Anos 80 em Vacaria

Super Cesa era o "top" de Supermercado

Supermercados eram: Deon e Riva.

Faculdade aqui era FALEV

Palombini era um político imbatível.

São Francisco não era só um santo, mas sim a maior e melhor escola da cidade.

Estudar no São Francisco necessitava comprar um blusão verde, com golas e mangas amarelas e vermelhas.

Estudar no São José tinha que usar saia sanfonada e camisa de gola branca.

Saída do São José - que era colégio só de menina - todos corriam para "pegar a saída" e ver as gatinhas.

Glória era um time amador e o Brasil era o orgulho da cidade.

As ruas tinham "2 mãos"

Boate do Jockey era uma das melhores do Estado.

Boate de Páscoa e de Natal bombavam sem falar das boates de Domingo à tarde (galera saia da piscina molhado e ia pra boate Sombra)

Motel era apenas o Mirage

"Motel da Gurizada" era o morro das antenas de TV, entrada do aeroporto ou a estrada do graneleiro.

Cinemas Guarany (hoje é a Volpato) e Querência (hoje é a Livraria do Estudante)

Xis do Gordo era aonde hoje é o Clube do Comércio.

Clube do Comércio tinha sede campestre e não tinha sede.

Jockey Club tinha um terreno na frente, com um pequeno gramado e uma pequena piscina.

Clube Guarani era famoso pelas azarações em fim de festa.

Casa Almeida você comprava de tudo para casa.

Rodoviária era onde ficava a Total.

Rádio Esmeralda se chamava Rádio Cidade e não existiam FM's na cidade.

Restaurante do Beto Berthier era o mais fino e só os ricos iam lá. (No Jockey Club)

O Alfred era a melhor loja de roupas da cidade. (Aonde é a Loja Resumo hoje e depois onde está o INSS)

Foi construído um terminal de ônibus urbano moderno perto do moinho. (Desativado, pois ficou obsoleto).

Galeria Real Center era um ponto de encontro. (Aonde hoje é a Grazziottin).

Na Real Center tinha a sorveteria Dutti Vitta

Vacaria já teve uma Renner e Zaffari também.

O xis do Cata começou nesta época. Depois fechou por uns 15 anos e voltou há pouco tempo.

(na primeira vez que abriu o nome já era "DRIVE IN KIKÃO" e o proprietário era o Bruno).

Câmara de Vereadores era no prédio do Dionísio Frozi.

A FIAT se chamava Itacolomi.

A FORD era Fundiferro.

A VOLKS era Irmãos Soldatelli.

A Mercedes Benz chamava-se Autoval e era o orgulho da cidade, inclusive com um time de futebol de salão.

Ginásio dos Bombeiros era o melhor da cidade.

Ponto Doce era um ponto de encontro durante a tarde e era cheio das guloseimas e se situava na praça (Tipo a Algo Mais de hoje).

Francisco Appio era ainda um radialista e funcionário do Banco do Brasil.

Os loucos eram apenas Bola 7, Tinta, Sergião, Tuzinha e Shazan.

O Irmão Getúlio chamava-se Polivalente e era um dos melhores colégios técnicos do Estado.

Viajar para Porto Alegre de ônibus demorava 6 horas. No final dos anos 80 colocam um ônibus direto que levava 4 horas. Isto era o máximo.

Ipê era Vila Ipê, Pinhal da Serra era um ponto perdido no mapa, Monte Alegre era "do oitavo" e Campestre da Serra era uma vilinha no caminho para Caxias.

Vacaria tinha Campeonato Municipal de Basquete.

A banda marcial do São Francisco era respeitável em todo o Estado.

Balneário do Mannhart era um dos roteiros de verão do pessoal (Mannhart foi prefeito e fez um balneário no rio Quebra Dentes para "todo o povo").

A inauguração do Ginásio Serrano foi uma revolução em termos de quadras esportivas.

Em cima do Imec - na época Super Cesa - tinha uma cancha de futebol de salão. E depois virou a Ilha do Mel!

Os bombeiros tinham uma quadra esportiva coberta, aonde hoje é o estacionamento deles.

Friva era o maior empregador da cidade.

Pista de kart era na BR-285, onde hoje está a UCS. Antes disso as corridas aconteciam em frente ao Moinho

Nega Eva era a casa de "meninas" mais fina da cidade (Dizem que ela casou e virou fazendeira em Rondônia).

Hotel Serra Alta era Hotel Ipiranga. Existia o Hotel Alvorada (Aonde hoje é Belã) e Pampa Hotel.

Centro Social Urbano era um centro esportivo fantástico (hoje é a UERGS).

Discos Toka e QG era o local dos lançamentos de discos e fitas k-7.

Locadora (de VHS é claro) era a do Valério e aquela que existia no Frozi o dono era o João Paulo.

Sede campestre da AABB era onde fica a Tino e D'Oro Pizzaria e tinha ótimas quadras de tênis.

Luciano Camargo (Defo), Barpe e Cirano Roveda eram os melhores DJ's.

Os Caudilhos eram um dos melhores conjuntos gaúchos.

Alguém lembra que a praça tinha escrito numas plantas, de um lado, TUDO PELA PÁTRIA e de outro VIVA O BRASIL?

Livraria Brizola (não tinha melhor para livros, revistas e etc., ah e figurinhas também).

Café Bueno ou Café da Esquina (ponto de encontro e fofocas dos políticos e empresários da região - hoje é a farmácia São João, em frente da Panvel)

Docelância do Seu Manoelzinho - Aonde hoje é a farmácia Popular, em frente à praça. Era um senhor de idade, que mantinha uma confeitaria que a gurizada adorava e sempre passava lá antes de ir ao cinema.

Sorveteria GLUT'S na avenida e depois no Largo Bamerindus.

Leites Corlac - Sim Vacaria teve uma fábrica de laticínios

Banda Elo Ocidente e LSD

Itacolomi Tintas era uma potência e ficava aonde hoje é o Cestão. Também ali ficava a Casa Cléa, lugar legal de comprar carrinho de ferro.

Palombini tinha uma farmácia da avenida enorme, aonde hoje é a Sejapel.

Serrarias do Ioschp, Gasperim, Rech e dos Irmãos Minella .

Posto do Vadis, Irmãos Frozi, Loja Marcantônio, Comercial Dorigatti, Arcelino & Filhos eram verdadeiras potências.

Cartório do Dr. Dolzan (antes do Sesostris)

Cartório da Dona Cecília, do qual ela ficou até os anos 90 e não deixava registrar crianças com nomes estrangeiros.

O Roberto Rossi tinha um bar, acho que o nome era Porão, embaixo de onde é o Super Chaves. Não é o bar que nos anos 90 era embaixo do Super Da Hora, eram embaixo do Super Chaves mesmo. (o nome do bar era "METRÔ").

Churrascaria Guaporé era o máximo e vivia cheio.

Todo mundo ia até a Ponte do Pelotas ver a "ponte antiga" que tinha caído nos anos 60 e tomar cerveja lá.

Posto do Wadis era um dos maiores postos de combustíveis do Estado.

Camburão da Brigada era conhecido como "pata choca". O por que até hoje eu não sei...

Estudar inglês era no Minski, só depois veio o Yázigi.

A Loja dos "Dorigatti" na avenida era sempre cheia e talvez a maior da região.

A "elevada da Brigada" ainda não existia e não tinha como passar carro por ali (sim a Rua Ramiro Barcelos, terminava antes de chegar naquela descida que vai à Brigada Militar).

Campo de futebol do Franciosi, em que a marca do campo era um "levantamento" do gramado. Excelente para fazer gol.

Loja Chaves era um dos "point's" para a compra de roupa jovem - Aonde hoje é a antiga Padaria Gobetti, a Tarutis e a Algo Mais.

Loja Frozi, era uma grande loja de confecções (hoje ali fica a Belã).

Alemão das Chaves - Na época não tinha estas lojas de chaves e etc., tudo era com o alemão das chaves.

Casa Cléa - Aonde é a Sensuale - Tinha de tudo para casa e principalmente brinquedos. Para comprar carrinho de ferro, o local era ali, pois tinha eles expostos, num tipo mini prédio.

O SUPER CESA TINHA UMA FILIAL NA AVENIDA, ONDE É A PROLAR A CIA DOS SAPATOS

LIVRARIA DO ESTUDANTE ERA UMA SALA DE 2M x 2M ONDE HOJE É O BRADESCO

E QUEM QUERIA VER UM FILME DE VÍDEO CASSETE TINHA LOCADORA KALOA, que virou loja de discos.

O Flávio Figueiró tinha uma cafeteria, ao lado da relojoaria, que era um corredor estreito, as mesas tinham que ficar na rua.

Livros escolares eram comprados na FENAME, com 50% de desconto.

Embaixo do Edifício Vó Juventina abriu o PONTO SALGADO (da mesma dona do Ponto Doce), que só funcionava à noite.

Pizzaria era a Napole e o Recanto, esta última ficava em cima do Bradesco.

Em cima do Clube do Comércio abriu o Degraus 40, super poit da juventude.

O maior medo dos pais era que os filhos bebessem e fossem fazer pega na decida da Zona.

Quem estudou no São Francisco nunca vai esquecer os Irmãos, Santo (morreu em 2009), Cadoná, Jair e Piva, este último sempre com sua régua gigante.

***Irmão Piva poderia ser comparado hoje com o Felipão. As seleções de 74, 73, 72 e 71 eram praticamente imbatíveis. Irmão Santo era quase o Hugo Chaves

Já no São José tinha as inesquecíveis irmãs (e gêmeas) Gema e Genoveva ou então a terrível Pedrotti.

Na boate do Jockey Club, aos domingos, no final da tarde, as tradicionais matinês dançante.
Maciel, que ficava ao lado onde hoje é a Fattale.

A farmácia do Gelson, a Confiança, onde hoje é a Pirâmide Informática.


Farmácia na cidade era a "Farmácia do Lar" a maior da cidade do Sr. Francisco Marques.

Corridas de bicicleta na Delegacia de Educação com a "Honda e a Yamaha".

O programa de Sábado a noite era tomar vodka "Pop" na Avenida e depois fazer serenata. A guria que não abria a janela ganhava uma vaia ou um heavi metal.

Quem podia ter som bom no carro tinha um amplificador Tojo e twiter Lesson

Tinta Nuguett na lanterna traseira também fazia parte do equipamento do carro.

Brinquedo era Mundo dos Plásticos que ficava no prédio onde é as lojas Delta, ficava ao lado do Laboratório Pereira, porque exame ela ali ou no Laboratório Rota, em cima da atual Moda Viva Homem.

Roupa de Criança era na Loja Biazus, ao lado da atual Cacau Show.

E os domingos, quem não sentou na frente das lojas Strasburger?


Quem não passou suas tardes no Ponto Doce e a sexta noite no Ponto Salgado. Ou então comeu um Xis na madrugada no XIS Pentelho em frente à Padaria Sabor de Lar.


Autor do texto: Carlos Alberto de Oliveira,  jornal Correio Vacariense.

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