quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Sepé Tiaraju


Registrada pelo escritor Simões Lopes Neto, a lenda diz que Sepé Tiaraju nascera trazendo na testa um lunar como um emblema divino.


Batizado Joseph Tyarayu, o índio missioneiro cresceu nas aldeias jesuítas dos Sete Povos das Missões. Destacou-se por ser um bom combatente e estrategista. Sepé, cujo nome tupi-guarani se traduz como facho de luz, impedia a entrada das comitivas luso-brasileiras e espanholas em suas terras e o lunar guiava os soldados em seus combates. De acordo com Simões: "Quando a guerra chegou/ Por ordem dos Reis de além/ O lunar do moço índio/ Brilhou de dia também".

Apesar de toda a luta, Sepé pereceu junto de 1,5 mil guaranis na batalha do Caiboaté. Ao morrer, diz a lenda que Deus tirou o lunar da testa de Sepé, transferindo para o céu dos pampas a fim de guiar os gaúchos. Por isso, em noite escura, ao olhar para o céu, lembre-se que o herói guarani missionário rio-grandense, agora São Sepé, olha por você. E saiba: o Cruzeiro do Sul nunca brilhou tanto.

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