terça-feira, 29 de junho de 2010

Origens / Rock de Galpão

Campeando, um rastro de glória, vem o sovado de pealo


Erguendo, a poeira da história, nas patas do meu cavalo

O índio, que vive em mim, bate um tambor no meu peito

O negro, também assim, tempera e adoça o meu jeito

Com laço, e com boleadeira, com garrucha, e com facão

Desenhei, pátria e fronteira, pago querência e nação



(Eu sei que não vou morrer

Por que de mim vai ficar

O mundo que eu construí

O meu Rio Grande o meu lar

Campeando as próprias origens

Qualquer guri vai achar)



Sou a gaita corcoveando, nas mãos do velho gaiteiro

Dizendo por onde ando, que sou gaúcho e campeiro

Eu sou o moço que canta, o pago em cada canção

E traz na própria garganta, o eco do seu violão

Sou o guri pelo duro, campeando um mundo de amor

E me vou rumo o futuro, tendo no peito um tambor

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