terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Grupo Vaneraço

No ano de 2017, no dia 10 de outubro, nasce da ideia de dois parceiros de palco, dois amigos de estrada, a ideia de montar um novo projeto musical. Projeto esse que exigiria muito trabalho, empenho e dedicação de ambas as partes.

Nasce então o projeto Vaneraço.



Nome esse escolhido para um grupo de Vaneira, com um repertório diversificado para fazer o povo dançar e se divertir.

Grupo Vaneraço vem com uma proposta inovadora, alegre, diferente para alcançar todos os gostos musicais, e com um foco muito objetivo de vencer e chegar ao sucesso.

Com um elenco de músicos de qualidades ímpar. Conta com uma megaestrutura, com uma frota de veículos e com um cenário completo para atender a qualquer tipo de evento…


Vaneraço é:


Abel Souza: Acordeon e Voz - Ex Coração Gaúcho e Tchê Sarandeio

Márcio Souza: Baixo e Voz - Ex Tchê Sarandeio

Rafael Santos: Bateria - Ex Grupo Os Mirins

Roney Campos: Voz - Ex Companhia Latina

Adriel Kemmerich: Guitarra e Voz - Ex Banda Calmon

Ônibus do Grupo Vaneraço



Com esse elenco de músicos e com toda sua estrutura, esperam levar a todos seus fãs e amigos a alegria transmitida através da música e a alegria no palco. #ÉVANERAÇO


Fotos e texto: Redes sociais do Grupo Vaneraço

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Divulgada programação campeira do Rodeio Internacional de Vacaria

O CTG Porteira do Rio Grande divulgou nesta sexta-feira (1) a programação campeira do 32º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria. O evento acontece de 27 de janeiro a 4 de fevereiro.



Conforme o patrão da campeira, Clodoaldo Rezende, entre as novidades para este ano estão o Laço Seleção Regiões, onde podem participar 10 laçadores que pertençam a mesma região, e o Laço Dupla Cavalo Quarto de Milha.

A premiação do 32ª Rodeio é de mais de meio milhão de reais, incluindo sete veículos.

Confira as modalidades:

Folder da programação campeira do 32º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria



LAÇO

Seleção Regiões, Caravanas, Taça Cidade de Vacaria – Haras Virgínia, Dupla Oficial do Rodeio, Patrão de CTG, Vaqueano, Veterano, Geração, Quarteto, Taça RBS TV de Laço, Guri, Piá, Piazito, Pai (mãe) e filho (até 15 anos incompletos e 15 anos ou mais), Prenda, Juvenil, Prendinha, Pai (mãe) e filha, Dupla de Irmãos, Dupla Cavalo Crioulo, Dupla Quarto de Milha e Seleção de Estados.

RÉDEAS

Peão, Guri, Piazito, Prendinha, Prenda Juvenil e Prenda.


GINETEADA

Pelo e Desafio Internacional de Gineteada

VACA PARADA


Piazinho, Piazito, Piá, Bonequinha, Prenda Mirim e Prendinha.


Fonte: Assessoria de imprensa do CTG Porteira do Rio Grande


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Conto de Guerra

É inimaginável pensar na cultura gaúcha sem reafirmar nosso orgulho e sentimento por nascer, crescer e ou viver as tradições dessa terra amada. Mais difícil ainda é deixar de, em algum momento, associar esse sentimento aos ideais de Revolução Farroupilha, posterior Guerra dos Farrapos.

Muitas estórias, causos, livros, poesias e trovas surgiram, para contar com diferentes palavras esse grande capítulo de nossa História. Um desses textos é o “Conto de Guerra”, que é uma estória criada por João Paulo Maciel de Abreu para um concurso de contos do ano de 2010, reproduzido logo a seguir:

 
Casa de fazendas e sesmarias antigas
Imagem: Roque Oliveira/Panoramio



“Dona Luísa e seu neto, João, tomam café da tarde na casa da fazenda que pertence à família há mais de cem anos, herdada de seu o avô, Alfredo, um dos primeiros a receber uma sesmaria no Rio Grande e de seu pai, Carlos Alberto, que continuou o legado do trabalho na terra até o último de seus dias. João sempre teve curiosidade de saber o porquê de toda a história de Alfredo e Carlos Alberto estar estampada nas paredes do casarão, e não haver ali nenhuma foto ou retrato do marido de Dona Luísa. 

- Por que não há nenhuma lembrança de meu avô nesta casa? E meu pai, por que nunca comenta comigo sobre ele?

- Ele nunca quis falar contigo sobre o assunto para que não dissesse equivocadamente.

- Como assim?

- Teu pai nunca conheceu o teu avô. 

- Vovó, o que aconteceu para que eles não se conhecessem?

- Acho que está na hora de você conhecer a história da nossa família. Teu Avô se chamava Paulo Ferreira de Abreu, um homem que defendia firmemente suas ideias. Ele era filho de um fazendeiro vizinho. Casamos quando eu tinha dezessete anos, no dia 23 de junho de 1835.

- Puxa vovó, que memória hein!

Terminam a refeição e caminham em direção ao alpendre em frente ao casarão, onde prosseguem a conversa e aproveitam a brisa. Luísa prossegue:

- Na época, todos nós vivíamos da produção de charque. Teu avô, assim como muitos outros gaúchos, estava descontente com o alto preço dos impostos cobrados. E o pior, os nossos clientes passaram a comprar charque importado da Argentina. Recém-casados, nós não podíamos continuar nossos negócios nestas condições.

- Vó Luísa, ainda não respondeu por que papai não conheceu vovô?

- Espera um pouquinho só, gurizinho apressado!

- Pouco depois de casarmos, teu avô juntou-se a uns homens iguais a ele, e deram início a uma revolução. Eu sei que um deles se chamava Bento e outro David José Canabarro. Esse Bento era um militar, filho de estancieiro; e esse David nasceu na cidade de Taquari. Esses dois eram muito amigos dele.

- Quando começou essa revolução?

- Começou em setembro de 1835. Poucos dias após o início da revolução, descobri que estava grávida. Desde então passei a rezar todos os dias para que meu marido voltasse bem. Teu avô não rezava muito, só fomos à igreja para casar.

- Foi muito difícil cuidar da fazenda?

- Muito. Teu avô levou todos os homens daqui da fazenda para lutar na guerra. Ficamos nós, as mulheres, a trabalhar para manter a fazenda, cuidando do gado e fazendo as lides campeiras. Todo domingo, Pe. Guilhermino vinha rezar uma missa aqui na fazenda, e nós reiterávamos nossos pedidos.

- E como foi quando papai nasceu? 

- A preocupação só aumentava, já que não sabia por onde meu marido andava, mas tive esperanças ao receber uma carta dele que contava que “o Rio Grande agora é uma república! Antônio Netto a proclamou, faceiro com a vitória no Seival em setembro. Agora estou em Piratini, capital da nova república. Nossa nova nação já tem hino e bandeira, e agora digladiamos ideais de liberdade em uma guerra entre países.” Paulo mandou-me ainda a letra do hino, contou que descobriu a Maçonaria e lá aprendeu a valorizar a liberdade, igualdade e fraternidade, estampados em nossa nova bandeira.

- Continue, estou adorando essa história! Quero ser como ele quando crescer...

- Teu avô ficou muito amigo também de um italiano, o Giuseppe, construtor de navios. Ele fazia os navios e teu avô, por vezes, ia junto com o italiano atacar os navios do Império. 

- E esse jornal aqui?

- Você tirou o jornal da minha gaveta, que modos são estes?

- Ah, vó! Que mal há nisso?

- Vou deixar que teu pai tome as providências. Sem mais delongas, esse jornal é um dos que comprei a fim de saber das notícias da guerra. O Povo fez com que pelo menos eu soubesse notícias do que meu marido estava metido, afinal.

- Ahnn... Então os guerreiros tinham um jornal?

- Claro, pois toda revolta tem um instrumento de divulgação. Como podes ver, o jornal diz que os revolucionários queriam maior autonomia das províncias, um presidente eleito pelos gaúchos, além de baixar os impostos do charque. Como os imperiais não quiseram aceitar, acabamos criando uma república.

- E essa bandeira aí na parede, já existia?

- Foi criada junto com o hino, que te falei antes. A original, conforme a carta, dizia que a bandeira da República Rio-Grandense era um quadrado, cortado por um hexágono vermelho e dois triângulos, um verde e outro amarelo.

- Não havia o brasão?

- Não, ainda não. Foi criado com bastante influência da maçonaria. E o hino foi criado por um “estrangeiro”, o mineiro Medanha, como me disse o teu avô naquela mesma carta.

- Vó Luísa, como vocês passaram os primeiros tempos de casados, antes da revolução?

- Vivemos muito bem. No dia da festa, casamo-nos na igreja da vila, afinal todos éramos católicos, a religião oficial do Rio Grande. Meu pai e meu marido, assim como a maioria dos homens, não tiravam tempo para ir rezar na Igreja e ter com Deus. Nós mulheres, íamos mais vezes à Igreja, antes da revolução, quando ficamos presas em nossas fazendas, afinal todas as tarefas que já eram nossas foram somadas aos afazeres de nossos maridos. Voltando ao assunto; nos domingos nós costumávamos chamar o capataz, que sabia tocar gaita muito bem e os seus filhos, que tocavam violão e pandeiro. O Fandango era certo. Chula, tava, truco, jogo do osso, tiro de laço na cancha da fazenda... Esse dia era reservado à nossa diversão, pois em todos os dias não tínhamos descanso. 

- Então continue a me contar sobre a guerra.

- Em março de 1940, a capital passou para Caçapava do Sul, de onde teu avô mandou uma nova carta. Estava muito ocupado com a proclamação da República Juliana.

- Onde era essa República Juliana?

- Nosso estado vizinho, Santa Catarina. Um dia desses vamos conhecê-lo. 

-Que vovô dizia nesta segunda carta?

-Ele estava dizendo que ajudaria na Assembleia Provincial constituinte para a elaboração de uma nova constituição. Na carta seguinte, já em Alegrete, ele diz que a nova constituição é uma mistura de revolução francesa e independência americana. A última carta que ele me mandou foi após a guerra. Para meu marido, Paulo, “Ou o império lhes oferecia paz honrosa; ou a guerra só terminaria quando nos campos da terra gaúcha corresse o sangue do ultimo farrapo”. Fiquei impressionada com as palavras dele, e não acreditei que a guerra realmente tivesse terminado, pois após quase dez anos lutando em uma guerra, ainda dizia aquelas coisas. Contou que o amigo David voltaria à sua estância, que o General Netto não gostou do acordo e oferecia suas terras na então província, novamente. Bento Gonçalves, outro amigo do Paulo, voltou para o Rio Grande, mas fiquei sabendo que morreu dois anos depois do Acordo de Paz de Ponche Verde.

- E vovô voltou para casa?

- Não voltou. Depois de ter lutado todo este tempo e sobrevivido, morreu na volta, até hoje não sabemos se morreu de pneumonia, segundo me contaram, pois tinha uns problemas no pulmão, mas não queria cuidar da saúde. O resto da história você já conhece.

- Que pena que meu pai não conheceu o pai dele. Esta noite vou rezar e agradecer por ter o meu junto de mim.

-Agradeça mesmo.

Sem perceber, os dois adentraram a noite. O ar já está levemente frio e os dois dirigem-se para dentro do casarão, continuar suas histórias. ”

domingo, 19 de novembro de 2017

Gauchão de Apartamento


Aqui no Rio Grande do Sul, existem dois tipos de gauchões: O gauchão campeiro, que cresceu no campo lidando com os animais, conhecido como “gauchão raiz”.

Mas também existem aquele gauchão que só usa pilcha quando tem rodeio e que prefere capeta de morango do que um bom velho barreiro e a ainda coloca açúcar no chimarrão. Esse tipo de gauchão também e conhecido como “gauchão Nutella”.


Foto: Diário Gaúcho


É para esse tipo de gauchão, que o gateiro e cantor João Luiz Corrêa lançou em 2008 a música Gauchão de Apartamento.

Confira a letra desse baita sucesso da música gaúcha:


Gauchão de Apartamento


E aí velho, tu vai ir no Farrapos hoje.

Tu tá me estranhando, animal? Não sou da tua turma, vai tirar leite de cabrita louco!



Quem vê de longe diz que é um taura da campanha

Trás na figura a própria estampa do rincão

Mate cevado e uma matera a meia espalda

E bem pilchado pra dizer que é gauchão.

Mas quando está sozinho em seu apartamento

Esquece o mate e se veste igual maloqueiro



Só bota a pilcha quando é dia de rodeio

Estufa o peito e fala alto eu sou campeiro.



Cheio de manha estiloso

Malandrão cento por cento.

É o gauchão de apartamento.



Bah! O Max e o Deivid não vieram meu

Mas o Pedro e o Tonhão vieram louco

É pra ti animal



Se num fandango não larga a guampa de canha

E na vaneira dança até clarear o dia

Leva na mala de garupa os mantimentos

E nunca falta um "paieiro" pra parceria.

Mas quando está sozinho em seu apartamento

Liga no rádio um bate-estaca indecente



Numa frasqueira seus creminhos de beleza

E pra beber gosta de chocolate quente



Cheio de manha estiloso

Malandrão cento por cento.

É o gauchão de apartamento



E aí animal, vai um suco de culhão de touro aí pra ti rapaz?

Tô só no chocolate quente velho

E uma cachaça com mel e veneno animal?

Não não vo no capeta de morango velho

(RIRIRIRIRI)



Cheio de manha estiloso

Malandrão cento por cento

É o gauchão de apartamento



Huum esta pilcha tá meio estranho louco velho

A boina foi a mãe quem fez, e a bombachinha comprei no shoppim

E essa guaiaca de dois andar animal

Essa é pra combinar com a cor do meu cavalo marrom

Tá mascando o que animal? Que cheiro é esse?

É hauus

Bah tche isso aí fede que nem vick vaporub

Bah que tri esse teu berrante meu

Que berrante rapaz, isto daqui é uma guampa de canha, uu bóco.



Composição: João Luiz Corrêa, Lincon Ramos e Gilson Siqueira "Xocolati"

Intérprete: João Luiz Corrêa & Grupo Campeirismo



Te aprochega e confira o vídeo da música Gauchão de Apartamento que faz parte do DVD 15 anos, 15 músicas gravado no 30º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria em 2014:







Te aprochega e conheça mais sobre a carreira do cantor João Luiz Corrêa

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Encontro de Artes e Tradição Gaúcha – Enart

A tradição do Rio Grande do Sul não se resume apenas as atividades campeiras. A riqueza da cultura gaúcha vai muito além, como por exemplo, as danças tradicionais.

A maioria dos rodeios crioulos possuem provas artísticas que atraem a atenção dos visitantes como as invernadas de CTG’s dançando os ritmos gauchescos, assim como a trova e a declamação.

O Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart) é um dos maiores festivais culturais da América Latina, promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Desde de 1997, a etapa final acontece no Parque da Oktoberfest, em Santa Cruz do Sul.
 
Foto: Site do Enart 2017 - Divulgação
A primeira edição do festival – na época era chamado de Fegart – aconteceu em 1986 na cidade de Farroupilha. No início era apenas uma competição entre CTG’s. Ao longo dos anos, o número de competidores cresce a cada edição. Foram agregadas outras categorias concorrentes e que abrangem diferentes aspectos da cultura gaúcha. Estima-se que na fase final do Enart reúne cerca dois mil competidores.

Antes da fase final, acontecem as etapas regionais e inter-regionais. Na fase regional que acontece nos meses de maio, junho e julho classificam-se sete competidores de cada modalidade para a próxima fase.

A fase inter-regional acontece no mês de agosto, sendo que são três fases inter-regionais envolvendo todas as 30 Regiões Tradicionalistas do estado do Rio Grande do Sul. Nessa fase classificam noves competidores de cada modalidade para final que acontece sempre no terceiro final de semana de novembro em Santa Cruz.

Em algumas modalidades, como Danças Tradicionais (a principal modalidade do encontro), existe mais uma fase, que ocorre no terceiro dia da fase final, chamada de finalíssima, onde um certo número de competidores é selecionado para se reapresentar.

As modalidades do Enart são as seguintes:

Conjunto instrumental: Cada grupo executa duas músicas de ritmos distintos sorteados, podendo ser de autoria própria. Não há acompanhamento vocal e os grupos possuem no mínimo três e no máximo oito músicos, cada um tocando um instrumento.

Violino ou rabeca: O concorrente apresenta uma música apenas instrumental (que pode ser de autoria do participante), sem acompanhamento, com o ritmo previamente sorteado.

Gaitas: Conta com apresentação individual de uma música, que pode ser de autoria do participante. Cada concorrente escolhe três gêneros dentro de uma listagem, que inclui vanerarancheirapolca e bugio, dentre outras. Antes do participante subir ao palco, há um sorteio do ritmo a ser apresentado. Esta modalidade traz cinco subdivisões, nas quais variam os instrumentos: gaita pianogaita de botão até 8 baixosgaita de botão mais de 8 baixosgaita de boca e bandoneon.

Violão: Tem o mesmo formato da modalidade Violino: apenas instrumental e com sorteio do ritmo antes da apresentação.

Viola: Segue a mesma estrutura das modalidades Violino e Violão.

Chula: É uma dança masculina que consiste no desafio entre dois peões de CTGs diferentes, e onde eles dançam sapateando sem tocar a lança de madeira que está disposta no chão. O gaiteiro toca um ritmo específico para cada apresentação.
 
Foto: Página do Enart no Facebook 

Danças tradicionais: É a modalidade mais importante do Enart e é dividida em Forças A e B. São 80 grupos, sendo 40 em cada divisão. Têm 20 minutos para fazer sua apresentação que inclui entrada (dança de criação livre mas inspirada em elementos da tradição gaúcha), três danças clássicas tradicionais e saída (mesma premissa da entrada). São 25 danças tradicionais, entre elas anucana verdexote de sete voltas e pau de fitas. Os grupos só tomam conhecimento de quais danças apresentarão poucos minutos antes do espetáculo, por meio de sorteio. A avaliação leva em conta critérios como harmonia, interpretação artística e correção coreográfica. Cada grupo de dança tem um conjunto musical próprio, que toca as músicas ao vivo.

Danças gaúchas de salão: Desta modalidade participam casais que precisam conhecer ritmos gaúchos de salão, como vaneravalsamilongachamamé e xote. Antes da apresentação há o sorteio do ritmo a ser apresentado e, depois, há uma avaliação coletiva dos casais concorrentes em um salão, no estilo baile.

Causo gauchesco de galpão: É um concurso individual, onde o concorrente conta ao vivo, para a plateia e para a comissão avaliadora, a sua história.

Pajada: Os concorrentes fazem, de improviso, um canto lento, quase uma declamação, com estrofes de dez versos.

Concurso literário gaúcho: Os concorrentes enviam obras inéditas (contos ou poesias) ao MTG, para avaliação de uma comissão que escolhe os melhores trabalhos, sendo o vencedor anunciado no final do Enart.

Declamação: É oconcurso individual de poemas, geralmente de autoria de poetas gaúchos, com temas regionalistas. O declamador recita a obra (que não é inédita) acompanhado de um violonista. Há divisão entre homens e mulheres.

Trova galponeira: É o concurso de desafio entre dois concorrentes, de improviso e através de versos rimados, com tema proposto na hora. Há três subdivisões, nas quais há variações de estilos: campeira ou mi maior de gavetão, martelo e estilo Gildo de Freitas.

Conjunto vocal: Os grupos concorrentes são constituídos por no mínimo três e no máximo oito cantores, cantando com no mínimo três vozes distintas. A música pode ser de autoria própria e o ritmo é sorteado previamente.

Solista vocal: O concorrente canta uma cançãio, que é sorteada antes da apresentação, entre três canções de ritmos diferentes. É permitido acompanhamento e arranjos instrumentais e a música pode ser autoral. Há divisão entre homens e mulheres.


Seleção: Somente entidades e seus associados filiados ao MTG, maiores de 15 anos, podem participar do Enart. O foco da competição são artistas amadores, exceto os músicos das Forças A e B de Danças Tradicionais, que podem ser profissionais.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Machado & Marcelo do Tchê


A dupla formada pelo gaiteiro Edson Machado e pelo cantor Marcelo Noms em 2014 já começou uma grande bagagem musical. Eles são fundadores do grupo Tchê Barbaridade, uma das bandas pioneiras da tchê music, gênero que fez sucesso nos anos 2000.



Em seu repertório constam composições de autoria de ambos, como “Moça Fandangueira”, Sábado é o Dia”, “Ausências” entre outras que ficaram marcadas. Até hoje fazem parte dos repertórios de vários grupos gaúchos em bailes de CTG e em rodeios crioulos no sul do Brasil.

As músicas interpretadas pela dupla levam ao grande público do segmento gaudério de bailes o ritmo forte com Machado e sua vibrante forma de tocar gaita, aliada ao romantismo e a força vocal de Marcelo.

Te aprochega e confira a primeira música de trabalho do dueto Machado & Marcelo do Tchê, Dançando com a Nega:








Te aprochega e confira a trajetória do grupo Tchê Barbaridade

UM BLOG AJOJADO DE SENTIMENTOS

PESQUISE POR AQUI