O lenço é parte essencial da indumentária do gaúcho.
Inicialmente, era utilizado na cabeça, mas a partir de revoluções políticas no
Rio Grande do Sul passou para o pescoço com uma conotação mais representativa.
Os gaúchos utilizavam o lenço como forma de distinção
partidária. Ainda hoje as cores mais usadas são branco e vermelho, mas sem
conotação política.
O lenço representa uma parcela importante na história dos
usos e costumes do gaúcho. Existem distinções de cores e nós. O
lenço vermelho era identificado com os revolucionários farroupilhas (maragatos)
e posteriormente com o Partido Federalista (1893). A cor verde era dos
partidários do Império (pica-paus), mais tarde o general Flores da Cunha, ao
fundar o Partido Republicano Liberal, adotou o lenço branco (chimango). O preto
representa o luto. Todos os lenços devem ser lisos, com exceção do carijó
(xadrez miúdo).
São muitas as formas de atar o lenço. O nó quadrado é o mais
comum, e foi consagrado com o presidente Getúlio Vargas, por isso recebe também
o nome de nó getulhista. Alguns sugerem sentidos maiores, como o nó do namoro,
que, quando separado, indica que o peão está solteiro. O nó cruz utiliza-se em
cerimônias religiosas. Além destes, muitos foram sendo criados ao longo do
tempo, mas muitos são apenas variações.

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