segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Grêmio Esportivo Glória

As aparências enganam...

Quem vê o gramado do Altos da Glória das arquibancadas pode pensar que ele é pequeno, mas suas dimensões (110m x 75m) são as mesmas do Beira-Rio e do Morumbi e maiores do que as do Olímpico Monumental (107m x 72m).
 
Estádio Altos da Glória (Foto: Mateus Rosa - Repórter Riograndense)


Drive-in

Os torcedores mais jovens talvez não lembrem ou mesmo não saibam, mas durante muito tempo foi possível entrar de carro no Altos da Glória. Assim, quem quisesse podia acompanhar as partidas de dentro do veículo, abrigado da chuva e do frio. A brincadeira durou até meados dos anos oitenta, quando foram construídas as arquibancadas no lado do estádio junto à Avenida Militar.

Sempre cabe mais um

O maior público da história do Altos da Glória foi registrado em 30 de abril 1989, quando 8.510 torcedores espremeram-se nas arquibancadas e junto ao alambrado para vibrar com Glória 1X2 Grêmio. Parece pouco, mas levando-se em conta que o município contava, à época, com cerca de 60 mil habitantes, pode-se dizer que 15% da população vacariense presenciou o inesquecível duelo.

Fazemos qualquer negócio!

Em 1985, o Glória convidou o Internacional para o amistoso de inauguração dos refletores do Altos da Glória, que o aceitou pela “módica” quantia de Cr$ 15 milhões. Para arrecadar mais, a direção do clube fez algo que só mesmo em uma confraternização é concebível: pôs à disposição da torcida 80 cadeiras... Junto à linha lateral do campo! Os privilegiados que ficaram próximos (bem próximos...) das emoções do jogo foram os maiores colaboradores da excelente renda, que chegou aos Cr$ 28 milhões.

Céu e inferno

Em 1986, na disputa da Segundona, o Glória aplicou sua maior goleada: 6 a 0 sobre o Pradense. Uma semana depois, pelo mesmo campeonato, tomou seu maior “chocolate”, pelos mesmos 6 a 0, contra o São José de Porto Alegre. O placar repetir-se-ia contra o “Leão” em mais duas ocasiões, na Segundona de 1999: levamos meia dúzia de Brasil de Farroupilha e Esportivo.



O “Verdão” da Glória

A primeira camisa do Glória era verde. Como ainda não tinha uniforme próprio, disputou os primeiros jogos com camisas emprestadas pelo Palmeiras, time amador já extinto. Em 1957, o clube apresentou seu primeiro fardamento: camisa azul com gola e mangas amarelas, tendo o Cruzeiro do Sul bordado no peito.

Invencibilidade

A maior seqüência invicta aconteceu durante as temporadas de 2004 e 2005, quando o time completou 20 partidas oficiais sem conhecer derrota. Incluindo três amistosos disputados contra equipes profissionais no período, a invencibilidade chegou a 23 jogos.

Mandando em casa


O mascote do Glória: o Leão da Serra


Em 05 de junho 1988, o Glória venceu o Pratense por 2 a 0 e iniciou uma série invicta em partidas realizadas em Vacaria que só terminou em 30.04.1989, quando da derrota para o Grêmio por 2 a 1. Foram 24 jogos sem derrota, quase um ano de invencibilidade, a maior já obtida pela equipe dentro do Altos da Glória.

Operário-padrão

José Aparecido da Silva, o Uana, é o atleta que atuou o maior número de temporadas pelo Glória. Foram dez no total, entre 1992 e 2001. Em todos esses anos, Uana marcou apenas quatro gols, mas um deles tem um valor especial: o que abriu a contagem da equipe na vitória de 3 a 1 sobre o Internacional, em 02.06.1993, a primeira sobre a dupla Gre-Nal.


De uma só vez!

Ao marcar todos os gols do Glória na goleada de 4 a 1 sobre o Veranópolis, em 23 de maio de 2004, Sandro Sotilli tornou-se o maior artilheiro da equipe em uma partida em toda a sua história.


Um atrás do outro

Amarildo é o jogador que mais marcou gols de forma consecutiva. No Gauchão de 1992, o centroavante compareceu às redes adversárias em seis jogos seguidos.

A Muralha

Quando sofreu o gol de Tiquinha aos 9 da segunda etapa, naquela vitória de 3 a 1 sobre o Ypiranga (17 de julho de 1988), Gasperin não poderia imaginar que acabava de inaugurar o maior período de invencibilidade de um goleiro do Glória. Depois desse gol, foram 586 minutos sem ver a própria rede balançar, o equivalente a seis partidas completas, mais 46 minutos. A casa só voltou a cair em 28 de agosto de 1988, quando Lica, do Dínamo de Santa Rosa, marcou logo aos 10 do primeiro tempo no empate de 1 a 1 contra a equipe de Vacaria.

Que defesa!

E que ataque! Em 1987, a defesa do Glória apresentou seu melhor desempenho: sofreu 14 gols em 24 jogos, o que perfaz a média de 0,58 gols por partida. Já o ataque funcionou melhor no ano de 2001: marcou 36 vezes em 19 jogos, apresentando a boa média de 1,89 gols por jogo.

Temporada

Zé Carlos e Zé Cláudio empatam na disputa de quem foi goleador em um maior número de temporadas: ambos encabeçaram a lista de artilheiros em três anos. Contudo, o primeiro leva vantagem, já que foi goleador consecutivamente (1986, 1987 e 1988), enquanto Zé Cláudio alcançou sua marca em anos alternados (1993, 1994 e 1999).

“Canarinhos” no “Leão”

Em 1995, chegou à Avenida Militar o lateral Hélcio, o primeiro jogador com passagem pela Seleção a atuar em Vacaria. Hélcio atuou em duas partidas pela Seleção Brasileira de Novos no Sul-Americano da categoria, em 1986. No ano seguinte, ganhou a companhia de Luiz Carlos Winck, que atuou pelo Brasil 29 vezes, marcando dois gols. Winck conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de 1984 e 1988 e o Torneio Bicentenário da Austrália, em 1988. Em 2005, o Glória contratou Rémerson, zagueiro que defendeu a Seleção pré-olímpica entre 1991 e 1992, disputando sete partidas.

Segura esse cachorro!

Durante jogo contra o Uruguaiana, em 24 de novembro de 1988, o atacante Zé Carlos deslocou-se para cobrar um escanteio. No momento em que chutou a bola, notou que um dos cães que acompanhavam os soldados da Brigada Militar havia-se soltado e corria em sua direção. Zé Carlos juntou o resto de suas forças e disparou rumo à área. Atrás, o cachorro, que chegou a arrancar um pedaço de sua camisa. O bicho só foi dominado no meio do campo, após muito esforço. Com o coração saindo pela boca, o atacante quase bateu o recorde dos 100 metros rasos. E, pela primeira vez na história, um “Leão” fugiu de um cachorro...

“Tava impedido!”

Pelo Gauchão de 2005, enfrentavam-se em Vacaria Glória e Santa Cruz. Jogo difícil e catimbado, mas o Glória segurava o placar de 3 a 2. Nos descontos, Gustavo marcou o quarto para o Leão em claro impedimento. O auxiliar, porém, nada assinalou, e o juiz confirmou o gol. Indignado, o comentarista da rádio de Santa Cruz do Sul presente ao jogo preparava-se para criticar a arbitragem. Mas a torcida foi mais rápida e, voltada para a cabine onde o comentarista est5ava, começou a gritar, entre gargalhadas: “Tava impedido! Tava impedido!”. Depois disso, o cronista, um tanto constrangido, teve muito pouco a acrescentar...


Cartão vermelho... Para o juiz!

Na disputa da segundona de 1987, o Glória enfrentaria o Aimoré em Vacaria. Na hora marcada, para surpresa geral, o trio de arbitragem designado pela FGF não havia chegado ao estádio. De comum acordo, as equipes aceitaram jogar com arbitragem local. Quando a partida já contava dez minutos do primeiro tempo, o trio originariamente escalado chegou ao Altos da Glória e tentou assumir a direção da partida na marra. Porém, o juiz substituto e a direção das duas equipes não aceitaram a mudança. Resultado: o juiz da FGF e seus auxiliares foram “gentilmente” convidados pela Brigada Militar a deixar o gramado, sob vaias da torcida! O jogo terminou com empatado em 1 a 1.


Parabéns Glória de Vacaria 59 anos de história! Em 2016 estaremos junto contigo no retorno a Série A do Gauchão!

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