domingo, 30 de agosto de 2015

César Oliveira & Rogério Melo


Amigos há mais de 25 anos, criados juntos na cidade de São Gabriel, César Oliveira & Rogério Melo atuam como dueto desde 2001. Juntos, gravaram treze CDs e três DVDs. São uns dos artistas mais reconhecidos no cenário cultural do sul do país, tendo recebido, cada um dos intérpretes, diversas premiações em festivais de música nativista. Em 2013/2014, pelo CD “Era Assim Naquele Tempo...!”, foram finalistas da 14ª Edição do Latin GRAMMY, concorrendo com mais de 9.400 inscritos de toda América Latina e, também, do 25º Prêmio da Música Brasileira, para o qual já foram indicados quatro vezes e são vencedores na categoria de “melhor dupla regional”.
César Oliveira & Rogério Melo

Extremamente vinculados à música terrunha, têm um público cativo e crescente, o que coloca seus discos entre os mais bem vendidos do Estado e lhes rendeu um Disco de Ouro em 2011.

Nestes treze anos de carreira, César e Rogério vêm consolidando grande prestígio perante a crítica, o mercado e seus admiradores, e deixam uma marca indelével na história da música gaúcha. Para eles, contudo, a maior recompensa é poder honrar, valorizar e propagar a força da cultura e do folclore da pampa gaúcha.


César Oliveira


Um filho da fronteira, César Oliveira, o caçula dentre três irmãos, nasceu em 8 de dezembro de 1969 em Itaqui, cidade gaúcha que faz divisa com a Argentina. Porém, foi em São Gabriel, para onde mudou-se aos dois anos e meio de idade, que viveu as melhores lembranças da infância e adolescência e onde iniciou a formação escolar e cultural, desenvolvida em CTGs.


César saiu aos seus. Assim como os pais Antônio e Terezinha que formavam uma dupla e participavam de programas de rádio ou programas de auditório, nasceu para cantar. Por influência deles, cresceu escutando diversos ritmos e elegeu os de folclore, que retratam os costumes de um povo, como os preferidos. É grande apreciador de Chacareras, Polcas, Chamarras, Vaneiras, Rancheiras, Tangos.


Anos 80

Aos 13 anos começa a aprender - com alguns ensinamentos básicos do irmão mais velho, Sandro - a tocar violão. Aos 14 ganha o primeiro violão, um presente da mãe. Aos 17, passa a fazer parte de invernadas artísticas em São Gabriel como violonista, o que lhe propiciou, mais tarde, o convite para integrar o "Grupo Tupambaé", formação musical dedicada a divulgar a cultura rio-grandense. Aos 20 anos perde a mãe e sente-se desmotivado a continuar carreira.



Depois de algum tempo retirado do cenário musical retorna ao meio nativista incentivado pelo amigo, doutrinador e parceiro Edilberto Teixeira. Se inscreve em festivais, ainda como amador e inicia um novo ciclo. No final da década de oitenta tem a primeira música - "Sina Estradeira" - gravada no disco "1ª Carreteada da Cançao Nativa de São Gabriel". Este foi o impulso que faltava. Passou a participar de modo mais ativo dos festivais, percebendo-os como a vitrine capaz de alavancar a carreira além fronteiras.


Anos 90

Em 1990 integra o grupo folclórico "Os Chimangos", de Caçapava do Sul, e a após cinco anos de permanência sai em turnê com o grupo e percorre cidades da Europa. A partir de 1995 César percebeu a necessidade de se preparar para, mais tarde, oficializar-se como músico profissional. Ficou próximo de grandes poetas e conquistou grandes amigos. Dentre eles, Enio Medeiros, compositor e instrumentista, com o qual fez parceria profissional e Rogério Villagran, poeta de referência e até hoje um de seus principais parceiros musicais.


Em 1997 lança o primeiro trabalho solo, chamado "Com a Alma Presa na Espora" (Gravadora Allegreto, de São Paulo). Este CD serviu para definir o estilo e marca como representante da música crioula.


Em 1998, ainda pela mesma gravadora, traz ao público o segundo CD da carreira, intitulado "Na Hora do Amargo". Neste, as letras são de Roberto Huerta de Caçapava do Sul. Já em 99 assina com a Gravadora ACIT, que até hoje lança seus trabalhos, e lança o terceiro CD, "Coplas de Andarengo".


Anos 2000 - atualidade

No 4° CD da carreira, "De Campo e Alma", César inaugura uma parceria que tinha tudo para dar certo. Ainda como um convidado especial, o amigo de infância Rogério Melo canta em dueto com César a música "Machaço Confronto". A consolidação deles como dupla se deu apenas alguns anos depois, após novas participações de Rogério em trabalhos do amigo.

Em 2001, César se muda para Porto Alegre e lança o CD "Na Boca da Noite", onde dividiu com Rogério os versos da composição "Sob As Mangas do Aguaceiro". Em maio de 2002, encerra o CD "Lá na Fronteira" cujo nome também se destina a principal música do disco, novamente dividida com Rogério. Neste as letras são do poeta Anomar Danúbio Vieira, de Santana do Livramento.

Em novembro de 2002, César Oliveira e Rogério Melo finalmente firmam a dupla. Como marca do início do dueto fica o CD "Das Coisas Simples da Gente" e a música, "Pra Bailar de Cola Atada", que trouxe aos palcos a alegria e riqueza do cancioneiro campeiro do Rio Grande do Sul. Desde então, César e Rogério gravaram no total 13 CDs e hoje são consagrados por esta união de estilos e personalidades complementares.

Além de assinar a direção artística da discografia do dueto, César tem se dedicado também a produzir outros artistas, e assim foi com o CD/DVD Festchê 3, Marcello Caminha, Jairo Lambari Fernandes, Alfredo Neto e Cristiano Quevedo. Recentemente abriu o Estúdio Bah, em Eldorado do Sul, onde tem concentrado suas atividades de produção e também onde foram gravados os últimos álbuns do dueto.


Rogério Melo


Anos 80

Em 18 de maio de 1976, na cidade gaúcha de São Gabriel, nascia Rogério de Azambuja Melo, filho de Dalmir dos Santos Melo e Maria Inês de Azambuja Melo. Desde pequeno Rogério demonstrava tendência e apreço pela tradição em suas diversas expressões. Foi ainda em São Gabriel que descobriu a música em suas variadas formas - prática, ritmo e expressão corporal, e aos 10 anos começou a tocar violão e ingressou na invernada do CTG Caiboaté.


Anos 90

Já adolescente, em 1992, mudou-se da fronteira-oeste para o litoral, mais especificamente Capão da Canoa. Foi lá, freqüentando o CTG João Sobrinho, que conheceu os amigos Coca, Sílvio, Valesco e o cantor e compositor Chico Saga, os responsáveis por sua iniciação no canto. No mesmo ano, complementando a ligação com a música, Rogério ganhou do pai o primeiro violão.

Três anos depois foi morar na capital do Estado onde, fascinado pela força e beleza da música gaúcha, passou a cantar em fandangos, integrando o grupo "Estilo Campeiro". Estes palcos foram sua primeira escola de canto e também o impulso para uma importante decisão - a de voltar a São Gabriel para se lançar como solista nas invernadas artísticas do CTG Caiboaté.



E foi na cidade que lhe apresentou a música e a cultura gaúcha que Rogério passou a ser reconhecido pela sua voz. Simultaneamente às invernadas começou a cantar no grupo "Eco do Sul" e com eles teve a primeira experiência de estúdio. Em 1998 lançaram "Um Vistaço na Tropa", CD produzido por César Oliveira. Neste mesmo ano Rogério deixa o grupo e ingressa nos festivais de música nativista, meio responsável por lançar muitos músicos e excelentes trabalho. Começou assim a definir a carreira e futuro profissional.


Anos 2000 - atualidade

Em 2000, Rogério participou do disco "De Quem Anda Por Aí", do poeta gabrielense Alex Silveira. Neste mesmo ano, gravou uma participação no CD "De Campo e Alma", de César Oliveira, o que propiciou um estreitamento de uma amizade já de longa data, que culminou em César Oliveira produzindo o álbum solo de Rogério Melo, intitulado "Alma Campeira", lançado pela gravadora Master Discos, de Santa Maria, no qual participaram juntos em 04 faixas.

Tamanha a cumplicidade artística, a afinidade musical e o companheirismo entre os dois que resolveram lançar oficialmente o dueto "César Oliveira & Rogério Melo" através do disco "Das Coisas Simples da Gente", em 2002 (Gravadora ACIT).  Juntos, eles preencheram uma lacuna aberta na música nativista e a cada trabalho reafirmam seu comprometimento com a música de raiz do Rio Grande do Sul.

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