quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Sala de Redação: Aos 45 do primeiro tempo


O livro Sala de Redação: Aos 45 do primeiro tempo conta a história do programa que mudou rádio gaúcho. Escrito pelo jornalista Cléber Grabauska e Júnior Maicá lançado em julho de 2016, pela editora Bairrista possui 254 páginas divididas em seis principais capítulos sobre o programa Sala de Redação da Rádio Gaúcha.

Este é o segundo livro escrito sobre o programa. O primeiro foi Sala De Redação - A Divina Comédia do Futebol também escrito por Cléber Grabauska em parceria com José Coito.

O prefácio do livro foi por Cláudio Brito, que fez parte da primeira formação do programa.

A ideia de criar o Sala de Redação surgiu de Cândido Norberto em 1971 em uma época em que a Rádio Gaúcha não era líder de audiência como é nos dias atuais. Durante os 45 anos de existência o programa colocou a Rádio Gaúcha em destaque. Inicialmente o programa era apresentado dentro do da redação do jornal Zero Hora.

Mesmo com dois incêndios seguidos não abalou a estrutura do programa que a cada conquistava o ouvinte gaúcho. Inicial o programa era um debate sobre os temas do dia, destacando a dupla GreNal que acabou virando o carro chefe dos assuntos do debate.

Muitos comunicadores fizeram parte do Sala de Redação destaco alguns dela. Paulo Sant’Ana e seu amor pelo Grêmio é o maior destaque de toda história do Sala. Pena que ele saiu do programa após uma briga com Kenny Braga, o representante colocado, após um GreNal em 2014. Esta briga entre Sant’Ana e Kenny Braga foi a maior do programa e da história do rádio gaúcho. Aliás, brigas o que não faltou nesses 45 anos do Sala. Existe um capítulo do livro dedicado a estas brigas.

Ruy Carlos Ostermann e Lauro Quadros antes de compor a equipe do Sala de Redação, trabalhavam na Rádio Guaíba, rival da Rádio Gaúcha. Naquela época, trocar a Guaíba pela Gaúcha era como o Falcão trocasse o Internacional pelo Grêmio ou Renato Gaúcho, ídolo gremista, fosse jogar no Inter. Cada um desses comunicadores tem um capítulo de destaque no livro.

De todos os comunicadores que já passaram pelo Sala de Redação o qual mais me identifiquei foi com o Guerrinha, que assim como eu sou colorado, consegue fazer uma análise imparcial. Se for necessário ele critica o Inter e também elogia o Grêmio que o time joga bem. Sem clubismo. Este tipo de comentarista que eu quero ser.

Nos seis principais capítulos do livro sobre a história. Cada capítulo é marcado por uma frase dita por grandes pensadores para definir cada etapa da história do Sala de Redação.

Capítulo 1 – O sábio e o gênio

“O verdadeiro discípulo é aquele que consegue superar o mestre”. Aristóteles

Capítulo 2 – 1971

“É necessário ter o caos cá dentro para uma estrela”. Friedrich Nietzche

Capítulo 3 – O professor

“Um professor afeta a eternidade. Ele nunca pode dizer onde sua influência para”. Henry Adams

Capítulo 4 – Lauro Quadros

“O humorismo alivia-nos das vicissitudes da vida, ativando o nosso senso de proporção e revelando-nos que a seriedade exagerada tende ao absurdo”. Charles Chaplin

Capítulo 5 – As históricas brigas do Sala

“Violência é uma das coisas mais divertidas de se assistir”. Quentin Tarantino

Capítulo 6 -  Sala 360

“Repetir para aprender, criar para renovar”. Ezra Pound

Mesmo com todo sucesso, o Sala de Redação se reinventou focando nas redes sócias. Hoje o programa é transmitido ao vivo via Facebook.

Quem gosta de rádiojornalismo recomendo a leitura do Sala de Redação: Aos 45 do primeiro tempo, é uma leitura prazerosa e enriquecedora tanto para estudante como jornalista que gostam de trabalhar com o rádio. Cada página lida é uma nova história é conhecida. Também é uma leitura fundamental para quem for fazer um TCC sobre o rádiojornalismo.

Notas:

Também acompanha um DVD com um documentário sobre o programa. Mas no meu caso apenas comprei o livro.


Em 6 de setembro de 2016, os jornalistas da casa Duda Garbi e Kelly Matos somaram-se ao time de debatedores do Sala. A partir de então, o gremista Duda, integrante do Pretinho Básico da Atlântida, e a colorada Kelly (primeira mulher a integrar a equipe do programa), apresentadora do Timeline Gaúcha e repórter de política, participam na condição de repórteres da torcida na Central Gaúcha de Esportes - função que assumiram no lugar de Luciano Périco, quando este assumiu a narração titular das transmissões da RBS TV no lugar de Paulo Brito (contratado pela Band RS).

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