sábado, 11 de setembro de 2010

Romance do Peão Posteiro

Os Mateadores


Quando volto às casas num final de tarde

Venho assoviando uma coplita mansa

Meio basteriado pela dura lida

Mas meu coração canta de esperança

Sei que me esperam junto da janela

Dois olhos matreiros presos à distância

É a dona do rancho que sai porta a fora

Para os braços rudes desse peão de estância



É um rancho posteiro num fundo de campo

Meu pequeno mundo que eu mesmo fiz

Como por encanto torna-se um palácio

Para a prenda rainha que me faz feliz

Essa prenda linda prendeu meu destino

Não sou mais teatino, veja o que ela fez

Ao olhar seu ventre sei com ansiedade

Que em breve no rancho nós seremos três



Vou aumentar o rancho pois sou prevenido

Já tenho escolhido o pingo pra o piá

Vai ser meu parceiro nas horas de mate

Maior alegria que essa não há

Quem tem o que eu tenho vai me dar razão

De cantar alegre galopeando ao vento

A saudade é um chasque pra mulher amada

Que me invade o peito, coração à dentro

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