens Alcântara.


Suas músicas foram tocadas a partir de Portugal, na Áustria, Suécia, Suiça e Bélgica.

Em 1971, gravou o LP "Gauchadas" com sete composições de sua autoria: "Churrasco", com Luis Muller, "As coisas do meu rincão", "Conversa fiada", "Rodeio de Vacaria", "Minha acordeona", "Ciganinha", e "Lágrimas do adeus", além de "Roubo da gaita velha" e "Baile do Rancho", de Nilda Beatriz de Castro, "Três companheiros", de José Batista, "Palavra triste", de Oscar de Almeida Macedo e Oiram Santos, e "Chê Florência", de Oiram Santos.


Em 1972, filmou seu terceiro filme, "A morte não marca tempo", tendo como música de abertura a "Balada da solidão", parceria com Pereira Dias. O filme foi lançado em abril do ano seguinte.


Em 1973, lançou, pela Continental, o LP "Isto é integração" no qual interpretou obras de sua autoria como "Minha biografia", "Isto é integração", com Pereira Dias, "Prece", com Jaime Caetano Braun,"Carancho", com Zequinha Silva, "Volta Benzinho", com Sonia Maria, e "Berço saudoso", com Paulo Lima, além de "Pago santo" e "Herança", de Telmo de Lima Freitas, "Uma Cruz em cada mão", de Luiz Machado e Celina Paiva, e "Mensagem de artista", de Bruno Neher e Deroi Marques.


José Mendes faleceu em 15 de fevereiro de 1974, no auge do sucesso, quando a camionete Veraneio na qual viajava com mais três pessoas, voltando do show em um circo na cidade de Pelotas, colidiu de frente com um ônibus na altura de Porto Novo na rodovia Rio Grande-Pelotas.

Urna com os restos mortais de José Mendes em seu Memorial na cidade de Esmeralda-RS. Foto Mateus Rosa



Nesse ano, foi editado o LP "Adeus Pampa querido", uma cópia do seu primeiro disco "Passeando de pago em pago" com as substituições das músicas "Passeando de pago em pago", por "Adeus Pampa querido", versão sua, para música de F. Canaro, M. Mores e Pelay, e "Excursão catarinense", substituída pela "Balada da solidão".


Em 1979, suas músicas "Carancho" e "Baile de Campanha" foram incluídas no LP "Gauchíssimo - Vol. 4", da Musicolor/Continental, que contou com participações de diversos artistas gaúchos entre os quais, Os Milongueiros, Gildo de Freitas, e Berenice Azambuja.


Em 2002, foi homenageado com a publicação do livro ""Pára, Pedro - José Mendes - Vida e obra", de Ajadil Costa.


Nesse livro, o autor afirma que: "Passados quase 30 anos é firme a devoção ao mito José Mendes. Existem hoje diversos louvores em todo o Rio Grande, em sua lembrança: nome de ruas em diversas cidades espalhadas pelo Estado. Homenagens em diversos programas de rádio e festividades em muitas cidades exaltando sua memória."


Em 2004, em sua homenagem, foi feita a cavalgada "José Mendes de volta a querência", uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Esmeralda e da Universidade de Caxias do Sul, com coordenação de Nilson Hoffmann. A cavalgada destinou-se a transladar os restos mortais do cantor e compositor enterrado em Porto Alegre, para a cidade de Santa Tereza, seu berço natal.


Em 2006, o "Memorial José Mendes", localizado no município de Esmeralda, foi transformado em patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul. 

Fonte: Letras.com.br



sábado, 24 de novembro de 2018

Missa Crioula


A Missa Crioula é uma missa católica do rito latino (Apostólico Romano), porém adaptada em linguagem, ritmo, estilo e símbolos tradicionalistas gaúchos. Ela tem o mesmo sentido espiritual e religioso de uma missa tradicional, mas pelas suas características particulares recebe a denominação de “Missa Crioula”.

A existência de uma missa nesse estilo tornou-se possível com as alterações introduzidas na Igreja Católica como resultado do Concílio do Vaticano II (1965), que permitiu a tradução e adaptação da liturgia em latim para outras línguas nacionais e linguagens regionais.


Foto: Camila Peres/Clic Soledade

Em 1967, os padres gaúchos Paulo Aripe e Amadeu Gomes Canelas solicitaram autorização ao então Bispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherrer e ao Vaticano (cujo Papa era Paulo VI) para a celebração da Missa Crioula com cantos, preces e orações próprias, com rima bastante acentuada na linguagem e oração litúrgica. Nessa liturgia campeira, são utilizados símbolos do campo, da campanha, do uso costumeiro do gaúcho.


“Divino Tropeiro”
           

Com o linguajar típico dos pampas, Jesus Cristo é chamado “O Divino Tropeiro” e Nossa Senhora de “Primeira Prenda Celeste”. Deus é chamado de “Pai Celeste” e o Espírito Santo de “Divino Candeeiro”.

Entre os momentos mais emocionantes da Missa Crioula está o que relembra um dos mais marcantes episódios da história do Rio Grande do Sul: a guerra entre Maragatos e Chimangos. Como a missa busca trazer a paz e a compreensão entre todos, os homens que participam da missa depõem suas armas, representadas por facões estilizados, colocando-as num canto e entrelaçam na cruz os lenços vermelhos (Maragato) e branco (Chimango).

Fonte: Fé Gaúcha

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Leu? Gostou? Doe!


A direção da Associação Amigos da Biblioteca Pública Theobaldo Borges Paim (ABT) de Vacaria dará início a 2ª Edição da Campanha de Doação de Livros de Literatura.

É tradição fazer uma grande faxina em nossas casas, no final do ano, descartando o que não precisamos mais e doamos.

Que tal fazer uma seleção dos livros de literatura que você já leu e doar para a ABT. Os livros doados serão vendidos no Sebo: Livro na Mão que ocorrerá em 18 de abril de 2019.
 
Foto: Divulgação/ABT

Os membros da ABT podem buscar a doação dos livros em sua residência. Basta ligar para (54) 32325114 e solicitar. Ou, se preferir, pode deixar os livros na Biblioteca Pública localizada na Rua Ramiro Barcelos, 1399 – Centro, Vacaria-RS.

Você pode conferir a revitalização que foi operada na biblioteca pública com a arrecadação do Sebo: "Livro na Mão" deste ano.

Faça uma visita a Biblioteca Pública de Vacaria e confira o acervo de livros. O livro vai, mas a história fica em você!

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Tabela do Gauchão 2019


O maior campeonato estadual do sul do Brasil, o Campeonato Gaúcho, teve sua tabela de jogos divulgada nesta terça-feira (13). A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) marcou o início da edição 2019 do Gauchão para o dia 20 de janeiro.

O Atual campeão da competição, o Grêmio visita o Novo Hamburgo. O Internacional viaja a Ijuí para encarar o São Luiz. O primeiro clássico Gre-Nal está marcado para o dia 10 de março na Arena do Grêmio. Além do Gre-Nal, teremos os clássicos regionais como o Ca-Ju (Caxias X Juventude) no dia 2 de março e o Bra-Pel (Brasil de Pelotas X Pelotas) no dia 3 de fevereiro.

Foto: Esporteemidia.com


A primeira fase do Campeonato Gaúcho vai até o dia 17 de março. Os oito melhores avançam para as quartas de final, fase a partir da qual os enfrentamentos ocorrem em duelos eliminatórias, de ida e volta, assim como as semifinais e as finais. As duas piores equipes serão rebaixadas para a Divisão de Acesso de 2020.

A seguir, te aprochega e confira a tabela completa:


1ª rodada - 20/01

Novo Hamburgo x Grêmio
São Luiz x Inter
Pelotas x Juventude
Brasil-Pel x Caxias
Aimoré x São José
Veranópolis x Avenida

2ª rodada - 23/01

Inter x Pelotas
Aimoré x Grêmio
Juventude x São José
São Luiz x Caxias
Avenida x Brasil-Pel
Novo Hamburgo x Veranópolis

3ª rodada - 27/01

São José x Inter
Grêmio x Juventude
Caxias x Avenida
Pelotas x São Luiz
Brasil-Pel x Novo Hamburgo
Veranópolis x Aimoré

4ª rodada - 30/01

Grêmio x São Luiz
Veranópolis x Inter
Juventude x Brasil-Pel
Novo Hamburgo x Caxias
Avenida x Aimoré
Pelotas x São José

5ª rodada - 03/02

Inter x Novo Hamburgo
Caxias x Grêmio
Aimoré x Juventude
Brasil-Pel x Pelotas
São Luiz x Avenida
São José x Veranópolis

6ª rodada - 10/02

Grêmio x Avenida
Inter x Caxias
Juventude x São Luiz
Pelotas x Aimoré
Novo Hamburgo x São José
Veranópolis x Brasil-Pel

7ª rodada - 17/02

Brasil-Pel x Grêmio
Juventude x Inter
Pelotas x Novo Hamburgo
Aimoré x São Luiz
Avenida x São José
Caxias x Veranópolis

8ª rodada - 24/02

Inter x Brasil-Pel
Pelotas x Grêmio
Aimoré x Novo Hamburgo
São Luiz x Veranópolis
Juventude x Avenida
São José x Caxias

9ª rodada - 02/03

Inter x Aimoré
Grêmio x Veranópolis
Avenida x Pelotas
São Luiz x Novo Hamburgo
Juventude x Caxias
São José x Brasil-Pel

10ª rodada - 10/03

Grêmio x Inter
São José x São Luiz
Caxias x Pelotas
Veranópolis x Juventude
Brasil-Pel x Aimoré
Novo Hamburgo x Avenida

11ª rodada - 17/03

Avenida x Inter
Grêmio x São José
Caxias x Aimoré
Novo Hamburgo x Juventude
Brasil-Pel x São Luiz
Veranópolis x Pelotas

Fonte: Globoesporte.com

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Domingo na Praça

O projeto Domingo na Praça é uma iniciativa do Núcleo Jovens Empreendedores em parceria com a CIC e com o vereador Mauro Deluchi Schuler (Maurão), que acontecerá na Praça Daltro Filho de Vacaria, no dia 18 de novembro, com a finalidade de levar a comunidade oportunidades de promoção social e acesso à cultura e arte, aberto a qualquer membro da comunidade, não restringindo qualquer tipo de participação.


O intuito é assegurar a inclusão social e cultural e resgatar valores e princípios relevantes ao povo, dando oportunidades a população fazer um exercício de cidadania e uma forma de assegurar a comunidade, alternativas saudáveis e com segurança ao participar em práticas socioculturais e práticas de empreendedorismo. Sendo assim, o ponto de partida dos organizadores e a crença de que cultura e empreendedorismo são instrumentos com grande potencial de sensibilização e mobilização para o contexto de Vacaria.


O aspecto relevante é o envolvimento da comunidade e o apoio das instituições, entidades e empresas consolidadas na cidade, garantirão parcerias com escolas públicas, Prefeitura Municipal, universidades e Câmara Municipal.


Cartaz do evento Domingo na Praça. Créditos: Divulgação


As atividades realizadas pelas entidades, artistas, grupos de dança e empresas serão ofertadas na modalidade oficinas, disponibilizadas ao público como forma de descentralizar a vivencia, o conhecimento e garantir opções de lazer. Além dessas opções, a população terá́ transporte urbano gratuito, através da empresa Transfátima e, nesse dia, a empresa Cyberfly também ofertará acesso à internet, gratuitamente.

Venha participar do Domingo na Praça, um dia especial e cheio de atrações para toda a família. Será no dia 18 de novembro, a partir das 13h, na Praça Daltro Filho de Vacaria.


Atividades:


- Espaço Kids, com diversas oficinas, treinamento funcional, brinquedos infláveis e pula-pula;

- Apresentação de danças e músicas do folclore gaúcho

- Testes de glicose, pressão arterial e de visão

- Chimarródromo, com erva mate e água quente

- Grupos de leitura

- Yoga para adultos e crianças

- Pintores e obra de arte

- E muito mais


As ruas Borges de Medeiros e a Marechal Floriano, no perímetro da praça, serão fechadas para a prática de exercícios.


Contaremos com equipe de limpeza e segurança, além de transporte público gratuito (bairros - centro).



Apoio: 


Erva Mate Buena, Studio Saúde Academia, Teia Desenvolvimento Humano, Unimed, Unopar, Associação Amigos da Biblioteca Pública - ABT, Starlimp, Simi´s Fotografia, Rudi Tomielo, Casa Blanca, CTG Porteira do Rio Grande, Prevenir Clínica de Vacinas, Procuraí, Six Interfaces, Policlínica, Magrass, Pirilampo, Two Store, UCS FM, Rodoplast, Cyberfly, Transfátima, Yhuri Ramos, Loja Euphoria, Transporte Cavalinho, ASBAF, Lyons Clube de Vacaria - Leonas, Atelier Livre, Rotary Clube, Prefeitura de Vacaria, Comitê de Governança de Vacaria e Corpo de Bombeiros de Vacaria.


Realização:

CIC Vacaria; Núcleos Jovens Empreendedores, Saúde e Mulheres Empreendedoras – CIC e gabinete do vereador Mauro Schuler.


Caso chova, o dia do evento será transferido para o próximo domingo de sol.

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